Notas iniciais
Yo! Demorou uns bons anos pra fazer isso aqui. Confesso que não esperava, mas, um fogo se acendeu em meu coração e agora não consigo parar de escrever. Obrigado a cada leitor que acompanhou Laços, meu projeto mais querido por vocês e por mim. Ela cresceu tanto que nunca pensei que qualquer final que desce seria digno, porém, não precisa ter um final. Não ainda. Quem sabe não venha algo sobre ela no futuro? Enfim, aqui está. Obrigado por tudo. Boa leitura.

— Papai! Ali!

— Onde?

— Ali!

— Onde?

— Foi embora. – A voz saiu um tanto tristonha. O que para Naruto, era como uma espada atravessando seu peito.

Himawari era a segunda filha de Naruto e Hinata, tinha acabado de completar 8 anos. Era a princesinha do papai, o Uzumaki morria de ciúmes da pequena, jurando aos quatro ventos que quem ousasse olhar com malícia para ela um dia, sentiria a fúria que nem seu inimigo mais odiado fora capaz de provocar. Claro que amava os filhos igualmente, Boruto e Himawari eram seus bens mais preciosos, mataria, morreria, destruiria universos por eles. Mas sua ligação maior era com Himawari, talvez por ela ser tão parecida com a mãe, o que explicava o que acontecia com Boruto e Hinata. O mais velho era sua cópia, na aparência, no jeito, nas manias, no temperamento.

Naquele dia, um dia qualquer de primavera em que conseguiu tirar folga dos negócios, Hinata jogou todo seu serviço pro alto e decretou o dia do piquenique da família Uzumaki. Naquele instante a pequena princesinha tentava mostrar ao pai a bela borboleta que encontrara voando por ali.

— Não fique triste amorzinho, talvez ela só quisesse ser vista por você. – Os grandes olhos tão azuis quanto os dele voltaram-se para o chão, tristes. Naruto procurou socorro nos olhos da esposa, esta apenas sorriu-lhe carinhosa.

— Bah! Fica inventando essas desculpas esfarrapadas pra Hima e vem pedir socorro pra mamãe. – Sim, Boruto era tão ciumento quanto o pai. – Velho gagá.

— Ah! Seu moleque! Tô vendo que alguém quer ficar sem treino no sábado...

— NÃO!

— Papai, também quero treinar!

— Oh! Amorzinho, o papai te ensina tudo que quiser.

— Pra Hima você não mede esforços!

— Ela não me chama de velho! Nem de gagá!

— Mas você é!

— Não sou!

— É sim!

— Não sou!

— É SIM!

— NÃO! NÃO SOU!

— Papai, o que é gagá?

— Uma palavra feia que seu irmão inventou, meu bem.

— E ainda fica mentindo pra ela!

— AH! SEU MOLEQUE!

— Eu vou contar até três, e quero todo mundo caladinho. – Hinata sempre conseguia o que queria. A Uzumaki tinha autoridade incontestável dentro de casa. Nunca precisava levantar a voz, Naruto bem sabia como ela podia ser assustadora quando queria. Exatamente como Kushina. Quando tudo que a morena ouviu foi a natureza ao redor, sorriu, seu sorriso derretia o marido e os filhos. Os olhos perolados fitaram os de Naruto brilhando, um brilho que só eles conheciam, um brilho que afirmava que aquela folga terminaria na cama. – Certo, certo. Muito bem, querem ouvir uma história?

— Depende, mãe. – Boruto pareceu pensativo.

— Eu quero uma história do papai! – Naruto sorriu bobo quando Himawari levantou os braços, alegre.

— É verdade que o papai é respeitado pelo Olimpo inteiro? – Os olhos do garoto brilhavam. Por mais que não admitisse, seu pai era o maior objeto de admiração de toda sua vida. Seu herói máximo. Morria de ansiedade quando lembrava que não demoraria a entrar na Olímpica.

Hinata olhou para Naruto, ele tinha o mesmo sorriso bobo voltado para o pequeno. Amava contar histórias dele para os filhos, amava a vida que tinha, amava ver o quanto as duas crianças à sua frente admiravam Naruto. Amava sua família, amava aquele homem com tudo que tinha. Era uma certeza que beirava a loucura.

— Sim. – Atraiu os olhares de ambos. – O papai é respeitado por cada deus do Olimpo, não somente por ser filho do vovô Minato. Ele lutou muuuuuuuuito pra isso.

— A vovó Tsunade disse que o papai já destruiu o prédio da escola três vezes.

— Na verdade, Boruto, foram quatro...

