Notas iniciais
Esse capitulo foi mais tranquilo que os outros dois. Não dá pra colocar só ação o tempo todo KKKKKKKKKK Mas espero que gostem ;)
Aé, há um personagem novo então deem uma olhada no capítulo dos "Personagens" =D
Ah, se tiver alguma palavra errada não liguem ta KKKK só dei uma revisãozinha rapida, queria postar logo >..

"Você com certeza se perguntaria por que se encontraria uma bela e bem cuidada mansão gigantesca do meio de uma densa floresta, não é mesmo? Essa é a mansão sede da Ladies’s Brothehood, escondida numa floresta desconhecida, cercada por arvores com o dobro da altura da mansão e por belas montanhas verdes ao norte. Qual quer um que não conhecesse o caminho para a sede com certeza se perderia em instantes pela floresta, era um local perfeito para se montar uma sociedade secreta."



Era mais um dia normal na Irmandade. Um grupo das crianças recolhidas estava treinando em um dos quintais da gigantesca mansão, outro grupo estava reunido em uma espécie de sala de aula, onde aprendiam diversos assuntos. As mais velhas, as Ladies, cuidavam dos afazeres da mansão, como limpeza e a comida, outras se divertiam pelos quintais, como estavam fazendo algumas Ladies que já conhecemos.

Collet, Pepita e outras garotas estavam num quintal dos fundos da mansão, jogando futebol. A bola começa a rolar para a direção de Pepita, que parecia não prestar muito atenção no jogo:

– Pepitinhaa! A bola! – grita Collet correndo em direção à bola.

Pepita, voltando a ter um pouco de atenção ao jogo, se prepara para chuta-la. Ela chuta, mas exagera um pouco. A bola voa longe, muito longe, passando por cima da mansão, talvez até tenha passado das montanhas. Todas seguiram a bola com os olhos e a cabeça, até que a perderam de vista.

– Eh... Pepitinha... Tenta maneirar nessa sua força... – diz Collet ainda olhando na direção que a bola havia voado.

– Eh... Desculpa...



Na densa e diversificada floresta, perto da mansão, estava uma bela garota loira de cabelo preso sentada num toco de uma arvore cortada, usando um vestido verde escuro com fitas pretas prendendo o espartilho, era Victória. Ela estava com um caderno de desenho e um lápis nas mãos. Em sua frente, um pouco distante, estava um cervo por trás do arbusto e era isso que ela desenhava em seu caderno. Cada detalhe no desenho estava perfeito, mesmo feito somente com um lápis.

Enquanto desenhava, ela escuta alguma coisa passando pelos galhos das arvores. Ela olha para cima ha procura do que era e de repente uma bola de couro marrom cai logo a sua frente. O barulho da bola caindo espanta o cervo que sai correndo assustado.

– Droga, demorei tanto tempo pra chegar perto dele. – ela murmura melancólica, mas logo solta um leve doce sorriso ao ver o desenho semiterminado em seu caderno. – Bem, pelo menos terminei a maior parte...



Victória volta para a mansão. Ela entra pela porta principal, onde dava num enorme salão repleto de decorações douradas e vermelhas. Havia uma grande escada ao centro, coberta por um carpete vermelho e corrimões dourados, que dava destaque ao salão. Nele havia quatro passagens para quatro corredores diferentes. Ela entra com seu caderno, o lápis e a bola que havia pegado na parte da floresta que estava.

Andando tranquilamente até a escada, ela escuta um grito assustado vindo dela. Era Lolita que descia escorregando muito rápido pelo corrimão do lado direito. Ao chegar ao final do corrimão em alta velocidade, ela cai de cara no chão, bem na frente de Victória, que ainda processava a cena confusa na sua cabeça:

– O que... Você tava tentando fazer? – pergunta Victória olhando para Lolita espatifada no chão.

– Aiai... – gemi Lolita, tentando levantar a cabeça. – Tava entediada... – ela responde choramingando.

– Você realmente não tem jeito. – murmura Victória.

Alguém vindo da passagem do lado esquerdo do salão chama por Victória. Era uma garota de cabelo curto preto, um chanel, e de olhos escuros como o cabelo. Ela era outra Ladie da mansão.

– Paola está te procurando faz um tempo. – diz a garota.

– Sério? E onde ela está?

– Ela estava com a Madame Marie agora pouco no escritório, eu acho – responde a garota pensativa, colocando o dedo no queixo, revirando a memória. – Por que não vai até lá?

– Ok, vou pra lá. Obrigada. – agradece Victória, indo pelo mesmo caminho que a outra garota veio.



Ela chega ao corredor escurecido, por causa da madeira marrom escura que eram feitas as paredes. Do lado direito ela vê a porta do escritório da Madame Marie semi aberta.

