LadyLike
6 Chapter Five
Notas iniciais
Desculpem a demora amores, mas eu me viciei muito em THG e perdi a inspiração pra escrever HP.
Clato ♥
Maaas, I'm back e depois de ter que refazer esse capitulo porque a minha irma apagou quando ele tava pronto, estou aqui para postar, com as mãos cheias de vernis porque acabei de fazer meu trabalho - fail - de artes. Ah, vocês sabem como tira vernis da mão? Não ta saindo e eu to com medo de manchar...
Enfim, espero que gostem, o banner divo (ELE SE MECHE HOHO) foi feito pela minha marida diva, obrigada Hoppe!
Dia 2
- Você tem idéia do quanto eu te odeio? — Daphne murmurou entre dentes, olhando para Theo.
- Acho que depois dessa — ele fingiu contar nos dedos — trinta e duas vezes que você me disse apenas hoje — riu debochadamente — consigo ter uma idéia.
- Pois é, nunca se esqueça disso Nott, eu te odeio — Daphne disse novamente.
- Trinta e três — murmurou Theo baixinho, fazendo a garota apertar o regador em suas mãos e voltar a regar as plantas, já que sua mãe havia confiscado sua varinha e obrigado ela e o garoto a regarem todas as plantas uma por uma e do jeito trouxa.
Daphne bufou e foi encher seu regador, tentando ficar o mais longe possível do garoto.
- Não precisa ficar tão longe, eu não mordo — Nott sorriu maliciosamente antes de completar a frase — A não ser que você queira.
- Você é desprezível Nott — Daphne cuspiu — E eu ainda te odeio.
- Sempre escutei que, entre o amor e o ódio, há uma linha tênue, muito fina — Theo murmurou insinuante — Mas relaxe, eu não acredito nisso — ele piscou — E a propósito, trinta e quatro.
- Urgh — a garota grunhiu, esmagando algumas flores sem perceber.
No dia anterior...
— DAPHNE GREENGRASS E THEODORE NOTT — a voz estridente da mãe da garota foi ouvida à quilômetros de distância, enquanto Daphne se virava lentamente para a mãe, que estava ao lado de um Draco com um terno ensopado. O terno de seu casamento.
Oh não...
- M-mãe? Draco? — Daphne perguntou hesitante, com medo de fazer algum movimento rápido e sua mãe vir atacá-la, coisa que parecia ser bastante provável pela expressão da mesma.
- Você. Não. Fez. Isso. — a mãe falou pausadamente, apertando com força a varinha que estava em suas mãos.
- Er... — Daphne sabia que estava encrencada, e muito — Eu fiz.
- DAPHNE GREENGRASS! VOCÊ TEM NOÇÃO DO QUE ACABA DE FAZER? DO VALOR DESSE TERNO? VOCÊ QUER DESTRUIR O CASAMENTO DA SUA IRMÃ? — a mais velha estourou, ficando mais vermelha que um tomate, dando um passo em direção a garota.
- NEM FUI EU! MAS QUE MERDA, NEM SEMPRE A CULPA É MINHA! — Daphne também estourou, avançando para a mãe também — Na verdade, nunca a culpa é minha. A culpa é sempre DELE! — a garota apontou para Theodore, que olhou cinicamente ultrajado para a menina.
- VOCÊ JÁ ESTÁ NA IDADE DE ASSUMIR SEUS ERROS DAPHNE, DEIXE DE SE COMPORTAR COMO UMA CRIANÇA! — a mulher gritou, como sempre protegendo o garoto.
- MAS... — Daphne ia começar a gritar novamente, porém foi bruscamente interrompida por sua irmã.
- O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? — a mais nova gritou, olhando acusadoramente para a irmã — DRACO, POR QUE VOCÊ ESTÁ TODO MOLHADO?
Ela disse se virando para o futuro marido incrédula e logo virando para a irmã de novo.
- Foi você, não foi? — ela se aproximou perigosamente, ficando a centímetros de Daphne — Você sempre estraga tudo! Sempre me odiou! Tinha inveja porque todos me preferiam! Eu era a mais amada por todos, enquanto você era a estranha, a ovelha negra! — Astória apontou o dedo na cara da irmã, os olhos trasbordando em raiva — FOI DE PROPÓSITO! EU SEI QUE FOI! VOCÊ NÃO PODE ME VER SENDO FELIZ, SEMPRE TEM QUE ESTRAGAR COM TUDO, EU TE ODEIO!
