Lances da Vida
11 Capítulo 9 - She Will Be Loved
Notas iniciais
Estão curtindo as férias? ^^ Espero que sim, e eu, como filha de Deus, kk, também estou férias. Eee! * comemora*
Bem, e claro que nas férias não pode faltar leitura, então, aqui estou com o novo capítulo de LDV! E esse não demorou muito né? ;D
Queria como sempre agradecer a vocês, as melhores leitoras do mundo por comentar e por tudo carinho que tem pela fic. Obrigada flores!
Sei que todas estão curiosas pra saber a reação da Bella né, então, chega de falação. Ah o capítulo não está betado, então, por favor, perdoem qualquer erro.
Sem mais, boa leitura e até lá em baixo!
Capítulo 9 — She Will Be Loved
POV. Edward Cullen:
Silencio.
Mesmo que subconscientemente eu havia previsto uma lista de possíveis reações de Bella e na pior das hipóteses ela nunca mais falaria comigo e me ignoraria pelo resto da nossa existência. Na melhor das hipóteses ela se jogaria em meus braços e diria que me amava.
Mas na realidade, nada disso aconteceu de fato e o silencio mortal e desconcertante continuava a reinar na sala e eu estava ficando cada vez mais nervoso, meu coração palpitando freneticamente.
Bella olhava para todos os lados em busca de socorro, seus olhos castanhos-achocolatado extremamente arregalados, seu rosto vermelhinho como um pimentão e lábios inertes e pálidos. Quem olhasse de outro ângulo, diria que ela estava estática como uma estatua, exceto pela sua respiração rápida que movia seu peito e enchia os pulmões. Ela parecia em choque, ou apenas assustada demais para falar qualquer coisa.
Talvez aquela não tenha sido a hora certa, afinal.
– Eu acho melhor nós sairmos. – Rose murmurou e eu pude ouvir o som de passos ecoando para longe, deixando apenas o vácuo de suas vozes surpresas.
Estávamos sozinhos agora e eu senti quando seu corpo relaxou e seus lábios se abriram, eu soube que finalmente ela iria falar.
– Edward, que brincadeira é essa? – Ela disse com expressão confusa, sua voz tremulava no ar e seu corpo se afastou abruptamente. – Eles... Eles... Vão acreditar... Vão pensar que é verdade... Eu não... Por que disse isso?
Eu engoli seco.
– Não, não, não. – Disse respirando fundo seus olhos lutando contra as lágrimas – Isso... Isso... Não pode ser verdade. Você está brincando, não está?
– Não é nenhuma brincadeira, é a mais pura verdade – Disse convicto segurando a sua mão. — Me perdoe se eu te surpreendi, mas acredite, é algo novo para mim também. Eu gosto muito de você Bella, eu te amo desde o dia em que te vi pela primeira vez naquela festa.
Ela fez que não sacudindo a cabeça com fúria.
– Você é muito mais do que eu sonhei, Bella. – Continuei – Você é minha vida.
– Isso não está certo. – Murmurou para si mesma. — Não pode estar certo.
– Você não acredita em mim, não é? – Sibilei baixo, eu podia ver o medo estampado em seus olhos castanhos, mesmo que ela não me encarasse. — Por que não acredita que eu seja capaz de te amar?
Ela não respondeu a minha pergunta, mas inesperadamente, ela juntou nossas mãos, alinhando-as, como se comparasse os tamanhos de nós dois. Sua palma minúscula mal cabia dentro da minha, pequenina e delicada. Éramos muito diferentes.
Bella – assim como eu – sabia que as nossas diferenças transpunham a diferenças físicas; era como se um abismo tivesse aberto em nossos pés, nos separando. E aquela era forma que ela encontrara de me avisar isso.
– Eu não posso fazer isso.
O gosto amargo da rejeição ainda estava em mim, quando ela se levantou abruptamente e saiu correndo em disparada em direção à porta sem aviso. Eu saí atrás dela sem pestanejar, e dois décimos de segundo depois nós estávamos parados no meio da rua silenciosa, eu segurava seu braço com delicadeza, impedindo que ela saísse. Assim que saímos da casa senti um vento frio chicotear nossos rostos sem dó, e me fazendo estremecer.
Bella mantinha os olhos fechados com força e um semblante torturado, num gesto surpreso seus olhos se abriram encontrando os meus e eles pareciam transmitir uma mistura de medo e indecisão.
– É tão horrível assim que eu te ame? – Perguntei derrotado, sentindo um bolo se formar em minha garganta.
