Labios Compartidos

8 Yo no quiero compartir tus labios


Notas iniciais
Meu doces, pois é como prometi o ultimo capitulo de Lábios Compartidos. Demorei bastante porque este vai ser um duplo post, afinal vai ser o capitulo final e depois será um capitulo Extra apenas dedicado ao casal Camus e Milo já que muitos leitores me pediram resolvi lhes dar o agrado
Espero sinceramente que gostem.
Boa leitura
Enjoy it ♥

Shura – POV

Relógio no pulso, certo. Calças, camisa, sapatos, dei uma voltinha na frente do espelho. Ter a certeza que nada estava fora do local ou que as cores combinavam era importante, não ia chegar em um encontro com uma meia de cada cor, imagina se a noite fosse mais longa. Nãooo!! Acho que muita convivência com o Milo está deixando a minha mente muito pervertida, eu nem quero ok?... Bem talvez só uns amassos, suspirei, eu sempre broxava quando pensava que quem iria era Dite e nem sinais de Ângelo. Afinal pela mensagem parecia que nosso encontro ia ser, simplesmente a sós.

Bufei de raiva, e dei um por mim a rasgar com as mãos para cada lado a camiseta que tinha escolhido para sair, puf menos uma agora é pegar outra. Foi exactamente isso que eu fiz, pegar a primeira coisa que tinha no armário, não estava com vontade nem de ir muito, até mesmo de me aprumar, pois eu tinha consciente que era neste encontro, que tudo seria esclarecido.

Aff me sinto um lixo, depois de uma transa descartar o puto com quem me envolvi e aquele presente seria a forma de pagamento? Não era uma maneira simbólica de demonstrar que nem todos os homens seriam iguais… no final foi isso que acabei por ser, mais um como os outros. Não sou perfeito, oras. Meu tesão terminou, restou apenas a satisfação, é Shura quem você quer enganar? O Papa? Falando que virou santo e quer seguir o celibato? Pois é se um tal de Ângelo fosse o padre, eu nem me importaria de virar freira… QUÊ?

Calma Shura, respire, respire. Tudo tem uma explicação lógica… eu fui levado por ET’S e ele me fizeram uma lavagem cerebral e …e… é isso! Eles …eles… PORRA EU QUERO AQUELE HOMEM! Uffaa falei! Me sinto mais aliviado que mulher depois de parir! E é exactamente isso que eu direi para Afrodite esta noite!

Me dirigi ao local, olhei para os lados. Aonde é que está aquela bicha escandalosa? Sim existe uma diferença entre Gay e uma bicha, eu sou um… Ângelo é um Gay, Dite uma bicha. Simples assim. Suspirei é eu acho que ele não vinha, não estou vendo a cabeleira… etta porra, não… não… ahhh não pode…

Ele estava do meu lado, seu rosto estava terrivelmente perto e senti minhas pernas tremendo, sim era ele Ângelo. Eu não poderia negar que meu coração estava a palpitar mais que tambor na marcha nacional, minhas pernas, nossa eu ainda as tinhas porque sinceramente eu já não as sentia. E de onde vinha aquele tremor de terra que estava a fazer meu corpo abanar como uma mistura em uma garrafa de milkshake?

- Vem sempre aqui todas as noites? – Mas que pergunta barata. Ele não estava surpreendido por me ver, ao contrário de mim… não, eu não acredito que… foi então que chutei

- Apenas quando me enganam com mensagem assinadas por outras pessoas…

- Viria se tivesse sido eu a chamar-te directamente? – Então era verdade, maldito italiano. Eu não sou um jogo sabia?

- Com certeza que não… — eu fiquei sério, meus olhos estreitaram, eu realmente estava ofendido, o que ele pensava que eu era?

- Sabes, tem dias que eu quase odeio sua sinceridade…

- E eu sua arrogância e prepotência.

Ele sorriu e eu não conseguia simplesmente não oferecer um em retorno, não que eu quisesse ou sentisse empatia por ele, acho que é algo que os psicólogos explicam, ahh, não estou com saco de vos explicar se quiserem procurem ok?

- Óptimo, estamos bem um para o outro e eu fico a ganhar com um ponto a mais – Ele sorriu e puxou-me pela mão e eu retesei ficando no mesmo local que estava, o olhando sério, o que ele pensa que eu sou? – Vamos, quero falar contigo, temos algumas coisas a resolver.

- Eu acho que não.

