Laranja Azeda

60 Capítulo 60 – Entidades, Propostas e Narizes Estranhos


Notas iniciais
Esse capítulo tá muito louco, mas amei escreve-lo e adorei como o título resume perfeitamente o que aconteceu rsrsrsr

Dessa vez Santana tinha ido longe de mais, chegara onde nenhum homem jamais foi, pelo menos não de corpo e alma. O mundo espiritual não era um lugar para humanos, criaturas abissais gigantescas voavam pelo céu iluminado por bolas de fogo azuis, por terra seres bizarros se arrastavam como lesmas.

—Essa é a terra dos deuses, se os seis que conheço não podem devolver meu hormônio, vou achar algum que possa –De onde estava, podia ver uma enorme construção ao longe –Aquilo parece algum tipo de castelo, vou começar minha busca por lá.

Ela caminhou com cautela, a terra era escura, não haviam plantas, apenas rochas disformes, será que aquele era um mundo morto? Quanto mais se aproximava do suposto castelo mais podia perceber como era uma construção diferente, as paredes eram de cristal negro que se erguia por vários metros até chegar numa parte mais larga feita de pedra, um circulo de pilastras no estilo grego.

Santana viu um vulto passando por sua esquerda, assustada conjurou chamas em suas mãos, esse foi seu erro. Várias criaturas terrestre seguiram aquela luminosidade avermelhada e a cercaram.

—Fogo vermelho? –Perguntou uma criatura gosmenta que mais parecia uma lesma gigante.

—Fogo do mundo dos vivos –Disse um homem extremamente magro, ele tinha uns três metros de altura e zero de gordura, suas costelas e demais ossos davam curvas em sua pele, seus olhos eram tão esbugalhados que saltavam de suas orbitas –Cheiro de humano.

—Olá criaturas, entre você existe algum deus? –Santana estava nervosa, eram no mínimo duas dúzias de seres, um mais estranho que outro, mas não podia abaixar a cabeça, tinha que se mostrar confiante.

—Criança, essa é a terra dos deuses, todos aqui somos deuses –Disse a entidade anoréxica e Santana não quis contestar.

—Bem, eu vim ao seu mundo a procura de alguém que possa devolver meu hormônio da repulsão. Sou uma ex possuidora dos hormônios dos deuses.

—Entendo, você veio daquele mundo, pensei que a maldita Serpente já tinha o destruído.

—Ela tentou, mas acabei com ela.

Houve um espanto em geral, os supostos deuses cochichavam e observam aquela humana que dizia ter matado a Serpente.

—Os hormônios dos deuses foram dado aos humanos como presente do próprio Infinito, mas ele não vive no mundo dos espíritos, ele é a entidade máxima, vive com suas próprias regras. Ninguém o encontra, somente ele pode ir até você e não ao contrário.

—Droga!

—No entanto, há um deus conhecido por encontrar coisas perdidas.

—Onde posso encontra-lo?

—Garota, aviso que mesmo nesse mundo de deuses existe hierarquia, o deus que pode ajuda-la esta no topo. Seu nome é Solaris, ele vive no castelo de cristal, seu poder é enorme, tente não irrita-lo, pois ele é famoso por proporcionar a destruição absoluta.

—Destruição absoluta?

—No seu mundo deve existir o conceito de que nada se cria ou se destrói, tudo se transforma. Essa é uma verdade universal, mas alguns seres não se preocupam com a verdade. Solaris pode te apagar totalmente, todos seus átomos, sua alma, sua mente, desaparecerão de modo irrefutável.

—Entendi, não irrita-lo, tudo bem. Obrigado pela ajuda.

—Não entenda mal criança, mas nada nesse mundo é de graça –Os outros deuses começaram a rir, o magricela começou a inchar, sua boca cresceu revelando dentes do tamanho de facas e tão afiados quanto. Diante da ruiva agora estava um crocodilo humanoide de uns cinco metros de altura –Pelas minhas informações, vou querer sua alma.

—Acredite, você não vai gostar dela. Ela é muito azeda!

Santana levitou e lançou chamas no deus crocodilo, infelizmente sua reação foi apenas dar uma gargalhada.

—Suas chamas do reino dos vivos não podem me ferir.

O crocodilo se virou e deu uma rabada da ruiva que despencou no chão bolando na terra negra. Ela tossiu e tentou se levantar, seu ouvido zumbia e ouvia risadas e aplausos.

—Devora ela!

—Estrupa ela!

—Você disse que chamas do reino dos vivos não o ferem? Eu sou uma xamã, estou ligada à ambos os mundos –De pé Santana moveu os braços invocando chamas azuis que se espalharam por todas as direções, os deuses menores fugiram aos gritos, o que parecia uma lesma por ser muito lento acabou sendo queimado. O crocodilo rugiu irritado, pegou uma enorme pedra e arremessou em sua direção.