Ela não me amava.Aquela constatação fez meu coração doer. Por dentro eu estava em revulsão, como se os pedaços dos meus átomos estivessem revertendo à polaridade e se afastavam um do outro com explosões.
– O amor machuca, Edward. – Ela disse deixando lágrimas quentes descendo por sua pele macia – É como brincar com brasas de fogo e esperar não ser queimado, é inevitável. Não há escolhas.
Ela estava ofegante enquanto falava e balançava a cabeça negativamente enquanto o vento chicoteava nossos rostos e seus lábios ficavam ainda mais pálidos que o comum devido ao frio e seus cabelos ondulavam com o vento.
Rejeitado.
– O que você quer? – Falei com voz contida segurando seu rosto de porcelana em minhas mãos. — Eu te daria qualquer coisa, Bella.
Eu não me importo de passar todos os dias
Do lado de fora, na esquina, na chuva caindo.
Procure a garota com o sorriso partido
Pergunte a ela se ela quer ficar por um tempo
E ela será amada
♫ She Will Be Loved — Maroon 5 [letra / video] ♫
E então eu entendi. Pela segunda vez eu tive uma visão daquela marca rosada que repousava entre seu pescoço e seus ombros descendo suavemente por dentro de sua blusa de frio. A marca que comprovava que Bella havia sido ferida pelo amor num tempo não muito longe daqui.
– Eu nunca te machucaria, Bella. – Assegurei.
E não houve hesitação dessa vez. Eu a embalei protetoramente na escuridão, firme contra meu peito enquanto sentia toques suaves e gélidos em meu rosto. E me surpreendi quando percebi que pequenos flocos brancos de neve caiam do céu deixando uma paisagem branquíssima.
Naquele momento eu senti uma enorme vontade de beijá-la, por mais insano que parecesse. Quem em sã consciência faria isso? Eu havia me declarado pra ela e havia sido rejeitado e agora eu queria beijá-la. Não havia sentido nisso.
Nossos rostos só estavam há alguns centímetros de distancia, e eu rapidamente acabei com essa distancia, e mesmo nessa situação, me sentindo rejeitado, não pude evitar de agradecer imensamente quando ela correspondeu com veemência.
Seus lábios eram doces e acalentadores e de repente, me vi imerso na mesma sensação que senti quando nos beijamos pela primeira vez, no seu apartamento. O mesmo frio na barriga e formigamento enquanto nossos lábios se moviam em sincronia perfeita e o coração martelando contra o peito enquanto eu a puxava automaticamente para mais perto de mim e ao mesmo tempo, a sensação de libertação e plenitude.
Queimando.
O ar faltou em nossos pulmões em sincronia, e apesar de querer continuar com os lábios sobre os dela, eu me afastei arfando.
– Não me siga, Edward. – Avisou saindo desnorteada.
E pela segunda vez ela saiu fugindo de mim na noite escura, enquanto a neve fora de época continuava a cair e eu olhava na direção que Bella tinha desaparecido.
POV. Bella Swan:
‘’Eu estou apaixonado por você, Bella.‘’
Essa frase martelava em minha cabeça enquanto eu me despia para tomar banho. Passei as mãos pelos meus cabelos e entrei em contato com a água quente que já caia pelo meu corpo. Gotas acertavam minhas costas rapidamente, fazendo uma leve pressão em meus ombros.
E naquele momento me deixei levar enquanto escorregava meu corpo e sentava no chão frio, me enrolando sobre mim mesma, como uma pequena bola de tricô. Meu peito latejava e doía à medida que a minha mente projetava as cenas de mais cedo e eu me senti sufocada.
Eu tinha sido uma completa covarde. Fugira correndo e pegara o primeiro ônibus para casa depois do nosso beijo sobre os flocos de neve. Nosso segundo beijo. Para quem olhasse de outro ângulo, era uma cena bonita, um casal de beijando numa rua escura após uma declaração de amor. Mas essa não era a realidade em que vivíamos e minha mente não parava de gritar que isso jamais daria certo.
Toquei meus lábios com a ponta dos dedos, e eu ainda conseguia sentir o gosto de seus lábios calorosos e mornos, eles se movendo em sincronia com os meus e fiquei sem reação por duas batidas de coração.
Somos capazes de amar mesmo depois de termos nosso coração destroçado? Eu não sabia responder a essa pergunta, mas sabia de uma coisa, eu não era capaz de confiar. Depois de tudo que me aconteceu eu ainda não era capaz de amar e me entregar completamente a esse sentimento.
