La mia mitá
3 Busca e trapaça
Notas iniciais
Depois que uma conversa,realmente longa,conseguiu fazer com que os amigos de Draco compreendessem o que era a ligação especial o menino loiro compartilhou com eles o livro vermelho que não havia acabado de ler.Ele e Theodore resolveram ler juntos e tentar entender o máximo possível sobre a ligação.Enquanto isso Pan e Blaise passaram a buscar listas que reunissem as pessoas que sofreram esse tipo de ligação para comprovar se os outros prodígios estariam envolvidos com ela.E Greg e Vince passaram a buscar quadros dos prodígios para que eles pudessem ter uma conversa.Essa era uma parte do trabalho delicada por envolver na maior parte lugares fora da escola,mas nunca houve um sonserino que não fosse astuto.Não importam as aparências uma serpente sempre arruma um meio de conseguir o quer.
Os dias foram passando e os resultados das pesquisas começaram a aparecer.Draco e Theo comprovaram que alguns aspectos da ligação realmente podiam influir e muito nas habilidades necessárias para ser um prodígio.Especialmente porque a ligação parecia envolver sempre muito poder.Cada mago ou bruxo envolvido nisso possuía algum tipo de habilidade extraordinária que só fazia crescer com o tempo.Desde a capacidade de falar idiomas míticos,como parsel, até a realização de magia sem varinha as possibilidades eram inúmeras.
Mas nem tudo são flores e a ligação também possuía aspectos negativos e perigosos.E esses traços conseguiam perturbar o sono do garotinho loiro,especialmente porque parecia extremamente difícil,para não dizer impossível, lidar sozinho com isso.Muitas coisas eram confusas e inexatas mas mesmo assim ameaçadoras.A cada descoberta do tipo o menino perguntava a si mesmo se não seria melhor não saber.Conhecer os riscos e danos que se pode sofrer em uma coisa dessas proporções era angustiante.Seria mais fácil lidar com os problemas quando se apresentassem ao invés de sentir como se cada possibilidade de perigo fosse desabar em sua cabeça.
A situação era complicada,e mais ainda não ter ninguém com quem conversar sobre tudo isso.Assim o garoto louro às vezes dava uma escapada noturna para passear pelos corredores da escola até encontrar uma sala vazia e solitária para observar o céu e conseguir um pouquinho daquela paz que todo Black sente diante das estrelas.O garoto já havia elegido sua sala favorita,era uma velha e abandonada sala de aula no segundo andar,escondida trás de uma tapeçaria perto do banheiro feminino.
E uma noite quando alcançou a sala viu que não estava sozinho.Já havia alguém sentado na janela olhando para o céu.Uma forma acinzentada e translúcida.Um dos fantasmas de Hogwarts.A menina parecia olhar o céu com um desejo e saudade.O rosto tranqüilo e triste.Ele poderia ter ido embora naquele instante,mas aquele fantasma parecia precisar conversar e ele também precisava.Necessitava falar de seus medos e inseguranças,mas não conseguia mostrar algo que o tornava vulnerável as outras pessoas.Já estivera à ponto de soltar a verdade a Theo enquanto liam juntos o livro de Ravenclaw,mas sempre desistia no ultimo momento.Era como se esperasse que seus amigos não entendessem,ele mesmo não compreendia e lhe era difícil aceitar essa carga não pedida,mas imposta.E por isso aquele fantasma parecia ideal para conversar.Porque ela entenderia o que é lidar com uma imposição não desejada.Afinal a orte era isso não era?
–Oi.-saudou o menino.
–O que você quer?-perguntou a fantasma se voltando irritada para ele-Veio me provocar?
–O que?Não.-falou Draco confuso.-Eu venho aqui olhar as estrelas.Buscar um pouco de paz.-disse se aproximando da janela.
–Paz?O que um menininho como você entende de tormento para procurar paz?-perguntou a fantasma sem se mover.
–Todos desejam paz.-respondeu-Até mesmo ‘menininhos’-disse enfatizando sarcasticamente a palavra-como eu.
A menina sorriu com canto da boca e olhou para o céu.
–É acho que sim.-disse voltando os olhos para Draco.
–Bom eu sou Draco.Draco Malfoy.-disse
–Hum Malfoy.Sonserina não é?-disse a fantasma.
–Sim primeiro ano.-confirmou ele.-Então,eu já me apresentei mas você ainda não.
–Ahn.Me chamam de Murta.A Murta que geme.-disse a menina.
–Eu não quero saber como lhe chamam.Quero saber seu nome.-disse sentando-se no marco da janela de frente ao fantasma.
–Meu nome?Ninguém nunca quis saber nada sobre mim antes.-disse ela com os olhos surpresos olhando diretamente para o menino loiro a sua frente
–Bom eu quero.E então qual é seu nome?-disse ele devolvendo o olhar da Murta.
–Candy.Meu nome era Candy.-disse tristemente.
–Era?Seu nome não mudou só porque você morreu.Bom pelo menos eu acho que não deveria mudar.Candy é um nome bonito.
–Mesmo?Ninguém achava isso.Tiravam sarro de meu nome.-disse ela lamentando.
