Labios Compartidos
6 Os opostos sempre...
Notas iniciais
x Bem espero que este capitulos vos agrade um pouco mais, já que recebe muito menos review's que o normal, mas a que recebi foram magnificas obrigada a todos
x Bem muitos de vocês me pediram para eu colocar um pouco mais de Camus e Milo e foi isso que eu fiz... espero que gostem tanto como eu.
Shura POV
Luz, luz AHH eu não quero acordar, definitivamente não era isso que eu queria. Acordei e meu corpo doía e lá estava eu com um peso incomum sobre mim, me remexi, minha cabeça dói. E como dói, deveria-me ter lembrado disso antes de beber que nem um condenado. Afastei o que estava sobre mim, abri os olhos e puft. Não foi um sonho! COMO ASSIM NÃO FOI UM SONHO!? Caralho! CARALHOOOO!! Virei me costas para não encarar aqueles dois homens que estavam na cama comigo. SIM DOIS HOMENS! Desculpa mãezinha… bem ela já estava morta e definitivamente depois daquilo que me lembrava do que tinha sido a noite o meu lugar no céu foi transferido rapidinho para o inferno. Facto!
Me coloquei em pé, meu quadril reclamou, porra! Poderia ter pelo menos sonhado com aquela parte né, levei a mão aos cabelos os desarrumando, não era possível isso ter acontecido comigo, porque logo comigo. Tá, banho, vamos no banho primeiro Shura! Roupas, no carro! Ok concentra-te! Foca-te! Primeiro as roupas… mentira primeiro um café… ai minha cabeça, ai meu corpo, porra meu cú!
Procurei por uma cozinha, aquele louco definitivamente teria de ter café e alguma coisa para comer, felizmente ele tinha sim. Bem ele tinha comido minha bunda, se eu comece algo da geladeira dele ele não se iria importar e se importasse total problema dele não estava nem ai. FILHO DA aiii minha cabeça! Preparei o café para todos, é mãezinha eu ainda sou um filho minimamente educado, peguei no leite e misturei um pouco. Procurei por umas bolachas secas e passei margarina, tentei-me sentar e foi em vão, parecia uma velha empenada. Que triste sina a minha e que doce morte o senhor Milo Scorpiu iria ter naquele dia.
Fui no banho, a água quente certamente iria relaxar os meus músculos. Entrei na água, deixei a água acariciar meu corpo, sim isso era o que eu mais precisava naquele momento. Estão a imaginar um camião? Bem grande? Pois é um tinha passado sobre mim… e outro tinha-me atravessado a meio, como é que esta gente consegue caminhar direito depois de algo assim? E ele nem era tão dotado assim, não que eu tenha costume de andar a apreciar esse género de coisas, ok! Só de vez em quando, mas não era por esse tipo de razões, ok?
Peguei em uma esponja que estava perto de mim, olhei o sabonete e esfreguei nela, levei a esponja em meu corpo passando primeiro meus braços sentindo o cheiro do corpo dele, era uma sensação agradável, a esponja fazia uma carícia delicada em meu corpo e as sensações da noite anterior percorriam em faíscas eléctricas o meu corpo, deixei a esponja cair e meus dedos passando sobre a pele. Como era irritante, cravei as unhas na minha pele e esfreguei quem raiva até ver meu corpo totalmente vermelho quase sangue.
Fervilha sim, eu não queria, não em minha sã consciência, eu não queria, segurei meus cabelos os puxando e imagens daquela noite voltavam como flash’s sobre mim, NÃO NÃO! Em um impulso fechei as pernas, meu corpo, todo ele me traia pedindo mais, meu coração palpitava fortemente e minha mente a única que tentavam frustrantemente resistir a todos aqueles impulsos.
Levei minha mão até à evidência exposta passei a mão acariciando em uma fricção rápida, esvaziei minha mente e aos poucos o que antes consumia minha alma em um relacionamento tão íntimo com minha mão… e. Não, não pode ter acontecido! Não isso foi bruxaria… sim, eu broxei. Bufei de raiva e desliguei a água. Se era guerra que ele queria, era guerra que ia ter! De agora em diante nada de festinhas privadas à noite!
