Laços Impossíveis

1 Capítulo 1 - A Chegada


Notas iniciais

- Nenhum personagem é vampiro - História baseado em um livro que iria escrever, eu o adaptei ao mangá. - Essa é minha primeira fic em sequência, antes havia escrito apenas oneshots. - Outros personagens também irão aparecer, apenas coloquei os principais.

A quanto tempo não nos víamos? Eu nem me lembrava mais, estava tão eufórica com a sua chegada, ele finalmente viria. Nesta semana recebemos o seu telefonema avisando da sua chegada, ele como sempre desligou antes que pudesse dizer que estava com saudades, mas isso não importava mais, pois aqui ele não poderia me evitar. Voltaríamos a ser como antes, eu sabia.

***Flashback***

Quando eu e Kaname éramos pequenos sempre brincávamos juntos e nunca brigávamos, com as claras exceções de quando ele cismava em implicar com os meninos que ficava, ciúmes de irmão, nada diferente do nosso pai Haruka, caso ficasse sabendo.

Quando ele disse que se mudaria para Londres, foi um choque para mim. Ele estava estramente frio e não me disse nada, sequer meus pais me contaram. Disseram que ele havia pedido para que não contassem, pois saberia a minha reação. É claro que tentaria impedir, o que mais eu faria? Ouvi a conversa de meu pai com minha mãe e soube, um dia antes, que ele iria morar na capital. Ele planejava ir quando estivesse na escola, sem me dizer “adeus” ou um “até logo”. Eu estava chorando na porta do quarto dos meus pais quando Kaname passou e me perguntou:

- Porque está chorando? – seu tom era preocupado, mas irritantemente inocente.

- Então planejava não me contar nada? – rebati sua pergunta afundando meu rosto entre os joelhos para ele não ver meus olhos vermelhos

- Yuuki, e-eu... – não conseguiu completar, fez menção de por sua mão em meu rosto e lhe dei um tapa nas costas da mão.

- ACREDITAVA QUE ME IMPORTARIA – menti aos berros, sua face era de espanto.

Não agüentava enfrentá-lo, não queria explicações, ele acabaria me convencendo que tinha de ir e eu aceitaria. Aceitaria, porque era mais fraca. Corri. Era apenas o que poderia fazer. Chovia muito, mas eu não me importava, só queria ficar longe daqueles olhos que antes me animavam e agora me perturbavam.

Minha mãe e meu pai, que obviamente me ouviram gritar, saíram a minha procura. Me encontraram na antiga pracinha do bairro, sentada em um dos balanços, soluçando quase em choque. Ao entrar em casa e me dirigir para meu quarto, olhei de lado, a toalha cobrindo minha cabeça me atrapalhando, Kaname estava com a porta entreaberta me encarando, virei o rosto e não o vi mais.

***Fim-Flashback***

Eu e minha mãe, Juuri, fazíamos os preparativos, animadas com a sua chegada. Arrumamos o seu quarto e planejamos o que faríamos na sua chegada. Meus pais iriam num jantar de negócios da empresa que meu pai trabalhava e eu iria ao aeroporto recebê-lo. Seria minha vingança pelo passado. Aquele passado que prometi a mim mesma que esqueceria por esta noite, agiria como se nada tivesse acontecido.

Entramos no carro, Haruka e Juuri com roupas elegantes, terno e vestido longo, e eu trajando um vestido de alças com flores delicadas, sapatilha e bolero. O vestido havia sido um presente do Kaname mandando de Londres no meu aniversário passado e com ele iria revê-lo. Provar que não havia desavenças.

Sai do carro e me dirigi ao local de desembarque de passageiros, o vôo estava atrasado. Esperei sentada cerca de meia hora quando ecoou no salão o aviso que seu avião havia chegado. Meu coração acelerou, ele me desculparia? Como ele estaria? E principalmente, como reagiria ao me ver? Ou mais, como me comportaria?

E no meio das várias pessoas que apareciam no salão, passageiros, parentes e amigos, todos invisíveis a mim, lá estava ele, meu irmão mais velho.