–Bom eu nunca tiraria sarro de seu nome.Eu me chamo Draco e não é exatamente um nome comum.-ponderou ele.
–Mas eu duvido que tirem sarro de você.-rebateu ela.
–Não, na minha frente ninguém faz isso,bom ao menos quase ninguém.- disse se lembrando de Weasley.
–Bom todos riem de mim.Na minha frente e também pelas costas.Todos acham que sou uma grande idiota.-disse com um rancor crescendo na voz.
–As pessoas dizem muitas coisas.Geralmente muitas coisas estúpidas.Especialmente sobre o que não conhecem.Só porque dizem coisas sobre você não quer dizer que sejam verdade.-disse olhando para o céu.-Você não tem que acreditar nelas se isso te faz sofrer.
–Você é diferente.Diferente dos outros.-disse ela analisando o garotinho.
–Eu sei.-disse ele suspirando.-Nem sempre isso é bom,na verdade estou começando a achar que quase sempre é problemático.
–Mesmo?Porque?-perguntou ela.
–É complicado.-disse ele sem saber como começar a explicar –Não sei bem como explicar.Mas acho que quando nos virmos de novo talvez eu consiga.
–Quando nos virmos de novo?
–Sim.Eu gosto de olhar o céu daqui.E gosto de sua companhia.Posso vir toda semana.Ao menos uma vez na semana pra conversamos.
–Eu...adoraria.Mas tem certeza que quer perder seu tempo com uma fantasma chorona como eu?-perguntou ela.
–Eu só tenho certeza que quero uma nova amiga e vou vir visitá-la toda semana.-disse o menino.
–Você..quer..ser meu amigo?-balbuciou a Murta totalmente incrédula.
–Bom sim.Você não que ser minha amiga?-quis saber um tanto desconfiado.
–Você é mesmo diferente Draco.Muito diferente.-disse ela espantada.
–Qual é sua constelação favorita Candy?-perguntou desviando o assunto.
–Eu não tinha uma.Mas acho que agora é Draco- disse a fantasma fazendo com que o menino ruborizasse e desviasse o olhar para fora.-Gosto muito do céu sabe?Astronomia e história da magia eram minhas aulas favoritas.
–Jura?-perguntou o menino com um brilho no olhar.-Tenho a impressão que vamos nos dar muito bem Candy.Muito bem mesmo.
O pequeno Malfoy cumpriu sua promessa e visitava Candy toda quinta feira depois que seus companheiros adormeciam.Eles falavam sobre tudo e sobre e nada.A diferença de idade mental não era assim tão grande pois a fantasma morrera aos treze anos recém completos.E apesar dos quase cinqüenta anos de pós morte ainda conservava o modo adolescente de pensar.Afinal o amadurecimento é coisa dos vivos.Mas mesmo sendo uma companhia agradável e sabendo que a fantasma o entenderia Draco não conseguia revelar seu segredo a ela.Ainda não.E o tempo passava entre aulas,pesquisas,escapadas noturnas e eventuais trocas de insultos com Potter.
As buscas do grupo davam resultados cada vez mais precisos.Pan e Blaise apresentaram seus resultados sobre as pesquisas numa reunião na biblioteca privada da Sonserina.
–E assim o ultimo prodígio foi Sêneca Malfoy seu tio avô .Antes dele estava Katherine Romanov,ela foi prodígio há uns cento e noventa anos.-explicou Pansy
–E há trezentos e quarenta anos o prodígio da vez foi Tiberius de Castilla,e duzentos anos antes dele o primeiro prodígio foi Alfred Santino.-interrompeu Blaise.
–E dois deles foram bruxos reconhecidamente envolvidos com la mitád.Seu tio Sêneca e Alfred Santino tiveram sua condição reconhecida publicamente.O que é um tanto incomum.Não só por se tratar de uma ligação rara ,mas também porque nisso não é uma coisa que se grite aos quatro ventos.-terminou Pansy olhando feio pro moreno.
–Na verdade temos somente oito casos documentados sobre isso.Mas encontramos rumores de que alguns bruxos poderosos ao longo da história poderiam estar envolvidos nisso.Parece que existe um livro que contém a lista dos envolvidos.-complementou Blaise ignorando completamente a menina.
–É um artefato mágico criado há muitos milênios. Funciona como o livro que registra o nascimentos dos bruxos.Cada vez que um par desses bruxos se encontra os nomes surgem no livro.-explicou Pansy.
–Temos que encontrar esse livro!É a única maneira de sabermos se Katherine e Tiberius estavam envolvidos também com esse tipo de ligação.-falou Theo decidido.
–Isso não adiantaria Theo.-falou Pansy.-Parece que para proteger os envolvidos somente um bruxo que tenha encontrado a sua mità é que pode abrir e ler o livro.Para os demais ele não pode ser aberto livremente,e se alguém conseguir violar seu lacre suas páginas estarão em branco.Só as pessoas certas é que podem ver o que está escrito nele.
–O que é uma pena porque os rumores dizem que os últimos proprietários foram da família Romanov.-disse Blaise.-mas não temos como saber com certeza.