Chegando perto da porta, ela tenta dar uma espiada pelo vão aberto e vê Paola na frente da mesa ao centro do escritório e madame Marie atrás da mesa, levantada, olhando para Paola seriamente, parecia que estavam conversando algo sério. Victória estranha, pois normalmente Madame Marie era muito adorável.

Ao perceber uma presença, Madame Marie olha para o vão da porta. Na hora, Victória tira o rosto de lá, esperando que ela não a tenha visto.

Segundos depois Paola saiu do escritório, soltando um suspiro de tensa, nem mesmo percebeu Victória em sua frente.

– Ah, Victória, você apareceu. – ela finalmente percebe sua presença, voltando a ficar mais tranquila.

– Me falaram que queria falar comigo.

– É, quero que você vá até a cidade. Nossos suprimentos estão acabando. – ela explica colocando a mão dentro de um bolso de seu vestindo, retirando um papel dobrado dele. – Essa é a lista do que precisamos, leve algumas garotas com você, é bastante coisa.

– Certo, sem problema.– ela aceita sem questionar. – Não que seja da minha conta, mas o que estava acontecendo ali dentro?

– Ah, nada não, foi só um relatório que ela me pediu, não se preocupe com isso. – ela responde normalmente, mas Victória sabia que ela estava escondendo algo.

Sem mais perguntas, ela vai até seu quarto levando as coisas que carregava. No quarto ela encontra Marietta, que era sua colega de quarto, e convida para ajuda-la. Marietta aceita sem nenhum problema.



Victória, junto com Marietta, Lolita e Pepita para ajuda-la, foram até a cidade de Adoriabelle, a cidade mais próxima. Era uma cidade bonita e adorável, como o próprio significado do nome, pouco povoada, mas repleta de casas bem arranjadas e belas, mesmo a menor parte da população ser de classe alta.

Victória foi até a parte mais comercial da cidade. Sozinha ela já carregava duas caixas de madeira, dentro contendo frutas e legumes, o que pareceria pesada para qualquer garota, mas ela aguentava sem nenhum grande esforço.

Carregando as caixas, ela passa ao lado de uma floricultura e algumas flores a mostra lhe chamam atenção, a deixando encantada. Deixando as caixas no chão e ao seu lado, ela vai observar as flores mais de perto e sente seus perfumes. O dono do estabelecimento percebendo sua presença, vai até as flores que a garota observava, arranca uma delas e entrega para ela com muita gentileza:

– Por favor, aceite mademoiselle. – ele diz gentilmente entregando a flor para Victória.

– Merci. – agradece Victória aceitando a flor lisonjeada.

– Vic!! – chama alguém procurando por Victória. Era Lolita que andava rapidamente em direção de Victória, carregando dois sacos de comida, um em cada mão. – Já terminou sua parte?

– Já.

– Ótimo, podemos passar em um lugar antes de nos encontrarmos com as outras?

– Que lugar?

– Na casa do messiê Anthony.



Victória aceita acompanhar Lolita até a casa de Anthony. Já fora da cidade, as duas estavam num campo verde, onde na direita estava um rio onde elas passavam do lado, perto da margem.

Lolita cantarolava uma agradável canção enquanto andava saltitando ao ritmo da canção.

– Você parece feliz. – diz Victória a observando.

– Eu estou sempre feliz! E também, adoro ir à casa do messiê Anthony e adoro ir até a cidade. – ela responde ainda saltitando. – E você? O que te deixa feliz?

– Eu? Deixe-me pensar... – ela fica pensando olhando para o céu azul onde alguns pássaros sobrevoavam, colocando a mão direita perto do resto, cobrindo os olhos para protegê-los dos raios de sol. – Acho que... Sei lá... Qualquer coisa...

– Como esperado da Victória de Langrage. – diz Lolita.

– Como assim? – pergunta Victória confusa, voltando os olhos para ela.

– Você sempre foi gentil, pura, de bom coração... Acho que não conseguiria odiar nada... – ela responde olhando para o céu, como Victória estava antes. – Deve ser por isso que todas dizem que você será a nova Madame das Ladies’s Brotherhood, tirando o fato de você ser a mais forte entre as 10, é claro.

– Todas dizem isso praticamente, mas ainda acho que Paola é mais qualificada pra isso, ela é bastante esperta e também é uma das 10 melhores da nossa geração, além do mais, ela é a...

– Eu sei. – Lolita interrompe. – Mas imagina: “Madame Victória de Langrage”...­ – ela diz empolgada dando um ênfase no nome Victória e dá uma risada no final. — Até que combina.

– Aiai... Você não muda nunca. – suspira Victória.

– Hihihi... Eu sei. – responde Lolita andando de costas, olhando para Victória.

Elas ficam por alguns segundos sem conversar, até que Lolita para de saltitar e anda normalmente, voltando a olhar para o céu, agora coberto por algumas arvores.

