La mia mitá
14 Flores do paraíso
Notas iniciais
Mil anos. Quantos dias cabem neles? Quantas horas se arrastam durante um milênio? Quanta solidão eles poderiam conter? Liev D’Ange sabia as respostas pra essas questões. Nunca quisera saber , mas algumas coisas acontecem simplesmente. E seu conhecimento sobre essas questões era uma delas. Olhou com atenção os olhos cinzentos que lhe encaravam ansiosos esperando suas revelações. Fechou os olhos com força e suspirou. Tinha tanto a dizer, mas ainda não era o momento que revelasse tudo que sabia. Porque o conhecimento sobre certas coisas inevitáveis apenas duplica a dor, fazendo com que se sofra vezes sem conta, numa antecipação masoquista e inconsciente do que o futuro trará.
Sorriu levemente para aquele menino diante de si por quem esperara durante tanto tempo.Com a voz calma e paciente começou a explicar aquilo que levou quase toda vida para descobrir. E muitos séculos para aceitar. Draco Malfoy era o Dragão Negro e ,ele, Liev D’Ange era o Dragão Branco. As encarnações de Yang e Yin nesse mundo. O equilíbrio e sustentáculo da magia. A cada novo ciclo Yin e Yang ,as forças da luz e da escuridão que sustentavam o universo ,buscavam o espirito de um membro dos Nove Reinos sustentados por Yggdrassil .
A cada ciclo escolhiam uma alma do reino da vez em sua Samsara. Essa alma se tornava guardiã das forças sagradas até o fim do ciclo. Os hospedeiros sempre eram poderosos e fortes. Tinham que ser pois a cada novo ciclo as forças de Illuvatár tentavam romper o equilíbrio e destruir Yin e Yang , para que universo mergulhasse no caos. A presença das forças do bem e do mal davam mais força e poder a seus hospedeiros do que eles podiam ter por si, mas mesmo assim a batalha era sempre dura e por isso seus espíritos tinham que ser fortes, para que não se rompessem.
Os ciclos não respeitavam a existência do hospedeiro enquanto criatura encarnada , mas sim como almas. Ninguém sabia ao certo quanto tempo duravam os ciclos para proteção de seus hospedeiros, assim se um hospedeiro morria antes do fim do ciclo podia reencarnar ainda portador das forças elementais. As forças de Yin e Yang só abandonavam seu hospedeiro quando o ciclo naquele reino se cumpria e era o momento de mudar-se a outro No entanto , nenhum ciclo chegava ao fim com o abandono das forças elementais de um hospedeiro vivo, se o ciclo estivesse por acabar o hospedeiro morreria para que a força elemental pudesse separar-se de sua alma. E quando retornavam aquele reino nunca buscavam a mesma alma para hospedar-se. As cicatrizes de abrigar as forças elementais eram tão profundas que a tentativa de uma alma de abriga-las mais de uma vez iria rompe-la para sempre.
Antes deles Merlin havia sido guardião de Yin e Seth ,imperador egípcio, havia sido guardião de Yang. Merlin era ainda um bebe quando Seth lutou com as forças de Illuvatár. Sozinho o imperador egípcio sabia que não tinha como vencer. Abdicou de sua vida para afastar Illuvatár e conseguir ganhar tempo. Era consciente que Merlin tampouco podia ganhar a batalha sozinho , mas confiava na serenidade de Yin para conduzir o pequeno mago e encontrar uma forma em que ambos pudessem se reunir e enfrentar de uma vez o ataque de Illuvatár nesse ciclo. Foi assim que Merlin com o dom da visão , sem saber, profetizou o destino de suas encarnações futuras. Os senhores de dragões Liev D’Ange , quinto fundador de Hogwarts e Draco Malfoy, Lord da família principal dos Malfoy. Liev, guardião de Yin era reencarnação de Merlin; assim como Draco , guardião de Yang era reencarnação de Seth.
Os olhos cinzentos de Draco relampaguearam, e sem que ele precisasse falar Liev leu em seus olhos suas dúvidas. O menino queria saber como isso tinha relação com os prodígios, e porque Liev estava ali. Não deveria ter reencarnado? Podia sentir que havia algo muito perigoso nessas questões mas tinha que saber. Afinal era sua vida. Mas era vida de Liev também. Eram suas memórias. Era doloroso, e inexplicável. Duvidou por um instante e depois cedeu. Talvez facilmente demais por um lado, no momento justo por outro.