–Bom se é assim Katherine pode estar envolvida e até saber onde está esse bendito livro.-disse Greg.-E nesse caso só temos que perguntar ao quadro dela.
–Vocês conseguiriam um quadro de Katherine Romanov?-perguntou Draco se voltando a Greg e Vince.
–Sim.Pra dizer a verdade já conseguimos.Pan nos deu esse nome para que procurássemos um quadro.E existe um num museu belga.-disse Vince.-Vamos poder ir visitar o quadro dela nas férias ,se conseguirmos driblar nossos pais.
–Bom gente isso pode nos ajudar com Katherine,mas que parte de não poderemos ler o livro vocês não sacaram?Vamos ter que achar um quadro do Tiberius e perguntar.-falou Pansy.
–Levaria muito tempo-disse Draco e então respirou fundo e olhou seriamente para seus amigos.-E depois nós podemos sim acessar a informação do livro.
–Draco não podemos.-começou Blaise.-Só poderíamos se..oh Merlim!-o garoto se deixou cair numa cadeira olhando fixamente para o menino Malfoy.
–Como você pode ter certeza Dray?-quis saber Pansy completamente assombrada.
–Bom vocês nunca perguntaram o porque de eu ter um livro sobre esse assunto ,um livro raro escrito por uma das fundadoras dessa escola. –começou-A verdade é que o quadro do meu tio avô me deu para que eu aprendesse sobre isso.Porque faz parte de mim.Acreditem quando eu digo que tenho certeza absoluta de ter encontrado ma motié.Não é uma coisa na qual de pra se enganar.
–Então...então você faz aquelas coisas que você e o Theo disseram que esses magos fazem?Tipo magia sem varinha?-perguntou Vince.
–E você realmente se conecta com a sua metade?Tipo vocês fazem telepatia?-quis saber Greg.
–Argh!Quem Liga?O que importa aqui é que você não contou nada disso pra nós!-estrilou Pansy.
–É mas já que ele está contando agora,me diz Draco ela é bonita?-perguntou Blaise.
–Gente chega!-falou Theo.-Não importa quais habilidades o Draco tenha ou não,nem se sua mità é bonita.E eu tenho certeza que Draco tinha bons motivos pra não nos contar.Sei que somos amigos mas isso é pessoal demais.
–Obrigado Theo.-disse o loiro olhando agradecido ao moreno.E então se voltou aos demais -Primeiro eu não sei nada sobre que habilidades tenho ou não.Estou estudando sobre isso agora com vocês nesse livro que ganhei.Segundo eu não falei sobre isso nem com meus pais não acho que alguém precise saber.Mas agora com essa coisa dos prodígios envolvidos e poderes,bom eu vou precisar de vocês.
–E terceiro ..ela é ou não bonita?-insistiu Blaise.
–Não é uma ela Blaise.-disse Draco desviando os olhos constrangido.
–Sua mità é um mago?-perguntou o negro e o loiro confirmou com um assentimento.-Então ta,ele é bonito?
–Mas que coisa Blaise!- ralhou Pansy.-Quer parar de perguntar isso?Não interessa!
–Mas é claro que interessa!-se defendeu o menino.
–Parem com isso!Os dois!-repreendeu novamente Theo.-Draco,sei que isso é pessoal mas pode ser importante,então não se zangue com essa pergunta certo?Então...ele e você bom..as coisas não são exatamente pros lados de amor e amizade não?
–Não são.-confirmou o loiro.
Cinco pares de olhos se fixaram na expressão fria de Draco,que o fazia parecer uma miniatura de Lucius Malfoy.Nenhum deles comentou nada sobre essa afirmação,mas todos já haviam entendido que Draco e sua mità se odiavam.E ninguém ali era tolo o suficiente pra se meter entre um Malfoy e seu objeto de desprezo e ira.Sem mais comentários todos voltaram as pesquisas sobre as histórias e habilidades dos prodígios.
No outro dia eles estavam em aula quando Draco ouviu uma conversa entre Potter ,’Weasel’* e a sangue ruim.Eles falavam sobre o estúpido guarda caça e um novo e perigoso mascote.O loiro apurou os ouvidos.
— Hermione, quantas vezes na vida vamos ver um dragão saindo do ovo?-disse o ruivo
— Temos aulas, vamos nos meter em confusão, e isso não vai ser nada comparado à situação de Rúbeo quando descobrirem o que ele anda fazendo.-rebateu a sabe-tudo.
— Cala a boca! — cochichou Potter.
Ora um dragão por nascer!Isso era um acontecimento e tanto ,algo especial que poucos magos poderiam ter o privilégio de ver.O loiro sentiu uma curiosidade enorme,que tipo de dragão seria? Um nativo?Se sim então verde galês ou um negro das ilhas Hébridas? Mas podia ser de outra lugar...existiam tantas espécies magníficas.Ele adorava esses animais,mas sabia pouco sobre eles considerando as informações disponíveis.Esses seres alados eram um hobbie para o qual ele não dedicava muito tempo.