Santana levantou voo desviando da rocha, o crocodilo esticou sua língua como se fosse um sapo e agarrou a ruiva a puxando rapidamente em direção a sua boca. Ela gritou desesperada e tudo ficou escuro. Estava na boca nojenta do deus.

—Que nojo! –Ela explodiu em chamas azuis, o crocodilo gritou abrindo a boca e a ruiva voa revoltada –Morra desgraçado! –Os olhos dela eram como lanternas, seu corpo estava envolto em chamas, ela lançou uma rajada enorme contra o crocodilo que gritava em desespero.

—Pare maldita! Pare!

As chamas fluíam dela como se fosse uma nascente, o deus crocodilo caiu morto, Santana parou sobre ele e gritou para ser ouvida pelo máximo de entidades que pudesse:

—Sou Santana, a matadora de deuses! Se prezam por suas vidinhas divinas, mantenham distância!

Todos os deuses bateram em retirada. Santana apagou suas chamas e caiu de joelhos ofegante.

—Eu sou muito foda! Agora, castelo de cristal ai vou eu. Espero que o tal Solaris esteja de bom humor.

Ela poderia ir voando, mas achou melhor economizar sua energia e seguiu à pé. Depois de alguns minutos chegou a base da grande construção de cristal negro, não haviam portas e então o jeito foi voar mesmo. Santana levitou até chegar na parte feita de pedra. Pousou com cautela na formação circular, pilastras sustentavam um anel negro de modo que não havia telhado e se podia ver as estrelas. Num canto da construção estava um trono feito de ouro puro, mas não havia ninguém ali.

—Ôh de casa! –Chamou sem obter resposta –Onde será que esse Solaris se meteu?

—Você quer falar com o senhor Solaris? –Uma entidade se manifestou surgindo do nada, ele parecia uma homem normal, a não ser por um detalhe, no lugar do nariz ele tinha um pênis. Ele usava roupas laranja de monges –Eu sou Glandis, o arauto chefe do senhor Solaris. Companheiros –Chamou e outros onze seres semelhantes apareceram –Esses são: Penapilis, Escrotonio, Pintildo, Rolivaldo, Pirocanildo, Eretos, Latejador, Roludus, Peniselton, Prepúcio e o Zé Caralho –A reação de Santana diante aqueles seres foi fazer uma piada:

—Só não transo com vocês 12 agora mesmo porque tenho medo de pegar gripe –E caiu na risada, não aquelas risadas contidas, mas daquelas que chegam a doer a barriga. Ela ficou vermelha, babou e continuou a rir descontroladamente, enquanto os seres com piroca no lugar no nariz a observavam em silêncio, o que era bem constrangedor. Quando finalmente conseguiu se recompor e disse: –Desculpa gente. Onde posso encontrar o Solaris?

—O senhor Solaris não é como a escoria que você deve ter encontrado lá embaixo. Ele é o que se pode chamar de deus maior, uma entidade abissal poderosíssima, ele não aparece pra qualquer um.

Nessa hora uma explosão de poder se fez no céu, seguido por uma perturbação espaço temporal que permitiu aos 13 ali presentes deslumbrarem uma parte distante do universo e de lá saiu Solaris. Santana sentiu um calafrio e tremeu, aquele ser era completamente diferente dos deuses da ilha. Solaris pode ser descrito como a silhueta de um homem, seu corpo era como um universo, sua pele era feita de estrelas, nebulosas e galáxias que se moviam. Ele desceu e sentou no trono de ouro e então abriu os olhos, eram azuis, mas se chegasse mais perto dava pra ver que na verdade se tratava de dois planetas. Fora isso ele tinha tamanho normal.

—Mestre Solaris! –Gritou Glandis se ajoelhando, seu nariz/pênis balançou e pareceu encolher de medo –Essa garota é uma humana vinda da terra dos sete deuses do sexo, ela se proclama assassina de deuses.

—Não gente, vocês ouviram errado, não é nada disso não –Tentou amenizar suas palavras –Só vim conversar, tipo humildemente, sabe, essas coisas, com o senhor todo poderoso Solaris.

—Santana Watson –Solaris falou mesmo sem possuir uma boca –Matadora da serpente, domadora dos deuses, maior xamã que seu mundo já viu, primeira humana a pisar de carne em osso na terra dos deuses. Seja bem vinda.

—Fiquei até sem jeito –Ela disse sorrindo e se sentindo mais à vontade com todos aqueles elogios.