Saí do banho, suspirei mais um pouco passando a toalha que estava no corpo, me vesti e visualizei os dois ainda dormindo na mesma posição. Levei o café aos lábios, bebi mais rápido que o normal, suspirei, não poderia ir embora sem dizer nada, seria tão indelicado da minha parte, mesmo depois de tudo, procurei as chaves do estúdio e desci. Andei um pouco pelo quarteirão e encontrei uma florista, comprei uma rosa e escrevi um bilhete. Voltei e coloquei ao lado de sua cama, inclinei-me e selei seus lábios de forma terna como um bom dia. Olhei o tal de Ângelo, virei o rosto, minha vontade era de o partir por inteiro e abusar dele para ele sentir o que é andar de pernas abertas com aquela dor desconfortável!
Bati e a porta e saí, rumando o meu local de trabalho, agora sim o bicho ia pegar fogo! Sabia que Milo estava de férias, mas eu ia-o procurar até aos confins do inferno. Como ele poderia ter me mandado para o covil dos lobos assim? Ele ia pagar-me! E se ia… a culpa era toda dele e do álcool! Obvio! Como se eu em sã consciência fosse fazer aquilo! E nem foi… tá foi gostoso! Mas… é eu gos… claro que não gostei! Olhem bem para a minha cara, isso é tão óbvio, e olhei AHH mierda!
Esperei um semáforo e digitei o numero de Milo… nada o celular dele estava desligado, tentei novamente e mais uma vez caiu na caixa de postal. MALDITO. Ok ele estava de férias, mas poderia pelo menos ter o celular ligado para qualquer emergência e isto era de facto uma emergência, vim cobrar o contracto de morte que ele assinara quando me incentivou a isto!
Rumei com rapidez para meu trabalho, bem pelo menos o meu chefe saberia onde estava esse impostor que se acha conhecedor de gostos e relacionamentos alheios se encontrava. Sim ele vai ficar bidente! Sim bidente, com apenas dois dentes depois de eu o espancar!
Ahh finalmente eu cheguei! Depois de trinta minutos em um engarrafamento, porque é que as malditas rua de Nova York tinham de ser tão cheias? Alguém me podia explicar, tá não precisa, não quero saber! Não hoje! Subi até ao andar mais alto do edifício, perguntei à secretária se Camus estava presente, ela engasgou e falou que sim, mas que eu não podia entrar.
Eu acho que fiz um rosto mortal porque ela tremeu, se levantou e pediu para eu não incomodar Camus, lancei outro olhar e ela riu. Até ela me achava ridículo, que triste! Mas também convivendo com o Camus eu realmente seria um cordeiro enraivecido que foi comido pelo lobo mau! QUE?! Shura se foque! Foque o seu objectivo, fiz de conta que ia sair e corri até à porta a abrindo de uma só vez. Como eu suspeitei. Ele estava lá.
- Porque tem o celular desligado Sr. Milo? – Eu gritei, Camus me fuzilou denovo.
- Porque tem falta de educação Sr. Fernandez?
Travei e engoli seco, fiquei quieto e me curvei como pedindo desculpa, Milo estava sentado no sofá com Camus um de costas para o outro, Milo assistindo algo no noot e Camus com documentos no colo, Milo ria encostando sua cabeça a colocando para trás ficando assim em seu ombro. Onde estava a piada afinal? E porque é que em actos tão simples eles parecem em perfeita harmonia? Ridículo!
- Perdão Camus, mas eu preciso falar com … esse loiro ai
- Veja como fala com o meu homem Shura, não lhe admito tamanha ousadia! Se tiver algo a tratar com ele que seja depois das férias dele, agora se nos dá licença…
Ele voltou a olhar para os documentos, pelo que eu soube Milo iria voltar ao trabalho daqui a dois dias, mas então. Ele se virou nas costas de Camus o abraçando pela cintura continuando agora de frente para mim beijando a bochecha do ruivo em questão.
