Labirinto de Asas
1 Capítulo 1
Notas iniciais
bjs e espero q gostem!
Acordei com a luz branca e forte do hospital em minha cara “Droga, de novo no hospital “Pensei com impaciência enquanto me sentava lentamente na maca desconfortável.
Meu nome é Olivia, moro e nasci no Brasil, mais especificamente em São Paulo, tenho 17 anos e de verdade não me lembro de boa parte da minha vida. Na realidade é como se ela tivesse iniciado aos meus 12 anos. Isso mesmo, não me lembro de nada. É como se alguém simplesmente tivesse deletado minhas memórias como se elas fossem apenas um arquivo de um computador qualquer. Minha mãe nada dizia sobre elas também. Ela apenas continuava a fazer o que fazia quando eu perguntava sobre algo, então com o tempo, desisti de perguntar.
Quando tinha 14 anos me recordo de levanta hipóteses sobre minha amnésia. Como que falava que era um fruto de uma experiência nazista, ou até mesmo que era algum tipo de super mutante.
A lembrança mais antiga que tenho de mim é a morte, isso mesmo, a morte. O vento em meus cabelos e escuridão absoluta. Sentia o vento me puxando para cima mas meu corpo não respondia a seus apelos, enquanto isso algo macio, similar a um toque de uma pena, passava algumas vezes pelo meu rosto. Mas a sensação que mais me recordo era da respiração da morte podendo ser sentida em meu cangote enquanto sua voz cavernosa e sombria chegava até meus tímpanos assim me fazendo gelar “Vá em borá!”, era apenas o que ela dizia.
E após ouvir isso muitas vezes senti um grande impacto invadir meu corpo, um frio intenso quando a morte me abraçou por completo.
Mas ao abrir os olhos, vi apenas a luz esbranquiçada do hospital. Como a que estou vendo agora. Até hoje não sei se de fato morri e fui ressuscitada por mágica. Mas acho que nunca saberei, pois como já disse minha mãe nunca disse nada. E acho que ela pretende permanecer assim...
Quando olhei ao redor do quarto avistei minha mãe me olhando de braços e pernas cruzadas com a mesma face inexpressiva de sempre. Quando ela me viu acorda ela piscou lentamente seus olhos repetidas vezes enquanto dizia:
-Bom dia.
-Humm... – gemi em protesto a dor que sentia no corpo – Boom dia... – Disse com duvida na voz. Depois cocei a nuca e prossegui – Porque mesmo que vim parar aqui? O de sempre?
Ela balançou a cabeça indicando que sim. Tanto ela quanto eu sabíamos muito bem o que era “o de sempre”. Bronquite ou rinite ou até mesmo anemia, que era o mais comum. Sempre tive uma saúde muito frágil...
Eu já estava acostumadas com minhas idas constantes ao hospital. Tanto até que os médicos e os enfermeiros já eram meus amigos. Acho até que o enfermeiro Otavio era um dos meus melhores amigos. Ele era 3 anos mais velho que eu. Ele estava no 2° ano de faculdade de Enfermagem, mas sempre dava ajuda no hospital.
Minha mãe, depois de tanto tempo em silencio desconfortável se levantou e disse que iria tomar água e comprar algo para comer e assim saiu.
No mesmo instante em que ela saiu, Otavio chegou no quarto todo sorridente com seu jaleco branco impecável e seus cabelos incrivelmente negros como a noite caiam desgrenhados por cima de seus olhos incrivelmente azuis. Era inegável que ele era lindo, mas não podia me dar ao luxo de levar mais que amizade, minha mãe não deixaria de modo algum, e de verdade, nem eu mesmo me permitiria e nem sei se sinto algo ou não.
-Bom dia Olivia! Como se sente?
-Bem melhor Otavio, obrigada.
Disse enquanto ele me entregava comprimidos de anemia. Então ingeri os comprimidos e ele se sentou ao meu lado na maca ainda com um sorriso perguntou:
-E então Olivia, a sua memória já voltou?
-Acho que não e nem vá voltar. Convenhamos Otavio, tem mais de 3 anos que não possuo acesso as minhas memórias, não tenho esperanças que elas vão voltar.