De uma forma profunda os dois loiros estavam conectados. Pelas forças que abrigavam em suas almas. E D’Ange simplesmente quis partilhar com o loiro menor essas lembranças .Porque estivera só e cansado por tempo demais. E queria consolo. De alguma forma sabia que apesar de parecer um garoto de 14 anos comum O Dragão Negro era por si mesmo, independente de guardar Yang, muito mais do que parecia ser. Tomou as duas mãos do garoto e simplesmente deixou ser. Um calor agradável subiu pelas mãos de Draco , seguindo por seus braços até alcançar seus olhos. Quando isso aconteceu o garoto soube, como se imergindo numa penseira voluntariamente. Ele simplesmente viu.
“ O jovem russo observa seu irmão mais novo recebendo as aulas de tutoria.As mesmas aulas que ele tivera e que sabia serem completamente ineficientes. Faltavam bons tutores. Faltava boa formação. Os jovens bruxos não eram corretamente preparados para o que havia lá fora. Uma angustia estremeceu o coração do jovem Liev D’ Ange. A inquisição matava milhares todos os dias. Alguns bruxos verdadeiros, muitos squibs .E ainda mais muggles com um leve sexto sentido para magia. Era um massacre. Ser descoberto bruxo hoje era perder tudo. Era ser abandonado a sua própria sorte pelo resto de seu povo.Boa parte da comunidade bruxa deixava os descobertos a própria sorte, preocupados demais em proteger suas crianças .O futuro de seu mundo ,para conseguirem uma solução viável.
O estatuto de sigilo entrara em vigor a pouco tempo, mas da forma em como as coisas andavam com lei ou sem ela todos faziam o possível para esconder-se. Era um mundo complicado demais. O povo bruxo simplesmente não podia lutar contra os muggles quando estava diante do caos contra os senhores de dragões. Boa parte de sua gente perecera por pura estupidez. Tentaram submeter e forçar as mais poderosas criaturas dentre os homens, só para desatarem sua fúria. Liev que nascera durante o auge da guerra nunca teve a oportunidade de unir-se aos senhores de dragões . Verdade seja dita que nunca quisera tentar faze-lo. Pois se o fizesse estaria abandonando sua família para lutar ao lado do inimigo. Que por ironia era bastante semelhante a ele mesmo. Mas gostaria de ter tido a chance de aprender mais e melhor a usar seus poderes.
Agora ,talvez, acuados por duas frentes independentes os bruxos cedessem por fim e fosse o momento de reconstruir. E quando esse momento chegasse estaria preparado. Naquele momento Liev não sabia ,mas ainda passaria uma longa e sangrenta década antes que os bruxos se rendessem para os senhores de Dragões e a trégua fosse firmada de forma definitiva.Com os dominandi se reunindo em um clã ao norte, e mais tarde desaparecendo para sempre dos olhos da sociedade.
Observando seu pequeno irmão Liev desejou poder ensiná-lo adequadamente Com um lugar digno, uma escola real e adequada no lugar de tutores. Somente monastérios ensinavam entre os trouxas , e entre os bruxos não havia um lugar de ensino assim. Existiam tutores particulares, e grandes mestres que tomavam discípulos. Ele mesmo era o único discípulo do maior mestre de poções vivo .E segundo seu mentor tinha tudo para superá-lo um dia .Mas todo seu conhecimento parecia inútil se não houvesse ninguém mais para recebe-lo. Seu mestre o encontrara já aos 150 anos, e tivera sorte por ter encontrado em Liev o aluno que merecia. Muitos mestres levavam seus segredos o tumulo por não encontrarem ninguém que considerassem digno de suas obras. Mas e quando fosse sua vez, onde poderia buscar ? Um grande talento podia estar se perdendo nesse exato momento simplesmente por não ter um tutor adequado. Aquela tarde um sonho ainda disforme e distante começou a se desenhar na mente daquele jovem. O sonho de ensinar em um lugar onde o conhecimento imperasse. O sonho de ser professor em uma escola de magia.
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O homem loiro andava com calma para receber aquela inesperada visita.Quando alcançou a biblioteca viu uma bela mulher ruiva sentada em uma cadeira lendo com sorriso tranquilo um velho livro que ele conhecia bem.
–Senhorita Lufa-lufa?
Ela ergueu seus imensos e belos olhos azuis para ele e sorriu
–Senhor D’Ange. Perdoe-me a ousadia, mas não pude resistir a essa biblioteca encantadora.
–Não há problema. Eu também não resisto a bons livros.-disse ele se aproximando
Ambos trocaram um sorriso cúmplice ela fechou o livro e ele sentou-se em frente a ela e então prosseguiu
–Mas então? A que devo a honra da sua visita?
–Eu gostaria de lhe fazer uma proposta senhor D’Ange.- disse ela com um sorriso gentil.
–Liev , por favor. Sinto-me terrivelmente velho co todas as pessoas ao meu redor me chamando de senhor D’Ange como se eu fosse um ancião.
