Laranja Azeda

52 Capítulo 52 – Sensações Alheias


Notas iniciais
Olá pessoal :) Aos poucos fui dando a introdução de uma personagem, acho que alguns de vocês deve ter percebido, então vamos lá finalmente conhecê-la.

Fabrício abriu os olhos e a primeira coisa que viu foi o Felix, aquela era uma ótima forma de se começar o dia. Seu ferimento já estava quase sarando e logo todos poderiam enfim voltar para a Ilha do Escorpião. Sentou-se olhando a sua volta, estavam sozinhos no quarto.

–Onde esta o Hector?

–A Santana o raptou para irem juntos à um show.

–Nossa, e ela não te chamou pra ir junto?

–Chamou, mas preferi ficar aqui, assim poderíamos conversar à sós um pouco –Fabrício adorou esse fato.

–Você quer falar a sós comigo?

–Não posso mais fazer isso com meu melhor amigo?

Os dois riram, Taís trouxe seu café da manhã, depois resolveram jogar videogame, mesmo Residente Evil 4 sendo um jogo incrível, nenhum deles estava prestando muita atenção, principalmente por que conseguiam ouvir o som da sala, Taís tinha colocado na radio e passava a música da Cúpido: “Quero confessar esse amor”.

–Felix, eu... –O ex tímido se inclinou e abraçou Fabrício o mais forte que pôde.

–Obrigado Fafa! Você salvou a minha vida e a do Hector, você quase morreu por mim. Isso não é pouca coisa, jamais vou me esquecer.

Os olhos de Fabrício lacrimejaram revivendo a cena em que a serpente atacou Felix e Hector, ele tinha sido altruísta e se jogado na frente do golpe para proteger quem amava.

–Felix...

Felix olhou pros olhos chorosos do outro sentindo um peso no coração, ele sabia que Fafa o amava, mas se sentia dividido entre dois amores.

–Fabrício me desculpe, estou muito confuso –O garoto em recuperação pôs sua mão sobre a dele.

–Me desculpe por gostar de você, Felix.

–Não se desculpe por isso!

–Não tenho o direito de me meter entre você e o Hector.

–Mas agora já é tarde de mais.

–O que?

–Não adianta mais tentar ficar longe ou algo do tipo, porque eu já estou gostando de você também.

Fabrício abriu a boca chocado, seu coração estava disparado, ele ouviu direito? Seu amado Felix acabou mesmo de dizer que também gostava dele? Ele tentou falar algo, mas só fez um ruído estranho como se estivesse engasgado, tossiu, respirou fundo e perguntou:

–E o que você vai fazer com esse sentimento?

–Não faço a menor ideia.

–Ahh –Suspirou tristemente.

–Mas sabe de uma coisa? Mesmo estando completamente confuso em relação ao que sinto, vou fazer o que eu quero.

–E o que você quer?

–Quero isso.

Felix segurou o rosto de Fabrício e o beijou na boca, seus lábios se tocaram docemente, sua respiração acelerou inconstante, quando suas línguas se tocaram o beijo ganhou mais intensidade e ganhou conotação sexual.

–Não estou bom pra isso ainda.

–Tudo bem, assim esta bom.

Eles sorriram e voltaram a se beijar e trocar caricias, seus corpos reagiam como sempre, beijava em cima e acendia em baixo, suas rolas estavam duríssimas dentro de suas cuecas de super heróis. Aquela troca de beijos estava perfeita e naquele momento não se preocuparam com o futuro, com escolhas ou consequências, queriam desesperadamente o toque um do outro.

Do outro lado da cidade, mais precisamente numa praça lotada de pessoas contemplando um palco onde em breve se apresentaria a nova cantora do momento, Cupido, estavam Santana e Hector.

–Você não faz ideia de como é estranho te ver usando roupas de verdade –Brincou Santana olhando para o loiro usando calças, sapatos, camisa e casaco –Você até parece um garoto normal.

