LadyLike
9 Chapter Eight
Notas iniciais
Não sei o porquê, mas estou com um grande bloqueio para escrever LadyLike. Eu tinha as ideias já prontas, mas acabei esquecendo exatamente o que iria acontecer e nada saiu do jeito que eu planejava, me desculpem mesmo.
Mesmo assim, prometo que não irei demorar mais que o normal, espero que gostem de qualquer forma...
Dia 6
Graziella sentou em sua cama suspirando. Não entendia muito bem o que estava acontecendo naquela casa, mas faria de tudo para conseguir e possivelmente ajudar.
Foi ao banheiro em busca de um banho relaxante, onde a loira pôde pensar em todas as hipóteses e qual seria a mais provável. Porém, algo parecia lhe escapar e ela parecia frustrada com isso.
Assim que saiu do banho, colocou uma roupa confortável e foi se deitar, tentaria descobrir algo de Daphne amanhã, seria a coisa mais sensata a se fazer.
Seus sonhos foram repletos de cenários confusos, onde apareciam desde casamentos primaveris até campos coberto de neve. Onde as pessoas mudavam rapidamente, ora sendo sua família e seus amigos na França e ora sendo milhares de Theos e Daphnes, que falavam coisas sem sentido.
- S-senhora? – uma voz hesitante a acordou e assim que seus olhos pararam em quem a chamara, a pequena criatura se encolheu, com medo.
- Algum prroblema? – ela falou gentilmente, mesmo ainda estando meio sonolenta.
- M-minha senhora a chama para o café – a elfa murmurou, gaguejando consideravelmente.
- Dige que já desço – a loira respondeu, se levantando e entrando no banheiro, onde fez sua higiene matinal.
Assim que terminou, desceu as escadas rapidamente, odiava chegar atrasada em qualquer lugar, mesmo que fosse apenas o café da manhã.
- Bom dia, querida – Sra. Greengrass falou sorridente assim que viu a francesa entrar na sala onde estava sendo servido o café.
- Bom dia – ela respondeu, se sentando ao lado de Daphne, que parecia concentrada em seu prato, pois apenas resmungou algum cumprimento qualquer.
- Agradável manhã, não? – Theo, que se sentava em frente à Daphne, murmurou chamando a atenção da loira que o olhou estranhamente.
Daphne bufou, revirando os expressivos olhos azuis.
- Concorrdo Theodorr – Graziella disse, seus olhos faiscando entre Daphne e Theodore, sentindo algo.
- Seria um desperdício gasta-la dentro de casa, não acha? – ele continuou, a olhando sedutoramente.
- Oh – a loira exclamou, tentando entender aonde o garoto iria chegar – Acredito que sim...
Daphne apertou o garfo em suas mãos, ato que não passou despercebido pela francesa.
- Algum problema, Greengrass? – Theo perguntou cinicamente.
- Meu único problema é você, Nott – Daphne murmurou entredentes, o olhando com raiva.
- Isso tudo é por ontem, querida? – ele continuou, cínico.
- Oh! – Graziella exclamou, sentindo o rosto vermelho – Daphne, nom...
- Não precisa ficar envergonhada, Graziella – Nott se virou para a loira – Somos adultos, não?
- Theodorr! – ela o repreendeu, brava – Você sabe que nom...
Sua frase foi morrendo aos poucos assim que viu que a amiga estava vermelha de raiva, aquilo significaria alguma coisa? Ela precisava testar.
- Cerrto – a loira sorriu maliciosamente – Nom temos o porrquê de mentir...
Daphne levou seus olhos para a amiga, incrédula.
Theodore piscou algumas vezes, finalmente entendendo o que a garota falara.
- Parece que já temos algo o que fazer hoje – o garoto murmurou, piscando para a loira, que ficou vermelha teatralmente.
- Daphne, podemos sairr outro dia? – Graziella a olhou pedinte, bastante inocente.
- Ótimo! – Daphne grunhiu, irritada, se levantando da mesa e caminhando até a porta
- Daphne Greengrass, onde pensa que vai? – a mãe da morena perguntou, a olhando acusadoramente.