Ele ficou atónico, mas não tanto como eu estava. Minha cabeça estava dando voltas era facto. O que ele estava fazendo aqui? Porque fez esta armação? Apenas para me comer? Já não tinha sido o suficiente naquele dia, meu andar novo ainda está muito vivo em minha memória sabia?

- Você tem assim tanto nojo de mim, Shura? Sente tanta repulsa assim?

- Repulsa de ti? Você vem ter comigo do nada! Pega meu numero sabe-se lá de onde… e me pede para vir aqui e agora quer ir para sua casa, sério se você quer sexo fácil, melhor pedir ao seu amigui…

Eu não consegui falar, minha cintura fora segurada assim como minha mão, ele me prendeu na parede, como é que, mas que merda, como é que ele fez isto tão, seus lábios… fechei os olhos me entregando por poucos segundos, estava com saudades. Seus lábios realmente eram do jeito que eu me lembrava, não ainda melhores. Me perdi a corresponder a seus toques, um beijo lento de formou. Ele mordiscou meu lábio e eu o afastei de mim.

- Espanhol! Se eu quisesse apenas um buraco, não vinha procurar você.

- Porque meu cu é assim tão ruim que nem você gostou? – eu realmente tinha ficado irritado, mas porque…

- Porque você é tão cu doce, que eu tenho medo de ficar diabético!

Meus olhos ficaram com raiva, raiavam de ódio, ele me achava um cu doce, apenas por não ser fácil me sentar sobre ele e virar uma das putinhas que acabam por aquecer a cama? O empurrei e ele novamente, MALDITO me puxou e colou novamente meus lábios nos seus. Eu já não aguentava aquilo, meu coração batia de ansiedade e meu corpo tremia de raiva.

- Então suma de minha vida?

- Tem como você sumir de meu coração, ou então não deixo você ir

- Eu não sou os seus putinhos!

- Eu estou aqui atrás do meu homem, não de uma óptima noite de sexo!

- Desculpe, mas eu não sou Gay e muito menos o homem que procure – ele me segurou e eu o empurrei com força o fazendo ficar longe de mim a uma distância minimamente razoável – isto é irreal, nós não temos nada para dar certo, pare de me procurar! Pare de pensar em eu e você como nós, não tem qualquer futuro. Nós não temos nada parecido – e bravo sai daquele lugar correndo, quando meu pulso foi segurado e me puxou novamente para trás. Seus lábios roçaram perigosamente os meus e sussurram “Nunca se faz um quebra-cabeças com peças iguais, eles apenas são magníficos por as peças se completarem” e novamente seus lábios tocaram os meus, em um toque suave e meigo e se afastou me deixando ir.

Meus dedos foram até meus lábios em silêncio, caminhei para o carro, mas desta vez por incrível que pareça não foi o maldito do beijo que me balançou, mas suas palavras. Eu tinha de fugir, tinha de pensar. Ele não me seguiu, percebeu que eu precisava de espaço. Pelo menos fora sensato.

Cheguei a casa, me mandei para o sofá, liguei a TV e me vi perdido no sexto Zapping de 180 canais que a box tinha para me oferecer. Meu corpo estava ainda enrijecido e minha mente pouco se tinha acalmado, perguntas e mais perguntas consecutivas se formavam e nenhuma resposta, para aquele quebra-cabeças.

Levantei-me e fui para meu quarto, nada estava me dando sono e minhas costas estavam me matando, deitei-me olhei para o tecto na tentativa frustrada de adormecer, fechei os olhos e meus pensamentos continuavam a não me deixar. Tentava fazer resumos mentais do que tinha acontecido e os possíveis casos futuros. Escondi meu rosto por debaixo do travesseiro fechei com força os olhos e pouco depois acabei por adormecer.

DESPERTADOR, DESPERTADOR, me sentei na cama, peguei nele e o taquei na parede com fúria, Filho-da-puta logo agora que estava tão bom, me inclinei de novo sobre os lençóis com os olhos fechado, estava quase a dormir, meu corpo estava cansado. E minha cabeça doía. Me levantei, olhei o celular e notei as quinze chamadas perdida de um mesmo número desconhecido. DESCULPA MAS MAMAE PEDIU PARA EU NÃO FALAR COM ESTRANHOS! Gritei pouco me importante com os vizinho, e minha consciência respondeu, “mesmo que esse estranho te tenham levado para a cama e você esteja loucamente apaixonado por ele?”. Bufei próximo curso que eu vou fazer vai ser de assassino e minha primeira vitima vai ser essa coisa chamada de consciência!