–Obrigado, eu acho. Estou feliz por ter me chamado pra esse show, nunca fui em um antes. Queria que o Felix tivesse vindo.

–Deixa eu te dar uma dica sobre relacionamentos.

–Você quer que eu aceite conselhos amorosos de alguém que só fala com o namorado por telefone mesmo morando na mesma casa?

–Venenoso como sempre! Mas escute, faz bem pro relacionamento dar um pouco de espaço pro outro. Você tem que sair com outras pessoas, se divertir com seus amigos.

–Não sei se você esqueceu, mas até pouco tempo todo mundo da ilha me odiava, não tenho muitos amigos.

–Você tem a mim.

–Ótimo, minha única amiga é uma vadia macumbeira.

–Viado arrogante!

–Sabe que não esta me ofendendo, não sabe?

Os dois riram, Santana passou o braço em volta do pescoço do loiro o enforcando de leve quando a banda começou a tocar e a multidão gritou alto.

–Vai começar!

Cupido subiu no palco ao som de gritos e aplausos, ela era gorda, de cabelos escuros e muita atitude! Vestia calças e jaqueta de couro preto, usava brincos de argola, batom “vermelho puta” e um colar em formato de pimenta.

–Vamos animar isso aqui galera!

–Meus Deuses ela é perfeita! –Exclamou Hector completamente fascinado, Santana olhou para ele.

–Você falou que nem um hetero.

Os dois riram e pularam ao som da música: “Subidas e decidas do prazer”. A ruiva observou todas as pessoas pulando, cantando e gritando loucamente, olhou para o loiro que ria feito criança que ganhou sorvete de flocos. O Show durou cerca de uma hora e meia encerrando com o sucesso: “Fogos de artificio brancos”.

–É hora do show! Droga! Minha frase de efeito perdeu completamente o sentido estando num show de verdade.

–Do que você esta falando? –Perguntou Hector.

–Vem comigo.

Santana abriu caminho pela multidão até chegar numa área repleta de guardas, a ruiva nem diminuiu o passo, moveu a mão direita usando uma magia confundindo os seguranças, ela só parou quando encontrou uma porta com uma enorme estrela dourada com o nome “Cupido” escrito no meio.

–O que vamos fazer aqui?

–Colocar o primeiro passo do plano: Laranja Azeda em ação –Ela abriu a porta dando de cara com a cantora gorda só de peças intimas.

–O que é isso?! Seguranças!

–Relaxa aí gata, eu descobri o seu segredo.

–Do que esta falando?

–Hormônio alheio, você consegue fazer as pessoas sentirem sensações e sentimentos umas pelas outras, é por isso que sua música é tão boa, quando as pessoas escutam tomam logo uma atitude sobre seus sentimentos.

–Não sei do que você esta falando –A cantora vestiu um roupão.

–Não adianta mentir, pesquisei sobre você no Wikipédia! –Acusou Santana –Você nunca namorou, sempre foi uma fracassada até pouco tempo atrás, quando começou a fazer sucesso juntando as pessoas, foi daí que te deram o nome Cupido e depois uma produtora te ouviu cantar e você ficou conhecida. Entretanto tem alguns fatos que consegui entender melhor do que os outros, pois conheço um hormônio dos deuses quando vejo um.

Cupido estava perplexa com aquelas acusações, não entendia que papo doido era aquele sobre hormônios dos deuses, mas entendia o que a ruiva queria dizer, ela sempre conseguiu juntar casais na escola, era uma verdadeira casamenteira, outras vezes já fez pessoas se odiarem, quando enfim conseguiu entender esse seu estranho dom, usou-o a seu favor, fez o dono de uma gravadora se apaixonar por sua mãe, fez ele odiar as outras garotas que os caça talentos indicavam e por fim conseguiu ser lançada como cantora.

–Como você sabe sobre essas coisas? –A gorda perguntou receosa.

–Por que já fui como você, já fui uma possuidora dos hormônios dos deuses, e este garoto aqui, ainda é –Cupido olhou para o loiro.