—Você não tem noção do quão é difícil vir até aqui, você fez o impossível.

Nessa hora uma porta de luz surgiu entre eles, um garoto de seus 17 ou 18 anos apareceu segurando uma chave, ele olhou com cara de perdido para todos os lados.

—É... Mundo errado, foi mal. Desculpe atrapalhar, fui! –Ele entrou na porta que desapareceu deixando apenas todos em silêncio.

—Isso foi estranho –Disse o próprio Solaris –Esqueça meu discurso de como é difícil chegar aqui e me diga o porque veio até mim.

—Me disseram que você é o deus que encontra o que esta perdido. Há alguns meses atrás eu sacrifiquei meu hormônio da repulsão para salvar meus amigos, mas o quero de volta, no entanto nem os deuses do meu mundo podem me dá-lo de volta.

—Eles são deuses menores, melhores dos que estão lá embaixo, mas ainda assim menores e insignificantes comparados à mim. Posso sim lhe dar seu hormônio de volta.

Um sorriso se formou em seu rosto, seu coração acelerou, ela já imaginou logo encontrando o Otto e podendo beija-lo, ficar com ele sem ser afetada pelo seu poder.

—Mas claro que tudo tem um preço –Ela suspirou e perguntou:

—Que seria?

—Você carrega um filho no seu ventre, eu o quero. Me dê seu filho e lhe devolvo seu hormônio.

Santana tremeu, ele queria seu filho? Mas ele ainda era um feto. Seu coração doeu, no entanto se ela estava mesmo pensando em fazer um aborto, qual era o problema em dá-lo para um deus maior? Era uma troca onde ela só tinha a ganhar.

—Eu... –É só dizer que aceita! –Eu... –Ela lembrou de sua infância, dos seus pais a criando com carinho, deles adotando o Felix depois da morte de seus pais, de sua família. Do Hector, como o garoto se sentiria se soubesse que seu filho tinha sido entregue à um deus desconhecido –No que estou pensando, o Hector é só um pivete ele não... –As bochechas dela estavam molhadas, ela tocou sua barriga sentindo a vida que crescia ali dentro –Eu...

—Vamos xamã, milhares antes de você já entregaram tudo que amava por poder, por que não faz o mesmo?

—Eu... –Santana sentiu um click dentro dela, era obvia sua resposta –Eu sou foda!

—O que?

—Se eu consegui vir onde ninguém jamais foi, se fui poderosa o bastante pra fazer o impossível, conseguirei lhe dar com o fato desse bebê não ser do homem que amo. Vai ser muita confusão, mas vou conseguir. Encontrarei outro jeito de recuperar meu hormônio, nem que precise encontrar o próprio Infinito! Então obrigado por me receber Solaris, mas a resposta é não.

Era a primeira vez que dizia bebê e não feto, ela enfrentaria vários problemas por causa dele, mas agora estava decidido à tê-lo. Solaris gargalhou e toda a construção de cristal e pedra tremeu.

—É incrível como vocês humanos conseguem amar algo que nem nasceu ainda. Gostei de você garota, então posso lhe fazer outra proposta. Não sou apenas o deus que acha o que foi perdido, também sou aquele que pode apagar a existência, para devolver seu hormônio tenho que pedir algo em troca, mas pra apagar algo, isso faço de graça.

—Não estou entendendo.

—Ao invés de lhe dar seu hormônio, posso retirar o do seu amado Otto.

Santana nunca parou pra pensar naquela possibilidade, estava tão focada em recuperar o seu, que nem imaginou em remover o do Otto. Entretanto fazer isso era correto?

—Não sei se ouso tirar algo dele.

—Lhe darei o poder para fazer isso, conte à ele e pergunte o que quer fazer, se ele te ama mesmo vai topar. O que acha?

—Sim, obrigada. Vale a pena tentar.

—Faremos o seguinte, irei penetra-la e meu esperma divino será como um buraco negro capaz de apagar o hormônio da próxima pessoa que com você transar.

—O Solaris vai transar com uma humana?! –Exclamou Glandis e um alvoroço de comentários se espalhou por seus arautos.

Santana ficou olhando para Solaris imaginando como transaria com ele, afinal seu corpo era como um pequeno universo. Será que ele estava vestido ou pelado?

—Tire a roupa, humana.

Os arautos vieram ajuda-la a se despir, o nariz de um deles se levantou endurecendo e bateu no queixo dela.

—Desculpe, meu nariz fica duro fácil.

—Não foi nada, isso é... Normal.

