Ladies's Brotherhood

13 Capítulo 12 - Parte I


Notas iniciais
Olá pessoinhas que ainda estão ai! Desculpe o sumiço, mas aqui estou eu com um novo capitulo! Esse capítulo ficou tão extenso que será divido entre duas ou até mesmo três partes. A segunda parte já está pronta, mas vou postar só daqui há alguns dias, pra dar um tempinho pra vocês sentirem o gostinho :3 kkkk Chega de enrolar! Aproveitem o capítulo! o/

No capítulo anterior...

Após a volta da reunião entre as outras Madames das outras cinco Irmandades, Marie conta para Soulier o que foi discutido nesse encontro: A futura guerra entre as cinco grande nações. E sem saberem, Paola foi agredida por uma Lady da Irmandade Alemã, por ser uma filha “bastarda” da Madame Marie.

Paola então começa a ter alucinações e então desmaia no meio da floresta, sendo socorrida por Brieta Tenébres, a mais misteriosa Lady da Irmandade Francesa.

Depois de um turbulento dia, Marie ainda recebe uma carta com uma noticia que deixaria sua semana mais estressante do que já estava.

Capitulo 12 – Parte 1

Na manhã seguinte, quando ninguém esperava, Madame Marie ordenou que algumas Ladies aparecessem em seu escritório. Mais especificamente, as Dez Ladies mais fortes da mansão.

Todas já imaginavam que se tratasse de uma missão, mas era muitíssimo raro todas as dez fazerem um trabalho juntas.

Todas já estavam reunidas, até mesmo Brieta estava lá, quieta em seu canto. Entre elas estavam também as Irmãs Gringonneur, a 5ª e a 9ª Ladies mais fortes da casa. A 5ª era Harley Gringonneur, a mais velha, tinha compridos cabelos negros, preso a um rabo de cavalo que ia até a cintura e olhos castanhos. A 9ª era Valety Gringonneur, a mais nova de apenas 14 anos, também tinha cabelos negros como a irmã e também presos a um rabo de cavalo, porém era muito mais curto. Apesar das características comuns, as duas eram muito belas, como uma Lady deveria ser.

Apenas duas Ladies não estavam presentes. Uma delas era a 3ª Lady, mas todas sabiam o motivo dela nunca aparecer. A outra era Paola, que era muito raro ela não comparecer nesses assuntos.

Victória vasculhou com os olhos cada canto do escritório, mas não conseguia encontrar Paola. Ela não sabia o motivo dela não estar presente.

– Onde está a Paola? – ela cochichou para Collet que estava ao seu lado.

– Você não soube? Ela foi encontrada inconsciente na floresta ontem, mas ninguém sabe por quê. – Collet respondeu também cochichando. – E parece que a Madame suspendeu ela de qualquer atividade até descobrir o que aconteceu.

– Sério? – Victória se espantou, mas manteve o tom de voz baixo.

– Ok, silêncio todas você. – pediu a Madame, enquanto seus braços repousavam sobre a mesa, e imediatamente as garotas se calaram. – Antes de continuar, devo informar uma coisa: a missão que irei propor não dará lucro nenhum à Irmandade, ou seja, ninguém será paga no final. Porém esse é um trabalho de extrema importância e altamente sigiloso. Então se alguém quiser sair que seja agora. – ela anunciou e esperou as respostas das garotas presentes.

Uma sequencia de murmúrios se espalhou pelo escritório, mas que se cessaram rapidamente. Nenhuma garota decidiu sair. A Madame esboçou discretamente um sorriso de canto, sentido o orgulho em seu peito.

– Muito bem. – ela continuou, voltando a postura séria. – Daqui a uma semana, o Presidente da França virá para a cidade.

Uma explosão de uma reação de surpresa invadiu a sala, junto com os cochichos entre as garotas.

– Sério?! O Presidente?! Ele mesmo?! Legal!! – Valety, a irmã Gringonneur mais nova, saltou para frente de todas as garotas, com um entusiasmo maior que as outras.

– Está surda, Valety?! – sua irmã mais velha, Harley, puxou sua orelha, trazendo de volta para trás. – Ela disse que era o Presidente. Se contenha!

– Ai, ai! Isso dói! – reclamou Vately da orelha sendo puxada.

– Mas é pra doer! – exclamou Harley, puxando a orelha mais ainda.

– Não sei do que você ta reclamando! Você ficou tão animada quanto eu!

– Mas pelo menos eu sei me conter. Eu tenho classe, ao contrário de você. – Harley explicou com a mão livre sobre o peito e empinando o nariz.

– Há-Há, conta outra. – ironizou Valety.

– Ora, sua coisinha...

– Caladas as duas! – ordenou a Madame, se mantendo centrada, não alterando muito o tom de voz, mas por dentro ela estava bastante irritada.

As outras garotas, e até mesmo Marie, estavam acostumadas com o comportamento das duas irmãs. As duas eram como gato e rato, não havia um momento que as duas não brigassem.

