La mia mitá
5 O legado da princesa das serpentes
Notas iniciais
Draco sentia o ar zunindo em seus pulmões enquanto corria,aquele corredor fazia curvas para direita e para esquerda,mas nunca se bifurcava.Parecia infinito,ele precisava pensar em uma saída e rápido,olhou as paredes lisas do corredor.Se houvesse uma maneira de segurar-se nelas algumas barras,seus olhos foram até um dos pedestais que seguravam objetos e teve uma idéia.
–Theo!-gritou-Os pedestais!Temos que colocar nas paredes e subir!!!
–Entendi!-gritou o moreno.
Logo o loiro lançava horizontalmente um pedestal para cima e Theo o expandia até que ele se torna-se grande o bastante para ficar preso e seguro entre elas.Eram os dois únicos que conseguiam manter o feitiço e correr ao mesmo tempo,e logo o repetiram com outro pedestal.Mas ainda eram jovens demais e só conseguiram colocar os pedestais uns poucos metros à frente.Ainda em movimento os dois meninos levitaram Blaise e Pansy para cima dos pedestais.Assim que pousaram o garoto e a menina começaram a levitar Greg e Vince ,há essa altura o abismo já estava em baixo dos pedestais e Theo e Draco corriam mais a frente.Enquanto os dois grandes meninos eram levitados Draco e Theo trocaram um olhar.Um deles podia levitar o outro,mas teria de seguir no chão e mais a frente uma curva iria colocá-lo longe da pontaria daqueles que ficaram em segurança.E teria de dar um jeito sozinho.Era a solução mais óbvia.Não havia muito tempo para discussões.
Nenhum deles queria ficar ali à mercê do perigo,mas mesmo em uma situação como aquela por instinto conseguiam manter a mente funcionando racionalmente.Talvez fosse senso de auto-preservação sonserino.Eles sabiam que dos dois o loiro se sairia melhor improvisando uma outra saída.E sabiam que os dois ficarem seria uma estupidez sem tamanho.Mas mesmo assim era difícil.Por mais amigos que fossem ,aquilo era uma coisa complicada.Sacrifício não era uma palavra bem quista entre eles.Precisavam de outra solução e rápido.
Os olhos tempestuosos de Draco encaram Theodore por um breve instante,até que um brilho mínimo os iluminou e ele disse:
–Levicorpus Theo.
O moreno deu um pequeno sorriso e assentiu ,pararam de correr e apontaram as varinhas um ao outro e disseram ao mesmo tempo:
–Levicorpus!-logo estavam suspensos de cabeça para baixo sem chão nenhum abaixo deles.
–E agora?-perguntou Theodore.
–E eu sei lá!-respondeu Draco.-Já nos livrei do abismo ,que tal se você pensar em uma saída?
–Bom eu estou pensando,mas não encontro nenhuma.-respondeu o moreno.-Hei gente!-gritou para os amigos em cima dos pedestais.-Uma ajudinha aqui!
Os sonserinos sobre os pedestais se entreolharam.
–O que você acha Pan?-perguntou Blaise apontando aos dois.
–Hum.Podemos usar um Wingardium?-ponderou.
–Não sei.Acho que não.-respondeu o menino-Temos que encerrar o Levicorpos antes de usar outro feitiço e eles vão cair.Não sei se um Wingardium é rápido o bastante pra tira-los dali antes de caírem nesse buraco.
–Tem razão.Não seria.Colocar um pedestal debaixo deles talvez?
–Não.Muito pesado ,muito longe e precisa ser expandido.Se não fizermos direito a coisa fica feia.
–Tá bem.Eu desisto!-disse ela- Que tal você achar uma solução?-disse irritada.
–Se não percebeu estou tentando!-rebateu o menino.
–Tem pressa não, viu gente?-gritou Theodore.-Ainda deve faltar uns minutos para todo nosso sangue chegar em nossas cabeças e elas explodirem!-gritou furioso.
–Pessoal?-chamou Vince baixinho.-E um accio?
Os outros ficaram visivelmente surpresos pela proposta.
–Ahn..bom eu achei que...Bem esqueçam.-disse o menino ruborizando.
–Não.Pode funcionar.Pode mesmo dar certo.-disse Blaise
–Ta vamos fazer o seguinte:-disse Pansy-Vince e Greg vocês acertam eles com um finite e eu e Blaise os chamamos com o accio.
–Não.-interferiu Draco.-O contrario Pan.É melhor que Greg e Vince usem o accio.Vamos ser puxados com força pra vocês e eles tem mais chance de nos segurar sem cair.
–Draco tem razão.-concordou Theo.
–Tá-aceitou ela.-Vocês ouviram.Pronto Blaise?
–Totalmente.Prontos rapazes?-disse ele.
–Sim- disseram os dois.
Assim Blaise e Pan apontaram as varinhas e encerraram o feitiço fazendo com que os meninos caíssem e antes que eles afundassem de vez no buraco foram puxados pelo accio de encontro aos dois enormes meninos da turma.E ficou claro que o Malfoy tinha razão em sugerir os dois para segura-los, porque com o choque foi graças a força deles que não acabaram os quatro no abismo.