A ruiva ficou nua diante da entidade, os arautos se afastaram ficando em circulo. Solaris desceu do trono de ouro e caminhou até ela, ele era uma cabeça mais alto, sua mão tocou o seio dela e era algo lindo de se ver, estrelas se moviam animadas na mão do deus. Santana sentiu a estranheza daquele toque, era ao mesmo tempo recebesse um toque físico e um toque místico, como se Solaris tocasse ao mesmo tempo seu corpo e sua alma.

Solaris tocou sua vagina, penetrando-a com seus dedos divinos, Santana gemeu e ao abrir a boca foi beijada, aquele beijo tinha gosto de estrelas. A divindade tinha ganhado uma boca e outra coisa mais embaixo. Pênis e testículos surgiram, eram como contornos eróticos preenchidos por estrelas e nebulosas.

Eles se deitaram sobre o chão de mármore, que estava estranhamente confortável, Santana abriu as pernas, Solaris encaixou seu pênis e a penetrou.

—Aaaaarr! –A ruiva sentia um prazer divino, já tinha transado com deuses, mas aquilo era completamente diferente, ele nem se movera ainda e já lhe fazia gemer daquele jeito.

Solaris a beijou, acariciou seu corpo e então começou a se mover metendo sua rola galáctica na buceta da mortal. Santana apertou o peitoral do deus, era firme e macio como o de um homem normal, se ela fechasse os olhos poderia imaginar que aquele era um sexo normal, mas quando abria os olhos via que transava com um universo personificado.

Ela girou ficando por cima e quicou naquela rola galáctica rebolando excitada, olhou pra sua volta e viu a bizarra cena dos 12 arautos com seus narizes eretos, a maioria com a glande pra fora e toda babada e pra completar ainda se masturbavam com seus pênis que ficavam no lugar tradicional, ou seja, eles tinham dois órgãos sexuais.

Solaris apertou seus seios e começou a meter com tanta força que Santana pulava e vibrava, toda sua pele estava arrepiada, as estrelas no corpo do deus agora estavam se movendo velozmente se tornando estrelas cadentes. O pau dentro dela começou a esquentar e quando ela olhou pra baixo viu que ele brilhava. Mesmo nunca tendo transando com um ser como aquele, ela imaginou que Solaris estava chegando perto.

—Vai goza dentro de mim! Aaaaaar! Isso! Mete assim!

—Oooooooor!

Ele gozou dentro dela e foi como se o esperma percorresse todo o seu interior, Santana gritou gozando e tendo um orgasmo divino, seu corpo aqueceu como se estivesse em chamas e na verdade estava mesmo. Ela não sentiu medo, apenas prazer ainda pulando naquela rola.

—Isso é uma supernova! –E a ruiva explodiu em nível molecular se dissolvendo no espaço.

Um alto gemido foi ouvido, eram os 12 arautos gozando por suas rolas de baixo e pelos narizes eretos em suas faces. Os jatos de esperma se destacavam no chão de mármore negro. Solaris se levantou mexendo em sua rola galáctica, depois estralou os dedos e os átomos de Santana se uniram formando a ruiva novamente.

—O que aconteceu? Eu... Senti como... Sei lá.

—Você morreu, sempre acontece isso quando transo, até mesmo os deuses são destruídos, mas sempre os trago de volta... na maioria das vezes.

—Eu morri?

—Só por alguns segundos, nada de mais. O importante é que agora você carrega um pequeno buraco negro, se a próxima pessoa que você transar possuir um hormônio, lhe será tirado.

—Obrigado por tudo Solaris.

—Irei observar como sua história terminará, boa sorte, pois vai precisar, já que Sinep esta se materializando em seu mundo.

—Você sabe sobre o deus bode?!

—Ele não é exatamente um deus, é uma criatura abissal das profundezas das trevas. Resumindo: Ele é um problema.

—Deixe-me guia-la de volta para seu mundo –Se ofereceu Glandis. Quando Santana olhou pro rosto dele, viu que seu nariz estava maior e semi bombado, seu queixo estava todo lambuzado de seu esperma nasal e a glande ainda expelia líquido lubrificante.

—Deixa quieto. Eu vou sozinha mesmo, valeu galera.

Santana usou seu poder para voltar para ilha. Quando abriu os olhos viu que estava num circulo devastado, tudo no raio de quinze metros à sua volta tinha virado cinzas.

—Pelo jeito suguei toda a energia do lugar.

—O que você fez?! –Disse a voz de James que se aproximou seguido por Diana –Olhe só pra você.

—O que foi? –Santana percebeu que tinha voltado um pouco diferente, Duas mechas enormes de seu cabelos estavam brancos e em seus braços estavam tatuagens tribais –Uau! Além de tudo que passei, ainda voltei mais estilosa do que nunca.

Notas finais
Comentários? Observações divinas? Alguém quer coçar meu nariz?