— Você não consegue fazer as coisas direito?

— Ah! Meus oponentes eram fortes demais! – O homem tinha o peito estufado e um sorriso vitorioso no rosto. – Sabiam que eu e a mamãe já enfrentamos uma hidra? – Os filhos olharam para ele como se estivessem olhando para um pote de doces.

— Sério, mamãe?!

— Hey! Não precisa perguntar pra ela, não acredita no seu pai? Moleque!

— Você não me parece muito confiável.

— Hinata! Olha o seu filho!

— Mamãe! Olha seu marido!

— Mamãe! Olha a Himawari! – A pequena mais uma vez fez o pai sorrir bobo. Hinata nem pensou muito, apenas se jogou sobre eles, num grande abraço de urso, especialidade dela. Seus lábios tocaram a cabeça de Boruto, Himawari e os lábios de Naruto.

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— É incrível que o homem mais poderoso que existe não resista a um bate-boca com um garotinho de 12 anos. – Naruto revirou os olhos, lá vinha Hinata dando uma de adulta super madura. – Você não muda, Naru. – Corou um pouco com aquele apelido.

Ela subiu na cama, engatinhando sedutoramente. Naruto pôs o violão de lado, sorrindo singelo para a esposa. Hinata também não mudou nada, continuava a mesma mulher encantadora, linda, doce, incrível! Faltavam adjetivos e dialetos pra descrevê-la. Seus olhos apenas seguiam os felinos movimentos dela, o morder dos lábios, uma sobrancelha erguida, o sorriso meigo se tornando safado.

Arfou quando a respiração quente dela soprava em seu pescoço, as mãos pequenas descendo por seu abdômen, pousando em seu membro ainda por cima da calça de moletom. As pontas dos dedos dela tocaram seu rosto, rumando os cabelos. Amava os afagos de Hinata.

— Você também não muda, Hina. – Sussurrou quando segurou delicadamente os pulsos dela, jogando-a deitada na cama, encaixando-se entre as pernas que tanto amava. Fungou no pescoço dela, sentindo o aroma que o entorpecia toda noite. Lambeu a pele alva, sabia que ela estava corada, sentia os seios volumosos descendo e subindo rapidamente, podia ouvir a respiração. Roçou a barba nas bochechas dela, sabia que ela adorava. Uma de suas mãos foi escorregando pela lateral do corpo tão convidativo sem pressa alguma, sempre apreciava cada milímetro cúbico dela. Sua mulher era uma estrada, cada vez que faziam amor era uma viagem diferente. Mordeu o queixo dela, o lábio inferior, beijou a testa já suada e as bochechas quentinhas. – Continua gostosa. – Sussurrou sacana no ouvido dela. Hinata amava quando agia daquela forma.

— Vamos transar logo...

— Tá com pressa Hinatinha? – Hinata mordeu os lábios mais uma vez, Naruto só a chamava assim quando queria transar com selvageria. Perdera a conta de quantas vezes derrubaram o computador que ficava no criado mudo.

— Por quê você sempre me tortura assim?

— Por que eu sempre tenho que me segurar o dia inteiro, sem poder apertar essa bunda e essas pernas. – Deleitou-se ao ouvir o gemido nada tímido dela quando apertou as nádegas que a camisola nunca conseguia cobrir.

Hinata sentia o membro duro contra sua intimidade, Naruto fazendo sutis movimentos de vai e vem, sempre com um maldito sorriso. Um maldito sorriso cheio de tesão.

— Porra, Naruto. – Corou ao ver o sorriso dele se alargar. – M-me fo-fode logo.

— Já tá falando palavrão? – Lambeu o rosto vermelho. – Hinatinha. – Uma mão já acariciava a intimidade molhada por baixo da calcinha. A morena abriu mais as pernas, oferecendo-se cada vez mais.

— Na-naruto... – Sussurrou manhosa, o rosto vermelho de desejo. Naruto subitamente parou a carícia sob o olhar ansioso dela.

— Fica de quatro e pede pra mim o que você quer. – Ela estava morta de vergonha, mas o loiro sabia, era só charme.

Hinata ficou de quatro na cama, a calcinha pendendo em uma perna apenas. Empinou a bunda, abriu mais as pernas, virou o rosto na direção do marido e praticamente implorou.

— Me fode, Naru. – Não resistiu, afundou o rosto no travesseiro envergonhada. Era sempre assim, ele sempre a dominava. Tão diferente do Naruto tímido e introvertido que conhecera tantos anos atrás. Não conseguiu segurar o gemido ao sentir uma das nádegas arder, Naruto lhe dera um tapa com a força que sabia que ela gostava. Quando pensou em reclamar pela demora perdeu a fala, ele penetrou-a de uma vez, forte, profundo.

