LAS AMAZONAS - Vivendo nosso amor
26 Capítulo 26 - Para não ser odiada
As mãos dele acariciavam Inês com ternura e ele buscou o aconchego dela e a beijava mais até que quando deitou com ela, Inês tocou o peito dele e virou o rosto.
INÊS— Isso não pode ser real, meu marido é Victoriano...
Luis a tocou com carinho e beijou de vagar...
LUIS— Calma, meu amor, agora, seu marido sou eu...
As mãos fortes e perfumadas tocaram seu corpo com amor e deslizaram entre as pernas dela. Inês sentiu a força do desejo dele quando se colocou entre suas pernas e sussurrou.
LUIS — Eu vou te amar, vou te amar para sempre, Inês... Você é minha esposa e meu amor... te amo...– ele enterrou-se nela com carinho deslizando o membro pulsante para dentro dela.– Você é minha, minha...
Inês sentiu seu corpo ser tomado e sentiu o ar faltar de pavor e desespero... O que estava acontecendo, o que era quele momento em que ela não reconhecia nada nem ninguém...Ouviu uma voz suave chamar por ela, e quis fugir dos braços daquele homem, não seria tomada por alguém que não era Victoriano.
XX — Bom dia, minha morenita linda.
Inês deu um grito despertando e sentindo o rosto de Victoriano ficar vermelho. Ela o abraçou chorando e sentindo o coração aos pedaços. Gritava assustada e tocou sua barriga na espera de que estivesse ali.
Claro que a barriga estava lá e ela sentiu o volume quando tocou aquele tamanho todo onde carregava por seis meses seus três filhos. Estava abraçada a Victoriano assustado com aquela reação dela e com a forma como ela chorava. Pensou o quê Inês sentia dor e tocou a barriga dela tentando dar o alento que precisava para se acalmar explicar o que estava acontecendo.
Tinha escutado Inês reclamar sofrida enquanto sonhava, mas como ela ultimamente não estava dormindo bem, ele não quis acordá-la. Manteve corpo dela colado ao seu, embora os dois não conseguissem mais se aproximar como antes pelo volume da barriga.
Quando conseguiu se acalmar agarrou forte o corpo dele como se quisesse ter certeza de que ele estava ali, que não era um sonho ou um pesadelo a presença do seu amor ao seu lado. Apertou e beliscou ele que sorriu, mas depois voltou a olhar para ela assustado tentando entender o que estava acontecendo.
VICTORIANO — Calma, minha vida, o que houve?– ele esperava que ela lhe dissesse com amor e com calma como sempre fazia com ele, sua esposa não acordava assim, era sempre doce. Eça se manteve chorando e abraçada a ele com aquele nervosismo.– Pare de chorar, Inês e me diga...
INÊS — Eu tive um pesadelo horrível e você morria! Morria, Victoriano, você e nossos filhos! – ela soluçou com ele ali abraçada.
VICTORIANO — Calma, morenita o seu Vitinho está aqui com você.– ele a beijou nos cabelos e ficou acalentando ela por um bom tempo em seus braços.
INÊS — Eu estava casada com Luis, Victoriano e Loreto tinha matado você!– ela tentava parara de chorar e de sofrer, mas não conseguia.
VICTORIANO — Eu estou bem, nossos filhos também, xiiii, não pense mais nisso, Inês!– ele a acalmou e depois de mais algum tempo ele a levou para o banho.
Tomaram banho juntos, Victoriano fez massagens nela, cuidou dela com carinho, o banho era quente e relaxante para ele e para ela. Foram juras de amor, carícias, cuidados e muitas alegrias que esperavam por eles. Victoriano era sempre amoroso com ela, mas naquele momento que a viu tão frágil e assustada, ele foi mais.
Inês não conseguia tirar a imagem da cabeça, não parecia um sonho, parecia um presságio, uma revelação de um futuro que ela não queria ver realizado. Terminaram o banho e foi apenas um momento de higiene e carícias. Foram juntos para o café...
Os dois se setaram para o café junto a seus filhos. Alessandro e Emiliano estavam na mesa junto a Diana, Cassandra e Connie e conversaram de modo tranquilo sobre as coisas da empresa. Inês como de costume nos últimos dias comeu de modo avassalador enquanto era observada por Vitoriano que ria dela e de sua fome absurda.
INÊS – Que passa, Vitoriano, que tanto você ri de mim? Se tivesse que carregar três crianças dentro da sua barriga não ia querer saber de ninguém rindo de você porque você está com fome!
VICTORIANO —Eu sei minha vida, não estou te criticando só achei engraçado você comeu quase o melão inteiro!
INÊS— Não tem nada de engraçado nisso e eu não comi o melão inteiro, eu comi apenas um pedaço, metade!
Vitoriano soltou uma gargalhada e ficou olhando para a esposa que estava um pouco arisca naquela manhã. Depois do pesadelo ela tinha perdido completamente seu humor.
VICTORIANO —Tudo bem, morenita e não precisa ficar zangada comigo! Eu Apenas achei engraçado e você está certa tem que comer por três, por quatro na verdade.
