Abri a porta do meu apartamento lentamente. Retirei a chave da porta e quando entrei fechei-a novamente. Pousei as malas no hall de entrada e descalcei-me, sentindo-me mais á vontade comigo mesma.

Dirigi-me á mesinha onde repousava o telefone e liguei a caixa de mensagens. Enquanto as mensagens de reuniões, consultas médicas adiadas, passavam na irritante voz feminina da minha secretária, dirigi-me para o meu quarto onde tirei o meu vestido e enverguei uma t-shirt branca comprida. Voltei para a sala e as mensagens continuava no mesmo assunto. Fui então para a cozinha onde bebi um copo de água enquanto aquecia o que a minha empregada me tinha deixado para comer.

-“Isabella, daqui fala a Carmen…mãe de Garrett. Provavelmente ainda não chegaste de Itália mas, eu queria avisar-te que Garrett está internado no Royal Free Hospital, ele deu entrada dois dias depois de ter voltado. Bem, eu queria apenas que soubesses, apesar daquilo que houve com vocês em Itália. Beijinhos, espero ver-te em breve querida!”

Fiquei preocupada imediatamente. O que poderia ser assim tão grave que pudesse levar Garrett ao hospital?

Tentei contactar Carmen, mas o seu telemóvel estava desligado, e a única forma de saber o que se passava era ir até ao hospital.

…

-Queria saber sobre Garrett Denali! – Disse, novamente, á balconista do hospital.

Ela voltou a folhear umas folhas que estiveram sempre na frente dela e repetiu novamente a pergunta que fizera pouco tempo antes.

-Qual é o seu nome menina?

-Isabella Swan! – Respondi novamente. – Será que eu posso subir? Eu sou amiga próxima da família!

Ela olhou-me confusa e depois bateu as folhas na mesa e olhou-me.

-O seu nome não está na lista das pessoas que podem visitar o paciente! – Disse arrogante.

Suspirei fundo e olhei-a nos olhos.

-Podia, por favor, chamar alguém da família dele que esteja cá no hospital?

-Vou ver o que posso fazer! Enquanto espera pode sentar-se naqueles bancos ali ao fundo do corredor.

Agradeci-lhe, por absolutamente nada, e foi-me sentar.

Não dei pelo tempo passar, quando os meus pensamentos se dividiram entre Edward e a saúde de Garrett.

-Bella? – Chamaram.

Olhei para o corredor e vi Kate, irmã de Garrett.

Ela sempre fora muito linda e apresentava sempre um aspeto jovial, mas não agora, e eu percebia porquê!

Os seus olhos estavam vermelhos, o seu rosto demonstrava cansaço e o seu cabelo estava um pouco desgrenhado, onde alguns fios de cabelo fugiam do elástico. Eu olhei-a e abracei o seu corpo. Quando nos afastamos e eu a olhei nos olhos ela sorriu um pouco, porém notei os seus olhos encherem-se de água.

-O que se passou Kate? – Perguntei-lhe, quando nos sentamos nos bancos do corredor.

-Ele deu entrada no hospital, poucos dias depois de chegar de Itália. Queixava-se de dores intensas no peito e foi trazido para aqui. Os médicos internaram-no e…eles não dizem mas eu sei que é grave!

-Não será nada de grave, pode muito bem ser apenas algo passageiro…

-Ele mal tem forças para falar Bella! Oh! Eu não sei o que pensar sobre o assunto…Estou tão cansada…

-Eu posso ficar se quiseres ir a casa ou assim!

-Obrigada Bella! – Ela sorriu tristemente. – Mas vou esperar por Tanya.

Assenti com a cabeça e levantamo-nos para ir até Garrett.

Quando entramos no quarto, vimos um médico acompanhado de uma enfermeira que controlava os aparelhos que rodeavam Garrett. Eu olhei para o meu amigo e vi-o deitado, imóvel, na cama e eu sabia que era o meu Garrett, mas não parecia…Estava tão branco, tão quieto e parecia solitário…e a culpa anunciou-se dentro de mim!

O médico, homem de cinquenta e poucos e cabelos grisalhos, caminhou até nós e cumprimentou-nos. Depois afirmou querer falar com Kate sobre o seu irmão.

-Bem…eu preciso que a senhora tomo atenção naquilo que eu vou tentar, explicar, tudo bem?

Nós as duas assentimos positivamente.

-Pois bem! Chegaram hoje os exames de Garrett, e aquilo que eu previa deu-se como certo. Garrett tem um problema chamado de insuficiência Cardíaca Congestiva. Acontece quando o coração não está capacitado de manter as necessidades circulatórias do organismo. Quando uma cavidade do coração falha, não sendo capaz de enviar adiante todo o sangue que recebe, ocorre a ICC (Insuficiência Cardíaca Congestiva). Não é uma doença do coração por si só. É uma incapacidade do coração efetuar as suas funções de forma adequada como consequência de outras perturbações, do próprio coração ou de outros órgãos.

-É possível reverter a situação de saúde do meu irmão, Doutor? – Perguntou Kate.

-Senhora Kate, um grupo de cardiologistas estudou melhor a situação do seu irmão. Calculamos que esteja já numa fase avançada da doença. As modalidades de tratamento podem ser agrupadas em 3 áreas: Tratamento não farmacológico, Tratamento farmacológico e Procedimentos mecânico-cirúrgicos. O concelho de médicos decidiu optar pelo procedimento mecânico-cirúrgico…

-Isso trata-se de um tratamento penoso para ele? — Kate questionou.

-Transplante Doutor? – Perguntei.

-O transplante será a nossa última opção, teremos de optar inicialmente pela correção de cardiopatias congênitas, em último caso, sim, iremos optar pelo transplante.

-Meu Deus! – Disse Kate nervosa.

-Senhora Kate, asseguro que o concelho de médicos fará os possíveis e impossíveis para curar o seu irmão.

-Obrigada Doutor!

Notas finais
A partir deste capitulo entramos na fase final da história...
Espero que tenham gostado!
Comentem e digam o que acham que irá acontecer a Garrett.
Bjs,♥!