–Oh Eu o compreendo perfeitamente, pode ser assustador ver alguém com o dobro da sua idade falando como se fossemos igualmente velhos. E meu caro chama-me Helga.
–Claro que sim. Mas bem, que proposta traz a melhor medimaga do mundo a minha casa?
–Meu caro eu estou interessada na sua colaboração como melhor pocionista do mundo. Tenho ciência de suas habilidade e tenho plena certeza que elas seriam fundamentais para aquilo que pretendo.
–E o que pretende minha senhora? Algum novo tratamento de cura?
–Oh , não! Creio que você está inteirado que carecemos de uma instituição de ensino de magia. Manter nossas crianças sendo educadas somente por tutores não funciona tão bem quanto devia. Não existem tantos tutores realmente adequados e a falta de contato com outras crianças tem tornado a convivência social um terrível problema em termos diplomáticos pra nossa sociedade.
–Sim eu compreendo bem essa situação .Eu mesmo tenho uma séria preocupação em relação a todo meu conhecimento acabar morrendo comigo, como vem acontecendo com alguns dos grandes mestres. Mas como exatamente você pretende mudar isso? Porque seu projeto ambiciona isso não é mesmo?
–Exato. Meu caro senhor, é meu desejo tornar realidade uma escola de magia e bruxaria.
–Uma escola?
–Sim uma escola. Onde o ensino seja adequado. E acredito que sua colaboração seria fundamental.
–Oh. Eu adoraria participar. Na verdade trata-se de um desejo antigo meu envolver-me com algo assim. Mas seriamos apenas nós dois para levantar toda essa revolução?
–De forma alguma. O senhor é o primeiro a quem eu procuro. Mas é de meu interesse que consigamos o auxilio de Rowena Corvinal. Godric Grifinória e Salazar Sonserina. Dessa forma contaríamos com os bruxos mais poderosos e talentosos de nosso mundo.
–E o resultado seria fantástico. Mas você acredita que poderá convencê-los?
–Sozinha eu não teria tanta certeza.Com você ao meu lado? Já o considero fato consumado.
–Me honra sua opinião sobre mim Helga. Então quando e para onde partimos?
–Godric é o mais próximo de nós no momento. Para encontrar Rowena temos de ir ao continente e Salazar está no Egito.
–Oh, céus. Teremos que esperar alguns dias para organizar tudo.
–Temos bastante tempo. Não podemos desperdiçar, mas nada de ter pressa .Afinal a perfeição leva tempo não?
–Com toda certeza.
Eles sorriram um para o outro mais uma vez. Tinham gostada um do outro instantaneamente, tinham plena certeza que essa viagem os tonaria amigos próximos. E não estavam errados. Um dia não tão distante daquele momento aqueles dois se amariam como irmãos muito queridos.
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Helga e Liev terminaram de expor sua proposta a Godric Grifinória que os olhava atentamente com seus olhos verdes brilhantes.Ele suspirou levemente e negando com a cabeça respondeu:
–Eu lamento muito, mas uma escola? Claro que entendo bem a importância de algo assim ,mas não creio que seja o momento. Talvez quando estejamos recuperados por completo dessa guerra. Ainda existe muito a ser feito. O dominandi nos deixaram em paz, mas os trouxas são outra coisa.
Liev estreitou os olhos azuis em direção ao homem e se levantou. Olhou para sua ruiva amiga e disse:
–Muito bem. Vamos Helga. Não temos nada a ganhar aqui. Lamento faze-lo perder seu tempo senhor .Mas lamento ainda mais que tenha nos feito perder o nosso.
Captando algo no tom de voz e no brilho dos olhos do loiro Lufa-lufa seguiu seu jogo e disse ao anfitrião:
–Liev está certo. Creio que nos precipitamos julgando-lhe adequado.
Olhando diretamente aos olhos verdes Liev disse com um irritante tom condescendente:
–Certamente e peço que nos desculpe por não levar em consideração sua...covardia. É óbvio que prefere manter-se ileso e protegido. Que enfrentar uma nobre batalha.
O homem levantou-se bruscamente e rodeou a pesada mesa de escritório que o separava e disse com a voz irritada e um tanto alta:
–Espere. Você está me chamado covarde, criança?
–Oh, creio que sim senhor. Afinal que outro nome poderia dar aquele que é subjugado por seu medo de lutar contra o desconhecido?- disse o loiro com o mesmo tom irritante.
–COM MIL DEMONIOS! Eu vou me juntar a vocês estúpidos e ajudar a criar esta escola! E vou provar que não há uma só fibra covarde em todo meu ser! – explodiu Godric saindo feito uma tormenta do recinto para se preparar para viagem.