–Você também consegue controlar os sentimentos das pessoas?

–Não, eu tenho o hormônio do primeiro prazer.

–E?

–Basicamente consigo saber quem é ou não é virgem.

–Que poder inútil.

–Você não é mais tão legal quanto eu achava, sua virgenzona gorda!

–Eu não sou virgem!

–Ah é sim.

Cupido ficou extremamente vermelha, tinha 23 anos e ainda era virgem, ela controla os sentimentos das pessoas, no entanto não conseguia controla-los para que sentissem por ela.

–É por isso que você chamou de hormônio alheio? –Perguntou à Santana e ruiva entendeu na hora.

–Você não pode fazer as pessoas gostarem de você. Eu vim te falar pra não se sentir uma aberração, posso te ajudar a entender seus poderes...

–Escuta aqui projeto de professor Xavier, não me sinto uma aberração, sou famosa!

–Fama nem sempre é uma coisa boa.

–Você esta me tirando do sério! –Berrou Cupido.

–Eu só quero ajudar! Te levar pra uma ilha e...

–Você quer me sequestrar?

–Não é isso...

–Vocês dois –Começou Cupido os encarando – Estão morrendo de vontade de transar, tanta que nem vão se importar em me ver passando por vocês e indo embora.

O hormônio alheio fez efeito certeiro, Santana e Hector se encaram como animais famintos, Cupido passou por eles, deu uma jogada de cabelo divosa e fez uma provocação:

–Vocês mexeram com a artista errada –E saiu do camarim.

–Hector...

–Santana...

–Sabe quando falei que você ficou muito esquisito de roupa? Acho melhor você tirar.

–Sabe quando te chamei de vadia? Acho melhor você vir mostrar que eu estava certo.

Os dois se atracaram se beijando desesperados, arrancando as roupas e enroscando as línguas. O casaco e camisa de Hector foram arremessadas longe, Santa tirou a blusa e a saia ficando só de peças intimas depois se abaixou tirando as calças do loiro, ele estava sem cueca.

–Nunca me acostumo a usar esse pedaço de pano.

–Melhor assim.

Santana se levantou o beijando e masturbando-o, Hector gemeu excitado e mordeu o lábio inferior de sua amiga. Ele foi empurrado numa poltrona, a ruiva se ajoelhou, agarrou o pau dele batendo punheta com força, o outro gemia e fechava os olhos, mas foi quando ela caiu de boca que ele gritou de prazer.

–Ooooor! Isso! Chupa assim! Ooor!

A ruiva tirou o sutiã com o pau na boca, agora seus seios balançavam e se esfregavam nas cochas do garoto. Sua língua deslizava por toda extensão daquela rola, ela abocanhava tudo de uma vez, o masturbava, descia chupando suas bolas depois voltava pro caprichado boquete.

Hector se levantou e jogou a ruiva em seu lugar, agarrou sua calcinha arrancando-a de uma vez, se abaixou primeiro mordendo o interior de suas cochas e depois indo pra buceta já esperando sentir o gosto azedo, mas ao invés disso sentiu o gosto normal das mulheres, ele preferiu assim. Sua língua dançava para todos os lados, lambendo os lábios externos da vagina, chupando o clitóris e se deliciando com o gosto e com o som dos gemidos da ruiva.

–Oh Hector! Come minha bucetinha come!

O loiro esfregou seu pau que pulsava com sua ereção latejante naquela buceta molhada e quente doida pra ser fodida, ele encaixou e foi deslizando aos poucos e os dois gemeram juntos. Santana sussurrava pedindo que ele metesse e o loiro assim o fez, sua rola entrava e saia, seus corpos conectados, seus órgãos numa fricção que aumentava o calor e o tesão. Os dois se beijaram, os bicos dos peitos de Santana pareciam pedras de tão duros, ela arranhou suas costas, ele mordeu o pescoço dela e o cassete continuava a entrar e sair!

