Lady So Divine
18 XVIII. Tentação
Notas iniciais

Levi encarou-a por um tempo indeterminado, os olhos fixos em seus lábios até que, finalmente, Hanji levantou os olhos para encará-lo. Ela sorriu um pouco e passou a língua nos lábios, umedecendo-os de uma maneira sedutora. O cabo quase deixou um suspiro escapar.
— O que foi? — ela perguntou, apenas alguns centímetros de distância dele, batendo a caneta nos lábios entreabertos.
— Nada, estava pensando — respondeu sem deixar de encará-la.
Hanji mordeu a ponta da caneta e observou-o por um momento, o sorriso nunca abandonando seus lábios, até que ela parou e finalmente disse:
— Eu estava pensando... — Aproximou-se subitamente dele, mas Levi não fez um movimento sequer. A distância era tão curta, que ele conseguia sentir a respiração quente dela bater em seu rosto. — talvez nós poderíamos testar algo.
O indício de um sorriso atravessou a face de Levi e os dedos dele subiram pelo braço de Hanji demoradamente, em uma carícia puramente erótica e lenta, fazendo todo o corpo dela se arrepiar de prazer. Ela não disse nada, mas a boca dela foi de encontro a dele, mas antes que um beijo fosse selado, ela parou e beijou-lhe o canto dos lábios.
Iria se afastar depois disso, mas Levi segurou-a pelos cabelos, os dedos envolvendo os fios castanhos e macios, o que fez as mechas caírem em cascatas pelos ombros dela.
— Covarde — ele murmurou e raspou os dentes demoradamente pelo lábio inferior de Hanji até chegar em seu queixo, a mão livre deslizando devagar pelas costas dela e fazendo o mesmo caminho na volta. Hanji arfou e esperou. Ele roçou os lábios nos dela, mas não a beijou. Afastou-se subitamente em seguida, assustando-a. — Estou indo.
Hanji deixou um gemido frustrado escapar e gritou para que ele escutasse antes de sair pela porta:
— Eu vou me vingar de você!
— Estarei esperando, quatro-olhos.
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