– Como eu estava dizendo. – continuou Marie, voltando à explicação. – O Presidente, junto com a Primeira Dama e seus filhos, virá para a cidade daqui a uma semana. Durante essa semana, nos prepararemos para vinda dele, então cancelem qualquer compromisso que tiverem durante essa semana. Nosso foco é garantir que nada acontece com o Presidente. – ela encerrou, dando mais seriedade a ultima frase. – Alguma duvida?

Todas estavam cheias de duvidas e curiosidades, mas somente Collet levantou a mão.

– Mas porque não deixamos o serviço de segurança do Presidente cuidar disso? – Collet perguntou.

– Devido às circunstancias, não podemos deixo isso só nas mãos do serviço de segurança. – a Madame explicou, mas não esclareceu muito o que Collet perguntou. – Mais alguma pergunta? – ela perguntou para todos em geral.

Quando achavam que ninguém mais perguntaria algo, estranhamente Pepita levantou a mão, algo que ela nunca fazia. Não importava qual missão ou trabalho fosse, Pepita nunca perguntava nem tinha duvida de nada.

– Se isso não foi o pedido de ninguém, já que não receberemos pagamento, porque temos que fazer isso? Qual a importância disso para a Irmandade? – Pepita perguntou seriamente, como ninguém tinha visto antes.

Enquanto Marie pensava na resposta, as garotas da sala ficaram inquietas, como se todas tivessem pensando a mesma coisa.

A Madame suspirou. Ela tinha que esclarecer tudo, mas não podia contar o que sabia. Não agora.

– Sei que todas estão confusas, mas a certas coisas que eu não posso contar no momento. Mas posso dizer que se não fizermos isso, muito coisa estará em risco. – declarou a Madame, deixando as garotas nervosas como nunca ficaram antes. – Estão dispensadas por enquanto.

As portas se abriram e as garotas começaram a sair. Mesmo com tantas duvidas e preocupações, elas haviam decidido aceitar o trabalho e agora teriam que fazê-lo.

– Esperem. – pediu a Madame, e todas se viraram de volta. – Brieta, você fica. – ela ordenou.

Todas saíam, e Brieta permaneceu imóvel no lugar, esperando a sala se esvaziar. Quando todas se foram, ela se virou de frente para a Madame.

– Algum problema, Madame? – ela perguntou sem preocupações. Seu rosto inexpressivo continuava o mesmo.

– De acordo com as informações de ontem, parece que você que encontrou Paola inconsciente naquela tarde, estou certa? – Marie perguntou, confirmando as informações.

– Isso mesmo, Madame. – Brieta confirmou.

– E onde exatamente você a encontrou? — Marie cruzou os dedos sobre a mesa enquanto interrogava, esperando que as respostas batessem.

– Na floresta, Madame, não muito longe daqui. – Brieta respondeu com clareza.

– Certo. Agora, Brieta, me responda mais uma coisa. – continuou a Madame, parecendo muito mais séria. – O que você estava fazendo na floresta sozinha naquela tarde?

Brieta hesitou em responder, e isso fez que Marie desconfiasse mais. Doía para ela desconfiar de uma de suas garotas, mas ela não podia arriscar.

– Eu estava livre aquela tarde. Então decidi passear aos arredores da mansão. – ela respondeu, mas aquela resposta era muito vaga, e isso fez a suspeita de Marie aumentar.

Ela suspirou. Não podia fazer nada por enquanto, não até conseguir mais informações.

– Tudo bem, está dispensada. – ela ordenou, abanando uma das mãos para que Brieta saísse.

A garota de curvou e saiu da sala, fazendo Marie ficar sozinha em seu escritório com seus pensamentos inquietos.

– Quando foi que eu cheguei ao ponto de desconfiar de umas de minhas garotas? – suspirou Marie para si mesma.


Flashback – On

No fim da tarde de ontem, Marie esperava Paola, sua filha, acordar do coma temporário que estava.

Uma hora depois de Soulier aplicar um tratamento, Paola acordou, virando seu rosto de lado e vendo sua mãe andar de um lado para o outro, inquieta.

– Mãe... – ela murmurou, ainda parecendo estar sobre um estado de fraqueza.

– Paola, você está bem? – Marie correu até a filha, ainda estando aflita mesmo depois dela ter despertado.

– Sim... – ela respondeu, tentando pelo menos ficar sentada sobre a mesa. – Só parece que fui atropelada por uma carruagem.

– O que aconteceu? Você se lembra? – perguntou Marie.

– Não muito. – ela respondia passando a mão sobre a cabeça. – Lembro-me de estar colhendo algumas ervas que Madame Soulier havia pedido.

– Eu disse que ela estava de folga ontem. Porque deu uma tarefa para ela? – reclamou Marie para Soulier, que arrumava alguns frascos de sua prateleira.