Precisava falar um pouco com Blaise.Zabine era um aficionado por criaturas mágicas,tinha uma grande paixão pelas criaturas das trevas em especial.Mas mesmo assim sabia bastante sobre uma porção de criaturas e estava sempre procurando saber mais.Foi procurar o amigo e pedir uma indicações sobre livros interessantes sobre o assunto,e então eles começaram uma discussão empolgada sobre os eventos das olimpíadas bruxas que envolviam esses animais,como as perigosas corridas de dragões.
–Morgana bendita!Esses dois não se calam nunca,vem gente vamos dar uma volta até eles se acalmarem -disse Theo.
–Agora você sabe como nos sentimos quando você e Dray começam co suas discussões sem sentido.-disse Pansy .
–É ,essas discussões cheias de coisas acadêmicas são um grande saco.-disse Vince.
Nenhum dos amigos do loiro suspeitou que ele pudesse estar atrás de informações especiais,afinal qualquer coisa remotamente interessante para o loiro já era assunto digno de pesquisa e discussão.Mais tarde durante a noite ele seguiu Potter e seus amigos até a cabana do guarda caça.E se colocou sobre a janela espiando.
Seus olhos se fixaram novo que o meio gigante colocou sobre a mesa.Completamente concentrado e então um movimento na superfície branca e logo uma criaturinha estava sobre a mesa.Um pequeno dragão norueguês reconheceu o loiro.Ele sentiu seu coração acelerar e era como se o universo inteiro vibrasse.Celebrando a chegada do bebê dragão.Uma aura dourada cobriu o lugar vinda do pequeno e logo tomou matizes laranjas.Uma fêmea, declarou uma voz do subconsciente do menino.Então sentiu um olhar sobre si e encarou os olhos escuros do meio gigante por um instante antes de sair correndo para escola.
Durante os dias que se seguiram o menino loiro quase não conseguia tirar um sorriso vitorioso do rosto.Ele podia sentir a presença da pequena criatura na cabana,não importando em que parte do castelo se encontrasse.Sentia-se feliz por ela estar ali.Porque desde que aquela voz em sua mente tinha declarado que o bebê era uma fêmea ele não conseguia se referir ao filhote de outra forma que não ela.No começo sentia-se realmente bem,mas com o passar dos dias as coisas começaram a ficar um tanto diferente.A pequena começou a chamar por ele.
Ele podia sentir a magia dela chamando pela sua.Era ao mesmo tempo semelhane e diferente do que sentia o impulsionando a Potter.E sabia que a pequena estava ficando inquieta e não reconhecia os humanos que cuidavam dela como seguros.Pelo que conseguia perceber os imbecis nem mesmo sabiam que ela era uma fêmea.E deveria ser tratada de uma forma diferente dos machos que normalmente eram criados nos tempos antigos.
Logo estava começando a considerar uma denuncia para que a pequena fosse levada pra um lugar seguro,ou uma chantagem para poder se aproximar como deveria.Foi nesse período que soube que Weasley estava na enfermaria e Draco apostaria sua mesada inteira que o motivo era a inquietude de certa mascote do guarda caça.Com a desculpa de querer emprestar um livro ele foi visitar o ruivo.E descobriu que a pequena havia dado uma boa dentada na mão de Weasley,e o impregnara de veneno.Definitivamente esse imbecil tinha sorte da dragão ser pequena ainda,se ela apenas tivesse mais algumas semanas haveria um Weasley a menos no mundo.Ele aproveitou para zombar e ameaçar contar a Pomfrey o que realmente tinha mordido a mão do grifinório.No fim pegou um livro na cabeceira do outro e saiu.
Quando estava em sua sala comum resolveu folhear a livro que pegara do grifinório e uma folha amarelada caiu do meio dele.Era um carta .O menino se pôs a lê-la.
“Caro Rony,
Como vai? Obrigado pela carta, terei prazer em cuidar do dragão norueguês, mas não será fácil mandá-lo para mim. Acho que o melhor será mandá-lo por alguns amigos que estão vindo me visitar na próxima semana. O problema é que eles não podem ser vistos carregando um dragão ilegal.
Você poderia levar o dragão para a torre mais alta à meia-noite de sábado? Eles podem se encontrar com você lá e levá-lo enquanto ainda está escuro.
Mande-me uma resposta o mais breve possível.
Afetuosamente,
Carlinhos.”
O menino fez uma careta.Enviar a pequena para um Weasley?Mas o que é que aqueles grifinórios idiotas tinham na cabeça?Eram incapazes de cuidar do filhote e então a jogavam pro idiota mais a mão?Bom ele pretendia impedir isso.Iria atender de uma vez o maldito chamado da magia e acolher a pequena.Daria trabalho convencer o pai a aceitar um dragão,mas em todo caso encontraria uma solução .De jeito nenhum ia deixar um Weasley meter os pés pelas mãos e prejudicar a criaturinha.E assim no sábado Draco estava na torre mais alta esperando pela chegada dos grifinórios e da filhote.
Mas antes que eles chegassem ele ouviu um barulho e quando se voltou deu de cara com a Professora Minerva, num robe de lã escocesa e rede no cabelo, antes que pudesse explicar,ou inventar uma desculpa a velha o segurou pela orelha.