Era tantas coisas que passavam na minha cabeça. Ele havia mudado, estava mais alto, deixou seus cabelos crescerem até alcançar o ombro e seu jeito era mais maduro. Parecia um verdadeiro lorde inglês. Eu também havia mudado, meus cabelos haviam crescido muito nos anos que passaram e me assemelhava cada vez mais com uma mulher, mesmo que ainda tivesse o ar de menina. Ri de meus pensamentos e neste momento os olhos de Kaname encontram os meus, estavam fixos em mim, me analisando, também havia certa preocupação em seu olhar, mas não surpresa, surpresa nunca. Eu conhecia aquele olhar e eles me investigavam, tentando prever minha próxima reação. Era assim que Kaname era, sempre tentando prever os movimentos do adversário como num jogo de xadrez. Neste dia eu era o adversário. “Então terei que fazer algo surpreendente”, pensei comigo e sorri maliciosamente de meus pensamentos. Kaname arregalou um os olhos e eu cerrei os meus, nós dois sabíamos o que estava para acontecer, eu estava prestes a fazer algo incrivelmente... [u]estúpido[/u].

Corri até ele e saltei em seu colo apoiando meus joelhos e cruzando minhas pernas sobre sua cintura, o abracei fortemente e gritei seu nome:

- KANAME!!!

Obviamente todo o aeroporto olhou para nós, eu roçava meu rosto no dele enquanto ele tentava se desvencilhar dos meus braços que envolviam seu pescoço.

- Yuuki, por favor! Estão todos olhando.

- Que olhem. – disse desdenhosamente.

Podia ouvir o comentário das pessoas, coisas como: “Esta está realmente com saudades”, “Que escândalo!”, “São namorados?”, “O que eles tem?”, entre outros. Para piorar a situação mostrei a língua para todos.

- Estão com inveja? – falei levantando minha sobrancelha sem desgrudar o meu rosto do de Kaname.

Havia conseguido o que queria, humilhar meu irmão na frente de várias pessoas, chamando bastante a atenção. Ele sempre foi bastante discreto e a confusão que estava fazendo lhe causava bastante constrangimento.

Senti suas mãos envolver minha cintura, me levantou levemente e me pôs no chão. Droga! Havia me distraído e ele se soltou, franzi o cenho. Porém, foi incrível a facilidade com que me levantou, certo que não era o que chamamos de gorda, mas não era leve e pareci uma pluma em seus braços. Descobri mais uma mudança, ele se tornará mais forte e agora notará seus músculos cobertos pela camisa, agora toda amassada.

- Onde estão nosso pai e nossa mãe? – perguntou olhando em volta.

- Não puderam vir, tinham um jantar da empresa. – Virei o rosto. –Também sinto sua falta, obrigada! – alfinetei.

- Perdoe-me! Como vai a minha irmãzinha? – disse ele fazendo cafuné. — Muito bem. – respondi animadamente e grudei em seus braços.

- Yuuki por que esse grude todo?

- Saudades! – disse sorrindo. – Você não importava com isso antes. – meu tom de voz era triste. — Nós éramos pequenos e eu não... – interrompeu, eu o olhava sem entender – que tal chamarmos um taxi?

- Vamos! – respondi animada levantando os braços, mas voltando a grudar nele rapidamente.

E assim fomos até a entrada do aeroporto chamar um taxi.

No caminho para casa, dentro do taxi, nos ficamos conversando. Eu finalmente o tinha libertado de meus “braços calorosos”. Ele me contou da sua pós-graduação que havia ganhado em Oxford e eu falei de como era chato ainda ser uma colegial cursando o 2º grau. Chegamos rapidamente em casa. Era uma casa relativamente grande, mas não chegava a ser uma mansão, mas era bem construída com muito requinte e bom gosto. A vizinhança era relativamente tranqüila, tirando barracos ocasionais e mexericos das idosas desocupadas.

A luz da sala estava ligada e entramos ao som do ranger da porta.