–O.K estamos a salvo.Agora só temos que decidir o que fazer.-disse Blaise.-Então, sugestões?
–Temos que chegar até o quadro.-disse Theo.-A questão é como faremos isso sem o chão.
–Mover os pedestais está fora de questão.-opinou Pansy.
–Pessoal?-chamou Greg.-Vocês estão ouvindo isso?
Todos se calaram e ouviram um ruído que lembrava o bater de asas vindo de algum ponto a frente deles.Depois viram formas escuras voando em direção a eles.
–Aquilo são morcegos?-perguntou Vince.
–Não.-Aquilo são Vamps!!!-determinou Blaise assustado.
–Vamp?O que diabos é um vamp?-perguntou Pansy.
–Você sabe porque os trouxas acreditam que os vampiros assumem forma de morcego Pan?-perguntou Theo olhando apreensivamente as criaturas que se aproximavam cada vez mais.
–Não.Mas eu tenho o palpite que tem alguma coisa haver com eles ,certo?-disse a garota segurando firmemente a varinha.
–Sim.Vamps tem a forma de morcegos grandes e se alimentam de sangue.Mas eles são seres inteligentes.Tão inteligentes que dentre outras coisas podem falar com uma voz que lembra muito a humana.-explicou Theo.
–Certo.E como afugentamos eles?-disse nervoso Vince.
Todos olharam nervosamente para Blaise que mordeu os lábios num esforço para se lembrar do que sabia sobre aquelas criaturinhas.
–Bom,alho funciona.-disse o menino.-E eles não gostam de rios.
–Blaise nada de detalhes inúteis.-ralhou Draco.-Como nos livramos deles agora?
–Fogo!-exclamou o garoto com inspiração súbita-Podemos usar fogo!
–Ahn que ótimo!Eu só conheço Incendio!E eles são muitos.-disse Theo
–É melhor que nada!-respondeu Blaise.
Os sonserinos ergueram as varinhas e então o caos começou.O grupo de vamps avançava tentando alcançar os pescoços das crianças que lançavam incendio às cegas.Eles acertavam algumas criaturas que guinchavam,e em resposta tinham as mãos e braços arranhados e até mesmo recebiam algumas mordidas.Era quase impossível manter a concentração.Gritos incoerentes eram dados por Pansy,Greg e Vince,enquanto os outros três se limitavam a morder os lábios e aumentar a força dos feitiços numa tentativa desesperada de conseguir se livrar do ataque.Mas então uma voz sibilante se fez ouvir:
–Parem!Se afasssstem!-disse uma voz sibilante num francês afetado.
Os vamps subitamente se afastaram das crianças,que mantiveram as varinhas erguidas,nas mãos trêmulas e feridas.As crianças se entreolharam do grupo Theo,Blaise e Draco dominavam o idioma,Pansy se defendia bem nele e estavam intrigados com a ordem,apenas os dois garotos grandes não entenderam o que foi dito mas nem por isso estavam menos surpresos.
–Você humano!-disse um vamp que tinha a cabeça prateada e corpo negro,voando diante de Draco.-Seu sangue cheira a dragões.
O menino loiro estreitou os olhos e assentiu levemente.Sem saber exatamente o que deveria dizer.Ou como deveria se portar.Aquela criatura dizia que seu sangue tinha cheiro de dragão.E bom era possível,não era?Afinal de contas ele era um senhor de dragões.
–Você é um dosss antigosss????-perguntou o vamp .
–Sim.-disse o loiro agora tendo quase certeza que a criatura se referia a sua condição como draconem dominadi.
–Nosssa função é proteger essse lugar.Masss eu não vou arrisssscar osss meus contra um antigo.Você sairia vivo.Sua espécie é vingativa.E eu não quero conhecer a fúria de fogo.Oss deixaremos em paz se prometer não se vingar de nóssss.
O garoto estava surpreso.Aquelas criaturas temiam o que ele podia fazer contra elas,mas naquele exato instante ele não poderia fazer nada.Simplesmente porque não sabia como fazer coisa alguma.Mas isso era uma coisa que definitivamente aquela criatura não necessitava saber.Mantendo a expressão neutra ele resolveu obter alguma vantagem extra daquela situação.
–Eu não me vingarei de vocês.Se nos deixarem em paz e nos fizerem um favor.
–Favor?Que favor ?-perguntou a criatura visivelmente inquieta.
–Precisamos chegar ao quadro de Katherine Romanov em segurança.-disse o loiro mantendo com algum custo a voz firme e sem emoções.
–E deseja que nósss os levemos passando pelas outrass medidas de segurança.-afirmou o vamp.
–É a forma mais rápida.Mas se não puderem fazer isso e quiserem arcar com as conseqüências...-o loiro deixou a frase no ar.Estava apostando alto e sabia disso,mas naquele momento precisava arriscar.
–Ajudaremos.-aceitou o vamp.