Sentiu a mão grande prender-se entre seus cabelos e puxa-los. Era sempre assim. Naruto queria ver a cara que ela fazia enquanto era fodida por trás. Arqueou as costas empinando mais a bunda quando sentiu mais um tapa, sabia que estava marcada. Sentiu os cabelos serem puxados, forçando-a a ficar de joelhos, as costas arqueadas. O Uzumaki tomou os lábios da esposa num beijo desesperado, os quadris trabalhando sem parar. Levou uma das mãos a um dos seios dela, sabia que ela adorava que apertasse com força, moveu os lábios até o pescoço suado. A fragrância de Hinata quando estavam transando era maravilhosa. A mão que estava no seio desceu até a intimidade, acariciou o clitóris dela ritmadamente, a mulher não mais segurava os gemidos.

— V-vai Naru!

— Quer gozar, Hinatinha?

— Quero!

— E depois?

— Que-quero d-de novo!

Naruto sorriu sacana, mais um tapa estalado na bunda que tanto amava e sentiu o membro ser apertado dentro dela, o líquido da esposa escorrendo por seus dedos. Levou-os à boca e mordeu o pescoço molhado mais uma vez.

— Você é tão apertada. – Hinata sorriu ofegante, as pernas bambas.

— Você que é grosso demais. – Sussurrou extasiada, começou a rebolar.

— Sou?

— Continua.

— Continua o quê?

— Me fodendo! – Todos os pelos do corpo de Hinata se arrepiaram quando sentiu a respiração dele em seu ouvido.

— Diz que me ama.

— Eu te amo.

— E meu pau?

— Eu amo seu pau!

— É?

Ele penetrou-a mais uma vez, mais forte, mais profundo. Hinata nunca tinha a chance de dar a última palavra. Mas naquela noite seria diferente, Naruto não perdia por esperar. O sexo se estendeu por todo o quarto. Naruto a fez ficar de pé no chão, ainda a penetrando, e foram até a janela. Ele sempre fazia o que queria com ela, e Hinata amava. Sentiu-se ser erguida, agora de frente para ele, e imprensada contra a parede. As pernas femininas rodearam a cintura do marido, os braços ao redor do pescoço másculo. Hinata sentiu o orgasmo mais uma vez, não demorando a sentir-se preenchida por Naruto. Mordeu os lábios ao sentir o gozo quente em seu interior, os olhos perolados vidrados nos azuis.

Sabia que não parariam por ali.

Transaram mais uma vez, agora ela estava apoiada no maldito criado mudo. Depois no banheiro, voltaram para a cama, depois foram para o chão, mais uma vez para o banheiro, dessa vez, tomando banho. Quando Naruto finalmente mostrava sinais de cansaço, já estavam deitados sob o cobertor. Hinata sabia que a noite terminaria ali, apesar de sentir o membro dele ganhando vida encostado em sua bunda. Agradecia pela compreensão do marido, afinal, ele começava a mostrar sinais de cansaço, mas ela já estava esgotada. Ter o poder do Caos correndo nas veias realmente dava um vigor olímpico.

— Naruto?

— Oi, benzinho.

— Sabe, acho que vamos precisar de mais um quarto.

— Quarto? – Ele franziu o cenho. – Mas Boruto e Himawari ainda nem estão na idade. – A morena sorriu. Ele ia amar a notícia.

— Não é pra eles. – Pôde sentir ele erguer o tronco e puxar seu rosto calmamente pelo queixo, olhando-a no fundo dos olhos, já percebendo onde queria chegar. Sentiu a mão dele apertar sua cintura.

— É o que eu tô pensando? – Hinata sorriu já sentindo as lágrimas brotarem nos olhos.

— 10 semanas.

— Eu te amo, Hinata. – Beijou o topo da cabeça dela, embriagado no cheiro tão conhecido. Encostou o nariz no dela, sorrindo. – Você não cansa de me fazer feliz?

— Não. Nenhum pouco.

— Então tá pronta pra mais uma né?

— Mas dessa vez eu quero devagar. – Já sentia as mãos dele em seus seios. – Mais uma coisa.

— Hm?

— Também te amo.

Notas finais
Enfim, é isso. Laços foi a coisa mais gostosa de escrever e sei que conseguiu tocar muita gente. Obrigado (não canso de dizer isso) a cada um de vocês. Espero que possamos nos encontrar novamente. Enfim, até logo! Um abraço!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!