- Nunca irão mudar esta porta. – fez uma careta.

- Ela faz parte da família. – disse entre risos lembrando de quando fugíamos e a porta nos denunciava ao retornar.

- Nós, eu e a mamãe, arrumamos o seu quarto, então pode arrumar levar suas malas para lá. – disse apontando para as escadas. – vou para cozinha ver se preparo algo para nós, nossos pais devem demorar.

Kaname caiu na gargalhada.

- Você. – Apontou para mim – Cozinha?

- Como assim eu? Eu aprendi a fazer muitas coisas desde que você foi embora, e faz um bom tempo... – a tristeza começa a tomar conta da minha voz – que você foi embora.

Kaname estava ao meu lado e antes que percebesse ele estava me abraçando fortemente, me pressionando contra seu peito. Sem querer vi as lágrimas rolarem em meu rosto, tentei secá-los antes que Kaname notasse, mas era tarde. Ele percorria o caminho das lágrimas com o seu polegar. Eu desabei em seus braços.

- Só Deus sabe como não queria ter ido, mas eu tive que ir. – seus olhos eram mais melancólicos que os meus.

- Por que então? Foi por causa da sua pós? – arrisquei.

Ele parecia confuso, eu mais ainda.

- Claro. – disse me apertando mais em seus braços. — Porque outro motivo seria.

Ele não parecia falar a verdade, mas não me incomodei com aquilo. Seja por qual motivo que tivesse sido, agora ele estava aqui e nós voltaríamos a ser como antes, mesmo que apenas pelo pouco tempo que permaneceria no Japão.

– Então — ele disse me soltando – precisamos jantar e como não confio em você na cozinha – fiz uma careta e ele riu de minha expressão – que tal sairmos para jantar fora?

Vencida (mas não por ser uma má cozinheira), aceitei.

Eu subi as escadas e me dirigi para meu quarto, enquanto Kaname ia para o seu antigo quarto. Combinamos que seriamos rápidos, para não chegarmos tarde e não encontrarmos os restaurantes cheios.

Tomei um banho e me troquei rapidamente, coloquei um vestido azul bebê de alcinhas e um cardigan branco por cima, passei pouca maquiagem, apenas um lápis e gloss. Desci as escadas rapidamente, rápido demais, tropecei e estava prestes a cair, quando senti um braço forte me envolver.

- Precisa tomar mais cuidado Yuuki! – disse Kaname suavemente.

Sempre fora uma desastrada e Kaname sempre estava lá para salvar das minhas roubadas. Ele dizia que eu era especialista em fazer coisas idiotas e acabávamos brigando, mas desta vez ele apenas disse para tomar cuidado, realmente tinha amadurecido e eu me sentia a mesma menina mimada de antes, prestes a brigar.

- Obrigada! – disse me curvando, tentando parecer mais madura também.

Só então levantei meu olhos e pude ver como estava. Lindo, eu diria que pareceria um [i]gentleman[/i] caso fosse inglesa. Usava uma calça social preta e camisa também social, bem engomada, mas levemente aberta no peito e ainda exalava um delicioso perfume. Pensei em elogiá-lo, porém Kaname era sempre mais rápido.

- Você está muito bonita Yuuki! – disse com seu sorriso amável.

- Sério?! Me arrumei tão rápido. – falava enquanto me analisava. – Bem, você também está muito bonito... Kaname-onii-san – corei levemente, não o chamava assim há anos.

Não compreendi sua reação, ele me virou o rosto, parecia irritado.

- Onde estão as chaves do outro carro? – ignorou meu elogio, idiota, odiava quando fingia não me ouvir. [i]”Um obrigado, seria bom”[/i]

- Carro? – repeti, sem racionar, tentava ignorá-lo.

- Sim, temos dois carros ainda não é. – ele disse o óbvio, tinha visto o outro carro na garagem quando chegamos.

- Devem estar no chaveiro perto da por...