– Não pude fazer nada. Ela insistia que queria alguma coisa. – respondeu Soulier, sem perder a concentração no que fazia.

– Eu sinto muito. – pediu Paola, vendo que ela que estava errada.

– Tudo bem. – suspirou Marrie, pensando que não resolveria nada reclamar disso agora. – O que mais você lembra?

– Bem... – Paola continuava passar a mão sobre a cabeça, como se a ajudasse a lembrar. – Acho que havia ouvido um barulho estranho, depois surgiu uma sombra estranha, e quando percebi ela havia se jogado para cima de mim.

– Uma sombra, não é... – pensava Marie com os dedos sobre o queixo. – Soulier, você disse que as garotas falaram que foi Brieta que encontrou a Paola inconsciente, certo?

– Sim, isso mesmo. – confirmou Soulier, ainda organizando seus frascos.

Marie não queria, mas só conseguia pensar em sua Lady que podia manipular as sombras como principal suspeita.

Flashback – off

Paola agora estava confinada em seu quarto. Madame mandou ela permanecer na mansão até segunda ordem, e quando ela disse “permanecer na mansão” quis dizer somente no interior, não podia sair nem mesmo para o quintal e o jardim. Ou seja, ela estava em uma espécie de prisão. Ela sabia que sua mãe só queria protegê-la, mas aquilo já era de mais.

Como seu corpo ainda sofria de cansaço de ontem, decidiu permanecer o resto do dia na cama. Sentada em sua cama, coberta por sua colcha, ela lia tranquilamente um livro em seu colo, e às vezes se distraia com o barulho de fora e voltava sua atenção para a janela ao lado de sua cama, observando suas colegas treinando do lado fora.

Com toda essa tranquilidade, ela concluiu que o que aconteceu ontem era realmente só efeitos da insônia e dos aborrecimentos que passou há alguns dias atrás.

– Você está parecendo uma prisioneira. – disse uma voz, igual à voz de ontem que ela ouvira no corredor.

Ela não acreditava. Não poderia estar acontecendo de novo. Estaria ela enlouquecendo? Estava atordoada e sentiu seu corpo tremendo. Estava com medo. Ela não respondeu a aquela voz, estava esperando aquilo passar.

– Está me ignorando? – perguntou a voz feminina, em tom de deboche. – Fique sabendo que não vou a lugar nenhum.

– Q-Quem é você? – ela reuniu coragem e perguntou.

– Hmmm... Vejamos... Quem eu poderia ser? – a voz continuou a debochar. – Que tal “alguém muito próxima a você”?

– Isso não responde minha pergunta! – Paola se irritou.

A voz apenas riu da reação da garota.

– Quem quer que você seja, me deixe em paz! – implorou Paola, desejando que aquilo parasse.

A voz riu novamente.

– Paola, minha linda garota, por mais que você deseje, implore, reze, eu nunca irei te deixar em paz. – a voz sussurrou, como se estivesse com os lábios próximos da orelha de Paola.

– Porque não? – Paola perguntou com medo em sua voz quase rouca, como se tivesse um nó em sua garganta.

– Eu já te disse. – ela continuou a sussurrar. – Porque sou alguém muito próxima a você...

A risada daquela voz misteriosa ecoou pela quarto até desaparecer.

***

Brieta andava por um corredor escuro dentro da mansão. Não havia mais ninguém além dela ali, e ela estava ali por um motivo especifico. Ela havia recebido um bilhete pedindo que estivesse ali naquele horário.

Andando mais um pouco, ela encontrou Pepita escorada na parede no final do corredor, que ergueu o rosto para Brieta que acabara de chegar.

– O que você quer? – perguntou Brieta.

– Só quero perguntar uma coisa. – ela continuou. – Você não está mesmo envolvida com o que aconteceu com Paola, está?

Brieta suspira.

– É a segunda vez que perguntam isso para mim hoje.

– Responda minha pergunta. – insistiu Pepita sem se alterar.

– Não, não estou. – Brieta confirmou. – Não sei o que aconteceu com ela. Apenas a encontrei desmaiada no chão, só isso.

Pepita não disse nada, e nem Brieta. As duas ficaram em silêncio, uma encarando a outra.

– Vou acreditar em você. – afirmou Pepita, desencostando da parede e passando por Brieta, que não saiu do lugar. – Ah, é mesmo, mais uma pergunta. – ela continuou, parando no meio do caminho. – O que estava fazendo na floresta aquele dia?

– Todas nós temos segredos. – ela se virou para trás. – Não é mesmo? – ela olhou para Pepita, que se manteve de costas para ela.

– Tem razão. – Pepita concordou, ainda de costas para ela. – Mas os de alguns são piores do que de outros. – ela andou novamente e sumiu das vistas de Brieta.

Notas finais
E ai? gostaram? Odiaram? Falem a verdade >.< Ah, ficou meio parado porque a parte agitada ficou na segunda parte do capítulo. Então, até o próximo capítulo o/