Conclui um pouco exausta, afinal, os comprimidos demoram um pouco para fazer efeito de fato. Depois de ter dito isso Otavio deu um sorriso fraco e disse:
-Nunca se deve perder a esperança anjinho– Disse ele. Ele sempre me chamou assim, o por que ele nunca me disse, Larissa, minha melhor amiga, sempre dizia “O enfermeiro gato ta a fim de você !” e sempre enquanto dizia isso dava pulinhos e gritinhos histéricos. Mas de verdade, eu não acho que seja por isso.
-A esperança é a ultima que morre não?!
Prosseguiu ele enquanto media minha pressão. Eu sorri de volta para ele enquanto sentia o equipamento pressionar meu baço a ponto de prender a circulação e sentir uma ligeira tontura, mas logo passou assim que ele soltou o equipamento do meu braço.
-Pronto, doeu muito?
-Menos que da outra vez.
Disse sorrindo de modo zombeteiro. Ele me retribuiu o sorriso exibindo seus dente brancos. Depois disso minha mãe entrou no quarto avisando que o médico havia me liberado para voltar para casa.
Depois de recolher minhas coisas e me despedir de Otavio desci as escadas ao lado da minha mãe para a garagem do hospital. Depois de entrarmos no carro minha mãe sem perder tempo começou a ir para a casa.
Não demorou muito para chegarmos em casa. Era uma casa não muito grande nem muito pequena. Era um sobrado simplório branco, com um canteiro no jardim da frente, dois quartos, um banheiro, uma sala de estar e uma cozinha. Nada de especial, era sempre muito confortante.
Depois que me reacomodei no meu quarto, peguei meu celular e meus livros de química e biologia para estudar um pouco para compensar a tarde de estudo perdida no hospital.
Já era quase meia noite quando minha mãe me mandou dormir. De fato tinha que descansar, afinal, amanhã teria prova, e de verdade não queria ir mal. Então resolvi obedecê-la.
Mas não pude resistir de ler um... Quer dizer uns 5 capítulos do meu livro até por fim adormecer.
Acordei de manhã com a musica do Dragonforce no ultimo volume assim me assustando e me fazendo cair de cabeça no chão.
-Droga!
Praguejei enquanto passava a mão na cabeça na tentativa de amenizar a dor. Depois disso levantei e fiz mina higiene pessoal me vesti e desci as escadas de dois em dois degraus até a cozinha, apanhar uma maçã e sair para a escola equilibrando a mochila no ombro.
Quando cheguei no colégio, que não era muito longe da minha casa, avistei logo Larissa impaciente na porta da sala de química.
-Por onde você esteve? Sumiu? Eu liguei mil vezes pra você e nada!
-Estava no hospital.
Respondi na maior naturalidade do mundo.
-De novo? – Disse ela indignada. – Até parece que você gosta de lá! – Então ela parou de falar e deu um sorriso malicioso e completou – Também! Com um enfermeiro gato daqueles! Quem não gostaria de estar lá?!
Eu apenas revire os olhos em para sua observação e entrei na sala. Logo vi um rosto diferente na sala. Um menino de olhos amarelados com cabelos loiros quase brancos usando uma blusa preta com um símbolo similar a suas espadas cruzadas e um V no meio delas.
Não sei por que ao ver aquele símbolo estremeci como se um fantasma tivesse atravessado por mim.
-BIP, BIP, BIP! –Disse Larissa baixo em meu ouvido – Alarme de gatinho na área!
Eu ri baixo e fui até ele para dar as boas vindas. Quando cheguei bem perto dele, ele se levantou e abriu um sorriso zombeteiro no rosto e disse:
-Olá, Olivia! Prazer!
-Não pêra!? Como você sabe meu nome?
Perguntei espantada. Mas ele apenas riu mais e se limitou a dizer:
-Eu sei de muitas coisas! Mas em fim, meu nome é Thiago, prazer!
Disse ele estendendo a mão. Algo no meu subconsciente gritava para não segurar sua mão, manter distancia, mas mesmo assim o fiz. Depois que eu peguei em sua mão vi que ela era quente mas não sei por que eu estremeci novamente. Então rapidamente soltei minha mão da dele e fui para o meu lugar.
Eu o encarei a aula inteira, enquanto isso uma voizinha ficava repetindo em minha cabeça “PROBLEMA, PROBLEMA! FUJA PARA AS MONTANAHS!” E apesar disso tudo não queria manter distancia, queria conhecer mais esse menino misterioso que entrou na minha sala...
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