— Está detido — gritou. — E são vinte pontos a menos para Sonserina. Perambulando no meio da noite, como você se atreve...
— A senhora não compreende, professora, Harry Potter está vindo aí, vem trazendo um dragão.-bradou,droga isso simplesmente não podia acontecer agora!
— Que absurdo! Como você se atreve a contar tais mentiras! Vamos, vou conversar com o Professor Snape sobre você, Malfoy!-disse a chefe da Grifinória o arrastado para as masmorras.
Por fim alcançaram os aposentos do mestre de poções.Nesse meio tempo a presença da pequena sumira e Draco sentiu sua raiva por Potter misturar-se a um ressentimento e receio pelo destino da pequena.A porta se abriu e seu padrinho saiu por ela impassível.Seus olhos foram de seu afilhado para professora da Grifinória adquirindo um brilho perigoso.
–Severus!-disse ela.-Eu encontrei Malfoy fora da cama no alto da torre!E ainda por cima contando mentiras!Espero que tome as devidas providências.
–Solte-o Minerva.Eu me encarregarei do senhor Malfoy agora.-disse Snape.
A animaga assentiu e soltou o aluno desejou boa noite ao professor e se foi.Severus indicou que Draco entrasse em seus aposentos e cerrou a porta atrás de si.
–E então Draco?-perguntou sentando-se em frente ao menino.
–Professor eu não menti.-disse o garoto loiro.-Esse guarda caça estúpido conseguiu sabe-se lá como um ovo de dragão.E algumas semanas atrás nasceu um filhote de dragão norueguês.Uma fêmea.Forte e poderosa.-disse o menino.-Mas esse imbecis não notaram e a estava criando como se fosse um macho!Ela ficou agressiva e insegura!E então ele simplesmente resolveram que seria uma boa idéia entregá-la para um Weasley de todas as pessoas!-bradou furioso-E essa professora idiota me pegou quando estava tentando impedir Potter e sua gangue de fazer isso!
–Draco,como você sabia que o filhote era uma fêmea?-perguntou o professor de poções.
–Eu..eu só sei.Soube quando a vi nascer.-disse o menino.
Snape olhou dentro dos olhos de Draco.E seus olhos adquiriram um brilho orgulhoso que o menino não soube como interpretar.
–Draco você sentiu sua magia sendo chamada pela magia desse filhote?-perguntou.
–Sim.Como você...-o garoto se calou parecendo ter se dado conta de algo -legerimancia.Sabe padrinho o senhor só precisa perguntar é descortês invadir a mente desse jeito.
–Ora menino não venha tentar me dar lições de cortesia-ralhou o homem.-Creio que você ainda não se deu conta de uma coisa Draco.Isso que aconteceu com esse filhote pode ser um indicio.
–Indicio de quê?-quis saber o menino.
–De que você pode ser um draconem dominandi.
–Isso..isso não é uma lenda?-perguntou o menino sentindo as mãos se recobrirem de um suor frio.
–Pelo visto não.-disse o pocionista.-Parece que o ultimo caso conhecido foi há quase mil anos e por isso até o momento era tomado como uma lenda.
–Mas...mas como assim eu ...-balbuciou totalmente confuso.
–Draco eu sugiro que você vá dormir,está muito tarde pra fazermos especulações sem sentido.Vou escrever uma carta ao seu pai.Ele vai saber o que fazer.
Naquela noite o menino não dormiu.No outro dia nem mesmo a noticia de que Potter e seus parceiros haviam perdido cento e cinqüenta pontos da Grifinória consegui alegrá-lo.Ele estava ainda muito confuso,e um tanto assustado.Mas que droga será que ele um chamariz para situações raras e estranhas?Seria isso conseqüência da ligação?Ou algo que como ela simplesmente nascera com ele?Ele definitivamente estava tão preocupado que nem mesmo provocava os grifinórios.Uma manhã recebeu uma carta de seu pai.Ele e sua mãe pareciam surpreendidos e orgulhosos.E haviam decidido ir até a Romênia durante as férias, para visitar uma reserva de dragões e alguns especialistas que haviam por lá.E havia mandado uma caixa de doces caros para ele,como comemoração ou algo assim.O menino suspirou ao terminar de ler.Sem saber se deveria sentir-se feliz e poderoso ou encurralado.
Durante a tarde na biblioteca privada Pansy simplesmente explodira:
–Já chega!Draco Cygnus Black Malfoy !-chamou ela se aproximando do loiro-Você vai explicar agora mesmo que droga é que está acontecendo!
O loiro olhou nos olhos furiosos da menina e assentiu,não estava mais agüentando ficar quieto.
–Eu...vocês se lembram como eu estive contente essas ultimas semanas?-perguntou o loiro.
–Sim.-falou Theo.
–Pois então isso é porque estava acontecendo uma coisa ...incomum comigo.O guarda caça Hagrid tinha um ovo de dragão.Eu escutei Potty falando sobre isso com seus amigos.E enfim os segui uma noite e vi o dragão nascer.E de algum jeito minha magia meio que se ligou a dela.Porque era uma fêmea de dragão norueguês.E bom o professor Snape esta achando que por causa disso eu posso ser um draconem dominandi. –soltou de um fôlego só.