Naquele instante senti deliciosas lembranças aflorarem, eram lembranças dos meus pais.
Eu tinha apenas quatorze anos e era mais um dia comum e nebuloso em Forks. Meu pai Charlie estava sentado na sua cadeira de sempre já vestido com sua farda, pronto para o trabalho e minha mãe Reneé sorria sentada confortavelmente em seu colo enquanto papai colocava uma uva em sua boca.
Eu ri olhando a cena encostada no batente da porta sem chamar a atenção deles.
– Bom dia – Falei sorrindo ao adentrar a cozinha.
– Bom dia, bebê. – Minha mãe disse sorrindo singelamente e foi impossível não sorrir de volta.
Eu me sentia a garota mais sortuda do mundo, ali era como se existisse uma pequena bolha de amor e cumplicidade que jamais poderia ser quebrada. Era minha família e eu me sentia a filha mais amada do universo.
– Bom dia, filha. – Charlie respondeu se recompondo e ajeitando a sua farda, dando um leve tapinha na coxa da minha mãe para que ela se levantasse e eles trocaram um selinho me fazendo enrubescer. Eles eram assim, sempre trocando carinhos pela casa, ou mesmo quando dormiam abraçadinhos no pequeno sofá alaranjado da nossa sala.
– Se comporte Chefe Swan, sua filha está aqui. – Mamãe brincou ao ver meu rosto corado. Ele pegou os dedos dela e a puxou para perto. Ela riu tentando se afastar e eles trocaram um novo selinho.
Naquele dia, enquanto eu ajudava no almoço eu perguntei a minha mãe como ela descobriu que tinha encontrado a pessoa certa, mesmo tenho dezessete anos quando se casou com meu pai, e ela me respondeu:
– Eu tive certeza quando percebi que jamais seria capaz de viver sem ele. – Mamãe disse enquanto picava os tomates. – Enquanto eu respirar, jamais haverá outra pessoa.
Sorri de olhos fechados com a lembrança. Meus pais sempre foram um grande exemplo para mim, um exemplo de família, de carinho e acima de tudo, de amor. Apesar de todas as dificuldades que passaram juntos, e ainda passavam, eles se mantinham firmes em seu objetivo: viver e envelhecer juntos. Eu tinha a certeza que nenhum dos dois seria capaz de viver sem o outro e isso os tornava mais fortes para enfrentar tudo que viesse pela frente.
E foi essa constatação que abrira completamente meus olhos, me deixando completamente desnorteada. Ele me amava. Edward me amava e tinha de declarado para mim e eu estava ali completamente acuada como um bichinho indefeso. Isso não parecia ser certo, ou mesmo justo ou sano.
Eu precisava fazer alguma coisa para consertar isso.
Comecei a me secar rapidamente sentindo leves tremores tomar conta de mim, e só então notei que a agua que caia do chuveiro agora estava fria, e por pouco eu não tive uma hipotermia. Eu realmente havia perdido a noção do tempo e do espaço ali. Foi ai que eu ouvi o barulho da porta sendo aberta e fechada em seguida provocando um baque surdo.
Edward. Meu coração bateu mais forte dentro do peito, como se fosse capaz de saltar para fora a qualquer instante.
Abri a porta hesitante e ouvi o costumeiro rangido provocado pelas velhas dobradiças enferrujadas e gastas pelo tempo. Espiei do lado de fora rapidamente e não havia ninguém no corredor, que estava tão vazio quanto quando eu chegara em casa. Mas eu não estava tão sozinha quando imaginava e pude constatar que minha intuição acertara novamente assim que eu o vi na sala.
Ele olhava fixamente para o porta retrato em suas mãos com um sorriso doloroso. Eu podia apostar que era a foto do nosso passeio do Central Park. Assim que meus olhos continuaram a varrer o local, meu pequeno sorriso foi se desmanchando assim que vi uma muda de roupas dele perfeitamente dobradas e empilhadas ao seu lado no sofá.
– Aaode voc-ê v-a-i?! – Perguntei gaguejando sentindo meu estomago se contrair.
A simples menção de ele partir embora me fez resfolegar, esfregando as mãos nervosamente. Seu rosto virou em minha direção e sua expressão parecia surpresa em me ver ali. Por alguns instantes ele permaneceu em silencio, como se não soubesse o que responder.
– Oi – Ele murmurou baixinho – Eu acho que você tinha razão Bella, isso nunca daria certo. Eu agradeço tudo o que você fez por mim, de verdade, mas não posso mais continuar aqui, por isso estou indo embora.