– Mas sabe... – ela volta a falar, voltando ao assunto. – Se você realmente for escolhida para ser a nova Madame, você tem que decidir o que te faz realmente feliz... Afinal, se você se tornar a Madame não terá mais volta.

Victória percebe que aquilo era verdade, porque quando você se torna a Madame nunca mais se pode abandonar a Irmandade. Uma Ladie normal quando completa 25 anos tem direito de sair da Irmandade ou continuar nela, não que Victória quisesse ir embora, mas agora ela estava seriamente refletindo se era isso que ela realmente queria. Enquanto refletiva, ela dizia em sua cabeça varias e varias vezes: “O que realmente me faz feliz?...”.



As duas finalmente chegam à casa de Anthony. Uma cabana de madeira envelhecida, parecendo abandonada, longe da civilização, a margem do leito do rio no meio da floresta.

– Messiê Anthony! Está ai? – Lolita chama batendo na porta, mas ele não responde.

– Ele não deve estar em casa. – diz Victória.

– Claro que está! É do messiê Anthony que estamos falando. – Sem mais nem menos, Lolita entra na casa, já que porta estava aberta.

Elas entraram, e dentro já viram Anthony na mesa ao centro da casa, parecendo estar soldando alguma coisa. A casa era uma bagunça, havia ferramentas e engenhocas espalhadas por todos os cantos, além de varias estantes repletas de vidros e potes com produtos químicos.

Anthony era um velho conhecido pelas Ladies, era um alquimista e um inventor muito talentoso, e sempre construía alguma arma ou item para as garotas. Distraído, ele nem ao menos percebeu as garotas entrarem na sua casa.

– Messiê AN-THO-NY!­ – Lolita o chama quase gritando.

– Hã?! O que?! Onde?! Como?! – exclama o velho se levantando de susto da mesa olhando para os lados a procura de quem o chamava, até que vê as garotas logo atrás dele. – Ah! Pequena Lolita! É você! – ele muda de estado rapidamente, ficando mais alegre ao vê-la. – Então, usou a nova arma que inventei para você?

– Claro! Ela é incrível! Nunca teria imaginada uma arma com mira a longa distancia, facilita ainda mais a minha habilidade! – ela diz tão empolgada que quase explode por dentro.

– Excelente! Então porque voltou aqui pequenina?

– Ah, o gatilho está meio desconfortável... Poderia dar uma olhada? – ela retira a arma que estava presa em suas costas esse tempo todo.

– Claro, Claro... – ele pega a arma de suas mãos e leva para mesa onde trabalhava.

Lolita vai com ele e o observa trabalhar enquanto conversavam ao mesmo tempo sobre os detalhes da arma. Enquanto isso, Victória ficou passeando pela casa dele, fascinada com suas invenções estranhas, mas muito úteis. Ela lembrou-se de suas correntes, foi Anthony que as tinha criado.

– Pronto! Está perfeita. – afirma o velho terminando de polir a arma.

– Você é realmente o melhor messiê Anthony! – responde Lolita pegando a arma de volta, a abraçando.



As duas pegam o caminho de volta, indo até onde haviam deixado à carroça. Provavelmente as outras garotas já estavam lá esperando há um tempo.

Elas chegaram até a carroça, que estava numa encruzilhada na trilha da floresta, e Marietta estava parada na frente dela com os braços cruzados, parecendo impaciente, até que avista as duas chegando.

– Meus Deus! Que demora! – exclama Marietta irritada. – Foram fabricar as coisas?!

– Desculpa Mary, é que a gente passou na casa do messiê Anthony. – responde Victória, parecendo não ligar para alteração de Marietta, afinal, já estava acostumada.

– Pelo menos, deveriam ter avisado que iam. – diz Marietta mais calma.

– Cadê a Pepita? – pergunta Lolita olhando os arredores.

– Ah, ela? – pergunta Marietta retoricamente. – Dormindo na carroça. – ela responde apontando para Pepita amontoada entre vários sacos e caixotes dentro da carroça.



As garotas já na carroça vão a caminho de volta para a mansão. Victória ia ao lado de Marietta, que conduzia a carroça, e Lolita ia traz delas, dentro da carroça, cantando baixinho para não acordar Pepita que ainda dormia.

Elas chegam até um desfiladeiro, um caminho que poucos conheciam, era ótimo para chegar até a mansão sem ninguém ver. Mas, na encosta do desfiladeiro, estava um homem deitado encostando-se na parede de terra, parecia ser um mendigo. Percebendo a carroça se aproximando, ele se levanta e pára no meio da estrada, impedindo a passagem delas.

– Por favor, uma ajuda a um homem necessitado. – pede o homem estendendo o braço, pedindo um pouco de comida.

Victória pega de dentro de um dos sacos uma maçã e joga na mão do homem.