Helga sorriu para Liev que piscou-lhe com um dos olhos em resposta. Era bastante divertido ver o gênio explosivo daquele homem torna-lo tão manipulável. Em dias vindouros essa dupla de olhos azuis ainda conseguiria arrancar quase qualquer coisa do homem de olhos verdes com desafios calculados e uma sintonia ímpar.
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Os três visitantes expuseram seu projeto detalhadamente para severa mulher que estava diante deles. A expressão dela tinha se mantido completamente imutável durante todo relato.
–Um projeto ambicioso de fato.- disse ela quando eles terminaram.
–Por certo que sim senhora. Mas completamente realizável se construído pelas pessoas certas. -Disse Godric com um sorriso encantador.
–Exatamente. Precisamos de muita sabedoria para conseguir algo assim.- continuou Helga.
–E vamos influenciar mentes por gerações. Criar um templo dedicado ao saber.- terminou Liev.
Os olhos dourados de Rowena faiscaram especialmente interessados nessa ultima frase. Seus lábios se curvaram quase imperceptivelmente para cima e ela disse.
–Pois muito bem. Podem contar comigo. Construiremos a melhor escola de todos os tempos.
Helga apertou a mão de Liev que lhe devolveu o gesto. Godric sorriu para os dois com satisfação. E os olhos de Rowena brilharam um pouco mais diante da cena. Com passar do tempo eles ainda haveriam de ter muitas reuniões assim. Apenas conversando amenamente sobre qualquer tema por hora sem que nenhum deles se cansasse. Esquecendo por completo do mundo lá fora, com todos os problemas que podia ter, sendo apenas bons amigos.
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Quando Salazar se recusou a recebe-los Godric invadiu o escritório completamente furioso Deixando os três amigos para trás. Eles começaram a se insultar e quando os gritos começaram Helga decidiu intervi e foi atrás., Ela tentou chamar a atenção deles mas nada parecia funcionar. Então Rowena escutando a confusão continuar, trocou um olhar com Liev e decidiu entrar. Para encontrar os dois se agredindo com punhos limpos, como se fossem trouxas. Enquanto Helga tentava faze-los voltar a razão. Irritada a mulher de olhos dourados simplesmente agitou a varinha e amarou a ambos. Que começara a se contorcer e insultar-se. E então Liev finalmente resolveu entrar no escritório, e parou pouco depois da porta. E esteve ali por todo um segundo.
Liev viu os olhos de Salazar pousarem nos seus, num arrepio sutil. Ele sentiu aqueles olhos negros chamando os seus numa dança antiga, sem nunca saírem do lugar, sem música para acompanhar. Quando eles se viram os olhos azuis buscaram nos negros o mesmo pecado febril , e encontraram. E aqueles olhos negros sentiram que o resto do corpo não respirava, porque todo ar havia sido roubado. Roubado para aquela imensidão azul diante de si. O mundo ao redor desaparecido. Enquanto eles olhavam, olhos nos olhos. Um segundo. A eternidade inteira. Uma dança silenciosa, um ardor inominável. Todo tempo do mundo enquanto aqueles olhos se cruzaram. Um único segundo, antes de Liev se adiantar e seguir andando até parar ao lado de Helga. Um pesado silencio caiu sobre o recinto. Até a voz grossa de Salazar quebra-lo
–Eu aceito.
–Voce aceita?- perguntou Helga
–Sim.- respondeu o moreno de olhos negros
–Voce ne sbe o que íamos propor imbecil!- esbravejou Godric
–Não importa.Sei tudo que preciso.- respondeu calmo Salazar.
–O que você sabe senhor?- perguntou Rowena.
–Sei que ele estará lá. Isso basta.- então sorriu para o loiro e piscou-lhe um olho.
Liev corou até a raiz dos cabelos e saiu correndo do escritório. Helga sorriu e foi atrás do amigo. Godric começou a xingar Salazar com força renovada enquanto se contorcia com as ataduras mágicas. Rowena decidiu que era um ótimo momento para um chá e chamou um elfo.
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A relação entre Liev e Salazar se mostrou muito especial. Eles reconheceram a presença da La mitá entre eles. E começaram o erro de comentar com Rowena. Que acho tão fascinante e maravilhoso que TINHA que ser estudado mais a fundo. Ela recorreu a pesquisas escritas e outros dados. Mas sua fonte favorita era realmente seu par de amigos.
–Você tem que permitir!- disse a mulher , seguindo o homem loiro que tentava desesperadamente alcançar a lareira mais próxima.
–Rowena eu JÁ lhe contei tudo!-disse ele.
–Liev estou estudando La mitá e sua ajuda é imprescindível! Eu tenho os relatos de outros casais mas preciso de alguém que....
–Que possa ler o Gardanto Amantoj. –interrompeu o loiro.