Doeu. Assim que aquela frase adquiriu sentido senti como se uma lamina afiada tivesse sido cravada em meu peito, deixando um ferimento profundo e doloroso. Eu não saberia como viver sem ele, por que apesar de tão pouco tempo de convivência, ele era a primeira pessoa que eu via quando acordava, era o único que me fazia sorrir quando eu estava deprimida, que fazia tudo para me agradar, ou mesmo ficava acordado até de madrugada me ajudando a estudar. Então as lembranças vinham em enxurrada:
Nosso encontro na festa.
As taças quebradas.
O Central Park.
Sua visita inesperada.
Nosso primeiro beijo.
O susto de Alice.
Sua aparição no meio da noite, e eu deixando-o ficar.
As travessuras com Jessy.
A declaração.
Nosso segundo beijo.
– Bella, você está bem? – Sua voz soou apreensiva. – Você está pálida.
A realidade se chocou contra mim como um carro em alta velocidade, causando um grande e irreversível impacto – eu amava Edward tanto quanto ele me amava. Ele já havia se tornado parte de mim, parte da minha vida, e a última coisa que eu queria era que ele saísse dela.
Beija! Beija! Beija! Beija! Minha mente gritava.
Sem tempo para que ele pudesse processar, andei até ele devagar, até ficar perto o bastante. Eu podia sentia seu cheiro me inebriando e seu hálito fresco tocando a minha pele e eu fechei os olhos institivamente.
– Bella, o que você... – Ele disse hesitante sem conseguir completar a frase, e eu podia ter uma leve noção de seu peito subindo e descendo rapidamente.
Não havia mais duvidas ou receios agora e foi infinitamente melhor. Quando os seus lábios encontraram os meus, eu sabia que poderia viver até os cem anos e visitar todos os países do mundo, mas nada iria se comparar àquele momento que eu o beijei, aquele formigamento familiar tomou conta de todo meu corpo, enquanto borboletas faziam festa em meu estomago.
Como se tivessem vida própria, minhas mãos foram para os seus cabelos curtos e sedosos, e ele me puxou para mais perto dele, tão perto que eu jamais imaginei ser possível, e sua mão livre acariciava meus braços até a cintura, fazendo meus pelinhos eriçarem.
– Eu sei que demorei tempo demais pra descobrir, mas... – Interrompi ainda arfando, e levei sua mão direita ao meu peito onde meu coração batia acelerado – Eu te amo, Edward.
Ele piscou duas vezes aturdido pelas minhas palavras, minha confissão. Ele parecia em choque seu rosto parecendo uma mascara, paralisado, então seus lábios se abriram projetando o sorriso mais lindo que eu já tinha visto em toda minha vida.
– Eu amo o jeito que você mexe no cabelo, ou quando você sorri torto, amo o jeito que seus olhos brilham como duas pedras preciosas, amo a maneira que você me faz sentir segura. Amo o dia em que eu pude conhecer você. – Continuei sentindo meu rosto enrubescer – Eu te amo.
– Eu te amo, Bella.
Eu envolvi o pescoço dele com os braços e o puxei mais para perto até seus lábios tocarem os meus. Ele me abraçou me puxando mais forte contra seu peito. Nossos lábios se movendo juntos, se fundindo como se nunca fossem se dividir.
Naquele instante eu me senti como se eu fosse uma princesa que havia acabado de encontrar o seu príncipe encantado, a felicidade mal cabia dentro do meu peito, tudo parecia brilhar e sentia-me como se as coisas pudessem sim dar certo para nós.
– Não vá embora, eu não sei mais viver sem você. – Confessei.
– Eu não vou, Bella. – Eu sentia sua respiração mover meu cabelo quando ele falou e me abraçava mais forte – Nunca.
– Então nós... Somos... Namorados?
Ele sorriu.
– Namorados não oficiais. – Ele disse pousando a cabeça em meu ombro. – Mas em breve vou cuidar disso.
Sorri unindo nossos lábios num selinho casto.
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Apenas uma semana tinha de passado desde o episodio no apartamento, e eu não poderia estar mais feliz. Agora estávamos num relacionamento de verdade, como parceiros, apesar de não ter havido pedido oficial. Amar verdadeiramente havia me tornado muito melhor, e é claro, Alice quase teve um ataque quando contamos que estávamos juntos.