A criatura sibilou alguma coisa que eles não compreenderam e então os vamps se dividiram em seis grupos.Cada grupo se aproximou de um deles e então cada criatura enfiou as garras nas vestes deles.No minuto seguinte eles estavam sendo carregados na direção onde os vamps haviam surgido.Os sonseirnos procuravam não se mover muito para evitar uma queda,mas o nervosismo era notável nas expressões fechadas e nos punhos que apertavam com força as varinhas.
No teto havia uma passagem um tanto estreita,ao atravessá-la as crianças sentiram um torpor e vertigem.A próxima coisa que souberam é que estavam caindo.Caindo em direção ao chão,que continha num belo mosaico a figura de um flor em chamas.Nenhum deles gritou,talvez porque o atordoamento fosse grande demais,talvez porque os acontecimentos se dessem mais rápido do que qualquer reação produzida,talvez por orgulho e desejo de ser forte até o final ou talvez porque de alguma forma eles notaram que havia algo mais ali que uma traição das criaturas aladas.
Quando atingiram o mosaico não houve impacto.Eles atravessaram a figura e continuaram caindo por mais alguns metros até que detiveram,por arte da magia, apenas há alguns centímetros do chão.E depois simplesmente caíram de vez.Com alguns resmungos e grunhidos mal humorados eles se levantaram.
–Estão todos bem?-perguntou o loiro ligado o modo sou-o-lider-por-aqui-e-vou-protege.los -contanto -que –me obedeçam -cegamente.
–Sim.-responderam os demais em diferentes níveis de animação.
Os seis olharam ao redor e se viram em uma sala de pedra redonda sem janelas ,com tochas nas paredes dando uma iluminação sombria e que de certa forma lembrava as masmorras de Hogwarts.Em uma parede um quadro grande e majestoso registrava uma jovem mulher.Eles se aproximaram e viram os olhos violeta que os encaravam com dureza.Os longos cabelos ruivos caiam em ondas até a cintura,ela trajava um muito antigo vestido bege e um colar de pérolas.Estava sentada em um bela poltrona e a seu lado uma mesinha com um vaso de tulipas amarelas e um livro eram todo cenário.
Não existia qualquer inscrição,mas eles não precisavam de nenhuma para saberem que estavam diante dela,a única mulher a ser um prodígio sonserino.
–Quem são vocês?-perguntou a pintura com uma voz suave porém fria num inglês impecável.
–Somos visitantes.De Hogwarts.-disse Draco.
–Mais precisamente da sonserina presumo.-disse ela olhando detidamente cada um deles.
–Sim.-confirmou Theodore.
–E suponho que desejam saber os segredos para se tornarem prodígios?-perguntou sarcasticamente a ruiva na moldura.
–Não exatamente.Viemos aqui por causa do livro.Queremos saber a localização do Gardanto Amantoj*.-disse Pansy.
–Gardanto Amantoj? Vocês tem alguma idéia do que esse livro é?-perguntou a ruiva surpresa.
–É uma coisa importante.Para aqueles que puderem ler.Como eu.-disse o garoto loiro.
–Você.-disse ela encarando fixamente os olhos cinzentos dele-Você ainda é tão jovem pra ter tanta certeza de uma coisa assim.
–Eu sei.Mas eu tenho,graças ao quadro do meu tio avô,que também podia ler o livro.E ao livro de Ravenclaw.
–Oh. “La mitàd :amor,ódio e destino.”.-recitou ela.
–Exato.-confirmou o loiro.-É meio...perturbador.
–Eu diria que é mais totalmente apavorante.-disse Katherine com um meio sorriso.-Mas se você já conhece bastante sobre isso,e também a identidade da sua mità porque precisa do livro?
–Porque é importante.Pro futuro.-disse ele.
–Pro seu futuro de prodígio.-disse ela.-Sabe existem muitas coisas que Salazar escondeu em Hogwarts.Coisas que hoje são lendas antigas.E coisas que já se perderam nas curvas do tempo.Todos os fundadores esconderam segredos lá,mas os dele são os segredos mais perigosos.
–E?-perguntou o loiro instigando a ruiva a continuar.
–E são os prodígios que lidam com os piores deles.Um tempo de soberania tão longo na sonserina é revelador.O problema é que a verdade nem sempre é uma coisa boa,ou fácil de se carregar.Na realidade muitas verdades serão sempre fardos enormes.Você não precisa carregar esse peso, você pode ser um estudante normal,até mesmo o príncipe da sonserina por um ano,no máximo por dois como a maioria o que não diminuirá seu mérito.
–Eu não quero isso.Vou me tornar um prodígio.-disse com a determinação brilhando nos olhos cinzentos.
–Você é ambicioso,isso não seria um problema se não fosse tão claro que você foi feito para grandeza.E quando alguém assim é ambicioso acaba por alcançá-la.É só então que fica claro que a grandeza não é uma benção.-nos olhos violeta da pintura havia uma luz sutil de pesar que a tornavam assustadoramente viva.
–Olha senhora eu realmente agradeço sua preocupação comigo mas quero e vou fazer tudo ao meu alcance e mais para atingir meu objetivo.Você pode me ajudar ou não,mas isso não vai me fazer mudar de idéia.-disse o menino cruzando os braços contra o peito.