– Será que não poderiam ajudar um pouco mais? – retrucou o mendigo.

– Além de mendigo é mal agradecido? – revidou Marietta mal educada.

– É que... Somos muito exigentes. – ele dizia colocando a mão dentro do casaco velho e de dentro retira uma arma.

– Ora, Ora, tiramos a sorte grande hoje. – afirmou outro aparecendo no morro acima, junto com mais três com ele. Eles descem o morro ao lado e se juntam ao outro que estava na estrada.

Lolita se prepara para retirar uma arma que estava escondida de baixo do vestido, mas Victória a impede antes, ela sabia que era desnecessário.

– Vamos, estamos com pressa. – exigiu o com a arma. – Nos dê toda a mercadoria que têm.

– Chefe! Cadê a ruivinha?! – perguntou um deles espantado, vendo que Marietta não estava mais sentada onde estava ha alguns segundos atrás.

Até mesmo Victória se espanta com aquilo, nem ela havia percebido que Marietta havia sumido. Segundos depois, Marietta aparece atrás do homem que era o chefe deles e puxa seu cabelo escondido no chapéu e coloca uma faca no pescoço dele.

– Vocês escolheram um péssimo dia pra me irritar. – afirma Marietta ameaçadora, com a faca no pescoço do homem.

– Faça alguma coisa seus imprestáveis! – ordenou o homem ameaçado de morte. No mesmo instante, seus comparsas retiram armas de dentro dos casacos e apontam para Marietta.

Victória, sem nenhum movimento, olha para algumas pedras que estavam no chão e elas começam a levitar, e com muita força, elas são lançadas na nuca dos homens que caem zonzos no chão. Ela vê uma corda dentro da carroça, e usando seu poder, ela amarra todos os cinco homens juntos e os pendura num galho de uma arvore ao lado.

– Você poderia ter agido antes né Vic? – resmungou Marietta passando a mão atrás da cabeça.

– Foi você que agiu primeiro sem eu ver. – retrucou Victória.

– Aiai... Ainda bem que deu tudo certo. – disse Lolita suspirando de alivio.

– Hã?... – murmurou Pepita acordando só agora, ainda bem sonolenta esfregando os olhos. – Aconteceu alguma coisa?

– Bem... Mais ou menos. – responde Victória.



Epilogo

Mais tarde, no mesmo desfiladeiro, três policiais apareceram e viram os cinco homens pendurados. Os policias pareciam realmente confusos pensando no que teria acontecido.

Minutos depois, chegou mais um homem a cavalo. Era um belo jovem, aparentando ter uns vinte e poucos anos, de cabelos castanhos claríssimos e olhos verdes como esmeraldas, usando um sobretudo marrom claro que se destacava por causa do resto da roupa escura usava. Ele desce do cavalo e vai em direção aos outros policiais.

– Ah! Detetive Hardy! – diz um dos policias vendo ele se aproximando.

– Por favor, me chame só de Christofer. – afirma o rapaz gentilmente, cumprimentando o policial.

– Com prazer, messiê Christofer. Então... O que veio fazer aqui? – pergunta o policial curioso.

– Estava passando por perto e encontrei um de seus homens. Ele me disse o que aconteceu aqui perto então resolvi dar uma olhada. – relata Christofer. – Então... Já descobriu o que aconteceu? – ele pergunta se afastando do policial e indo até onde os ladrões estavam pendurados na arvore.

– Ainda não... Na verdade, estamos mais preocupados em como vamos descê-los.

– Hmm... Teria que ser um homem muito forte para conseguir puxa-los até aqui em cima e ainda por cima pendura-los lá em cima. – comentou Christofer pensativo, fugindo um pouco do que o policial tinha dito. – Isso não faz sentido... Vocês analisaram a estrada para ver se tinha pegadas de cavalos ou algo parecido?

– N-Não tomamos todo esse cuidado messiê. Esse não é um crime tão sério assim...

– Todo o crime sério, cavalheiros. – respondeu Christofer meio que intimidador e autoritário, ainda analisando os homens pendurados.

Ele passa por baixo dos homens e percebe algo no chão. Ele se agacha e vê no meio das folhas um pedaço de papel branco dobrado. Ele pega o papel e o desdobra para ver se estava escrito algo. Ao perceberam, os outros policias se agacharam ao lado dele para analisar o papel de perto.

“Desculpe o exagero”, era o que estava escrito no papel com uma letra feminina e delicada. Christofer e os outros ficam confusos com a mensagem.

– Que tipo de pessoa deixa um bilhete deste? – indagou Christofer pensando alto.

Notas finais
Espero que tenham gostado ;)
Eu sei que disse que os proximos capitulos seriam mais curtos mas não consegui. Não consigo escrever capitulos pequenos KKKKKK
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