Hoje era o dia das provas finais de fim de semestre no Golden Eage e eu estava razoavelmente confiante, eu tinha estudado bastante para conseguir uma boa nota. Eu tinha que tirar uma boa nota, afinal, minha bolsa de estudos em Cornell estava praticamente garantida. Mas ao contrário de mim a maioria dos alunos não parecia interessados nas provas ou em boas notas, já que para maioria deles as bolsas para medicina estavam garantidas. Porém eu me perguntava que tipos de médicos seriam, mas isso só o tempo poderia responder. Honestidade, Diligencia e Comprometimento – era o lema da escola. Não era permitido conversar durante os exames, por isso assim que a Sr.ª Morales entrara na sala segurando em suas mãos as provas lacradas num plástico transparente.
Eu engoli seco sentindo uma pitada de nervosismo e ouvi um risinho baixo ecoar, e bufei ao ver que Mike estava sentado na carteira atrás de mim e algo me dizia que algo estava errado, afinal, por que ele sentaria tão perto de mim?
– Boa prova a todos, daqui a cinquenta minutos eu irei recolher as provas. – A professora disse ajeitando seu uniforme e olhou para mim. – E qualquer tentativa de cola, providencias enérgicas serão tomadas.
E assim a prova começou. Assim que eu cheguei à quinta questão, que falava sobre Hemograma e Coagulação Sanguínea, vi um pequeno pedaço de papel voar e pousar ao lado da minha cadeira. Peguei-o curiosa e levantei a mão chamando a professora.
– O que está fazendo Senhorita Swan? – Perguntou a professora com cara de poucos amigos.
– Mike deixou cair isso, senhora. – Expliquei pacientemente e ouvi um burburinho se formando no canto da sala – Ia apenas devolvê-lo.
Mike revirou os olhos para o papel, voltando a se afundar na cadeira.
– É seu papel, Mike. – Insisti voltando a estender o pequeno papel a ele. Afinal, o que ele queria?
Mike olhou para o pedaço de papel analisando-o. Ou pelo menos fingindo, examinar.
– Enlouqueceu, garota?! – Disse irônico – Essa nem é minha letra.
Meus olhos de arregalaram em choque quando examinei cuidadosamente o papel. A letra cuidadosamente escrita e desenhada, idêntica a minha, nem mesmo uma pequena linha para diferenciar. Era uma excelente imitação, mas nem mesmo tive tempo de reagir, pois a professora apanhou o papel com rudeza das minhas mãos.
– Bem, senhorita Swan. – Disse a professora me encarando através dos óculos com sua habitual expressão azeda e carrancuda – Parece que finalmente descobrimos os segredos de suas excelentes notas nas provas. Essas são as respostas do teste.
Eu ofeguei sentindo meus olhos arderem e minhas mãos tremerem freneticamente. Não era possível. Eu tinha caído como um patinho na armadilha de Mike, e agora todo meu futuro estava em perigo e essa com certeza foi muito pior do que o leite estragado.
– Senhora, esse papel não é meu. – Insisti tentando me conter, e pela visão periférica vi Mike e Riley prendendo o riso enquanto e professora me encarava- Por favor, tem que acreditar, eu estudei muito para essa prova, meu futuro depende disso!
– Sinto muito queridinha, mas já tenho provas o suficiente. E se seu futuro depende disso, você não terá um futuro. – Ela disse apanhando a minha prova e picando em pedacinhos – Você terá de vir comigo até a diretoria.
Não, não, não!
– Swan, acho que você se deu mal agora. – Mike disse debochado cruzando os braços. Tive momento de voar até ele e socá-lo até ele desmaiar. – Pobre Isabella do Brooklyn.
Todos os outros alunos riram de sua piadinha infantil enquanto assistiam o que parecia ser um espetáculo interessantíssimo, e eu era a boba da corte deles.
– Silencio! – Ralhou a professora. – Não quero bagunça aqui!
– Eu posso provar a verdade. – Falei enquanto guardava meu material na bolsa. – Amanhã eu posso fazer outra prova, na sala do diretor.
A professora parou a meio metro da porta de saída, e sua expressão visivelmente mais suave, e sorri ao ver o rosto de Mike se contorcer de raiva. Como se considerando a hipótese, senhora Morales me encarou por um longo momento. Então olhou ao redor, para cada rosto, cada rosto que dizia que eu não era bem vinda ali.
– Certo, vou te dar uma segunda chance, Isabella. – Miou contrariada – Amanhã na sala do diretor Aidan, e não tente nenhuma gracinha.
Sorri vencedora, pelo menos, eu tinha conseguido uma vitória.
Mais tarde quando o sinal barulhento finalmente nos liberou, eu pude respirar aliviada. O clima estava ficando cada vez mais difícil no Golden Eage, e não sabia quanto tempo ainda poderia aguentar todos aqueles insultos e brincadeirinhas sem graça.