Me arrumei, peguei o café no local de sempre quando estava revoltado e sai do purgatório para me alistar no inferno novamente e a placa de suas boas vindas chama-se “Nova York em hora de ponta”.

Parei eu na frente de minha empresa, subi até meu gabinite, pedi um dos cafés mais fortes que poderia beber com a limitação dos poucos tostões que me tinham sobrado na fugazinha rápida pelo mercado ali adiante para assim ter uma conversa bem séria com aquele tal de cupido.

Primeiro eu vou processa-lo por abusar do meu corpo e deixar meus olhos brilharem quando penso nele, logo ele introduziu síndrome Gay dentro de mim, pouco depois ele tentou-me matar de ataque cardíaco, quando eu fui descobrir quem é dite, Ângelo e meu patrão quase me odeia agora e por último! Vou processá-lo por difamação! Hunf… quem é que ele acha que eu, logo, eu, Shura Fernandez de uma alta linhagem de dançarinos iria ficar com o fotógrafo, arrogante, machista, galinha, tesão e interessante e oh Deus GAY! CUPIDO FAÇA AULAS DE ARCO E FLEXA EU PAGO!.. Depois de danos morais e tudo aquilo que referi nas linhas superiores. Por isso já sabe, se no seu caso ele ainda não acertou, é porque esse filho da mãe ainda não me pagou os meus direitos e nada de aulas até então!

Me sentei na minha secretária e logo depois que a minha xícara foi colocada sobre a minha mesa atolada de trabalho que eu deixara acumular durante estes dias todos. Abria meu computador e olha para as três pastas grossas e alguns documentos desalinhados ao lado, colocava a senha e volta a olhar, me mandei para cima da mesa, coloquei os pés cruzados sobre a mesma e fechei os olhos. Até que aquela maldita mensagem se aviso de um novo e-mail não parava de rodas no meu monitor, abri um dos meus olhos e dei dois click’s com o botão esquerdo do mouse olhei o remetente nem ligando… eu não queria ler eu não queria eu sabia… e porra eu não… joguei na loteia, também.

Agora sou um ser pobre e sem emprego, mas não! Isto somos apenas nós, pobres trabalhadores a fazemos cu doce no trabalho em plena SEGUNDA-FEIRA! MALDITA SEGUNDA-FEIRA! Abri o e-mail o li engolindo seco a mensagem.

“Shura dou-te cinco segundos para te ter a ti, com os meus relatórios sobre a minha mesa.

Sem mais demoras!

The Boss”

Me ergui, batendo com ambas as mãos sobre minha secretária, meus olhos fervilhavam, eu estava com vontade de matar alguém, bebi todo o líquido de café que tinha ao meu lado, açúcar era para os fracos. Eu ia ser demitido então que pelo menos fosse com alguma classe!

Me dirigi para o gabinete de meu chefe, suspirando pensando no que lhe iria dizer, no que fazer, bati na porta e antes mesmo de anunciar quem era ele me mandou entrar, sua voz estava estranha, ou então eu estava tão nervoso que mal reconhecia a voz de meu chefe quando este estava a por em pratica o demónio interno que sempre carregava. Se o capeta tivesse um filho, Camus seria um avo babado!

Entrei depois de bater e nada foi dito, Camus estava em seu imponente cadeirão virado de costas para mim, ele parecia mais pequeno.

- Camus, perdão, eu ainda não tenho os seus documentos pronto, mas no final do dia eles estarão sobre a sua secretário eu prometo. – foi ai que ele se virou e notei que era o cupido vesgo.

- Tudo bem Shurinha, eu como sou uma boa pessoa, o perdoou por isso eu dou um jeito de o Camus nem se lembrar sobre seu atraso colossal e sua incompetência no trabalho, mas agora me conte tudo com pormenores…

Eu não resisti me aproximei dele peguei ele pelo colarinho o puxando para mim, seu riso sínico não sai de seus lábios e aquilo ainda me irritava mais.

- Mas quem você pensa que é para comandar a minha vida, Hein?! Seu GAY metido que se rege para alargar seu buraco!

- E é gostoso não é Shura, você mesmo está louco para ter o seu comido de novo?! Mas acho que o Ângelo perdeu a oportunidade maravilhosa que lhe dei…

- Eu sabia que – meu pulso veio atrás e quando voltou acertou a bela face branquinha do outro o mandando para o cadeirão novamente. – Foi você, tudo isto! Não passou de um plano seu! O que você pretende?

Ele passou a mão pelo rosto me olhando com fúria, raiva, mas aquele sorriso nojento no canto dos seus lábios não saía.