Ele já estava com elas na mão, [i]Então por que pergunta?”[/i], pensei muito irritada. O havia feito ele mudar de posicionamento tão rápido, sofria de dupla personalidade. Bem, ele era assim. Na realidade, nem sempre foi assim, antes o Kaname que conhecia era apenas um. Mas, alguns meses antes dele se mudar, ele passava de alegre a irônico, ignorante e até nervoso do nada. E eu vasculhava na minha memória tentando pensar se era algo que havia dito.

Em todo o caminho até o restaurante ficamos em silêncio, o rosto de Kaname parece ter sofrido uma pontada de amargura. Me culpei, mesmo sem saber o real motivo, sabia que tinha colaborado para ele ter ficado neste estado.

- Onii... – fiz menção de tocar em seu braço, quando me interrompi por sua fala.

- Chegamos.

Eu estava estupefata, de boca aberta. Estávamos em um dos restaurantes mais caros de Tóquio, seria possível Kaname beber durante o dia e não saber? Antes que pudesse pensar muito, a porta ao meu lado se abriu.

- Por aqui, Yuuki-hime! – disse ironicamente (ou assim acreditava) e piscou para mim.

- O-On-Onde? – gaguejei.

- Como onde? Jantarmos. – parecia uma retardada.

- Eu sei. Quero dizer, vamos jantar aqui? – apontei para o imenso restaurante.

- Isso não é óbvio. – revirou os olhos. – As vezes você é meio lerda Yuuki. – disse enquanto caminhávamos até a entrada.

Entramos no luxuoso restaurante de mãos dadas e fomos recepcionados por uma moça muito bonita e com um sorriso bastante... exagerado. Ela não tirava os olhos de Kaname. Certo que ele estava muito bonito, até eu... não, no que estava pensando? Mas, por favor, ela deveria ser discreta. — Mesa para dois. – Ela murchou ao ouvir a frase. [i]”Bem feito[/i], pensei maldosamente.

- Por aqui. – e nos levou a nossa mesa, bem ao centro.

Nós sentamos e rapidamente um garçom veio nos atender. Fiz cara feia ao olhar o cardápio.

- Quer que eu escolha para você?

- Por favor. – sorri forçadamente.

Ele pediu algo que não ouvi direito, estava distraída olhando cuidadosamente o local. Era um local muito bem iluminado, possuía muitas peças em mogno e decoração ao estilo francês.

- Então é um restaurante francês? – isso explicava aquele cardápio cheio de pratos estranhos.

- Sim, gostou? – ele também olhava em volta.

- Bastante. – abri um longo sorriso.

Ficamos em silêncio durante um tempo, era provável que o prato ainda demorasse um pouco, mas não tinha a coragem suficiente. As pessoas a nossa volta conversavam animadamente, a maioria casais. Me senti deslocada. Aquilo parecia um encontro e eu era a menina nervosa a frente de seu pretendente. Que pensamentos ridículos.

- Então? – ele começou o diálogo, fiquei aliviada. – Como anda a escola?

- Vai bem. – mordi meus lábios inferiores tentando conter meu nervosismo. Há quanto tempo não conversávamos assim?

- Ainda estuda com a Sayori Wakaba?

- Sim, somos melhores amigas. – respondi animada.

- E... – o clima voltará a ficar pesado. – Está namorando? Ou namorou alguém nesse tempo? – ele estava sério, seus olhos fixos em mim.

Definitivamente agora aquilo parecia um encontro. Tentei parecer bem humorada e quebrar aquele clima estranho.

- N-não estou namorando. – respondi rapidamente – se bem que namorei menos de um mês, nada realmente válido.

- Quem? – definitivamente ele estava sério.

- Hanabusa Aidou. – a resposta veio quase que automaticamente. – Se bem que o Aidou não é alguém que se pode ter algo sério. – falei baixinho, minha cabeça abaixada.

- Hein? – franziu a testa.

- Nada. Mas aposto que não apenas eu que andei namorando. –sugeri.

- Ninguém em especial. – disse ele sem animação.

