Lado positivo

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Olha, eu tava revirando minhas coisas, ai achei o "caderninho das fics", então eu vi essa aqui que já tava pronta há séculos e eu nunca lembrei de postar, dai resolvi passar pro pc e postar em respeito ao trabalho que tive qq

Enfim, boa leitura.

O inverno chegara com força total e os dois jovens estavam bem cientes disso, entretanto, Himuro era o que mais amaldiçoava o frio naquele momento, especialmente por ter esquecido as benditas luvas. Maldita hora que se deixou levar pelo conforto da cama e ficou “uns minutos a mais”. O rapaz tentava a todo custo aquecer as mãos dentro dos bolsos do casaco, o que se mostrava bem inútil e isso o irritava ainda mais, se tornando visível pelos constantes suspiros e estalar de língua.

Ao contrário dele, Murasakibara parecia pouco se incomodar com a temperatura baixa, já que comia tranquilamente alguns doces e parecia estar “no mundo da lua”. O mais baixo desistiu de tentar aquecer as mãos e resolveu puxar assunto com o mais alto, pensando que com a conversa ele poderia distrair-se do frio. Contudo, o de cabelos arroxeados não demonstrava muito interesse em manter um diálogo e pior: parecia estar evitando até mesmo olhar para o de cabelos negros.

Himuro suspirou novamente e deu-se por vencido, decidindo ficar quieto o resto do trajeto, quando surpreendeu-se ao ouvir seu nome sendo chamado tão baixinho, precisando pedir ao outro que repetisse, apenas para confirmar que não fora sua imaginação. Por sorte, não tinha sido.

- Pega, Muro-chin. – Murasakibara estava lhe estendendo uma de suas luvas.

- Eh? Atsushi, que diabos-

- Ah, Muro-chin estava todo inquieto com as mãos, então imaginei que fosse frio. Eu só não sabia o que fazer, já que você parecia todo nervoso, mas eu finalmente tive uma boa ideia! – Oh, o jeito infantil do mais alto de algum jeito sempre conseguia surpreender Himuro.

- Ahn.. bem, obrigado, mas.. Atsushi, é só uma das mãos, qual é exatamente sua ideia?

- Apenas coloque, Muro-chin. – ditou curto e grosso, tanto que o mais baixo até chegou a se surpreender com o tom do arroxeado.

Himuro estava confuso e mesmo que perguntasse, o maior apenas insistia para que o mesmo colocasse a luva, tanto que eles até chegaram a parar de andar e Murasakibara — de birra, óbvio — disse que só voltariam a andar quando o de cabelos pretos fizesse o que lhe foi pedido, dizendo para que confiasse nele, porque a ideia era boa.

O menor suspirou derrotado e colocou a luva na mão correspondente, sendo tomado pela surpresa quando sua mão “livre” foi puxada pela do outro rapaz, tendo seus dedos entrelaçados e as ambas colocadas dentro do casaco alheio.

- Er... Atsushi, isso...

- É só o que posso fazer por você Muro-chin, já que esqueceu as luvas e eu só tenho estas. Mas é bem melhor que nada, certo?

De fato, era muito melhor que ter as mãos congelando, sem falar que a luva estava quente e por incrível que pareça, dentro do bolso de Murasakibara também, embora o seu não tivesse sido de grande ajuda. Muita sacanagem essa.

- Bem, sim... mas é estranho. É que você está desde o colégio sem falar comigo e de repente faz isto – gesticulou com a mão livre para a “situação do casaco”.

Murasakibara olhou para cima, como se tentasse encontrar as palavras para se explicar.

-Tsc, como eu disse antes, você estava bravo, então pensei que se abrisse a boca poderia piorar a situação, mas né, ‘cê tava tremendo tento que não custava nada tentar.

Himuro sorriu, logo dando uma risada rápida que assustou o maior.

-Muro-chin? Qual é a graça?

- Se tinha uma ideia tão boa, deveria ter falado antes, Atsushi. Evitaria que meu humor piorasse. Mas sério, obrigado. É melhor que ter os dedos congelados.

O menor apertou as mãos e pôs-se a andar, arrastando o maior consigo. Enquanto caminhavam, Murasakibara deu-se conta de que a estação estava próxima e de que conhecia um café muito bom por perto, então resolveu convidar seu colega para dar uma parada. Em parte porque os doces de lá eram incrivelmente bons e outra porque estava apreciando a companhia do outro. Não que Himuro fosse desagradável, longe disso, mas esta vez era um pouco... diferente.

-Muro-chin, tem um café perto da estação que vende várias coisas deliciosas e... quentes... ah, bem... o que acha de passarmos lá?

Claro que o jovem percebeu o nervosismo do seu colega e sorriu, de certa forma, era até adorável e pensou que seria bom parar e se esquentar um pouco antes de encarar o trem para casa.

-Me parece uma boa, especialmente se tiver chocolate quente ou chá.

-Mas é claro que vende Muro-chin! Ah, relaxa, eu já vou soltar.

O mais velho entendeu logo a frase, assim que acompanhou o olhar de Murasakibara para seu casaco, mas incrivelmente não queria soltar as mãos, seja porque era quente e não queria sentir frio novamente ou simplesmente porque era confortável segurar a mão de outra pessoa.

De qualquer maneira, Himuro estava feliz por aquele breve momento e o verdadeiro motivo... bem, deixa pra outra prosa.

Notas finais
Final escroto porque sou dessas que nunca sabem como acabar, mas vejam bem, o final original é pior cara q

Enfim, curtiram?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!