- Será que você é o único que não consegue entender seus próprios sentimentos?

- O que você quer dizer com isso? Não me trate como criança!

- Então não se faça de criança mimada que quando as coisas saiem do seu controle, de quando não é aquilo que sonhou, não tem coragem de enfrentar os seus próprios medos ou os seus sentimentos! Shura você gosta do Ângelo!

- Eu não…

- Tu sim! Cansei deste jogo de gato e rato, você está tão louco por ele como ele por você, o que ele tem que não te possa fazer feliz? Um pau? Você vai trocar sua felicidade por causa disso? Seus sentimentos são tão podres ao ponto de isso ser uma complicação para tentar ser feliz?

- Mas ele é um galinha…ele não quer nada comigo além de sexo.

- Ele é um galinha? E dai Shura, antes de você o conhecer você era um humano que jurou selibato? Era puro e virgem que nunca afundou o pau em um buraco que não conhecia? Ou apenas fantasiava com o seu amor prefeito quando via as revistas porno… mas não foi por desejo de um galinha, que você quis comer o Afrodite lá? Por orgulho e vingança? No final você sentiu algum tipo de sentimentos?

- Eu…

- Não! E mesmo assim, mesmo que você se achasse apaixonado voltou a pensar nele para se aliviar? Não! Porque mesmo que fosse sexo, passou, mas seu desejo por Ângelo não! Ele aumento… ele foi evoluindo e você sabe… que está estupidamente apaixonado. Porque ele É A RAZÃO DE VOCÊ PERDER O SONO!

Fechei minha mão, suspirei e me virei de costas para ele, tremia de raiva, tremia de evidência. Eu precisava de falar com Ângelo, mas antes disso:

- Milo! Eu te odeio! Com todas as minhas forças!

- Por eu ser um crápula?

- Também, mas por me conhecer melhor que a mim mesmo... – e dito isto me dirigi à porta e ele apenas me respondeu:

- Então espero que me odeie mais ainda, vá na sala especial para os meus treinos, tem lá alguém te esperando e está ansioso para falar com você — eu virei atónico, não podia – seja sincero e espere isso dele, pessoas não são feliz em um futuro se não o tentarem construir de raízes, pessoas mudam e mais importante de tudo elas caminham juntas, não separadas.

Assenti com a cabeça e sai da sala, estufei meu peito de ar e fui para a sala especial de treino, estufei os pulmões com ar e o soltei devagar. “Que o primeiro passo seja dado”.

A sala sempre ficava no fundo da academia, afinal Milo adorava ter um pouco de privacidade enquanto estava a trabalhava, acho que apenas neste aspecto eu o poderia chamar de normal. A sala era uma típica sala de dança, espelhos, barras, alguns objectos como bolas e pesos para ajudar na precisão dos movimentos, tudo natural a não ser que não era possível ver do exterior para o interior e sim o oposto, as luzes sempre foram baixam já que Milo ficava rapidamente zonzo com luzes artificiais então do lado esquerdo havia uma grande sacada para o centro da cidade e um som sistema de isolador de ruivo, já que não podemos esquecer que estamos em plena Nova York.

Abri a porta e tudo estava desligado e apagado, entrei e comecei a olhar para os lados à procura de algo naquela penumbra. Um lenço de seda passou por meus olhos e quando eu ia reclamar a voz rouca tão bem assimilada por meu cérebro o identificou e relaxei: Ângelo.

- Me solta – falei baixo, mas não me mexi. Seu corpo foi-se afastando de mim, notava isso pelo barulho de seus sapatos no taco indo em direcção e música.

Eu conhecia aquela música, mas foi ai que ele segurou a minha cintura a prendendo contra a minha, beijou minha testa e puxou minha venda parcialmente para baixo, e uma rosa vermelha fora colocada em meus lábios e seu timbre forte deixou a letra levitar pelo ar.

- Amor mio… — eu o olhava mesmo com o pouco que foi descoberto pelo lenço que ainda caia sobre meu rosto.

Ângelo legou uma mão ate minha cintura, subindo-a e a deslizando sobre meu braço para depois colocar a mão sobre meu peito, me forçando a dançar com ele. Seus movimentos demonstrava segurança, possessividade e entrega, me virou minha cintura rodou na sua e sua mão passando por meu rosto o levando até meu ombro e ele não conseguia parar de me segurar assim.

- Amor fugado, me tomas, me dejas, me exprimes y me tiras a un lado. Me tienes como un perro a tus pies – e sua mão deslizou para meu rosto ao fim de o virar e quando meu desejo se ia sucumbindo o empurrei, retirando a renda.

