–O que foi?- Disse depois de eu desviar pela terceira vez um beijo seu. Ele sequer percebera as lágrimas em meus olhos.

–O que foi ,Damian? Você, ainda pergunta?

–Pergunto sim, não faço a menor idéia do que poderia te deixar com raiva.

–Eu realmente não significo nada pra você. Sou a sua prostituta particular, que você chama de amiga. — Ele tentou dizer algo de volta, mas percebeu que no final o que eu acabara de falar era verdade. A única diferença é que eu era pior do que uma prostituta não recebia nada pelo sexo.

–Mas...

–Mas o que, Damian? Vai dizer que não é verdade? Pode dizer isso sem mentir? — Com um copo de água na mão tentava me acalmar e retomar as rédeas da situação, mas estava ficando cada vez mais difícil.

–É assim que você se sente?

–É, Damian. Você, nunca parou para pensar em como eu me sinto com isso que está acontecendo entre nós?

–Você, concordou. Nós seriamos apenas amigos com benefícios. Sem compromisso. Sem laços, não pensei que você pudesse sentir algo por mim.

–Eu não apenas sinto algo por você: eu te amo a ponto de me submeter a essa humilhação todos os dias. De ser sua amante, com a esperança de que você sentisse algo por mim, mas no final eu sou somente mais uma que cura as suas carências enquanto a Jenna está fora.

–Você, é a única.

–Como se isso pudesse mudar em alguma coisa. Nem amigos nós somos mais, a única coisa que existe na nossa relação é o sexo. Que eu faço só pelo medo de te ver sair e nunca mais voltar! E é isso que eu quero que faça agora.

–O quê?

–SAI DA MINHA CASA, AGORA E NÃO VOLTA MAIS, POR FAVOR!

–Lindsay...

–Não diz mais nada só vai embora. — Disse enquanto a freqüência das lágrimas aumentavam. Algum tempo depois ouvi a porta bater e acompanhado dela houve um estardalhaço, seguido por uma dor cruciante.

O copo d’água caíra bem em cima de meu pé ,cortando-o .

As lágrimas continuavam a descer, mas não era pelo meu pé machucado, a dor que ele causava não era nem metade da que cercava meu coração. Eu queria Damian, mas tê-lo não era mais uma opção.