- Estou vendo que está com fogo no rabo Shura, ninguém acalmou isso para você ontem?
- Seu cretino filho da…
- Shura!
- Perdão, mas então podemos conversar em outro local.
- Não! Se quiser conversar será aqui e comigo dentro.
- Perdeu Shurinha, a voz de Camus é a voz de Deus! – Milo riu, mesmo aquele tom de brincadeira, mas dava para entender o fundo de verdade.
Suspirei, sinceramente eu não entendia o seu amor, parecia um tanto possessivo, parecia quase ridículo, eles nunca se largavam, não era sufocante? Não era aborrecido eles estarem sempre grudados um no outro, sinceramente estou imaginando um pedir ao outro para irem no banheiro e o outro responder “vou com você” ou “volta rápido”. Sinceramente que raios era aquilo, era ridículo, eles se comunicavam com gestos e olhares. Sinceramente eu acompanhei uma briga deles à bastante tempo atrás, eles brigaram como touros em uma arena.
- Milo, você saiu com ele, mesmo eu tendo pedindo para me esperar você não quis! Eu não sou mais digno para você esperar por mim?
- Camus, você está louco! Sério, olha, eu vou sair e você se acalma ok? – Milo segurou no manipulo e Camus deu a louca, o puxou afastando-o assim da mesma encostando as costas dele contra a mesma, batendo com a mão ao lado de seu rosto o penetrando com o olhar, não sei como é que ele não morreu depois de, é ele foi fuzilado, nem em uma briga.
- Você não vai sair daqui Milo Scorpiu até me contar como é que tem em um jornal a foto de você e esse tal de Miguel se beijando!
- QUÊ? Camus você BEBEU e está tendo alucinações… me deixa ver essa merda!
Ele puxou se afastou e jogou o jornal sobre o namorado com força lhe arremessando ao rosto, ele abriu o jornal, parou atentamente e riu.
- Está rindo do que, seu traidor? Eu descobrir que sou chifrado te faz rir mais um pouco de minha cara? Não se riu o suficiente, não?
- Camus cala a boca e vai tomar no cú!
- Essa é a tua função escorpiano!
- Vem aqui…
- NON!
- Caralho vem logo! – Camus nem andou e Milo foi até ele lhe jogando o jornal no rosto – Isto é um fake, não sou eu… na realidade é a namorada do Miguel com ele que nos encontramos nesse jantar, eles me pediram para ser padrinho de casamento.
- Uhum casamento à espanhola e você tem de experimentar o noivo, obvio! – ele virou o rosto bufando de raiva, Milo se aproximou dele e ele o empurra.
Fechou os olhos, segurou sua nuca, encostando as testas um no outro.
- Você não confia em mim, Kyu? – sua voz foi calma e serena, seus olhos estavam fechados, sua voz era pesada mas triste
- Eu não confio é nos outros Milo! – Milo alisou os cabelos do ruivo abrindo um pequeno sorriso – Em você eu tenho total confiança… então porque?
- Medo – dando um encosto de lábios calmo – Medo de te perder para outro alguém…
- Tu es mon seul – o sorriso aumentou e os lábios se tocaram novamente, suas línguas pedindo permissão para acariciarem a outra rindo um pouco, seus narizes davam um beijo de esquimó pequeno.
- Moi aussi, mon amour…
Todos que ouviram pensaram que alguém se tinha matado ali, mas logo depois eles saíram de mão dada, como um casal em inicio de lua-de-mel, com aquele brilhozinho no olhar, era sempre assim quando eles brigavam. MERDA para eles! Vão tomar no cú com seus relacionamentos perfeitos! Inveja? PURA! Porque por muito que eu ou outra pessoa lutasse, poucas conseguem ter momentos e relacionamento como este. Será que um dia eu terei? Porque é que na minha mente apareceram novamente aqueles dois, cada um me puxando para dois lados opostos… cada um com algo que eu quero. Mas estarei disposto a receber? Estarei disposto a me entregar para um campo minado?