–Sei disso pequeno.E só por isso é que vou ajudá-lo.E torço para que tenha mais sorte do que nós.- Ela então segurou o livro que estava na mesinha junto ao vaso de tulipas.
–Faça um corte na palma de sua mão e deixe o sangue fluir entre seus dedos.Use o feitiço ‘sectis’ ele é suave o bastante. –continuou ela.
O loiro obedeceu e logo um filete de sangue escorria entre seus dedos.
–Agora estique a mão e enfie na tela.
Draco assentiu e se aproximou até seus dedos tocarem a superfície do quadro,continuou empurrando e sua mão começou a entrar no quadro,a sensação era fria como se ele estivesse mergulhando a mão em uma jarra de água gelada.Até que seus dedos tocaram alguma coisa,ele enterrou um pouco mais a mão e sentiu a capa de um livro.Segurou firme e puxou,quando retirou a mão ele segurava um livro de capa preta.Para os demais não existia mais nada na capa,para ele as palavras “Gardanto Amantoj” estavam gravadas em dourado numa letra bonita e floreada.Abaixo do título existiam duas mãos ,uma em cada borda,que pareciam tentar alcançar uma a outra para um toque,unindo as duas havia uma linha vermelha entrelaçada nos dedos.
–Obrigado.-disse ele acariciando a capa com a mão boa.
–Não me agradeça.Não por isso.-disse Katherine séria.
–Draco me da aqui sua mão.-pediu Pansy.
O garoto estendeu a mão ferida e a garota murmurou’’ sanitas’’ , e o corte se fechou deixando apenas uma leve e rósea cicatriz para trás.
–Bem melhor.-disse a menina soltando a mão dele.
–Obrigado Pan.-disse ele.
–Senhora?-chamou Theodore olhando para pintura.-Existe alguma coisa que precisemos saber?Algum perigo iminente contra o qual devemos estar alertas?
–Existem muitos perigos no futuro de vocês.Se quiserem mesmo fazer parte da corte de um prodígio é bom que saibam que as coisas não serão só diversão e jogos de poder.Haverá mais,muito mais.E vocês devem sempre estar lá,junto a ele,mesmo que no final ele tenha que estar sozinho.-disse ela olhando as crianças diante de si com uma resignação no fundo do olhar.
–Ele não ter que estar sozinho nunca.Nenhum de nós ficará sozinho.-disse Pansy cruzando os braços e olhando duramente o quadro.
–Ah a inocência infantil.-suspirou Katherine.-Você está errada.No entanto não sou eu quem vai lhe mostrar isso.
–Tudo bem sem discussões sem sentido.-disse Blaise segurando o braço de Pansy.-Agradecemos muito sua ajuda senhora Romanov.E se não for incomodo ou abuso de nossa parte será que poderia nos dizer como saímos daqui?
–Talvez da mesma forma que entraram.-disse ela com um sorriso malicioso.
–Essa não é uma opção.-disse Vince olhando para o teto da sala.
–Vocês são habilidosos para terem me alcançado.Não creio que necessitem de minha ajuda.-disse a pintura mantendo um sorriso malicioso no rosto.
–Necessitar é uma palavra forte.-disse Draco encarando a pintura.-Sua ajuda facilitaria as coisas,mas daí a necessitarmos dela é certo exagero.Você quer alguma coisa em troca de seu favor?
–Talvez.-assentiu ela
–O que você quer?-perguntou Pansy ,que não tinha gostado nenhum pouquinho da conversa e do jeito da ruiva.
–Existe outro quadro para o qual eu gostaria de ir.Ninguém sabe da existência dele ,então se eu alcançá-lo estarei livre.-disse Katherine ignorando a menina e fitando Draco.
–E você quer que te levemos para lá?-perguntou Theodore
–Sim.As proteções desse lugar me mantêm presa aqui,mas com a ajuda certa eu poderei ir para lá.-disse ela .
–Como poderemos fazer essa troca de favores?-perguntou Draco
A pintura sorriu amplamente.
–Simples,eu possuo uma chave de portal tão presa nesse quadro quanto eu,vocês possuem a chave para libertá-la.-disse olhando o menino loiro.-Quando Katherine escondeu em seu próprio retrato o Gardanto Amantoj ela se certificou que somente alguém que pudesse ler o livro fosse a chave para alcançá-lo,e junto com ele colocou uma rota de fuga que poderia ser útil no caso de alguém descobrir seu segredo e o livro precisar ser resgatado. Uma chave de portal.Além disso ela reforçou as proteções sobre ele de forma que agora ele está vinculado a você menino.
–Como assim vinculado?-quis saber Blaise um tanto preocupado.
–Unido,ligado.Ele pode esconde-lo onde quiser e somente ele pode convocá-lo.-disse ela respondendo ao garoto,então se voltou ao loiro-Ele é seu,e com ele os segredos que guarda sobre os amantes que protege.
O menino apenas assentiu levemente em resposta.