Neste momento o nosso prato chegou, e agradeci silenciosamente por alguém ter interrompido nossa conversa.

- Aqui está seu Cassoulet, Senhor! – pôs o prato de Kaname — e Senhorita! E para acompanhar vinho e suco. – colocou o copo de suco ao lado da água a minha frente. Novamente fiz uma careta para meu irmão. Ele não se importou.

Era um prato curioso, feito de partes de porco e feijão branco, além de ser excepcionalmente delicioso. Enquanto saboreávamos o prato ficamos em total silêncio, bem, preferia assim. Terminamos e acreditava que iríamos embora, afinal já era tarde. Um grupo de músicos nos interrompeu e se dirigiu a Kaname.

- Uma serenata para sua bela dama, meu senhor? – perguntou simpaticamente.

- N-não, espere, nós não som...

- Claro. – Kaname falou antes que pudesse completar.

Ele colocou uma de suas mãos sobre a minha e com a outra fez um sinal para não dizer nada. Ele piscou e eu sorri em retribuição. Eu definitivamente corei, estava muito vermelha e constrangida. Tentei me concentrar na música e não olhar para o rosto de Kaname, pois sabia que riria se visse meu rosto vermelho. O cantor tinha uma voz doce e os instrumentos eram suaves, a letra falava de um desses amores impossíveis que vemos nos doramas. Eu estava prestes a chorara quando a música se encerrou. Ainda bem, não queria chorar novamente por hoje. Os músicos agradeceram quando Kaname lhe deu algum dinheiro e me entregaram uma rosa antes de sair, eram realmente muito simpáticos e gentis.

- Já é bastante tarde, temos que ir. – Kaname acenou ao garçom e pediu a conta.

Depois de paga, nós fomos em direção ao carro. Kaname abriu a porta do lado do passageiro e eu parei a meio metro dela.

- Yuuki, o que houve? – perguntou sem entender.

- Obrigada Kaname! Foi lindo! – disse de cabeça baixa, mordendo os lábios.

- De nada. – e me abraçou gentilmente.

Entrei no carro, Kaname começou a dirigir, quando virou a esquina tive coragem e lhe perguntei:

- Por que fez aquilo? A Serenata? Poderia ter dito a eles que não éramos namorados, mas irmãos.

Ele pensou por um momento e responde:

- Pense nisso como uma vingança por hoje no aeroporto. – ele sorria.

- EU SABIA! – gritei – Tinha que ter um motivo. – disse com a mão no meu queixo.

Ele riu.

- Mas foi divertido não foi?

- Foi sim! – ri com ele.

Chegamos em casa e as luzes estavam acessas, um carro na garagem, nossos pais já haviam chegado. Nós entramos e eles estavam sentados no sofá da sala. Nossa mãe ao ver o Kaname lhe deu um forte abraço e nosso pai um tapinha nas costas.

- Que bom que está aqui meu filho. E, a propósito, onde estavam? – perguntou intrigado.

- Fomos comer fora. – Kaname respondeu tranquilamente.

- Sente-se aqui meu querido. – mamãe apontava para seu lado no sofá.

Conversamos por um bom tempo, meus pais queriam saber sobre sua pós-graduação de advocacia e esse foi o assunto de quase toda a noite, isso quando não falavam de minha besteiras.

- Vejam as horas! – interrompeu meu pai com espanto. – Está tarde meninos, vamos dormir. – ele ainda falava como se tivéssemos 10 anos.

No fundo agradeci, estava cansada e com sono. Coloquei minha camisola e quando voltava para o quarto após escovar os dentes, encontrei Kaname no corredor.

- Boa Noite. – disse.

- Boa Noite, Yuuki. Durma bem. – tão amável.

Sorri gentilmente e fui para meu quarto. Deita na cama eu pensava no meu dia, em como tinha sido bom e na melhor coisa que havia acontecido: Kaname estava aqui, logo no quarto ao lado.

Notas finais

- Comentem e façam a autora feliz, o capítulo 2 já está pronto, se houver comentário eu postarei.