- Shura! Hey Shura fala logo!
Acordei de meus desvaneios com Milo gritando por mim, puxei uma cadeira e me sentei colocando os braços cruzados sobre as costas da cadeira, colocando uma perna de cada lado da mesma, suspirei e comecei a contar.
Inicialmente pela minha tenção, sim eu estava bem tenso quando vi o acompanhante de Dite, ele me olhava de cima a baixo como se me estivesse a avaliar, isso me deixava incomodado, mas o problema é que esse olhar não melhorou ao longo da noite na realidade ele me provocava com suas indirectas, me tirava do sério, tentava grudar a mão em mim. Sinceramente eu me sentia totalmente constrangido, porque era eu! Sim EUZINHO! Eu que era… não, não eu que sou heterossexual por isso eu que deveria ser o dominante não é? Foi isso que eu tentei provar e Dite estava tão disponível para isso.
Começamos a beber, Dite olhava para mim com aqueles olhos bem azuis que eu tinha ficava enlouquecido, toquei sua pele, como era macia, tão macia quanto a de uma mulher, não fazia ideia que isso poderia ser verdade, mas Dite era um deus era a única explicar. Eu queria toca-lo mais e ver que ele não recusava meu toque ainda aumentava mais meu entusiasmo.
Mas algo me fazia travar, não que o clima não estivesse óptimo, na realidade estava. Porém o olhar desafiador do tal de Ângelo me deixava inquieto, como se ele me quisesse ver por dentro, entender o que eu queria, o que eu era. Em seus olhos via-se desejo, eu apenas não sabia identificar exactamente do que, tive de sair dali, e fui dançar. Me libertava sempre em uma dança e com a bebida a fervilhar no meu interior, esqueci onde estava e o que estava a fazer. Mentira eu estava minimamente sóbrio, o suficiente para saber que aquilo estava óptimo, até…
- Até o que Shura? Conta logo! — Milo estava empolgado agarrando Camus que comentou.
- Pensa que está ouvindo uma história erótica Milo?
- Na realidade não, mas daqueles filmes porno retirados daqueles Hentai’s, mas para quê isso se temos nossos filmes caseiros, né Camus? — Camus corou da cabeça aos pés e eu e Milo gargalhamos, esses dois, ainda me irritam… tossi.
- Continuando…
… Até aquele Ângelo se meter novamente entre os dois, mas que raiva que eu senti, mas meu corpo tremia quando nossos olhos se encaravam directamente, mas não ia deixar barato aquele jogo de sedução e por vários minutos eu esqueci que estávamos ali os três. Eu queria lhe ganhar, mostrar que era tão capaz quanto ele de fazer outra pessoa sentir desejo por mim. Mas pouco depois o corpo de Afrodite quase se fundia ao meu, desejo, me senti mal por isso.
O que meu cérebro tinha programado que não ia acontecer estava dando tudo errado. Eu estava sim sentindo desejo por um homem, estava sim querendo um pouco mais do corpo que estava em meus braços, mas acima de tudo eu queria provar aquele homem que eu não era uma bicha como os outros, apenas não sabia o motivo disso, dessa revolta, desse jogo.
Nossa luta durou mais um pouco e eu beijei Dite, apenas para reconhecer minha vitória, ledo engano, eu perdi para ele. Me desmotivei um pouco, senti o corpo de Dite não apenas a responder ao dele, mas também ao meu. O fogo foi crescendo naquele enredo de filmes, meu coração palpitava como eu nunca pensei que seria possível, logo depois o homem nos separar. Ok admito! Parecíamos realmente os cachorros a acasalar que apenas se afastam de mangeira.
Que constrangimento, eu estava teso… mas não era por homens era pelo clima e pela bebida. AHHH Shura a quem você quer enganar com isso. Eu estava teso sim, mas por mim mesmo. Eu desejava que aquilo nunca mais acabasse.