A mais nova começou a chorar, falsamente ensaiado, enquanto corria para dentro de casa de novo.
- VIU O QUE VOCÊ FEZ DAPHNE? O QUE VOCÊ FEZ COM SUA IRMÃ? — a mãe gritou, correndo atrás da filha em seguida.
- Pois é, — Draco se pronunciou pela primeira vez — Você está ferrada.
E foi ao socorro da noiva também, andando calmamente enquanto deixava um rastro de água por onde passava.
Daphne se virou para Theodore, pensando na forma mais dolorosa de matá-lo lentamente.
- Ops... — o garoto disse inocentemente, deixando um sorriso debochado escapar — Desculpe?
- Você. Vai. Pagar. Caro -Daphne ameaçou, falando pausadamente para dar mas ênfase na ameaça e logo se dirigiu para dentro da casa também.
-*-
Daphne estava exausta, havia regado todas as flores da imensa casa sem ajuda de magia e com um garoto idiota em seu pé, que fazia questão de irritá-la a cada segundo que se passava. Sentia falta de sua varinha, sua mãe havia recolhido depois da briga no jardim e não disse quando voltaria a entregar, ela esperava que fosse logo, não queria sujar suas mãos ao matar Theodore.
Entrou no quarto, se jogando na cama sem se importar de estar cheia de terra e molhada, ela só queria fechar os olhos e dormir, dormir até que aquele pesadelo acabasse e ela acordasse de volta a França, irritada com sua amiga que cantava uma musica estranha as seis da manhã, longe de sua família, daquele casamento idiota e principalmente, longe dele. Longe de Theodore Nott, o garoto perturbado que fazia de tudo para tirá-la do serio, que a deixava com uma imensa vontade de matá-lo friamente, que a deixava confusa e frustrada como andava fazendo ultimamente. O que eram aqueles semi-beijos? E por que ela ficava tão estranha quando isso acontecia? Como não se lembrava que ela o odiava? Como?
Com todas essas perguntas o que ela mais precisava agora era de um banho quente e relaxante, talvez ela poderia se afogar na grande banheira que havia em seu banheiro, seria tão mais fácil, tão rápido... Mas isso o faria pensar que havia vencido, que finalmente tinha conseguido o que sempre quis, desde criança, enlouquecer a menina. Daphne não daria esse gostinho para ele, não mesmo, ela não se renderia tão fácil, nesse jogo ela também poderia jogar. Oh, claro que poderia, e iria adorar fazer isso, deixá-lo enlouquecido e confuso, assim como ele fazia com ela.
E com esses pensamentos ela entrou na banheira, pensando no que faria agora, talvez apenas deixasse rolar, ver o que aconteceria, ou talvez...
Daphne entreabriu a porta silenciosamente, analisando todo o quarto cuidadosamente. Pelo visto estava vazio, o que fez a garota ter coragem para entrar no cômodo.
Era impressionante como tudo tinha a cara do menino, mesmo que nada tenha sido mudado de fato, eram os mesmos objetos, o mesmo tapete, a mesma cortina mas mesmo assim era diferente, a presença do jovem estava em todo o quarto, sendo na cadeira em frente a mesa, onde tinha uma blusa recém usada ou na cama meio amarrotada no centro do quarto dele. Seu cheiro era completamente concentrado naquele cômodo, o que deixava, mesmo contra a vontade, Daphne inebriada.
Em um ato impensado e até imprudente, já que ela se encontrava no quarto do seu inimigo, ela se permitiu jogar-se na cama macia e convidativa do garoto e agarrando um de seus travesseiros, sentindo o perfume do garoto ainda mais presente.
- Er... Estou interrompendo algo? — Theo, apenas de toalha pois acabara de sair do chuveiro, perguntou sarcástico, enquanto olhava descrente a garota em sua cama — A saudade de mim é tão grande que você teve que vir até em busca de... — ele ponderou sobre que palavra usar e abriu um sorriso malicioso antes de completar — alívio?
Daphne deu um sorriso amarelo, se controlando para não respondê-lo como ela sabia que ele queria que a garota fizesse e saiu da cama graciosamente, ajeitando sua capa, que estava cobrindo suas finas vestes de dormir.