–Mas então senhora Romanov como faremos para levá-la?-perguntou Greg que começava a sentir-se terrivelmente inquieto naquele lugar.
–Vocês precisaram de um pedaço de tela para poder me transportar.-disse Katherine.
–Não temos isso aqui.Você sabe algum feitiço de transfiguração que podemos usar?-perguntou Theo.
–Sim.Pegue um pedaço de tecido.
–Blaise me de seu casaco.-pediu Theodore.
–O quê?Porque eu?-queixou-se o negro.
–Blaise.-advertiu Draco que também começava a sentir-se incomodado naquele lugar.
–Ta bem.-cedeu entregando o casaco ao amigo.
–Agora faça esse movimento.-disse ela fazendo um floreio em forma de meia lua –e diga ‘Lorem ipsum primis.’
O menino obedeceu e logo tinha nas mãos uma tela do tamanho de um livro.
–Certo agora aponte a varinha para mim e diga ‘ Idem transfero.’ Depois é só encostar a varinha na tela e dizer ‘fixum’.
–Mas primeiro você tem que nos dizer como pegar a chave de portal.-interrompeu Pansy.
–A chave é esta tulipa.-disse retirando uma das flores amarelas do vaso e pousando na mesinha.-Para pegá-la é só fazer de novo o que fizeram para pegar o livro.,a palavra de ativação é Spica.
–Spica?Como a estrela de Virgem?-perguntou o loiro.
–Sim.-disse o quadro olhando intrigada ao menino.
Então Theodore transferiu a imagem para tela transfigurada conforme fora instruído.E depois Draco cortou novamente a mão e pegou a flor sobre a mesa.Depois Pansy curou novamente sua mão deixando uma cicatriz mais perceptível do que a anterior.Quando iam se agrupar para que todos tocassem a chave de portal para que pudessem sair dali escutaram um estalo,e então as paredes começaram a se mover na direção deles,prontas para comprimi-los.Os sonserinos esticaram as mãos para flor na mão do loiro assim que perceberam o perigo.
–Todos estão tocando?-perguntou Theo.
–Sim.-responderam os outros nervosos querendo sair dali o mais depressa possível.
–Spica!-gritou Draco e eles desapareceram deixando para trás a sala cada vez menor onde só restava uma moldura vazia.
A sensação de um puxão no umbigo os dominou e no instante seguinte estavam caindo contra o chão de madeira de uma sala.Os seis se ergueram reclamando do tombo e só então observaram o lugar onde estavam.Era uma sala ampla digna de uma mansão,com sofás e poltrona,quadros ,vasos com flores,além de uma lareira enorme,sobre ela um quadro de um homem moreno,com traços que indicavam a ascendência de índios americanos.Os longos cabelos negros e lisos caíam sobre os ombros largos e fortes.Os olhos escuros encaravam os visitantes cheios de desconfiança,mas ele se mantinha imóvel sentado em uma antiga e suntuosa poltrona.Ao seu lado havia uma outra poltrona,tão suntuosa quanto a primeira,mas vazia.
–Quem são vocês?O que fazem aqui?-perguntou com voz grave e fria.
As crianças se entreolharam e o loiro pegou o quadro que estava com Theo e respondeu:
–Somos visitantes e estamos apenas fazendo um favor.-ele então olhou para o quadro que tinha entre as mãos- Você quer ir para o quadro desse cara?
A ruiva assentiu com sorriso amplo. O loiro fez um sinal indicando o quadro do homem moreno para Theo .Sem precisar de mais explicações Theodore se adiantou e repetindo o que havia feito no museu transferiu a imagem de Katherine ao quadro sobre a lareira.O homem antes tão impassível sorriu ao ver a imagem da Romanov junto a si.Sorriu tão amplamente e com uma felicidade tão genuína que parecia viver de verdade.A ruiva o abraçou forte e os dois falaram alguma coisa baixinho em alemão que ninguém conseguiu ouvir ou compreender.Então a mulher se voltou a eles.
–Este é Yarik ele é la mia mità.-apresentou ela.
–Muito prazer Yarik.Eu sou Draco.-se apresentou o loiro e então passou a indicar os amigos — Estes são Theodore,Pansy,Blaise,Vincent e Gregory.
–Eu os agradeço por terem ajudado Katherine a terminar sua missão naquele museu e também por ajudarem-na a voltar para casa.-disse o homem com voz igualmente grave porém mais cálida.
–Foi uma troca de favores.Não há o que agradecer.-disse Draco.
–Na realidade há muito que agradecer.Eu esperei séculos inteiros pelo herdeiro.-disse a ruiva.
–Herdeiro?-perguntou Pansy não gostando nem um pouco dos rumos daquela conversa.
