Os meses seguintes fizeram todos desejarem nunca terem vivido antes. Spencer era feliz com a chegada de Kate, duas semanas depois que Penelope foi transferida para o quarto de hospital mobiliado por Rossi.

Ele e Abby nunca deixaram a casa. Kate ficou em um berço próximo ao casal. Haley passava muito tempo com Fran quando Derek precisava sair nos casos. Ele nunca se sentiu feliz sendo obrigado a acompanhar a equipe por causa da ordem de Strauss.

Duas enfermeiras se dividiam nos cuidados a Penelope. Rossi nem se importou em bancar remédios e os salários das moças. Enquanto elas mantessem Penelope bem cuidada, ele não se importaria. Seu dinheiro estava sendo gasto bem.

Então havia Hotch e Emily terminando de reunir tudo para o nascimento do bebê. Emily suspirou quando Derek entregou as roupinhas eu ele Penelope compraram. Ela queria desabar e chorar, mas precisava ser forte agora. Oito meses e meio e ela queria esse menino fora.

Então duas semanas depois, Adam nasceu. Emily chorou ao ver todos, menos Penelope com eles na sala de recuperação. JJ, Emily e Penelope sempre prometeram estar nos partos uma da outra quando elas tivessem bebês.

JJ levou Henry para visitar Penelope. ele ficou irritado por não ver Penelope e achou que sua madrinha o havia abandonado. Ele não disse uma palavra por duas horas depois de chegar.

— Ela vai ficar bem? – Henry pediu. – Ela sempre disse que pessoas boas não morrem.

— Pessoas boas não morrem, filho. – JJ beijou a testa dele. – Ela vai ficar bem.

— Eu sabia que tinha uma boa razão para ela não vir mais. – Henry se soltou e sentou ao lado de sua madrinha. – Ela nunca deixaria de me dar presentes ou me abandonaria.

— Gostaria de conhecer Haley? – JJ se abaixou até o filho. – É a filha de Pen e acho que você vai adorar ela.

— Uma pequena garotinha? – Henry disse. – Eu quero sim, mamãe.

JJ o levo até Haley. Quase com um ano de vida, ela já ficava sentada. Os olhos de Henry brilharam fortes. Ele se sentou ao lado da garotinha e começou a brincar com ela. Ela o olhou e começou a rir.

Henry riu junto e o coração de JJ se apertou, ouvindo as crianças brincarem com os blocos de montagem. Ela nunca poderia perdoar Shane por fazer isso. Ela havia sido tirada da sedação, mas os médicos não tinham idéia de quando ela acordaria.

Reid ficava quatro horas no quarto de Penelope todas as noites.

— Pen. – Reid começou. – Ele veio te ver.

Willian entrou com medo e soltou um gemido ao ver sua filha ali. Pegando a mão dela na dele, ele permitiu chorar.

— Qual o diagnóstico dela? – Willian perguntou para Spencer. – E as chances dela?

— Seis meses a um ano. – Reid estava em modo automático. – Eles não têm certeza.

— E as chances? – Willian perguntou. – Ela pode morrer?

— A qualquer momento. – Reid respondeu. – Shane fez um traumatismo craniano nela e ele está finalmente sendo apagado.

— E onde esse desgraçado está agora? – Willian perguntou.

— Será executado na próxima semana. – Reid parecia aliviado. – Eddie está na perpetua sem condicional.

— Porque eles não o executam? – Willian estava nervoso. – Olha o que aquele monstro fez com a minha garotinha.

— Os advogados conseguiram argumentar que ele não machucou Penelope e deram a pena máxima. – Reid explicou. – Embora Hotch está brigando para um novo julgamento.

— Ele vai deixar aquele desgraçado livre? – William estava vermelho.

— Ele vai tentar a pena de execução a ele. – Reid disse, olhando pela janela. – Ele não quer que ele tenha jeito de ferir ela outra vez.

Reid olhou para os seguranças. Rossi os havia trazido para cá e não havia nada que ele mais agradecia. Ao mesmo que protegiam Penelope, eles protegiam todos da casa.

Morgan chegou em casa depois de um caso. Ele não dormia mais com Penelope. ele pintou o espaço de rosa, apenas para que ela nunca perdesse sua essência.

Houve dias que tudo o que ele queria era a risada fofa de seu anjo. Ele ansiou por isso. A medalhinha de anjo dela estava firmemente presa a ela. Ele poderia chorar durante todo o caso, mas sua casa era um lugar de graça.

Ele brincava com sua filha, com a pequena Kate que Spencer e Abby insistiram para ele tomar conta e depois passaria tempo com sua menina. Para ele funcionava enquanto ela estivesse ali.

Naquela noite ele entrou e se sentou. Esse era o bom de ter ela em casa. ela ainda era linda. Cabelo arrumado, maquiagem feita, unhas pintadas. Ela sempre seria fenomenal.

Ficou um silêncio. Ele sentiu o peito começar a correr. Seu próprio coração estava doendo e ele olhou para sua amada ali na sua frente. Ela não tinha mais o tubo na garganta, apenas um caninho no nariz.

Ela começou a ensaiar uma dança nas pálpebras e ele pode sentir que seu coração estava explodindo.

Quando os olhos abriram, ele sentiu toda a preocupação se dissipar e podia jurar que os sinos da igreja tocaram.

— Ei. – Ela disse, mal acima de um sussurro.

Ele já estava ao seu lado em segundos.

— Deus. Eu senti tanto a falta desses olhos. – Derek disse. – Bem-vinda de volta, Baby Girl.

