La Rose Sur Le Feu
1 Parte 1.
Notas iniciais
Sobre o país onde tendes morada:
Mas trevas e a negra sombra da morte
Vos cerquem, até que a maldade e o desespero
Vos levem a quebrar vossos pescoços e enforcar-vos."
Líder precoce durante a Guerra dos Cem Anos, esquecida pela história até o século XIX, acusada de bruxaria por Shakespeare e canonizada pelo Papa cerca de 500 após a sua morte. Esta foi Jeanne d’Arc, a então Santa Padroeira da França, heroína do episódio conhecido como Libertação de Orléans.
Ela alegava ouvir vozes, e por tal fato, entrara na guerra sem muitas opções. Mas lutara pela liberdade do povo de seu país, e pelas próprias terras que existiam em suas limitações. Francis não possuía nenhuma dúvida quanto à sua santidade, ainda que tenha achado todo aquele fanatismo um grande exagero. Ela teria ficado famosa por ser uma mulher que havia salvado um país, mas quantos homens não haviam feito o mesmo?
E tais pensamentos teriam infestado sua mente desgostosa durante muito tempo, até Jeanne começar a colecionar vitórias sob a bandeira francesa sem sequer ponderar se o que as vozes de seus tão preciosos santos diziam era verdade; se era o mais correto a se fazer. Ela amava o seu país; ela, verdadeiramente, nutria um sentimento muito forte por aquele pedaço muito grande de terra. E, certamente, faria qualquer coisa para defendê-lo.
Mas ainda que suas ações fossem admiráveis e que agora a representação de tal Nação apenas tivesse deixado de desgostar de sua figura apática e recatada, tudo pareceu piorar em um encontro que teria engrandecido-a ainda mais. Algumas ocasiões antes da coroação de Carlos VII, a guerreira teria ido ao seu encontro na comuna francesa denominada Chinon – e ainda que ele houvesse se escondido entre nobres, a jovem reconheceu o seu rosto, sem nunca tê-lo visto antes.
“Senhor, vim conduzir os seus exércitos à vitória.”
E um arrepio delicioso e esquisitíssimo apoderou todo o corpo de Francis Bonnefoy. Ela não dirigia-se à ele, mas o loiro tinha aquilo como suficiente. Jeanne era simplesmente incrível, inacreditável. Ele não poderia pensar em alguém mais impressionante do que aquela garotinha que, na época, completava quase os seus 17 anos.
Francis acabara por, igualmente, santificar a sua imagem, porém centenas de anos antes que o próprio Papa Bento XV o fizesse. Ainda assim, ele tinha-a como alguém intocável, inalcançável. O francês amava-a incondicionalmente, mas jamais poderia dar-se ao luxo de sequer dirigir-lhe a palavra. Pessoas como ele, países em forma de gente, costumavam ser escondidos das pessoas de sua própria nação.
Mas era algo simplesmente mais forte do que ele. Uma necessidade boba? Talvez sim. Mas ninguém podia julgá-lo por tal desejo incontrolável.
E tendo aquilo em mente, em Maio de 1430, após a captura de Jeanne d’Arc e de sua respectiva clausura no Castelo de Beaurevoir, Francis foi à sua procura. Sua preocupação para com sua musa era visível, tangível. E o boato que corria sobre a negociação pela cabeça de sua heroína fazia com que tudo fosse mais...
Preocupante.
Notas finais
Não sei se esta é a primeira estória referente ao pairing France x Jeanne (que eu bobamente gosto de chamar de Fr'Arc), mas espero que seja uma leitura deleitável independentemente dos acasos.
Com exceção às aparições de Francis entre as informações citadas neste capítulo, tudo é basicamente história - ou seja, aconteceu mesmo.
Essa será uma tolice dividida em duas pequenas partes. De tal forma, deixo a primeira para o (des)proveito de vocês, caros leitores. :D
Espero que tenham gostado. ovo
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