–Sim.Sabem essa não é uma historia muito feliz.Eu havia sido prometida em casamento a um primo distante,e embora não estivesse feliz com aquilo iria aceitar porque esse era o desejo de minha família.Mas antes que o casamento acontecesse eu conheci Yarik.A ligação entre nós se manifestou ,mas minha família foi contra.Eles conheciam um pouco sobre o funcionamento da ligação e queriam que eu mantivesse meu casamento com meu primo e direcionasse minha ligação ao ódio porque consideravam uma vergonha eu estar destinada a um bruxo sem tradição,vindo de terras distantes.Mas eu não quis, nem pude, fazer isso.Então contra tudo que eles decidiram me casei com Yarik.No entanto o perdi antes que pudéssemos ter um herdeiro para todo nosso patrimônio.Eu sabia que como Yarik não possuía nenhum familiar na Europa seria minha família que acabaria ficando com tudo.Mas eu não poderia permitir que eles pusessem as mãos que Yarik e eu construímos depois de tê-lo desprezado.Então decidi que deixaria meus bens para um igual.Preparei tudo para alguém capaz de encontrar as pistas que deixei na biblioteca privada da sonserina sobre a posse do Gardanto Amantoj ,vir atrás dele e ainda trazer-me em forma de pintura para casa.Todos os meus bens,as propriedades,essa casa,o dinheiro,absolutamente toda fortuna Romanov-Bunner pertence ao portador do livro.Para minha família deixei apenas um chalé nas montanhas e eles não puderam fazer nada contra minha decisão.
–Eu preciso me sentar.-disse Draco totalmente pálido.
–Calma Draco.-disse Theodore se aproximando do loiro que se deixara cair na poltrona mais próxima, ele também estava surpreso com tudo que acabara de descobrir mas ainda estava inteiro o bastante para ajudar ao loiro.-Respire amigo.
–Eu não acredito...-murmurou Pansy.-Eu não acredito..isso é possível?-perguntou para ninguém em especial.
–Sim é possível.Minha mãe já herdou os bens de um marido por ser a portadora de um anel.Ele deixava tudo que tinha pra pessoa que levasse o anel e sendo ela,ficou com tudo.Mesmo com a irmã e o filho pondo a boca no mundo.-disse Blaise aturdido.
–Quer dizer que Draco ficou ainda mais rico?-disse Vince.
–Ahn de quanto mais ou menos é essa fortuna?-perguntou Greg ao quadro.
–Bom temos cerca 32 propriedades espalhadas na Europa.Essa mansão,algumas Villa na Itália,França,Espanha,Alemanha,Portugal , outras propriedades menores na Grécia e Normandia.Existe também um castelo na Áustria.Temos algumas propriedades nos Estados Unidos,mas essas podem ter sido perdidas depois de tanto tempo.Temos empresas de comércio de poções,antiguidades e tecidos.Também alguns milhões de galeões e claro elfos domésticos.Além do título de Lord.
–Eu também preciso me sentar.-disse Blaise se deixando cair na poltrona ao lado de um Draco que parecia ainda mais pálido que antes.
–Merlim!-murmurou Pansy.-Você está oficialmente decomposto de tão rico Dray!
–Puxa vida ele deve ser tipo o mago mais jovem a ser tão rico assim!-disse Vincent.
–Como se não bastasse ser herdeiro dos Malfoy que são só a terceira maior fortuna do mundo bruxo europeu.-disse Greg
–Acho que vou vomitar.-declarou o loiro se inclinando para frente na poltrona.
–Hey,Draco.-disse Theo se ajoelhando na frente do amigo.-Olhe pra mim.Vamos olhe nos meus olhos.-disse ele erguendo queixo do loiro- Está tudo bem.Respire fundo,vamos mais uma vez.Agora seja racional está bem?Suas responsabilidades não mudaram só porque de repente caiu uma fortuna gigantesca no seu colo.Não vai ser mais difícil se preparar para administrar tudo isso do que já vem sendo se preparar pra administrar a fortuna Malfoy.Você não vai ter que de repente cuidar de todos esse negócios,elfos e tudo mais.Pense com calma.Katherine disse que deixou tudo preparado o que significa que existem pessoas de confiança administrando tudo isso,e elfos cuidando da manutenção das propriedades.Você só vai assumir tudo isso quando estiver pronto entendeu?Ninguém vai lhe forçar a fazer nada .
O loiro fechou os olhos e encostou a testa na testa do moreno.
–E meus pais Theo?-murmurou
–Eles não precisam saber de nada disso agora.Quando você for maior e estiver pronto pra administrar essa fortuna e só então vai contar a eles.E também não é como se eles fossem reclamar porque você resolveu multiplicar os bens não é?
–Obrigado.-murmurou Draco passando os braços no pescoço do outro e escondendo o rosto no pescoço do moreno.
–Não há de que.-disse Theo acariciando os cabelos dourados gentilmente.
Pansy e Blaise olharam aos dois garotos abraçados e não puderam conter um suspiro.Eles sabiam que o amigo mais próximo de Draco era Theo e vice versa.Aqueles dois sempre conseguiam se entender com olhares fugazes,como se um estivesse sempre em sintonia com as emoções do outro.Eles sempre tinham as atitudes e palavras corretas para o outro,eram tão parecidos e unidos que ninguém teria se surpreendido se no futuro surgisse outro tipo de emoção mais romântica entre os dois.Porque era visível a qualquer um que aqueles dois se amavam.Mas também era visível que no presente aquele era um sentimento inocente e sempre fora,era um companheirismo e um carinho puramente fraternais.O loiro e o moreno eram amigos e apenas isso, mas sempre existia ao redor deles um ar de que se eles quisessem poderia existir mais.