— Me perdoe. – Ela disse. – Por ter sido estúpida.

Derek sentiu seu coração em festa. Ela se lembrava de tudo, quais eram as chances?

— Nada disso é sua culpa, Baby Girl. – Derek disse, beijando sua mão. – Eu te tive bem perto.

— Não estamos no hospital. – Ela disse. – Onde estamos?

— No nosso quarto de hospedes. – Derek respondeu. – Rossi abriu a carteira e deu a você o melhor quarto de hospital que o dinheiro pode comprar.

— Onde está nossa filha? – Ela queria muito saber onde Haley estava.

— Bem, P. – Ele se colocou na cama com cuidado. – Já passa da uma da manhã e ela está dormindo. E é bom que você acordou. Mais uma semana e você perderia o primeiro aniversário dela.

— Eu te amo, Derek. – Ela colocou a mão no peito dele. – Para todo o sempre.

— O mesmo comigo, Deusa. – Derek disse, traçando linhas nos dedos dela. – Eu te amo para todo o sempre.

— Seu coração está batendo rápido, bonito. – Ela soltou uma risada fraca e dolorida.

— Ele bate assim desde o dia em que eu te conheci, Penelope Grace Garcia Morgan. – Derek disse. – E vai ser assim até o ultimo dia.

— Você é um bobo sabia? – Ela sorriu para ele. – Mas eu te amo tanto.

— Vou buscar o médico. – Derek levantou e olhou para ela. – E Penelope?

— Sim, Hot Stuff? – Ela virou com cuidado a cabeça.

— Eu sempre vou ser seu salvador. – Ele disse e saiu.

Ela ficou ali e sorriu. Como aquele homem poderia a amar tanto?

Derek saiu e ligou para sua mãe primeiro. Ela precisava trazer Haley para ver Penelope.

— Mãe? – Derek disse. – Eu preciso que traga Haley de volta.

— Algo errado, Baby Boy? – Fran ficou com medo. – Oh, não diga que ela se foi?

— É muito melhor que isso. – Derek disse. – Ela abriu aqueles olhos lindos para mim, mãe.

Derek afastou o aparelho quando sua mãe gritou de felicidade, provavelmente acordando a casa toda dela.

— Estaremos aí em um pulo. – Ela mal conteve a excitação.

— Algum problema mãe? – Sarah estava na sala agora. – Eu ouvi um grito. Era Derek?

— Não diga que Penelope foi-se para sempre? – Desire se sentiu mal. – Eu não quero que ela vá.

— Ela está acordada! – Fran declarou. – Derek se sentou com ela e ela abriu seus olhos para ele. Sarah, Pegue Haley e venha conosco para a casa de Derek.

Todas foram, colocaram uma roupa aceitável nesse calor que fazia e se dirigiram a casa de Derek. Haley dormia no banco de trás.

Hotch gemeu quando o celular tocou. Era quase duas da manha pelo amor de deus. Alguém deveria pensar em mandar os unsubs para a terapia.

— Eu ainda não estou no trabalho. – Ele estava cansado. – Qual é emergência?

— Poxa Aaron. – A voz grave de Derek soou. – Esse bebê não está dando folga.

— E você não está colaborando. – Hotch disse. – Porque está ligando a essa hora? É sobre Penelope?

Ouvindo o nome da amiga, Emily acordou.

— Ela acordou Hotch. – Derek praticamente gritou. – Ela está acordada.

— Eu daria saltos aqui. – Hotch brincou. – Mas Adam é hiperativo e acordaria.

— Eu espero vocês aqui pela manhã. – Derek deu uma risadinha. – Oh. E Hotch?

— Sim Morgan? – Hotch resmungou.

— Traga Adam. – Derek pediu. – Aposto que ela vai amar seu filho.

Hotch desligou. Não era preciso de uma resposta para esse pedido.

— Ela está bem? – Emily perguntou com medo da resposta.

— Ela acordou. – Hotch sorriu. – Eu achei eu a tínhamos perdido.

— Você está bem, meu amor? – Emily virou para o marido.

— Eu não sei se eu choro por ela ter acordado e ter lembrado de cada um de nós ou por ela finalmente conhecer nosso filho. – Hotch não entendeu o que sentiu. – Quando ela foi para a casa com os equipamentos eu percebi o quanto Derek a ama. E que ele faria qualquer coisa mesmo por ela.

— Acho que é por isso que funciona. – Emily disse. – Ele a completa e ela completa ele.

— Como a gente. – Hotch disse. – Devemos dormir agora. Amanhã levaremos Adam para ela conhecer.

Rossi foi a próxima ligação. A iminência do casamento entre ele e a mãe de Derek fizeram eles muito mais próximos.

— Derek. – Rossi falou o nome do futuro enteado. – Me diga que está tudo bem?

— Ela está acordada, Dave. – Morgan estava voltando ao quarto de Penelope. – Em um momento estou declamando minha alma e no outro ela abre os olhos para mim. Quais as chances?

— Eu gostaria de continuar, mas acho eu preciso dirigir até aí. – Rossi disse. – Dê a minha Kitten um até logo.

— Sempre. – Morgan desligou.

Reid e Abby desligaram o telefone durante o jantar então ainda não estavam acessíveis.

Entrando no quarto de Penelope ele a pegou olhando para as fotos.

— Essa é uma visão para olhos cansados, Baby Girl. – Derek a viu se virar e sorrir. – Eu acho que ver seu sorriso todos os dias, é a minha nova meta.

Eles ficaram olhando um para outro. Por enquanto era o suficiente.