Fechei os olhos respirando fundo.
Tenho que ser forte.
Mas foi só pensar no lindo sorriso torto de Edward que toda a tensão se dissipou, como nos dias de tempestade em que um lindo arco íris faz tudo ficar perfeito. E ele era minha fortaleza, a pilastra que me dava forças para seguir em frente.
Edward viria me buscar hoje no colégio. Meu namorado viria me buscar hoje no colégio, e eu sentia uma imensa ansiedade correndo pelas minhas veias. Sorri ao imaginar a expressão de todos aqui ao vê-lo entrando aqui e nós dois sairmos de mãos dadas.
Soltei um risinho empolgado, mas infelizmente a minha alegria durou pouco. Franzi o cenho quando não o encontrei em nenhum lugar no Campus que ficava cada vez mais vazio enquanto eu continuava sentada embaixo da enorme estátua que era o símbolo do colégio.
Gemi desgostosamente quando vi Mike caminhar em minha direção com um sorriso cínico e sua namorada, Jessica Stanley, agarrada a ele como se o segurasse para que ele não escapasse. Pedi aos céus que eles passassem direto e me deixassem em paz, mas infelizmente isso não aconteceu.
– Olá Isabella. – Jessica disse com desdém estalando a língua. Ela não era alta, tinha estatura mediana, uns seis centímetros a mais que eu. Ela vestia a roupa curta e apertada, típica das lideres de torcida da qual era líder.
Ignorei-os olhando em volta em socorro, pedindo para que Edward chegasse logo, ou então à situação iria ficar feia. Mas não havia nenhum sinal dele.
– Ei Swan, sabia que é falta de educação não responder a algum comprimento? – Mike disse num rosnado. Eu sabia que ele esperava que eu me desse muito mal com o gabarito da prova, mas seu plano tinha fracassado. – Jéssica está falando com você, não ouviu?
Grunhi me afastando rapidamente.
– Sério? – Falei irônica – O que você quer, Newton?
– Acho que você fora do Golden Eage já está bom pra mim. – Disse entre dentes. – Não entende garota que aqui não é o seu lugar?
Eu abri a boca prestes a responder Mike quando uma picape Chevrolet num tom único de laranja entrou no estacionamento, atraindo a atenção de todos os alunos que ainda restavam no colégio. E pelo visto eu não era a única curiosa ali, pois Mike saiu de perto e mim quando a porta da picape se abriu.
E meus olhos não acreditavam no que viam, minha boca de abriu institivamente quando Edward desceu da picape com um lindo sorriso torto. Meu namorado. Ele passou a mão nos cabelos e piscou pra mim me fazendo enrubescer.
O tempo parou naquele instante pra mim, não havia nada mais perfeito, até mesmo o casal ‘’ Eu não te quero aqui’’ foi esquecido. Não tinha nada na minha mente a não ser ele.
– Oi amor. –Ele disse sorrindo me abraçando por trás. Eu me mexi um pouco incomodada por ser o centro das atenções naquele momento. Eu não estava acostumada com tanta intimidade e foi inevitável não corar. –Está tudo bem?
Fiz que sim sorrindo sentindo meu coração se aquiescer imediatamente.
– Edward?! – Mike disse boquiaberto olhando para do meu rosto enrubescido para o rosto de Edward e depois para as nossas mãos unidas. – Vocês estão...
– Fico feliz que você já conheça minha namorada, Mike. – Ed disse o interrompendo e vi o garoto de cabelos loiros engolir seco quando ele passou os braços em torno da minha cintura. Eu fiquei feliz por ele estar me segurando firmemente ou então já teria desabado no chão.
Eu respirei fundo. No fundo eu tinha medo do que Mike faria agora que sabia que Ed e eu estávamos namorando. Ele contaria a Carlisle? Estávamos em perigo? Deveríamos nos preocupar?
– Bem... Bella... – Mike disse meu nome com uma careta de desgosto. – Eu já estava indo.
– Até mais, Newton. – Ed disse com um sorriso cínico nos lábios, que na verdade era um sorriso de pura provocação, pois ele sabia todas as humilhações que Mike me fez. Assim que os passos deles saíram de forma bruta pelo chão eu me virei para encarar meu namorado que me encarava com uma expressão travessa.
– O que?
– Ele estava te amolando, não estava? – Ele perguntou num tom preocupado. – Ele te machucou?