– Eu ia dizer que posso me descrever as coisa para uma avaliação empírica.
–Descrever? Que tipo de coisas?- perguntou ele olhando para ela.
–O sexo por exemplo.É mais intenso?-disse ela seria e tranquila
–ROWENA! –gritou Liev enquanto corava violentamente- Nós nunca ...quero dizer...nós não somos casados!
–Ainda!- esclareceu ela entrando na frente dele e impedindo seu avanço- Mas serão. E então? Você me permite documentar tudo?
–OH Merlim! – gemeu ele enquanto tentava calcular suas chances de sobrevivência caso se jogasse pela janela.
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Liev olhou seus três amigos e Salazar e respirou fundo isso ia ser difícil. Com paciência ele começou a explicar sua condição como guardião de Yin e a ameaça de Illuvatár que se aproximava. Contou que seria impossível para ele lutar sem yang , mas ele podia sentir que o antigo imperado egípcio não havia reencarnado ainda. Liev não sabia porque ,mas tinha a teoria de que a batalha com Illuvatar deixara sua alma tão feridas que ele necessitava de mais tempo. Mas não podia ter nenhuma certeza além de que ele ainda não estava na terra.
Sem poder enfrentar o inimigo diretamente ele encontrou uma forma de fazer isso indiretamente. Os quatro elementos do planeta terra eram fogo , ar água, e terra. O poder deles podia construir um feitiço impressionante. Algo que iria deter Illuvatar pelo tempo necessário para que o guardião de Yang finalmente surgisse.Esse era um plano que exigia sacríficos imensos. Mas era a única saída.
Ele revelou a parte menos difícil a seus amigos e companheiro, porque eles jamais aceitariam a dolorosa. Então com calma ele disse a seus amigos que eles iriam tomar e ocultar os quatro elementos. A energia deles espalhada iria atrair Illuvatar para eles e confundir suas forças. Tinham que fazer bem para que as forças do caos não alcançassem esses elementos.
E no futuro as pessoas que fosses guardiãs desses elementos os trariam de volta. Os guardiões elementais não tinham sua alma presa ao elemento como acontecia aos guardiões de Yin e Yang. Essas pessoas eram abençoadas por esses elementos e tinham o controle instintivo sobre eles.
–Então você precisa que escondamos esses elementos?- perguntou Godric.
–Sim. Cada um de vocês vai escolher um dos outros oito reinos esconder lá seu elemento.- respondeu Liev
– E isso vai te proteger?- quis saber Helga.
–Sim. Essa é minha tarefa. Depois O dragão negro deverá fazer sua parte.-‘Antes de nossa última batalha’ pensou , para logo sufocar essas ideias não podia ir por aí se quisesse continuar ocultando o que deveria proteger.- disse o loiro
– Esse cara vai simplesmente traze-los de volta?- questionou Godric
–Não. Todo elemento tem seu guardião único. Esses guardiões é que vão resgatar os elementos e guarda-los aqui até o momento certo.
–Os guardiões? Como eles vão chegar até aqui?- perguntou Rowena.
–É algo complicado. – ‘ou melhor algo que não posso explicar’- Mas vão chegar aqui, confiem em mim. Eles vão precisar de um teste para poderem resgatar seu elemento.
–Quer que coloquemos feitiços defensivos?- perguntou Salazar.
–Não .Eu preciso que me ajudem a construir um lugar sagrado em nossa escola.
–Um lugar sagrado?- perguntou Helga.
–Sim .O lugar onde os guardiões irão para resgatar seu elemento. O território dos prodígios.
Os cinco se olharam apreensivos. Isso ia ser complicado. Salazar tinha certeza que Liev não estava dizendo alguma coisa, mas ele não conseguia entender porque seu amado guardaria um segredo. A menos que fosse algo perigoso o bastante para ele acreditar que os cinco maiores magos do mundo não podiam evitar. Um tremor percorreu sua espinha, um mal pressentimento sua mente reconheceu.
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Os dedos brancos acariciaram as teclas do piano antes de que homem loiro se sentasse no banco. Liev respirou profundamente e sentiu o peito arder. Estava chorando. Seus pranto sem lágrimas e tão doloroso quanto tinha que ser. Seus amigos estavam se preparando para cumprir parte de seu plano. A parte menos dura, porque havia mais. A ideia de espalhar os quatro elementos podia sim atrair a atenção de Illuvatar , mas não o bastante para afastar a atenção do caos do premio maior, ele o Dragão Branco. Para que o caos fosse realmente enganado ele deveria desaparecer.