–Caramba e a gente achando que você estava alegrinho pro causa de suas escapadas de quinta a noite.-disse Balise.
–O que?Vocês..vocês sabem sobre isso?-perguntou o loiro surpreendido.
–Bom ninguém te seguiu se é isso que você esta perguntando.Só sabemos que você some porque dividimos o quarto.-explicou Vince.
–Mas Dray você é ou não?-quis saber Pansy.
–Eu não sei.Meus pais vão me levar para Romênia nessas férias para termos certeza disso.-explicou.
–Olha Draco não vamos nos precipitar.deixe pra se preocupar com isso quando tiver certeza.-disse Theodore.-E seja qual for o resultado essa viagem pode ser bem útil.Podemos convencer nossos pais a nos deixarem ir e aproveitamos para escapulir para o museu belga.
–Sabe Theo,se você não existisse teríamos que te inventar.-falou Draco com um sorriso.
E moreno ruborizou e enterrou acara no livro que estivera lendo arrancando gargalhadas de seus amigos.Mais alguns dias se passaram e o humor de Draco voltou ao normal.Pelo menos até ele receber um recado pelo correio em uma certa manhã:
“Sua detenção começará às vinte e três horas.
Aguarde o Sr. Filch no saguão de entrada.
Professor Snape”.
Durante a noite ele foi o primeiro a chegar e não estranhou nem um pouco,pontualidade não deveria ser o forte daqueles leões mal educados.E então eles finalmente chegaram : Potter,Granger e Logbotton.
— Sigam-me — disse Filch, acendendo uma lanterna e levando-os para fora.
— Aposto que vão pensar duas vezes antes de desobedecer novamente ao regulamento da escola, não é mesmo? — disse caçoando — Ah, sim, trabalho pesado e dor são os melhores mestres, se querem saber. É uma pena que tenham suspendido os castigos antigos, pendurar o aluno no teto pelos pulsos durante alguns dias, ainda tenho as correntes na minha sala, conservo-as azeitadas para o caso de precisarem. Muito bem, lá vamos nós, e nem pensem em fugir agora, será pior para vocês se fizerem isso.
Eles caminharam pela propriedade às escuras. Neville não parava de fungar.A lua brilhava, mas as nuvens que passavam por ela lançava-os na escuridão. À frente ele via as janelas iluminadas da cabana do guarda caça. Então, ouviram um grito distante.
— É você, Filch? Ande logo, quero começar de uma vez.
O ânimo de Potter melhorou visivelmente, o moreno com certeza deveria pensar que se eles iam trabalhar com Hagrid então não seria tão ruim. Sua expressão chamou a tenção de Filch que falou:
— Acho que você está pensando que vai se divertir com aquele panaca? Pois pode pensar outra vez, menino. É para a floresta que você vai e estarei muito enganado se voltar inteiro.
Ao ouvir isso, Neville deixou escapar um gemido e Malfoy ficou paralisado.Aquilo era mal sinal.Noite de lua cheia,bosque proibido.
— A floresta? — repetiu e não pareceu tão tranqüilo como de costume. — Não podemos entrar lá hoje.. Tem todo tipo de coisa lá... Lobisomens, ouvi falar.
Neville agarrou a manga das vestes de Harry e pareceu se engasgar.
— Isto é o que pensa, não é? — disse Filch, a voz esganiçando-se de satisfação. — Devia ter pensado nos lobisomens antes de se meterem encrencas, não acha?
Draco apertou a mandíbula,se perguntando qual a graça que os fundadores viram em construir uma escola as margens de uma floresta amaldiçoada.Será que eles pensavam que isso construía o caráter ou alguma babaquice do gênero?O guarda caça saiu do escuro caminhando em direção a eles, com um enorme cachorro nos calcanhares. Carregava um grande arco e uma aljava com flechas pendurada ao ombro.
— Até que enfim. Já estou esperando há meia hora. Tudo bem, Harry, Hermione?
— Eu não seria tão simpático com eles, Hagrid — disse Filch com frieza — afinal eles estão aqui para serem castigados.
— E por isso que você está atrasado, não é? — disse Hagrid, amarrando a cara. — Andou passando carão neles, não é? Isso não é sua função. Você fez a sua parte, eu pego daqui para frente.
— Volto ao amanhecer para recolher o que sobrar deles — disse Filch maldoso, deu meia-volta e retornou ao castelo, balançando a lanterna na escuridão.
Malfoy virou-se então para Hagrid e tentou se negar a entra na floresta.Ele era bom com a magia sim,especialmente em poções e combate,mas ainda era um primeiroanista no fim das contas.Se topassem com um lobisomem estariam perdidos.Não importa o quanto esse meio gigantes seja bom com esse arco,um lobisomem de linhagem era mais resistente a feridas e magia,Blaise falara qualquer coisa sobre sangue nascido ser mais forte ou algo assim.E se supunha que ele deveria ficar tranqüilo?Mas não houve jeito,era aquilo ou uma expulsão.Rogou para que ao menos se acontecesse alguma coisa ele pudesse fazer algo que ajudasse com a conquista do titulo de prodígio.