– Não, só estava sendo inconveniente, amor. – Falei omitindo o fato de eu quase ter me dado muito mal nas ultimas provas por causa daquele mauricinho. – Mas o meu namorado me salvou.
Ele sorriu colocando uma mecha do meu cabelo para trás.
– Agora tem algo a me explicar, mocinho. – Falei séria apontando com a cabeça para picape – De quem é aquela picape, Ed?
– Ela é sua, amor. – Falou tirando as chaves do bolso. – Eu a comprei pra você, não quero minha namorado andando sozinha.
Meus olhos se arregalaram e minha boca de abriu em forma de ‘’O’’ assim que suas palavras fizeram sentido.
– Obrigada, amor!
Eu já disse que tenho o namorando mais perfeito do mundo?
Sim, eu tenho com toda certeza o melhor namorado do universo.
POV. Carlisle Cullen:
Inferno!
– TRUDDY! – Gritei pela empregada a plenos pulmões fazendo minha voz ecoar pela casa completamente vazia, onde me restaram apenas os empregados. Nada de Esme, Edward, Alice ou Emmett.
Eu sentia como se a minha cabeça estivesse prestes a explodir, como se uma bomba relógio estivesse prestes a ser detonada e eu precisava de uma boa dose de Uísque. Meu dia tinha sido infernal, e a conversa com Félix não ajudou.
Félix estava me pressionando, pois a situação estava se complicando para mim, minha catastrófica vida familiar estava refletindo na minha carreira no Senado e rendendo matérias e mais matérias no The Washington Post¹ e no The New York Times. Eles estavam como Hienas carnívoras esperando para me devorar e por fim liquidar minha carreira no Senado. E para completar o infeliz do James tinha sido preso por bater na mulher. Idiota.
Truddy entrou pela porta do escritório, ofegando e com um pano de prato nas mãos, me fazendo rolar os olhos.
– O que deseja senhor Cullen? – Ela disse com a cabeça baixa provavelmente temerosa com os meus gritos. Ri sem humor.
– Traga uma dose de Uísque da adega pra mim, Truddy. – Falei passando as mãos pelos cabelos nervosamente. Ela assentiu e saiu da sala girando os calcanhares e como uma boa empregada, voltou segundos depois com a garrafa com liquido amarronzado que estava pela metade.
Entornei a bebida sentindo-a descer queimando pela garganta e logo senti meus ombros menos tensos. Ficar de campana na casa em que Alice estava não adiantou muita coisa. Estavam todos lá naquela noite, mas única coisa que consegui descobrir é que Edward estava na companhia de uma jovem de cabelos longos e castanhos, a mesma que estava no hospital com Alice.
E então uma brilhante ideia me ocorreu.
Edward era o pilar daquela rebelião familiar, e se talvez eu o conseguisse trazer de voltar, tudo pudesse voltar ao que era antes. E tinha uma pessoa que poderia me ajudar.
Peguei meu telefone rapidamente, discando um número que eu conhecia bem. Chamou algumas vezes até que finalmente a voz do outro lado atendeu.
– Empresas Volturi’s Cosmetic. Em que posso ajudar? – A voz educada e firme da atendente soou do outro lado.
– Eu gostaria de falar com Aro Volturi, por favor. – Falei decidido. Aro e eu éramos conhecidos de longa data, antes mesmo do meu envolvimento com a politica e era dono de uma importantíssima empresa de Cosméticos cuja Sede é na Itália, mais precisamente em Milão. – Diga que Carlisle Cullen precisa fazer com ele.
– Oh Senador Cullen, um momento. Vou transferir a ligação. – Ela disse prontamente e eu apenas esperei até uma voz grossa e familiar soar do outro lado novamente.
– Meu amigo, quanto tempo! – A voz de Aro soou completamente surpresa. – A que devo a honra dessa ligação?
– Faz mesmo muito tempo. – Concordei. Há quilômetros de distancia ele não deveria fazer ideia do que acontecia aqui. – Eu preciso de um importante favor meu amigo.
– Claro Carlisle, o que precisar. – Disse prontamente – Agora me diga, do que precisa?
– É algo bem simples, Aro. É para a minha... Nora. – Disse fazendo careta ao falar essa palavra. A tal Isabella, a garota de cabelos castanhos jamais seria uma Cullen. – Ela está realmente precisando de um bom emprego e vejo que ela teria uma ótima chance profissional na sua empresa.
– Oh, Emmett está namorando?
– Não, é o Edward. O nome dela é Isabella – Falei – E então, o que me diz?