Mais um desafio, este foi declarado por palavras e eu aceitei! Como eu poderia recusar, ele mexia comigo, ele me alfinetava com suas palavras e acções. Isso durou por muito tempo, ele não era apenas um homem ali, ele era puro magnetismo com aquela postura de homem dominante. Fiquei com pena do Dite por estar nas mãos daquele ali, ele o tratava como um objecto sexual apenas, tentei lhe mostrar e evidenciar que poderíamos ser mais que isso. Afinal Milo tinha-me aconselhado a não ver como um homem e sim como uma mulher ou alguém que eu quisesse fazer algo.
Assim foi, minhas mãos, boca e corpo percorreram o corpo dele, passado pouco tempo lá estava eu tentando comer o Dite, me esqueci daquele ser macho-todo-poderoso-e-intocável-com-serviços-prestados-à-arrogancia.
Ele se mandou para cima de nós, com aquele seu ar de “eu sou macho e foda”, ainda estou para saber como é que um Gay tem esse ar o tempo todo, ele não deveria ter tiques? Não deveria se ser todo feminino? Ok não precisava de chegar a tanto, mas acho que sou muito estereotipado, eu conhecia Camus e o Milo e eles juntos não são tão machos quando estavam juntos pareciam um casal bobo… idiotas o amor é coisa realmente muito brega.
Mas ele não… era uma envolvência, era um poder que eu não conseguia recusar, suas mãos mais ásperas passavam por meu corpo e eu não conseguia recusar, apenas tremer em resposta, eu queria mais, meu corpo desejava mais, cair em tentação e em pecado. Mãezinha desligue a TV do céu, pois seu filho está fazendo coisas que vão ser censuradas!!!
Amei Dite lhe tentei demonstrar que não era apenas sexo que eu queria, eu estava tentando demonstrar que realmente estaria disposto a algo com ele, mas algo me impedia de pensar com clareza de demonstrar com clareza, mais uma vez perdi o desafio imposto pelos dois e sofri as consequência. E COMO MEU CÚ DOIA por tudo o que era mais sagrado! Me sentia ser rachado ao meio com uma rebarbadora tentei o afastar, mas foi em vão e mesmo depois de Dite ter adormecido, não estava satisfeito e pelos vistos não fui o único.
Desta vez ia levar a minha à avante, mentira ele conseguiu me dominar houve uma luta e…
- Shura, dispensamos os pormenores sórdidos… — Camus revirava os olhos, ele estava irritado, mas ele mesmo que pediu para eu contar na frente dele, Milo pulava atrás do namorado totalmente empolgado, minha sensação foi apenas uma, medo.
- Dispensamos nada, continua, continua! E você perdeu de novo e ele te comeu vigorosamente e é por isso que você está andando todo torto hoje? Humm me Gusta!
- Então me deixa continuar… cacete… sim eu perdi na maldita luta
Eu me entreguei a ele, apenas a ele, meu coração, acho que ia ter um ataque cardíaco naquele momento, não precisava de cardiologistas se eu sobrevive àquilo, meu coração estava saudável para aguentar o resto da vida. Tudo terminou, meu mundo rodou, eu não me aguentava mais nas pernas, meu corpo todo tremia, eu estava exausto, porem me senti totalmente satisfeito depois disso.
É afinal levar com um pau, pode… é péssimo! Totalmente péssimo! Pior ainda é quando você gosta, quer mais e seu corpo não corresponde, ultima alternativa. Dormir! Ele me puxou para ele, corei! CARALHO lá estava eu a me tornar uma passiva louca! Qualquer dia começo a chamar de bandida aos meus amigos, mãezinha lembra de você me pedir netos? Pois é acho que depois dessa não tem mais volta. Não que eu iria virar Gay… ou algo do género, mas ahhh maldito Ângelo, porque eu era apenas para matar a curiosidade eu comeria o Dite, minha paixoneta por ele passava e cada um seguia feliz para suas vidas, mas você é o capeta sabias minhas intenções e tentou foder com tudo, sim! TUDO! Principalmente meu cú! Seu demónio nojento, violentador de inocências alheia-as! QUE ODIO, ÓDIO!