Foi colocado com Canino e Longbotton para procurar sangue de unicórnio.Outro mal sinal.O que quer que fosse que estivesse matando os unicórnios era maligno.Muito mais que um simples lobisomem.Afinal as conseqüências de se matar um era terríveis o suficiente para que ninguém quisesse fazer poções com seu sangue.Depois de alguns instantes consegui se acalmar um pouco e recobrar seu autocontrole.E então passou a observar Longbotton mais adiante,tenso ,apavorado pra dizer a verdade.Não resistiu a tentação de assustar o garoto desastrado.E o fez,o tonto se apavorou e gritando mandou o sinal de perigo para os outro.Draco ainda ria divertido quando um preocupado guarda caça os alcançou.
O meio gigante ficou muito irritado e trocou Longbotton de grupo,colocando Potter com Draco e Canino.Eles começaram a procurar,andaram alguns minutos quando o moreno segurou o braço do loiro.
–Olhe.-apontou algo adiante deles.
Alguma coisa muito branca brilhava no chão. Eles se aproximaram aos poucos.
Era o unicórnio, sim, e estava morto. Era algo belo e terrivelmente triste de se ver. As pernas longas e finas estavam esticadas em ângulos estranhos onde ele caíra e sua crina espalhava-se nacarada sobre as folhas escuras.
Potter dera um passo à frente, mas um som de algo que deslizava o fez congelar onde estava. Uma moita na orla da clareira estremeceu... Então, do meio das sombras saiu um vulto encapuzado que se arrastava de gatas pelo chão como uma fera à caça.Potter,Draco e Canino ficaram paralisados. O vulto encapuzado aproximou-se do unicórnio, abaixou a cabeça sobre ferimento no flanco do animal e começou a beber o seu sangue.Draco sentiu o coração golpeando violentamente o peito.Deu um grito de alarme e correu.Não sabia que coisa era aquela e não ficaria ali para descobrir.Correu,correu até sair daquela maldita floresta.
Não parou nem por um momento.Definitivamente era melhor ser expulso e estudar em Durmmstrang do que acabar como jantar de uma criatura que ele nem sabia o que era.Quando alcançou a cabana do guarda caça,apoiou as mãos no joelhos recuperando o fôlego,nem ao menos tinha certeza de como a alcançara sem se perder,sorte talvez.Se virou e viu o cachorro resfoleando ao seu lado,mas nada de Potter.Será que o ridículo magricela resolvera lutar contra aquela coisa?Céus o quão estúpido alguém pode ser?Aquela coisa matou um unicórnio, por Merlim!E eles nem sabiam o que fazer pra se proteger daquilo!Duvidava que algo como um levicorpus funcionasse.
Mas alguns momentos depois apareceram o guarda caça e os três grifinórios.Eles olharam o sonserino com ar de reprovação.Draco sentiu-se ofendido.O que eles queriam?Que ele ficasse lá e lutasse contra aquela coisa só porque Potter considerava indigno se virar e correr?A merda com esse leões insanos!Se ele fosse amigo de Potter talvez tivesse conseguido esquecer de sua própria segurança e olhado pra ver se o idiota o estava acompanhando,mas ele não era,nunca seria .
As semanas transcorreram depois daquela detenção com Potter e seus amigos se comportando de uma maneira muito estranha.Até Potter e Weasley acabarem na enfermaria e todo colégio começar a comentar como eles e Granger haviam impedido o professor Quirrelll de roubar a pedra filosofal.Draco sentia-se incomodado com essa dose de heroísmo demonstrada pelo garoto moreno.Em parte por despeito puro e simples,mas em parte ,uma parte tão pequena que o loiro nem percebia, ele se preocupara pela imprudência do outro que poderia ter acabado morto.
Mas de todas as maneiras Potter não consegui ofuscar a alegria da conquista da taça das casas.Especialmente sabendo que ele e seus amigos conseguiram angariar cento e oitenta ponto para sua casa.Fora dificil que cada um deles arrumassem 30 pontos respondendo a perguntas e com pontos extras .Era a primeira vez que tinha que fazer isso e quase todos os outros professores davam preferência aos alunos das outras casas na hora de responder as perguntas.Com exceção ,claro ,de seu padrinho.Era como se o resto da escola quisesse classificar a sonserina em algo como :maus e burros.E era maravilhoso poder jogar na cara deles que pensassem o que pensassem a sonserina ainda era a melhor.O salão estava decorado com as cores verde e prata e usual máscara das serpente nãos estava nos rostos aquela noite.Todos estavam contentes ,sorrindo e fazendo bagunça.Mas então Dumbledore começou seu discurso:
— Mais um ano que passou! Disse Dumbledore alegremente. — E preciso incomodar vocês com a falação asmática de um velho antes de cairmos de boca nesse delicioso banquete. E que ano tivemos! Espero que as suas cabeças estejam um pouquinho menos ocas do que antes... Vocês têm o verão inteiro para esvaziá-las muito bem, antes do próximo ano letivo. Agora, pelo que entendi, a Taça das Casas deve ser entregue e a contagem de pontos é a seguinte: em quarto lugar Grifinória com trezentos e doze pontos, em terceiro, Lufa-Lufa, com trezentos e cinqüenta e dois pontos, Corvinal, com quatrocentos e vinte e seis, e Sonserina com quatrocentos e setenta e dois pontos.