- Sem gracinhas? Tapas ou xingamentos? — Theodore pareceu confuso, enquanto a garota abria um sorriso... inocente? — Você está bem Greengrass?
- Nunca estive melhor — a garota falou baixo, se aproximando lentamente dele.
Nott ficou alguns segundos analisando a garota, tentando entender que jogada era aquela que ela fazia, porque de uma coisa ele estava certo, aquilo era parte do jogo, o jogo que, quando foi iniciado, nunca mais iria parar, até um destruir o outro. E Theo amava isso, sentia um grande prazer nesse jogo, sua fonte de diversão e entretenimento. O que ele faria sem jogar?
Daphne ainda sorria inocentemente, enquanto se aproximava a passos bem lentos do garoto, era a vez dela jogar e ela iria fazer direito, os truques que havia aprendido com as garotas idiotas e fúteis de Beauxbatons iriam ser uteis finalmente.
- Se você não se importa... — Theo apontou para a toalha, a única coisa que impedia a completa nudez de seu corpo.
- Claro — Daphne disse, mas não se virou ou saiu do quarto, apenas ficou lá, ainda sorrindo, encarando o menino.
Então, Theo sorriu em entendimento, ela queria fazer o mesmo que ele? A mesma jogada? Não era muito criativo de sua parte, e ele era experiente nisso, Daphne não teria chances.
- Se bem que, — o menino ponderou abrindo um sorriso malicioso — Eu acho melhor assim, muita roupa às vezes — o garoto cobriu a pequena distancia que os separava, ficando apenas a centímetros da menina -Atrapalha...
Daphne se arrepiou instantaneamente quando o garoto sussurrou a ultima palavra ao pé de seu ouvido, com uma voz propositalmente rouca.
- Se você acha... — a garota deu de ombros, tentava entender o que o garoto queria fazer, era ela que deveria se aproximar, ela que deveria o deixar arrepiado e desconcertado... Mas, com essa grande proximidade entre os dois, e a respiração lenta e controlada de Theodore batendo em seu rosto, ela não conseguia pensar direito.
- Quer que eu te mostre como? — perguntou em um tom malicioso.
Ele não deu tempo para a morena responder, aproximando ainda mais seus corpos, a pressionando a dar alguns passos para trás, para logo depois descobrir que estava encurralada entre a parede e o garoto, que logo colou os labios aos dela. Por um segundo, o mundo parou de girar. Daphne estava presa entre Theo e a parede enquanto sua boca pressionava a dela com tal fúria que chegava a machucar, mas ela não poderia se importar menos.
Os lábios dele, ainda molhados pelo banho, eram tão macios quanto a garota havia imaginado, e era difícil acreditar no quão brutos eles podiam ser. Mas, céus, Daphne estava gostando daquilo. Tanto que, quando ficou óbvio a real intenção da força que ele aplicava contra a boca da menina, ela não teve escolha se não ajudá-lo, partindo seus lábios levemente.
Quando a língua dele – exigente, desesperada – finalmente entrou em contato com a dela, ela soube que estava perdida para sempre. Uma das mãos de Theo apertava a sua cintura enquanto a outra, nada delicadamente, subiu por sua nuca até se enroscar em seus cabelos molhados pelo recente banho, segurando a cabeça da garota como se tivesse medo que ela fosse fugir. Como se ela sequer pensasse em fugir. As mãos de Daphne exploravam a expansão daquelas costas definidas e ela agradecia a Merlin por o garoto ter desistido de trocar de roupa.
Era como se uma corrente elétrica passasse entre eles, e só o que Daphne podia fazer a respeito era puxá-lo ainda mais contra ela, sentindo cada músculo daquele corpo escultural sendo pressionado contra a sua forma tão mais delicada por sobre o fino tecido da sua capa. Os lábios dele não haviam deixado os dela por sequer um segundo, de forma que ele apenas mordiscou os lábios quando sentiu que eles precisavam respirar, voltando ao ataque no momento seguinte.
- Me solta! — Daphne recobrou a conciencia algum tempo depois, empurrando um Theo confuso para longe e dando um forte tapa em sua cara — EU TE ODEIO!
O garoto sorriu debochadamente enquanto alisava o rosto que ardia pelo tapa.
- Trinta e cinco — enumerou, alargando o sorriso.
- Urgh! — a morena bufou, saindo do quarto batendo o pé em furia.
Notas finais
Kisses, Mih
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