LAS AMAZONAS - Vivendo nosso amor

28 Capítulo 28 - "Fortes emoções"


Inês sentiu o coração se encher de esperança com as palavras do filho e sentindo o coração de mãe apertado, ela o comprimiu contra seu peito..

INÊS — Meu filho, não posso perder você de novo, não posso perder a minha família...– ela sofre e olhou nos olhos.

ALEJANDRO — A senhora não vai perder mais nada, mamãe e nem ninguém... isso é uma promessa...

Todos estavam sob tensão, tudo parecia louco e sem solução. Mas eles tinham um plano e tudo daria certo. Alejandro se preparou e os carros se dirigiram junto com a polícia, para o local indicado por Loreto. Loreto tinha ligado mais uma vez e informado onde deveria se encontrar com Inês.

Victoriano estava amarrado na cadeira e sentia raiva de estar ali. Ainda estava zonzo e sua mente apenas girava e girava na direção de sua única preocupação, Inês e seus filhos! Só isso importava para ele. Justo agora que ele tinha preparado um momento tão especial e tão único para ele a esposa. Sentiu vontade de chorar só de pensar que poderia estar longe de suas filhas, de seus filhos todos e de seu grande amor.

Débora parou diante dele e o olhou com raiva, estava linda e sentia o horror dele ao olhá-la. Nunca tinha sido uma boa esposa e nem se importava com ele em momento algum. Só queria o dinheiro e por isso, naquele momento ela estava diante do homem que ela não tinha nenhum cuidado ou amor.

DÉBORA— Eu nunca entendi seu amor por essa empregadinha, Victoriano, nunca entendi esse seu amor, essa sua necessidade de estar com essa mulher...– se sentou em frente a ele que estava amarrado a cadeira.– Você poderia ter a mulher que quisesse e preferiu deitar com a empregada, com a porca da Inês!– ela o olhou com desdém.– Me trocou por essa mulher, por essa que eu não gosto nem de chamar pelo nome.

VICTORIANO— Inês é uma mulher maravilhosa, ela é tudo que você não é e nunca vai ser.– ele não tinha mais nada a perder, tinha certeza que morreria ali nas mãos daqueles miseráveis, por isso falaria tudo que ele sempre desejou. – Ela é doce, terna, educada e muito perfumada, Inês tem um cheiro delicioso de mulher. Nunca em toda minha vida uma mulher me chamou tanta atenção por seu cheiro.– ele revirou os olhos de prazer ao se lembrar de seu amor.– Não é uma questão de perfume, é ela, é como ela cheira como mulher. E sim, ela é maravilhosa e perfumada em sua intimidade.– ele sorriu e viu o rosto de Débora ficar agressivo e ela deu um tapa no rosto de Victoriano.

Ele respirou fundo e a olhou com raiva, respirando forte como se fosse passar mal.

DÉBORA— Não me humilhe falando detalhes desta porca, não quero saber nada sobre essa empregadinha!– ela bufou de raiva.– Infelizmente eu tive que conviver com você e permitir que um velho nojento como você tocasse em mim, mas isso acabou!– ela sorriu.– Eu nunca gostei de você, eu só queria o seu dinheiro, só isso!

Ele a olhou de cima a baixo.

VICTORIANO— Acha que eu não sei de tudo, Débora, você é como qualquer vagabunda dessas que podemos pagar por uma noite, só que você é mais cara!– ele recebeu outro tapa e ela gritou nervosa.

DÉBORA– Não se atreva a falar comigo desse modo, não sou a sua empregada que foi prostituta de Loreto!

Loreto estava entrando quando ouviu as palavras dela. Loreto olhou para ele e lhe desferiu uma bofetada dentro do rosto. Débora se assustou quando caiu no chão com o lábio sangrando, ela estava assustada com a reação dele.

LORETO— Não se atreva a falar de minha mulher, Inesita não foi e não é nenhuma vagabunda como você, Débora! Cale essa boca!– ele falou rude e Victoriano o encarava.

VICTORIANO— Você é um covarde, por que não me solta e experimenta me bater?– ele forçava a cadeira tentando se soltar, queria a acabar com a raça de Loreto!– Você é um maldito animal, um covarde, um monstro! Pouco homem que precisa humilhar, bater e violentar uma mulher para que ela esteja com você!

Loreto soltou uma gargalhada e olhou para ele. Segurou sua arma que estava estava na cintura, mas não pegou, apenas tocou. Queria Victoriano morto, mas faria isso na frente de Inês, queria que ela visse ele morrer e assim que sabe ela não perderia aqueles bebês e os dois poderiam ser um só.