E uma tempestade de pés e mãos batendo irrompeu da mesa de Sonserina.
— Sim, senhores, Sonserina está de parabéns. No entanto, temos de levarem conta os recentes acontecimentos.
A sala mergulhou em profundo silêncio.
— Tenho alguns pontos de última hora para conferir. Vejamos. Sim... Primeiro: ao Sr. Ronald Weasley...
O rosto de Rony se coloriu de vermelho vivo, parecia um rabanete que apanhara sol demais na praia.
—... Pelo melhor jogo de xadrez presenciado por Hogwarts em muitos anos, eu confiro à Grifinória cinqüenta pontos.
Os vivas da Grifinória quase levantaram o teto encantado.
Finalmente voltaram a fazer silêncio.
— Segundo: a Senhorita Hermione Granger... Pelo uso de lógica inabalável diante do fogo, concedo à Grifinória cinqüenta pontos.
Os alunos da Grifinória por volta da mesa não cabiam em si de contentes, tinham subido cem pontos.
— Terceiro: ao Sr. Harry Potter — A sala ficou mortalmente silenciosa. — Pela frieza e excepcional coragem, concedo à Grifinória sessenta pontos.
A balbúrdia foi ensurdecedora. Os que conseguiam somar enquanto berravam de ficar roucos sabiam que Grifinória agora chegara a quatrocentos e setenta e dois pontos — exatamente o mesmo que Sonserina. Precisariam sortear a Taça das CasasDumbledore ergueu a mão. A sala gradualmente se aquietou.
— Existe todo tipo de coragem — disse Dumbledore sorrindo. — É preciso muita audácia para enfrentarmos os nossos inimigos, mas igual audácia para defendermos os nossos amigos. Portanto, concedo dez pontos ao Sr. Neville Longbottom.
Alguém que estivesse do lado de fora do salão principal poderia ter pensado que ocorrera uma explosão, tão alta foi a barulheira que irrompeu na mesa da Grifinória.
A sonserina mergulhou num silêncio frio.As outras casas comemoravam mais que vitoria dos leões a derrota da Sonserina.As serpentes deslizaram silenciosamente para fora do salão,sem vontade alguma de continuar ali.Quando alcançaram o salão comunal todos estavam furiosos e silenciosos ao mesmo tempo.Draco olhou para seus companheiros e então resolveu falar,com um sonorus na garganta e um olhar feroz subiu numa das mesas diante de sua casa e começou a falar:
–O que aconteceu essa noite foi mais que uma demonstração da predileção do diretor pela grifinória.Foi uma forma de humilhar nossa casa.Esse velho poderia perfeitamente ter dado os pontos para grifinória antes,mas não ele quis nos deixar acreditar que a taça era nossa.Quis tomá-la de nossas mãos com o salão levando nossas cores.-murmúrios de concordância foram ouvidos por todo salão.-Mas ele se esqueceu de uma coisa:o orgulho sonserino não pode ser derrubado assim tão fácil.Somos sonserinos,somos os melhores dos melhores.Nenhuma outra casa se compara a nossa simplesmente porque nenhum membro de outra casa duraria cinco minutos aqui.Vamos mostrar a esses imbecis que não podem nos derrotar.Temos orgulho de ser sonserinos.Nos orgulhamos do legado de Salazar e vamos a forra ano que vem!Vamos conseguir tantos pontos que nenhuma trapaça de um velho senil vai poder tomar o que é nosso por direito!-os urros de aprovação inundaram o salão comunal.- Mas essa noite seria muita tolice desperdiçarmos uma festa nas masmorras nos lamentando,então que estamos esperando?Vamos nos divertir!-incitou.
E alguns momentos depois a música tocava dentro das paredes da sonserina.Draco estava em um canto junto com os demais primeiroanistas.Estava pensando em Potter e no fato de como pela primeira vez o odiava por um motivo concreto e não apenas por impulso da ligação.Será que seria assim dali em diante?Os motivos para querer golpear aquele idiota iam ser cada vez menos irracionais e impulsivos e mais racionais e frios?Estava divagando nisso quando Theo se aproximou:
–Isso foi uma jogada de mestre.-sussurou.
–E o que mais poderia se esperar de mim?-perguntou o loiro sorrindo.-Vem Theo vamos dançar.
E os dois garotos invadiram a pista onde os mais velhos dançavam sem se importar com os olhares que recebiam,logo ao invés de uma dança a dois estavam dançando em grupo com Pan e Blaise.Naquela noite todos se permitiram não pensar na trapaça feita pelo diretor.Preferiam se divertir e esperar.Afinal se tem uma coisa que todo sonserino sabe é que a vingança é um prato servido frio.
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