Lado A Lado - O Amor E O Tempo

33 Capítulo 33 - Ele é meu amigo


Notas iniciais
E aí, meninas! Tudo bem? Enfrentando um friozinho arretado em Sampa! Que tal mais um capítulo de O Amor E O Tempo? Uma boa pedida? O que será que vai acontecer hoje com a Laura e o Edgar? Espero que vocês gostem e comentem bastante! Se não gostarem também podem comentar! A opinião de vocês é muito importante para mim!! Beijão!

Capítulo 33

Laura e Edgar finalmente chegam à pracinha próxima à escola onde a professora leciona. Mas desta vez o casal é surpreendido pela presença de Ritinha, Bartô e da mãe da menina. O cachorrinho foi fazer suas necessidades ali. Quando o carro de Edgar parou, a menina viu sua professora sempre acompanhada pelo “seu príncipe” e exclamou!

Ritinha: Oi senhorita Laura! Bom dia!

A professora sai do carro, auxiliada por Edgar e se assusta ao escutar a vozinha da menina. Ela vira-se em direção à sua aluna e acaricia o cachorrinho.

Laura: Bom dia Ritinha!

A menina fica com um risinho nos lábios e olha fixamente para Edgar. Ela vira-se para o rapaz e pergunta curiosa.

Ritinha: Você é o príncipe da minha professora, é?

Neste momento, a mãe de Ritinha olha feio para a menina e dispara.

Mãe: Ritinha! Que modos são esses, menina!

Edgar sorri divertido e quando vai falar é interrompido por Laura.

Edgar: Oi Ritinha... Eu sou o...

Laura: Ele é meu amigo, Ritinha.

Edgar fecha o semblante diante da resposta de Laura e ela percebe. A mãe da menina sente o clima que se formou e fala para a filha, segurando em suas costas e a levando em direção à escola.

Mãe: Venha, filha! Você precisa entrar! Vamos!

As duas se afastam e Laura percebe a irritação de Edgar. Ela tenta argumentar.

Laura: Edgar...

O rapaz ficou sentido com o comentário da moça.

Edgar: Tudo bem, Laura! Então somos apenas amigos, não é? Você não pretende assumir que sou seu marido e que estamos juntos novamente?

Ela coloca a mão no ombro do rapaz e fala baixinho.

Laura: Edgar... Meu amor! Tenta entender! Você queria o que? Dizer de repente para uma menininha de seis anos que sou sua mulher? Que você é meu marido? Edgar... ! Quando cheguei aqui não entrei em detalhes sobre a minha vida pessoal.

O rapaz continua abatido. Mas responde.

Edgar: Agora você disse tudo, Laura! SUA VIDA PESSOAL! Ninguém tem o direito de se meter nela!

A moça vai argumentar, mas percebe o adiantado da hora!

Laura: Edgar... Preciso ir agora! Mas depois conversamos melhor, está bem?

A moça disfarça e beija discretamente o rosto do rapaz e fala em seu ouvido.

Laura: Não se esqueça! Eu te amo! Conversamos mais tarde! Pode ser?

Ela se despede do rapaz e se dirige à porta de entrada e quando chega próximo ao portão principal, vê o carro de Edgar se afastar. Mais um dia de trabalho começa na escola e Laura percebe a olhos vistos o desenvolvimento de algumas crianças. Ela repara em Júlia e um aperto no coração visita Laura. A menina está deslocada! Todas as crianças estão interagindo em uma atividade que a professora sugeriu e a menina é a única que está sozinha. Laura se aproxima da menina.

Laura: Oi, Júlia! Precisa de ajuda para a atividade?