- O que significa isto? Eu tenho-te como um cão aos meus pés? Realmente é isso que tu achas que eu tenho?

- O que queres mais que eu faça? Eu venho atrás de ti, eu fiz de tudo para poder estar perto de ti!

- E quando eu não estou? A que vai a correr abanar a calda em época de acasalamento Ângelo? – Ele pegou a minha mão e me puxou novamente para mim, segurando minha perna que com o movimento me fez saltar um pouco e logo estava prensado na parede – Maldito!

- Otra ves tu boca insensata. – E seus lábios tocam os meus, eu retorqui, mas foi impossível, era tarde de mais para voltar a trás e o derrubei para o chão ficando por cima, me inclinei sobre ele, segurando seus pulsos o olhando fulminante.

- E Dite? Porque Dite também não está aqui para te ajudar?

- Porque eu não quero o Dite, porque eu não gosto do Dite… porque eu só te quero a ti, foi a ti que eu escolhi… e vou fazer de tudo… Para te provar que somos diferentes! Eu te amo! Dite está de novo rolo, não foi ele que rolou noites dentro a pensar em você fui eu… e eu... não quero! Eu não consigo! – ele me virou de novo batendo em minha coxa, forçando mais um beijo ardente e desesperado – meu amor por ti é egoísta e vagabundo… e como vagabundo eu não sei compartilhar aquilo que tenho. Quando te vi, eu te desejei, mas foi depois de te observar, de te ter que eu me descontrolei, que eu fiquei com nojo do que fazia, de como Afrodite fazia…

- Tudo isso porque? – Ele me ergueu e voltou a fazer pressão, estava enraivecido e voltou a bater minhas costas no chão, bateu minha testa na dele, suspirou e com os olhos, brilhantes? Que ele … realmente tinha este tipo de olhar? Ele continuou:

- Yo no puedo compartir tus labios, compartir tus besos, por mais voltas que dê, por mais corpos que colocasse em minha cama eu apenas notei que te amo con toda mi fe sin medida Te amo aunque estés compartido.

Fechei os olhos, não dava para fugir mais, não tinha como, ele era um íman irresistível que eu não podia nem queria mais me afastar, mesmo que desse certo ou errado eu iria tentar, segurei seu rosto com minhas mãos e toquei seus lábios em um beijo tímido e sorri.

- Nunca mais precisará de dividir, eu prometo – ambos ficamo-nos a encarar e a campainha das aulas tocou dando sinal da hora da segunda aula – hoje vai lá casa jantar? – ele sorriu, passando a mão em minha cintura beijando meu peito e me olhando:

- Jantar o dono da casa? – eu gargalhei e apenas lhe respondi

- Meu amor o cachorrinho aos meus pés és tu, mas não se preocupe o seu dono cuidará muito bem de ti e te alimentará de todas as maneiras possíveis.

- Acho que vou morder o meu dono – ambos rimos e eu continuei

- Isso é uma aposta?

- Assino por baixo

= OWARI =

Notas finais
O que acharam do final?
Eu achei super bonitinho, menos cómico mas era necessário.
Mas queria saber sinceramente o que acharam nao apenas desde capitulo ( que eu ainda estou medrosa sobre ele, mas ok ) mas do balanço da mesma.
a musica que deu origem à inspiração desta fic chama-se labios compartidos - Maná é o autor.
Sinceramente espero que tenham gostado dela tanto como eu, me diverti imenso a escreve e não parei graças a vocês que sempre me fizeram ir em frente com review ou me puxando a orelha no msn para eu nao fazer isso.
Caio, foi graças a uma ideia louca que vc chorou um presente de casamento que surgiu a fic, ai está agora VEJA SE CASA E SE EU SOU MADRINHA! ú.u seu lindo, obrigado por me ter feito voltar a escrever.
Agradecimentos também : Leen, Iasmin, Mono-chan ( que adora brizar comigo logo pela madrugada), Hisa-chan, Paula, Nathy-sama, Naathy, ddd, Apple Pie, Agathachan, Alele-chan, marciabs, Una, Tha-okai-san, Thais, minha gemula, Karen, Beta, Eiri espero não em estar a esquecer de ninguém e agradecer aos leitores fantasmas *-* quem sabem um dia eu serei o que eles acharam...
Espero-vos no próximo projecto, pois é vai haver mais
coitados de vocês i.i~
Kissu Yuki Saiko