Não ir embora, mas verdadeiramente desaparecer. Ele deveria apagar qualquer traço de sua passagem no mundo. Seu próprio corpo iria desaparecer. E sua alma iria se ocultar no território sagrado e espera até o momento certo. Isso queria dizer que qualquer que o houvesse conhecido iria esquecê-lo. Que tudo que ele fez ia ser atribuído a outro alguém ou suprimido. Mas ele não iria morrer. Sua alma não se converteria em um fantasma .Ele seria algo diferente, nem vivo nem morto. Um espirito de luz materializado. E esperaria até Yang chegar.
Esse era um outro detalhe doloroso. Yang teria de se colocar nas mesmas condições de Liev. Um espirito materializado. Ele teria de desaparecer antes de lutar também. Ele estaria condenando seu parceiro futuro a enfrentar no mesmo sacrifício que ele se auto impunha. Mas não havia saída. Não tinham tempo de buscar outra solução. As barreiras de Seth e Merlim estavam caindo , mais fracas dia após dia. E quando elas caíssem Illuvatár saberia exatamente onde ele estava. A menos que desaparecesse.
Liev não podia suportar a ideia de que seus seres amados nunca iam lembrar dele, não podia aguentar ter de fazer isso com Yang também. Por isso ele procurou com desespero uma solução. Rogou aos céus por algo. E encontrou. As flores do paraíso.
Essas místicas e poderosas plantas podiam fazer algo único. Ao invés das memórias sobre Liev serem destruídas por completo, elas seriam guardadas nas fl0ores. E permaneceriam ali até o momento em que fossem levadas pela alma que lhes confiou as memórias até o paraíso. Ali as estrelas em suas pétalas libertariam e devolveriam as memórias .
Ele plantou as duas flores sagradas no salão das flores .A que lhe era destinada estava maior e mais viçosa que a outra. Só esperando o momento. Quando chegasse a hora ele entregaria tudo de si para planta, através de suas lágrimas. Os dragões não podem chorar porque não possuem lágrimas. Por ter uma ligação profunda com essas criaturas Liev também não podia chorar. Mas no fim da vida os dragões produziam algumas lágrimas á partir de sua alma. Era dádivas míticas que pouco tinham a ver com gotas de água e sal. Gotas sagradas só conhecidas por outros dragões e pelos dominandi. Mesmo que um dragão morresse perto de um homem comum, esse seria incapaz de notar essas lágrimas preciosas. Assim no fim , quando suas memórias deveriam ser seladas e seu corpo desintegrado ele poderia chorar. Como faz um dragão.
Os dedos correram as teclas do piano , mas ele não consegui toca-lo. Desviando o olhar ele viu um curioso instrumento de cordas. Lembrava levemente um violino...sim era chamado violão. Liev sempre tivera um dom com a música. Como se a natureza quisesse que ele pudesse expressar sua tristeza de alguma forma. Ele lançou um feitiço no instrumento que começou a soar as notas que ele imaginava. Então sues olhos buscaram a janela, através da qual se via o céu noturno. O céu negro, tão negro quanto os olhos de Salazar. E Liev cantou.
Você saberia meu nome
Se eu o visse no paraíso?
Seria o mesmo
Se eu o visse no paraíso?
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Era um dia maravilhoso e histórico. Dois dos maiores bruxos do mundo estavam se casando . Eles se casavam nos vales de Godric, com a cerimonia realizada por Rowena e festa organizada por Helga. Todos estavam felizes. E Salazar estava deslumbrante. Ele irradiava tal felicidade que as sombras que o cercavam habitualmente tinham se dissipado. E ele estava inda mais bonito que antes .
Liev estava feliz, mas não podia evitar uma imensa melancolia. Aquele era o dia de seu casamento. Seu último dia. Porque ele quisera tão desesperadamente essa última maravilha antes do fim. Porque queria poder dizer que Salazar era seu e ele era dele. Mesmo que somente por alguns instantes. Ele precisava disso. Mas agora olhando esse lugar tão maravilhoso, a felicidade de todos. Ele se perguntava se isso não seria o próprio paraíso. Sim sua mente sentenciou. Esse lugar e essas pessoas eram o paraíso. Seu próprio paraíso. Os sinos de ventos soaram e ele cantarolou baixinho, apenas para si e para o vento.
Eu devo ser forte e seguir em frente
Porque eu sei
Que não pertenço
Aqui no paraíso
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Liev observou as costas nuas de Salazar enquanto o moreno dormia placidamente na imensa cama. Estendeu os dedos e traçou padrões sem sentido. Apenas para poder sentir aquela pele uma vez mais. Por uma ultima vez. Ele havia tomado aquilo que era seu por direito eterno. Havia tomado a alma de Salazar durante a noite. Eles eram um. La mitá estava completa.E agora esse capitulo deveria ser encerrado ,mas Liev sabia que as coisas não terminavam ali.
