Lady So Divine
13 XIII. Todo mundo sabe
Notas iniciais

Fazia três dias que Hanji não saia do laboratório dela. Fazia três dias que Levi não a via. Ele entendia que cada um tinha suas responsabilidades e coisas que precisam ser feitas em prol dos homens, mas o soldado mais forte da humanidade também sabia que era preciso dar um tempo.
Quando ele foi até a porta do laboratório, Hanji se recusou a sair, dizendo que estava muito ocupada com um experimento e que só sairia dali quando ela terminasse — mesmo que ela não tivesse comido ou bebido nada além de café por três dias, dormido ou tomado banho.
Em outros dias, Levi teria entrado lá e a arrastado para fora, obrigando-a a se alimentar adequadamente, tomar banho e dormir, mas dessa vez foi diferente. Hanji tinha trancado a porta. Ele bufou e pensou:
Ok, então vai ser assim, quatro-olhos.
— & —
— Líder de esquadrão! — Moblit chamou energeticamente. — Talvez seja melhor você descansar um pouco! — ele pediu, olhando para a pilha de folhas e o bule de café já vazio... O décimo bule de café.
Hanji se espreguiçou na cadeira e soltou um suspiro.
—Já é de manhã?
— Sim, Líder de esquadrão — o assistente respondeu, verdadeiramente preocupado.
— É, acho que vou tomar café com os outros no refeitório. — Hanji levantou da cadeira e andou alegre até a porta. — Você está dispensando por hoje, Moblit. Descanse um pouco.
Ele fez uma pequena reverência antes de sair e ela foi logo atrás dele, tomando o caminho do refeitório. A cientista cantarolou uma canção enquanto caminhava, não demorando mais que alguns minutos para chegar ao seu destino.
A primeira coisa que ela fez foi se servir com um prato de sopa, depois sentou-se ao lado de Mike, que estava conversando animadamente com Nanaba. Ela os cumprimentou com um gesto e procurou Levi com os olhos.
— Onde está o Levi? — Hanji perguntou depois de enfiar uma colher de sopa na boca.
— Ali. — Mike apontou discretamente para uma das mesas que estava no canto do refeitório. Ela olhou naquela direção e sorriu, percebeu que Levi tinha visto-a chegar, mas parecia evitá-la. Ele estava sentado com o esquadrão dele. — Vocês brigaram?
— Não. Por quê? — Hanji respondeu, uma expressão interrogativa tomando conta do seu rosto.
— Porque ele estava mais mal humorado que o normal, então... — Ele deixou no ar.
— Entendi — murmurou dando uma risada. Hanji observou discretamente Levi falar algo para Petra e a garota dar uma risadinha e corar. Hanji apertou um pouco os olhos, desconfiada. — Hey, Mike. É impressão minha ou o Levi está flertando com a Petra?
Mike desviou o olhar para Hanji, dando-lhe um olhar incrédulo.
— Sério que você está me perguntando isso? Isso me cheira a ciúmes — provocou brincalhão.
— Não estou. — Ela riu, sincera. — Eu só achei, estranho.
— Eu não tenho certeza, mas eu acho que sim. Tem certeza que vocês não brigaram?
— Absoluta. — Hanji respondeu, terminando de tomar a sopa. — Eu tenho que ir, ainda tenho muito trabalho para fazer. Até mais, Mike, Nanaba. — A cientista se levantou e saiu do lugar, parando alguns metros da porta.
Depois de alguns segundos, Levi atravessou a porta e Hanji o surpreendeu, pulando em seus ombros e abraçando-o apertado.
— Eu sabia que você viria.
— Você está fedendo — reclamou, com uma carranca. — Por que você saiu tão cedo? — perguntou, parando de tentar se desvencilhar dela. — Por acaso você...
— Se eu estava com ciúmes? — Hanji arriscou, vendo o rosto dele corar, provavelmente por ter sido pego no flagra. — De jeito nenhum! Bobinho, você não pode me fazer ciúmes, porque todo mundo já sabe que você é meu.
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