–Seu amigo está certo Draco.-disse o quadro fazendo o loiro se separar do moreno para observá-la- Eu sabia que meu herdeiro poderia demorar muito,como de fato demorou,para chegar e tomei todas as medidas cabíveis e além disso sabia que ele seria ainda jovem demais para arcar com a responsabilidade.Desde que você vinculou-se ao livro passou a ser dono de tudo,mas só passará a ter acesso total para administrar quando for maior de idade.Por enquanto esta casa,um milhão de galeões e um elfo doméstico são tudo que está seu completo dispor.O resto será seu ,para que faça o que quiser ,no dia em que completar 17 anos,mas você pode escolher manter o atual sistema de administração e só usufruir do dinheiro e bens sem ter que propriamente trabalhar na manutenção da fortuna até seus 21 anos,quando terá obrigações com tudo que recebeu.
–Eu tenho um elfo?-perguntou o loiro-Um elfo pessoal?
–Sim,e uma mansão e um milhão de galeões.-disse Blaise sorrindo torto para o atordoamento incomum do loiro.
–O elfo chama-se Gipsy.-disse Yarik.-Pode chamá-lo se desejar.
–Gipsy!-chamou o menino.
Um pop soou no ambiente e um elfo doméstico surgiu na sala.Trajando vestes brancas e bem cuidadas ele encarava o loiro com os imenso olhos cor de avelã.
–Sim amo.O que Gipsy pode fazer pelo novo amo ,senhor?
–Eu gostaria que preparasse um banho para mim e meus amigos.Eles são meus convidados e desejo que os acomode e providencie roupas limpas para todos.
–Sim amo.Gipsy estar muito feliz de cumprir ordens de novo amo ,senhor.
–Obrigado Gipsy.-disse o loiro ganhando um olhar assobrado e um sorriso do elfo que desapareceu com um pop.
–Você agradeceu a ele?-perguntou Vince incrédulo.
–Ele é meu elfou pessoal,posso tratá-lo como quiser.-disse o loiro olhando irritado para o amigo.
Draco podia não tratar bem os elfos em casa ou em qualquer lugar porque essa era uma regra não escrita de seu pai,e uma das noites que passara nas masmorras fora quando do alto de seus quatro anos desejara feliz natal ao elfo de seu pai que servia a ceia.Ele já havia sido advertido pelo pai várias vezes que não deveria ser gentil com elfos,que eles eram serventes e ponto.Mas o fato é que na imensa mansão eram os elfos que faziam companhia a ele quando as tempestades o assustavam,eram eles que lhe levavam chocolate quente escondido de sua mãe quando deveria estar dormindo e lhe faziam companhia nos dias solitários nos quais seus amigos não podiam estar com eles.Sendo assim era difícil vê-los como algo menos que animais quando por vezes foram todo conforto que ele tinha.E essa dificuldade lhe rendera uma noite de natal passada as lágrimas sozinho na fria masmorra.Daquele momento em diante passara a ser cruel com as pobres criaturinhas.E também se tornara mais infeliz,até que numa visita a sua avó Medea Malfoy a viu ser gentil com uma das criaturinhas e se surpreendeu.Quando questionou a velha senhora sobre isso ,ela lhe sorriu e respondeu que um servo que ama seu amo fará por ele de bom grado aquilo que nem mesmo uma ordem poderia forçar outro a fazer.E como aquele elfo era pessoal ela o tratava como queria,e queria tratá-lo bem para que ele quisesse servi-la acima de tudo.E que assim se algum dia ele fizesse algo por conta própria seria só para protegê-la .Sua avó morrera no ano seguinte,mas ele jamais esqueceu sua lição sobre elfos e ela era a mãe de seu pai,então sabia mais do que ele, porque uma de suas certezas era de que as mãe sempre sabem mais.E agora ele tinha um elfo pessoal e ninguém deveia se meter nisso,era um problema seu.Podia e iria seguir na melhor das hipótese indiferente aos outros elfos do mundo,mas a formo de tratar Gipsy seria a mesma que vira sua avó usar com seu elfo e ponto.
–Algum problema com isso?-perguntou estreitando os olhos para o menino.
–Não..nenhum.-disse Vince ainda surpreso.
–Bom então depois que tomarmos banho e mudarmos de roupa,vamos voltar pro museu.
–Podemos comer antes Draco?-perguntou Greg.
–Claro.Peço para Gipsy preparar algo mais tarde.Depois que estivermos limpos.Estamos com um horrível fedor de vamp.-disse o Mlafoy enrugando o nariz.
–Sério?Eu sei que estamos um tanto arranhados e com baba ,mas fedendo, fedendo não estamos .-disse Blaise cheirando a própria camisa.
–Ah estamos sim.-disse o loiro.