INÊS — Você fica rindo porque não é você que está sentindo dores nas costas, dores nos pés, que não consegue ir ao banheiro direito, que fica sem saber como dormir, que está com vontade de chorar todo tempo e ao mesmo tempo com vontade de rir. Se você tivesse que passar pelo que estou passando, não teríamos filhos nenhum, Vitoriano porque você não aguenta nem um resfriado!
Todos na mesa começaram a rir da briga ridícula que os dois estavam tendo, eles não costumavam brigar na frente de ninguém, mas naquela manhã Inês parecia disposta a não concordar com ele.
VICTORIANO — Meu amor, não estou te criticando e pode ter certeza de que se eu tivesse que carregar três crianças na minha barriga, eu não ia conseguir e ia comer muito mais que você, ia dormir o dia todo nem da cama eu ia sair. Ainda ficaria gritando para que as pessoas me levarem as coisas lá.– soltou outra gargalhada mostrando o quanto ele se considerava um homem mole.
INÊS — Pelo amor de Deus, Victoriano, vocês homens são moles mesmo, como vou passar o dia inteiro deitada naquela cama não consigo nem imaginar uma coisa dessas?
VITORIANO — Pois eu ficaria deitado pedindo para as pessoas levarem tudo para mim e ainda obrigaria a fazerem massagem nos meus pés para que eu ficasse lá bem quietinho sem precisar me preocupar!– ele soltou uma gargalhada e sentiu que ela o olhava séria e arisca.
Os meninos se despediram e saíram para trabalhar deixando os dois olhos sozinhos conversando na mesa do café. Sempre era maravilhoso tomar café com os filhos e ver que eles sempre sorriam com a vida. A felicidade deles era o paraíso de Inês e Victoriano.
INÊS — Você fica dizendo essas coisas que estaria cansado, que não ia querer fazer nada e que ia querer que as pessoas fizessem tudo para você, pois bem existem momentos onde você não pensa nisso, não é mesmo?
Victoriano sua riu da bronca que ela estava lhe dando e fez-se de desentendido...
VICTORIANO —Que momentos, Inês em que momentos eu esqueço?
INÊS — Quando você quer intimidade ou quando você quer fazer amor de modo apaixonado e um pouco intenso, você não pensa em como eu estou pesada, em como eu estou sensível e muito menos no trabalho que dá carregar essa barriga!
VICTORIANO — Amor, você está reclamando de ficarmos juntos, é isso? Você não quer que eu te toque, que eu te beije, que eu faço amor com você? Não quer mais fazer amor comigo enquanto estiver grávida?
Ela o olhou de modo sério prestando bem atenção na forma como ele falava.
INÊS—Não estou falando nada disso porque eu sinto falta de você! Não quero ficar sem ter atenção, passamos muitos anos longe para ficarmos separados agora. Mas você não pensa em nada nessas horas, não é? Esquece tudo!– provocou ele.– Quando lhe convém...
VICTORIANO — Amor, eu quero você sempre!– ele sorriu e a puxou para que sentasse no colo dele e ficaram se dando beijinhos e conversando.
Vitoriano saiu do café direto para cavalgar e fazer a vistoria em todos os seu espaço da Fazenda. Ele queria de verdade parar de sorrir, mas não conseguia com aquela felicidade toda de imaginar que dali a dois meses ele teria três belas crianças em seus braços e duas delas eram meninos.
Tinha esperando a vida toda para ser pai, esperado a vida toda para ser pai de um filho de Inês e agora ele já tinha um que era um homem, outro que ele amava e que tinha aceitado como filho que era Emiliano e tinha mais três chegando dos quais dois eram seus varões.
A vida estava sendo generosa com ele depois de todo aquele tempo estava dando de uma vez só quase toda a felicidade que ele tinha desejado para vida toda. A família seria grande porque seria um quatro filhas e três filhos sete amores para ele Inês cuidarem pelo resto da vida e serem felizes para sempre.
Victoriano sorriu e deixou com seu cavalo trotasse mais ainda na direção da cachoeira e qual não foi sua surpresa quando viu uma caminhonete parada no meio de suas terras. Victoriano viu apenas uma mulher caída e correndo para ajudar. Foi sem saber quem era e desceu do cavalo sentindo o coração pulsar acelerado com aquela imagem da mulher deitada na carroceria.
Assim que ele se aproximou e viu que era Débora deitada parecendo desacordada. Olhou para o lado e não teve como reagir pois ele foi atacado por Loreto, que o imobilizou colocou uma arma em sua cabeça.
VICTORIANO— Me solte, seu maldito e venha comigo no braço que eu vou te mostrar uma lição de um homem para homem e não essa safadeza de pegar outro pelas costas!
LORETO—Você vai me pagar, Vitoriano você vai me pagar por tudo que você me fez! Mas sobretudo, vai me pagar por ter me roubado a minha Inesita. Você não tinha o direito de ficar com a minha mulher, com meu filho e ainda engravidá- la.
VICTORIANO— Você é um porco, um animal!Ela nunca quis você, ela nunca esteve com você por amor! Você foi um mentiroso que forçou Inês! Ela esteve com você a força, no momento em que ela estava frágil, em que ela era só uma menina! Você devia ter vergonha na cara, Loreto, mas você é uma maldito animal!
Loreto engatilhou a arma...
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