- Para qualquer lugar longe daqui! – ela respondeu, saindo da sala.
- Ah Merlin, por quê? – Sra. Greengrass se lamentou, olhando para cima, como se implorasse.
- Eu vou atrrás dela... – Graziella murmurou, se levantando da mesa – Me desculpe, Sra. Greengrass.
- Oh, tudo bem querida – a mulher respondeu e a loira sorriu parecendo desapontada por ter que deixar a mesa.
Seguiu até onde achou que tinha visto a morena se virar, porém ela já havia sumido.
- Daphne, podemos converrsar? – a francesa chamou, procurando pela amiga. Tinha uma forte ideia do que acontecia exatamente, mas teria que ter a certeza.
- Você não vai encontra-la – a voz de Theodore murmurou, enquanto o garoto aparecia no fim do corredor que a loira se encontrava.
Já fazia algum tempo que ela procurava pela amiga, mas esta parecia ter sumido.
- Ela aparatou – ele esclareceu e a loira bufou, se jogando em uma cadeira que havia por ali.
- Porr que mentiu? – ela perguntou, o olhando acusadoramente.
- Pelo que eu me lembre, você também não disse a verdade – ele falou sarcástico, colocando as mãos nos bolsos das vestes.
- Nom foi isso que perrguntei – ela rebateu, o fitando.
- Gosto de irrita-la – ele deu de ombros – Ela me odeia, eu a odeio, é assim que funciona.
- Se você diz... – Graziella resmungou baixo, desacredita.
- O que disse?
- Nada – ela sorriu inocente – Preciso irr – completou, se levantando e sumindo do corredor.
Dia 7
Graziella acordou mais cedo que o normal, já que como não havia conseguido encontrar Daphne no dia anterior, tinha ido dormir cedo.
Andava pelos corredores tentando se lembrar onde ficava a cozinha, quando escutou vozes conhecidas.
- Irritada com algo, Greengrass? – Theodore perguntou sarcástico.
- Cale a boca, Nott – Daphne murmurou com raiva.
Graziella chegou mais perto, se escondendo em um quarto repleto de quadros, onde poderia ver e escutar os dois, por mais que isso fosse errado.
- Por acaso tem algo haver com sua amiga? – ele sorriu maliciosamente – Devo dizer que não a esperava...
— Cale a boca, Nott – Daphne repetiu, os dentes trincados e o rosto vermelho.
- Você não parece muito feliz... – ele a ignorou – Algo a chateia, princesinha revoltada?
Daphne bufou, tentando passar por ele, mas foi bloqueada.
- Por que a pressa? – ele perguntou cinicamente – Está com medo de deixar algo escapar?
- Me deixe passar – a morena resmungou o olhando com raiva.
- Isso não seria ciúmes, certo? – ele perguntou, se aproximando mais da garota.
-Ciúmes? – a garota gargalhou – Por que eu teria ciúmes de você? Eu te odeio, Nott!
- Acredite, compartilhamos do mesmo sentimento – o garoto respondeu, se aproximando ainda mais.
- Se afaste – ela o alertou, dando involuntários passos para trás – Você é repulsivo!
- Engraçado como você muda de opinião rapidamente, dias atrás eu não parecia tão repulsivo assim, certo? – ele comentou, conseguindo encurrala-la entre ele mesmo e a parede.
Graziella deixou um ofego surpreso sair de sua boca, mas logo a tampou, tentando não chamar a atenção para si.
- Para você ver que até eu tenho momentos de loucura – ela respondeu, tentando achar uma saída.
- Esse não seria um desses momentos, ou seria?
- Nott, vou falar apenas uma vez – Daphne fechou os olhos, tentando se concentrar – Você não significa nada para mim.
- Tem certeza? – ele sorriu cinicamente e a garota engoliu em seco, concordando – Então isso não significará nada, certo?
Antes, porém, que a morena pudesse processar aquelas palavras, Theodore tomou seus lábios para si, a fazendo se entregar humilhantemente ao beijo.
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