Ele permaneceria ainda quando as lembranças de Salazar tivessem ido. Ele estaria ali na escola para ele, se ao menos Sonserina pudesse percebe-lo .Aquele homem de cabelos e olhos tão negros havia tocado seu coração, seu espirito. Havia mudado sua vida inteira, lhe dado novos objetivos. Salazar não era somente seu amigo e amante. Era seu anseio mais profundo. Sua existência inteira. Se o amor era mesmo cego ele havia sido cegado voluntariamente pela sua serpente morena.
O loiro estendeu as mãos e acariciou os cabelos de Salazar então aproximou-se e beijou-lhe a testa com toda ternura que poderia possuir. Aquele homem com quem havia partilhado a cama e a vida, conheciam de todas formas que uma pessoa poderia conhecer a outra. Cheiros, gostos, sonhos e medos. Tudo que um possuía o outro conhecia. Menos isso. Um segredo apenas. E tão mais terrível que uma multidão de pequenas mentiras. O segredo da inevitável despedida. Se pudesse Liev teria mantido esse segredo para sempre. -Mas era chegada a hora da partida. Ele encostou s lábios nos ouvidos de Salazar e cantou, suavemente, como quem faz uma prece.
Você seguraria minha mão
Se eu o visse no paraíso?
Você me ajudaria a ficar em pé
Se eu o visse no paraíso?
O loiro se levantou e vestiu-se silenciosamente. Foi até seu armário e segurou entre os dedos a flor azul. Ela se abrira um pouco mais desde a última vez que a vira. Lançando um último olhar para cama o loiro se dirigiu a saída, parou na porta e sem voltar cantou sabendo que seu companheiro não podia ser acordado.
Encontrarei meu caminho
Pela noite e pelo dia
Porque eu sei
Que não posso ficar
Aqui no paraíso
Enquanto se afastava sentiu os olhos ardendo e visão se turvando e piscou. Foi então que sentiu algo escorrendo pelo rosto. Uma coisa morna que parecia ser a própria dor de sua separação. Sentiu essa gota escorrer pelo queixo e olhou para baixo. A pequena gota era azul suave e caiu diretamente sobre a flor. Que se abriu um pouco mais diante do contato. Liev sentiu que outras gotas escorriam por seus rosto. Sua lágrimas. Um sentimento contraditório se apoderou dele. Alívio em parte por poder finalmente expressar assim sua emoções. Angústia por tudo que aquilo representava. As lágrimas caiam na flor enquanto ele se aproxima da grande sala das cinco portas.
Foi no cruzamento dos corredores do subterrâneo que encontrou Helga. A mulher ruiva olhava com pesar imenso nos olhos. De alguma forma ela sabia que Liev partiria, não sabia como ou porque, mas sabia que ele tinha de ir. Estava ali para se despedir de seu mais querido amigo. Ela o abraçou com força e enxugou seu rosto com as costas das mão .E Liev sorriu para ela. Confortado pela sua presença ali. Ela perguntou se poderia acompanha-lo, ele disse que sim mas só por enquanto. Durante o caminho ele começou a cantar. Um ultimo presente para uma amiga que amava sua voz. Versos de sua canção de adeus. Porque ele queria desesperadamente implorar e permanecer. Mas ele sabia que suas súplicas seriam em vão Então tudo que restava era uma canção. Ela apertou a mão dele com força, tentando confortá-lo enquanto sua voz aveludada preenchia o lugar.
O tempo pode te derrubar
O tempo pode te fazer ajoelhar
O tempo pode quebrar seu coração
Você implora por favor
Implora por favor
Quando por fim eles alcançara a porta com o Dragão gravado o loiro entrou sozinho. Quando ele desapareceu pela abertura a mulher ruiva correu para longe dali. Foi somente quando sua cabeça pousou sobre seu travesseiro que ela permitiu que sua próprias lágrimas caíssem. Um brilho azul imenso recobriu Hogwarts naquela noite, e a partir dali alcançou todas as partes daquele mundo. Como uma mão invisível recolhendo qualquer traço da passagem de Liev D’Ange por sobre a Terra. Quando o brilho se foi o dia amanhecia. Numa escola de magia uma mulher ruiva olhava para seu travesseiro úmido sem compreender por que poderia ter chorado na noite anterior. Desceu para o café e cruzou com Godric e Rowena que estava estranhamente melancólicos e nem mesmo sabiam a razão. Salazar não desceu naquela manhã. Sentia-se doente. O corpo estava cansado, seu coração vazio, seu espirito parecia encolhido sobre si mesmo. E sua mente gritava que faltava algo importante. Mas Salazar não lhe deu ouvidos, deveria ser alguma doença estúpida. Porque ele simplesmente nunca esquecia algo importante.