– Claro, sem problemas. Pode ter certeza que a vaga dela aqui em Milão está garantida, amigo.
Sorri satisfeito.
A primeira parte do plano já estava cumprida. Em dois meses Isabella estaria longe daqui, em Milão, e Edward voltaria para casa.
POV. Edward Cullen:
‘’ Amor, Irina ligou na última hora para que eu trabalhasse na festa dos Wilson hoje, desculpa não poder jantar com você. Chegarei um pouco tarde, não fique me esperando querido. Tem comida pronta na geladeira.
Com amor, sua namorada, Bella. ‘’
Sorri involuntariamente ao ler o bilhete. Agora eu poderia reconhecer a letra pequena e redondinha dela. Eu tinha acabado de chegar da Livraria, louco para matar as longas horas longe da minha garota de olhos castanhos, mas o destino não ajudou muito hoje. Porém eu tinha que entender, esse era o trabalho dela, e querendo ou não precisamos muito desse dinheiro.
Ri ao me lembrar de sua carinha surpresa a me ver saindo da picape, hoje pela manhã. Com uma boa pechincha tinha conseguido comprá-la por um com preço ótimo, afinal minha Bella muitas vezes chegava tarde em casa e eu não queria que ela continuasse saindo sozinha de ônibus altas horas.
Um baque na porta me fez levantar sobressaltado, fazendo uma nota menta de instalar uma campainha na velha porta de entrada.
E meus olhos não acreditavam no que estava vendo.
– Tânya?
– Oi Edzinho. – Ela disse com voz grogue se jogando em meu pescoço.- Encontrei você!
Sim, Tânya Denalli estava na minha porta e visivelmente embriagada. Seus longos cabelos loiros que sempre estavam perfeitamente alinhados, agora estavam completamente bagunçados e armados. Sua maquiagem completamente borrada, especialmente seus lábios que estava todo lambuzado de batom vermelho.
– O que você faz aqui, Tânya? – Disse revoltado. Se Bella a pegasse aqui, logo agora, iria fazer um escândalo digno de Hollywood. – Quem te deu meu endereço?
– Ninguém querido. – Falou com dificuldade. – Eu mesma peguei escondida no caderno de... Rose.
Oh droga.
– Acho melhor você ir embora.
Ela negou com a cabeça lentamente se segurando na parede e fechando os olhos.
– Eu não estou me sentindo bem. Acho que vou vomitar. – Ela disse massageando as têmporas. – Acho que bebi demais Ed.
E no fim ela estava certa. Ela acabou vomitando no Hall de entrada e por sorte não caiu sentada no chão. Ajudei-a se levantar equilibrando seu peso o braço em torno de sua cintura e entramos no apartamento com ela molemente em meu braço e Tânya imediatamente se debruçou na pia vomitando violentamente.
Eu não poderia deixá-la naquele estado lá fora, não é? Mas no fundo algo me dizia que eu estava entrando numa encrenca. Uma grande encrenca.
– Melhor? – Perguntei enquanto ela lavava a boca no lavatório e ela assentiu rapidamente, me assustei quando ela soltou uma alta risada ao se olhar no espelho.
Dei dois passos para trás.
– Oi amor, eu esqueci o meu... – A voz de Bella soou distante, mas ainda sim perto demais. – Tânya?!
E então nos viramos imediatamente a tempo de ver Bella nos encarando com expressão furiosa.
– Bella?!
– Eu posso saber o que está acontecendo aqui?!
Continua…
Notas finais
Peguei vcs não é? Kk. Tenho certeza que de inicio pensaram que o Ed iria continuar levando um super fora, mas, não foi bem assim, a graças a Deus a Bella abriu os olhinhos! hehe
Bem, sei que algumas devem estar xingando a Tânya agora pela ceninha, kk, e acreditem, eu também estou com raiva dessa girl, ai ai, e ela ainda vai causar muito, acreditem!
E agora, o que a Bells vai fazer? =O Bem, isso e muito mais só no próximo capítulo né. E aww, Ed não é um fofo, deu a picape pra Bella! Fofo! Afinal a Picape da Bells não poderia ficar de fora. Kk
Bom, lindas flores do meu jardim, é isso. Espero que tenha gostado do capítulo e em breve teremos mais.
Acho que só nos veremos agora no ano que vem flores, por que creio que vou viajar nas férias, mas logo volto com capítulo fresquinho. Então Boas Festas a todas, curtam muito a família e muita paz pra todas vocês!
Agora é com vocês flores, comentem bastante. E que tal uma recomendação?
Beijos da Caah!
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