Ele saiu de dentro dela, Santana se virou de costas empinando a bunda e rebolando provocando aquela piroca, sabia que o Hector gostava mais de cú do que de buceta e ela era do tipo que gostava de dar tudo. O loiro se abaixou chupando aquele buraco o preparando para ser penetrado, depois empurrou a cabecinha, sentindo o aperto lhe dar o maior tesão, depois foi empurrando até o talo.

–Aaar! –Santana deu um gritinho –Arromba esse cú!

Hector começou a meter com força, naquela posição tinha muito mais mobilidade e não se conteve, arrochou em meter pica pra dentro. Santana sentia arrepios percorrendo suas costas e pernas, olhou para o espelho da penteadeira da Cupido e pode ver a ela e ao seu macho novinho que a fodia. Seu rosto era tão bonito, a cara de moleque travesso a estavam deixando cada vez mais molhada, ele metia em seu cú e sua buceta respondia ficando toda babada.

–Mete com força, viado!

–Empina esse rabo, vadia!

Os dois riam e trepavam com vigor, mudaram de posição, Santana ficou por cima rebolando naquela rola, Hector apertava seus peitos e olhava pra cara da outra, e pensar que no início a odiava, se lembrou da primeira vez em que transaram, era a coroação da ruiva, o marrento enfiou sem dó nem piedade querendo provocar dor, mas Santana virou o jogo rebolando com muito mais força como se fosse uma batalha e o fez gozar, entretanto não lhe deu o prazer de gozar dentro, no último instante se ergueu o deixando ejacular no ar. Eles tinham uma grande rivalidade antigamente, Hector antes queria provocar-lhe dor, mas agora queria lhe dar muito prazer.

Santana saiu de cima dele e voltou a lhe pagar um boquete só que desse vez com direito a fio-terra, o loiro revirou os olhos e começou a tocar uma punheta enquanto mais e mais dedos iam entrando.

–Agora é sua vez de rebolar, safado! –Ela já enfiava os cinco dedos e empurrava o máximo que podia, chegou a pensar que ia colocar a mão toda.

–Estou perto de gozar!

Ela puxou a mão e voltou a sentar naquela piroca, o loiro sentou-se de modo que seus corpos suados grudaram se esfregando, a ruiva rebolava com tanta força e velocidade que o garoto revirava os olhos e fazia caras e bocas, estava quase chegando lá! Lembrou-se novamente de quando Santana o deixou gozando no vácuo, eles estavam na mesma posição, mas dessa vez eles não estavam competindo, estavam compartilhando!

–Vamos gozar juntos Hector! Aaaaaar!

–Ooooooor! Caralho! Oooor!

Hector gozou dentro sentindo sua porra sendo bombeada pra dentro daquela buceta quente e molhada, Santana empurrava os quadris pra baixo para sentir a penetração mais fundo, sentindo-se preenchida com aquele esperma que parecia ferver!

–Que tesão da porra!

Eles pararam ofegantes, Santana se levantou com as pernas bambas, o esperma escorreu por suas pernas e se deitou no chão. Hector foi e se deitou ao seu lado. Depois de um tempo o efeito do hormônio alheio foi passando e eles caíram na real.

–Aquela vadia gorda nos manipulou! –Protestou Hector.

–Eu quero recruta-la para ir pra Ilha do Escorpião, o hormônio dela vai ser muito útil contra o James.

–Tudo bem, vou ajudar você a convence-la.

–Como? Xingando ela novamente?

–Você esta desprezando a minha ajuda?

–Não, só estou dizendo que você podia tentar ser mais gentil.

–Gentil é cabeça da minha rola! –Santana ia brigar, mas caiu na gargalhada e o loiro a acompanhou.

–Adoro brigar com você.

–Eu também.

Os dois se vestiram e foram pro ponto de ônibus, não conseguiriam encontrar a Cupido novamente naquele dia, mas Santana tentaria novamente, e uma coisa é certa: Ela nunca desiste.

Notas finais
Os amiguinhos da vez arrancaram suspiros de alguém?