A menina faz que não com a cabeça. Laura pediu que as crianças fizessem uma turminha de 3 crianças e desenhassem os lugares em que elas gostam de ir passear. Algumas fizeram desenhos que pareciam ser um parquinho com escorregas, pula-pula e outras coisas típicas de encontrar em pracinhas. Outra desenhou algumas árvores e dava para perceber que foi um passeio ao Rio de Janeiro! Mais precisamente no Jardim Botânico! Lugar onde Laura gostava de ir para passear e espairecer. Quando chegou a vez do grupinho de Júlia desenhar, a menina estava envergonhada e Paula logo perguntava.

Paula: Mas você nunca foi passear com os seus pais? Não acredito!

A menina abaixou a cabeça. Laura percebendo o desconforto de sua aluna disfarçou.

Laura: Olha que desenho bonito! Parabéns Paula. Você desenhou uma fazenda?

A aluna ficou toda alegre com o fato de sua professora puxar assunto com ela.

Paula: Sim, senhorita Laura! Fui visitar uma fazenda muito supimpa aqui bem pertinho! Tem vaca, cavalo, galinha...

A professora presta atenção ao que sua aluna responde, ao mesmo tempo, percebe o abatimento da outra menina. Ela acaricia os cabelos de Júlia e a menina levanta o rosto.

Laura: Que bom Paula! Você pelo visto gostou bastante da visita, não é?

Laura se afasta e coloca as crianças dispostas em roda para contar uma história.

Laura: Bem agora vamos à segunda parte da atividade.

Laura ensina às suas alunas a usarem a criatividade e segurando um dos desenhos em sua mão começa a contar uma historinha, baseada no desenho. Cada grupinho de três crianças vai até a frente e “conta” a sua história. Quando chega a vez do grupo de Júlia, somente as duas dão um passo à frente e a menina fica um pouco atrás. Depois de todas as crianças terminarem suas exposições, chega a hora do recreio e todas saem da sala. Laura leva suas alunas para o pátio onde acontece o recreio e fica surpresa com a presença de Ricardo. Ele está conversando com a diretora da escola. Laura avista o amigo e discretamente acena com a cabeça para ele. Neste momento, a diretora percebendo que a atenção do rapaz havia sido roubada, vira-se em direção ao olhar do rapaz. Logo ela percebe a presença de Laura. Ricardo pede licença e se aproxima da amiga. Ele segura em sua mão e a beija suavemente, deixando a moça encabulada, principalmente com o olhar que a diretora da escola lança aos dois.

Ricardo: Laura! Como vai? Está gostando de trabalhar aqui?

A moça retribui o cumprimento do rapaz.

Laura: Olá Ricardo! Estou bem, obrigada! E você? Estou gostando s...

Antes que Laura terminasse a frase, a diretora se aproxima e a interrompe.

D. Ana: Senhorita Laura, bom dia! Por favor! Não deixe suas alunas sozinhas enquanto vão para o recreio! Assim, elas saem da fila e ficam irrequietas demais!

Laura engole em seco. Ela reparou que a diretora não gostou de ver o rapaz cumprimentando-a! Para evitar falar demais, a moça se afasta com um breve cumprimento a Ricardo que está surpreendido com a atitude da amiga de sua mãe de longa data. Ela faz um comentário, quando a professora se afasta.

D. Ana: A modernidade! As professoras de hoje em dia estão vindo com umas novidades que não me agradam em nada! Se não fosse pelo seu pedido, não contrataria esta professora, Ricardo!

O rapaz tinha a diretora como alguém de sua família. Ela e sua mãe eram amigas de muitos anos e confidências. Ele questiona.

Ricardo: Não consigo compreender, Ana! Laura é uma excelente professora! Tem um currículo exemplar e é muito dedicada ao magistério! Porque a tratou com tanta rispidez?

Neste momento, Clara, a professora de outra turma que ficara amiga de Laura passa por trás dos dois e consegue ouvir o que o rapaz fala. D. Ana percebe a presença de Clara e resolve diminuir o tom de sua voz.