–Bom querem parar? Blaise você sabe que olfato sensível sempre foi uma coisa do Dray.Por causa disso ele tem tanto horror a se sujar.-disse Pansy.
–Ahn não arruma desculpa para os ataques de frescura dele não!-disse o negro.
–Ataque de frescura?Falou o senhor ‘só uso perfume de lavando porque o resto me enjoa’!-disse Draco.
–Mas me enjoa sim!-reclamou o moreno.
–Gente já deu.Parem com isso.-interveio Theo.
Foi então que um pop se fez ouvir.
–Gipsy já preparar o banho amo.E já arrumar um quarto para cada convidado,senhor,Gipsy trazer as roupas do hotel amo e colocar nas camas nos quartos.
–Obrigado Gipsy.-disse o loiro e em seguida olhou venenosamente para Vince.-Agora por gentileza nos mostre os quartos por favor.
–Sim amo.Convidados seguir Gipsy.Gipsy levar até ala leste dos hospedes.-disse a criatura andando quase saltitante na frente dos amigos do loiro.
Depois que todos tomaram banho e mudaram de roupa eles se reuniram novamente na sala.
–Eu vou pedir pro Gipsy preparar comida.Alguém tem algum pedido?-disse o loiro mordendo o lábio inferior e parecendo agitado.
–Carne crua.-disse Pansy.Um bife cru e sangrento,bem grande.
–Oh!Que alívio!-disse o loiro sorrindo.-Quer dizer que não sou só eu que estou com essa vontade bizarra?
–Na verdade Draco todos nós estamos loucos para comer montes de carne crua e sangrenta.E a pior parte é que devemos ficar assim por três dias.Fomos mordidos por vamps afinal.-disse Blaise.
–Oh merda.-disse Theo.-Eu havia me esquecido desse detalhe sobre os vamps.Nós fomos mordidos por vários isso faz diferença?
–Não muita.-disse Blaise-Devemos ficar mais sensíveis a luz do sol também e vai ficar mais difícil dormir de noite.Mas continuará sendo só por três dias.
–Ahn por Merlim chega de discussões acadêmicas chatas!-disse Greg-Vamos comer logo e voltar antes que o museu feche e tenhamos que explicar como saímos de lá sem passar pelo Siracusi!
Os outros olharam para o menino e sorriram.Se Greg estava sendo o responsável a situação era crítica.Os seis comeram bifes crus sob o olhar incrédulo do elfo que não queria acreditar que não teria a chance de cozinhar para seu amo tão gentil e seus convidados.Depois voltaram via flu até o museu e verificaram que como Greg previra ele estava fechado.Graças a prudência de Theo que resolvera levar um saquinho de pó de flu por garantia eles voltaram a mansão quase que instantaneamente.E depois seguiram via flu para o hotel.
–Não acredito que conseguimos esse maldito livro!-comemorou Theodore.
–Eu não acredito é que vamos passar dias nos entupindo de carne crua!-reclamou Pansy.
–Oh não seja chata Pan!Isso é só um contra tempo.-disse Blaise.
–Exato.Não aconteceu nada que eu não conseguisse resolver.-disse Draco ficando de frente aos amigos e empinado o nariz.
–Ahn tem certeza disso Draco?-perguntou Greg olhando para um ponto atrás do menino.
–Absoluta.-confirmou o loiro.
–Isso é ótimo porque está tarde e já que você pode cuidar de qualquer coisa eu vou dormir!-disse o menino.
–Quer saber?Eu também!-disse Vince saindo praticamente correndo dali.
–Idem!-disse Blaise escapulindo apressadamente.
– O que deu neles?-perguntou o loiro sem entender.
–Ahn Dray...-disse Pansy apontando para trás dele.
O loiro se voltou e deu de cara com sua mãe,com as lábios comprimidos em uma linha fina e os olhos azuis faiscando furiosos.
–Draco .Cygnus .Black .Malfoy.-sibilou ela- Onde.Você.Esteve?
–Ahn.-ele grunhuiu e engoliu em seco,dando um passo instintivo para trás.
Foi só então que se deu conta que estava sozinho com sua mãe no corredor,até Theo e Pansy escapuliram e o deixaram pra se virar sozinho com a fúria de Narcisa Malfoy.’Traidores!’-pensou .E então suspirou pesadamente e lhe ocorreu ali que talvez baixar um decreto de obrigatoriedade de solidariedade e companheirismo sonserinos ia ser uma coisa útil no caso de se tornar prodígio.Principalmente se a “lei” se limitasse a beneficiar o príncipe das serpentes.Porque naquele momento estando completamente sozinho frente a sua mãe ele bem que gostaria de um escudo humano,mas na falta de um teria que encarar sua progenitora sozinho.Ergueu os olhos para ela:
–Ahn..desculpe?-arriscou
–Desculpe?-ela sibilou e então cruzou os braços e ergue uma só sobrancelha.
Reconhecendo aquela expressão todos os alertas de perigo se acenderam na mente do menino e pareciam que todos eles diziam ao mesmo tempo uma única palavra: ”fodeu!”.
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