Numa parte dos jardins da escola de Magia e bruxaria o vento arrastava as folhas secas num triste e confuso lamento**. Nenhum dos quatro fundadores poderia explicar porque o vento nunca abandonava aquele lugar. Eles não se lembravam de ter feito algo para coloca-lo ali. E de fato não tinham feito. Mas aquilo era algo que própria Hogwarts decidira fazer .Porque era tudo que podia entregar aquele cuja alma escondia em suas masmorras. Porque de alguma forma quando Salazar sentisse solidão e buscasse o jardim, Hogwarts desejava dar-lhe o consolo que Liev não podia. Desejava acariciar lhe para que de alguma forma ele soubesse que existia um paraíso e algum dia tudo estaria bem.
Nas masmorras novas lágrimas desciam até a flor aberta, pontos de luz quente acariciando com delicadeza a flor azul. A voz rouca e quebrada de Liev soava os versos delicados daquela canção que o acompanhava desde que soubera o que o futuro lhe guardava. Uma canção de adeus, dor e também esperança. Porque ter esperança no paraíso era tudo que ele tinha agora. E jamais poderia deixa-la ir.
Além da porta
Existe paz, tenho certeza
E eu sei
Que não haverá mais
Lágrimas no paraíso
Uma intensa luz branca começou a emanar dali, tão quente e forte que Draco teve de fechar os olhos por um instante e tudo se desfez.”
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Quando a luz branca se foi Draco piscou para acomodar a vista a realidade que o cercava. Viu Liev diante de si e não resistiu a olhar para sua cintura, ali estava ela atada ao cinto dele. Tão real e tão etérea quanto o próprio Liev.Com as pétalas de um azul impossível, salpicado de estrelas. Sentiu seu coração bater descompassado e se virou em direção a porta fechada, foi até ela e simplesmente ordenou em pensamento que ela se abrisse. A grande porta se moveu lentamente, como se soubesse que não havia nada a ser dito agora e que o menino devia ir. Quando pode sair correu, através do grande salão das cinco portas, correu em direção ao outro lado. O outro corredor, correu até aquele lugar.
Quando por fim alcançou o salão das flores olhou para todos os lados até reconhecer nas paredes dois dragões esculpidos. Foi até eles e baixou o olhar, e ali junto a parede no chão a viu. Ali estava um pequeno botão. De um azul inigualável e as minúsculas estrelas pulsando suavemente. Caiu sobre seus joelhos e se aproximou dela permitindo que seu perfume o invadisse. Aquele cheiro...o aroma de Harry o preencheu num golpe mudo.
E então Draco sorriu. Não porque desejasse faze-lo, mas porque não podia chorar. Os dragões só choram ao fim de tudo. E no fim ele entregaria suas lágrimas como deveria fazer. Seus olhos arderam e ele estremeceu em antecipação. Porque sabia que um dia não poderia evitar. Um dia teria de tomar seu destino nas mãos e então teria de dizer Adeus. Aquelas seriam suas últimas dádivas humanas. As lágrimas que sempre quisera sem poder derramar. As lágrimas que sempre pertenceriam aquelas flores.
As flores do paraíso. Aquelas que fariam que quem amava o esquecesse. Que guardaria aquelas lembranças proibidas. Até que pudessem se reencontrar. Draco estendeu a mão acariciando lentamente aquele botão. Um dia entregaria seu bem mais precioso para essa flor. Na esperança de reavê-lo no paraíso .Um paraíso cercado por estrelas como as que brilhavam naquelas pétalas. Um paraíso eterno. Onde Harry deveria estar. Porque Harry era seu paraíso. Estar com ele era sua salvação.Fitando o botão Draco cantou com a voz baixa e rouca os últimos versos daquela canção. Porque não precisava perguntar para saber quais seriam. Sua alma os conhecia, sua mente foi preenchida com olhos verdes esmeralda enquanto sua voz dizia :
Você saberia meu nome se eu o visse no paraíso?
Você seria o mesmo se eu o visse no paraíso?
Eu devo ser forte e seguir em frente
Porque eu sei que não pertenço aqui ao paraíso
O pequeno botão brilhou levemente como se desejasse consolar essa dor ainda não vivida. Draco sorriu novamente. Mas dessa vez porque desejava faze-lo para agradecer esse pequeno consolo. Era menos do que gostaria e mesmo assim tudo que precisava. Com movimentos lentos começou a sair daquele lugar. Uma máscara impenetrável cobria sua expressão mas seus olhos traziam um brilho diferente. Uma luz negra de pesar e contentamento. Um estranho brilho que só conheciam aqueles que pudessem ver e tocar uma flor do paraíso.
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