D. Ana: Essa moça é muito misteriosa, Ricardo! Você não percebe que ela é uma moça de posses? O que uma mulher nascida em berço de ouro faz no interior dando aulas para crianças pobres? Com certeza na Capital da República existem milhares de escolas para as crianças mais abastadas! Porque ela saiu do Rio de Janeiro? De certo guarda algum segredo!

O rapaz fica aborrecido com o que escuta. Ele defende a amiga.

Ricardo: Com certeza existem escolas no Rio! Milhares! Mas, infelizmente, todas levam a marca do preconceito! O preconceito contra as mulheres é absurdo! Você sabe perfeitamente sobre o que estou falando! Várias delas são vítimas atrozes de uma sociedade que impõe duras regras às mulheres! Como disse antes, Laura é uma excelente professora, e o fato de estar no interior engajada em ensinar às primeiras letras a essas crianças, faz com que eu a admire ainda mais! Espero imensamente que cumpra o que combinamos, uma vez que esta escola pertence à minha família e desta forma, sabe que Laura só sairá daqui por vontade própria, o que acredito, não acontecerá!

A diretora fica um pouco incomodada com as palavras do rapaz, mas acata a decisão dele. Ele é o dono indireto da escola e pelo visto tem muito apreço pela moça. Ela responde.

D. Ana: Está bem! Assim será! Fique tranquilo!

Ricardo se afasta e vai em direção às crianças. Assim como Laura, ele acredita que o afeto é muito importante na formação de crianças saudáveis e felizes e deste modo, se aproxima de cada uma delas com um afago na cabeça e um abraço. Ritinha, a mais espevitada de todas, se aproxima dele. A menina reparou alguns minutos atrás na aproximação do rapaz com sua professora e curiosa como é, pergunta.

Ritinha: Oi Sr. Ricardo! O Sr. também é amigo da minha professora?

Ele olha em direção à professora e percebe que seu rosto ruborizou! Preocupado em não constranger ainda mais a amiga, Ricardo responde e deixa para pergunta-la sobre a observação da menina em outra hora.

Ricardo: Sim, Ritinha! Sou amigo de sua professora!

Neste momento, todos escutam o sinal que indica o término do recreio e as professoras conduzem suas alunas para as salas de aula. O dia transcorre sem muitas surpresas. Ao término da aula, Laura se despede de suas alunas e Clara se aproxima.

Clara: Oi Laura! Que dia corrido menina!

A professora sorri para a colega.

Laura: É verdade! Muitas atividades no dia de hoje, não é?

A moça exclama. Elas falam e vão em direção à saída.

Clara: E como! Laura... Desculpe a indiscrição, mas...

Ela fica constrangida em abordar isso, mas desde o primeiro dia de aula, as duas se tornaram amigas.

Laura: Pode falar Clara! O que foi?

Clara: Entre você e o Sr. Ricardo...

A professora sorri da ideia descabida da amiga! Pelo menos da parte dela.

Laura: Imagina Clara! O Ricardo é apenas um bom amigo! Não tivemos e nem teremos nada além de uma boa amizade!

Elas se dirigem a saída da escola e mais uma vez o carro para em frente à porta principal e Júlia é rapidamente conduzida a ele e o carro dá a partida e sai deixando um rastro de poeira.

As duas professoras se despedem e Laura acrescenta.

Laura: Depois conversamos mais! Agora preciso ir!

Laura está feliz em ver o carro de Edgar parado no mesmo lugar de sempre! Com a pequena discussão que tiveram pela manhã, passou pela cabeça da professora que ele não fosse busca-la! Ela sente seu coração pulsar, descompassado, enquanto se aproxima do rapaz. Com ele também não é diferente. Eles chegam bem perto um do outro! Os dois estão tão distraídos que não percebem a aproximação de uma pessoa.

Notas finais
E aí? Gostaram? Alguma sugestão sobre quem apareceu na pracinha onde os dois estavam? Comentem, divulguem a história pessoal! Isso anima a gente a escrever mais e mais!! Bjuss