- Shura, meu caro, você está apaixonado – Milo riu de minha cara e os movimentos que eu fazia a gesticular enquanto me explicava, fiquei estático.
- O QUE?!
- Concordo com o Milo, Shura. Voce está apaixonado!
- Você foi todo empolgado para afogar o ganso lá com a bichinha louca, mas você veio revoltado não por ele te ter comigo… cof, cof... ok também por ele te ter comido, mas o seu problema é você ter gostado!
- EU NÂO GOSTEI, NÃO SE ATREVA…
- A dizer que você gostou? Que queria mais? Que não sabe o que fazer agora? E que você o quer encontrar novamente? Qual delas eu não me devo atrever a responder por você?
- A CULPA DISTO TUDO É SUA SEU…
- Não se atreva Shura Fernandez! — virei o rosto, não iria bater de frente com o Camus, mordi o lábio e aguentei o que minha garganta queria gritar, virei o rosto e corei, pedi licença e saí.
---- Labios Compartidos ----
Duas semanas se passaram desde de então, não comentei mais nada com ninguém. Mas as perguntas de Milo não me saíam da cabeça, isso me atormentava realmente, durante o dia, noite e até mesmo em sonhos. Queria falar com ele, mas não sabia como abordar, queria estar com ele, mas não sabia como me aproximar, então esperei e nada acontecia, quer dizer, não era que nada de facto não acontecesse, porque na realidade.
Lembram-se de meu amiguinho? Pois é, ele nunca mais levantou depois que tentei sair com mulheres e até mesmo parceiras que tinha! TRAIDOR DESGRAÇADO, mas não eu pensava naquela maldita noite e lá estava ele de pé sorrindo para mim, TRAIDOR! Só não te corpo fora, porque preciso de você!
Um bip de mensagem foi ouvido do meu bolso, olhei o relógio que marcava 14:27. Estranho, eu não costumo receber àquela hora… abri e vi o remetente: Afrodite. Minhas mãos começaram a soar e a praguejar a velocidade do meu celular e o texto apareceu:
“Shura,
Existem coisas pendentes para resolver. Espero que possamo-nos encontrar hoje mesmo às 22 horas na discoteca que fomos juntos, espera na porta quero ir para um lugar mais reservado, te encontro lá.
Com carinho,
Afrodite”
No final da mensagem, sinceramente fiquei um pouco triste, meus pulmões libertaram o ar que tinha ficado suspenso, meus olhos caíram um pouco e meu coração apertou um pouco mais, levei o celular para o bolso, suspirei.
Não era este o sentimento que eu queria, não é como se estivesse triste, mas decepcionado. Não é como se o quisesse eu o odiava, mas acho que era algo como magnetismo afinal os oposto sempre se atraem, talvez no meu caso eu apenas tenha isso uma estação rápida. Isso machucava, porém o meu orgulho não ia-me deixar recusar o convite. Coração pára, apenas pare de palpitar como na noite de meu pesadelo seria uma chance de estar com ele? Eu poderia velo novamente? Porque estava a tremer só de pensar nisso. QUE RAIVA! Com isso acabei de perceber, você é o segundo traidor desta história. Aff e ainda dizem que mulheres são complicadas, eu hein.
Notas finais
E as reviravoltas que isto vai dar? E quem será que vai aparecer no encontro?
Pois é minha gente o próximo capitulo terá muitas revelações 8D aguardem e a outra boa noticia é que falta bem pouco para esta fic acabar, será que vai deixar saudades? Espero que sim. A parte má é que já estão outros projectos a sairem da cartola rsrs
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A todas as pessoas que sempre me acarinham com suas review's muito obrigada, nunca me esqueço de vocês e é a lêr e re-lêr que continuo escrevendo. - Noah, Thainara, ddd, Unadia (mesmo você estando a me dever uma), Nathy-sama, Haru-chan, Agatha-chan, Paula e a todos que não conseguem deixar review's e que gostam.
Agradecimentos super especial às pessoas que são o motor disto tudo: Iasmin, Naathy, Hisachi-chan e Leen ♥
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