Loreto estava louco, sempre pensando em como amava Inês e a queria muito, mais que tudo, mais que tudo que existisse e nem queria saber se ela o queria, sua obsessão por ela, não dava a ela o momento de reflexão sobre ela ter que querê-lo também.

DÉBORA— Você me bateu, animal! Você é um idiota!– e sem dizer mais nadas e levantou indo para outro espaço da casa cativeiro.

Loreto a viu sair e depois olhou para Victoriano com um ar superior.

LORETO— Eu poderia comer essa aí primeiro, eu quero mesmo um pouco de diversão, mas se eu fizer isso não terei me guardado para Inesita!– ele abriu um sorriso e viu Victoriano bufar como um animal preso e tentar de novo se soltar quase cortando suas mãos.

VICTORIANO— Maldito infeliz, não vai tocar em minha esposa grávida! Não vai!– ele sentiu seu corpo retesar e se desesperou.

Loreto abriu um sorriso e alisou sua arma, odiava aquele maldito Victoriano.

LORETO— Vou comer Inesita aqui na sua frente, Victoriano! E você vai ver!

Victoriano sentia o corpo todo tremer de ódio e quando ele começou a xingar Loreto, uma buzina chamou por ele. Loreto foi a porta e olhou, quem era? Loreto viu a imagem de Inês caminhando em direção a ele. Sorriu e esperou que ela chegasse. Enquanto esperava, ele abriu a porta. Débora veio do outro cômodo, com raiva por ter apanhado dele estava com um facho de fogo na mão e olhava para Victoriano que não entendeu.

Loreto do lado de fora esperou Inês que caminhava na direção dele olhando para baixo com os olhos tristes. Quando estava bem perto, Loreto guardou a arma e olhou para ela que estava com um lenço na cabeça. Ele finalmente teria a sua mulher com ele, a mulher que ele desejava como louco, que ele amava como louco!

LORETO— Enfim, você veio, Inesita!– e ele foi até ela para tirar o véu, mas tomou dois golpes certeiro no meio da cara r caiu no chão.

Alejandro jogou o lenço fora, estava vestido com as roupas da mãe, disfarçado de Inês e ele avançou sobre Loreto e pegou sua arma ficando de novo de pé. Loreto praguejou e foi obrigado por Alejandro a entrar na casa com ele com a arma apontada para ele. Quando os dois entraram viram Victoriano saltar da cadeira onde estava, depois de conseguir se soltar e avançar em Débora que estava com uma arma na mão e a labareda de fogo em outra.

O fogo caiu ao chão e começou a incendiar tudo, Victoriano tentou segurar a arma da mão dela e tiros foram disparados. Inês estava dentro do carro e começou a chorar sem saber o que acontecia dentro da casa, ela os obrigara a deixara que fosse até ali. A polícia entrou em ação. Loreto deu um soco e Alejandro e correu para a cozinha, mas a arma que estava com Diana foi disparada por ela e Loreto tomou dois tiros.

Alejandro puxou Victoriano correndo enquanto Débora caiu no chão. Os dois saíram correndo e a casa continuou pegando fogo. As labaredas começaram a aumentar e Débora tentou correr, mas Loreto caído no chão segurou o pé dela e a fez cair no chão. Naquele segundo com ela em cima dele, o teto com fogo, soltou uma madeira que caiu sobre os dois, impedindo que saíssem enquanto o fogo se alastrava.

A polícia tentou entrar, mas era impossível porque a casa tinha palhas no teto e já estava completamente tomada pelo fogo. Débora gritou olhando os olhos de Loreto que perdiam a vida deitado sob ela no chão. E o fogo veio e os consumiu enquanto os dois gritavam de horror e dor com aquelas labaredas em suas peles....

DO LADO DE FORA....

O fogo consumia tudo e Inês chorava desesperada.... O seu amor e seu filho apontaram em meio ao fogo e ela correu até eles nervosa, a barriga enorme, o horror daquele momento e ela em choque.

Os três se abraçaram chorando, Inês avançou em um beijo louco em seu amor e depois beijou o filho o puxando para ela, seus amores, seus maiores amores estavam de volta.

INÊS— Eu tive tanto medo, meu amor, tanto medo!– ela deixou que ele a abraçasse sem dizer nada...

VICTORIANO— Acabou, meu amor, acabou, não vamos ter ninguém no nosso meio, somos só nós e nossa família.– ele a beijou e caminhou com ela e o filho para o carro.– Vamos embora daqui, não quero você e nossos filhos assim, perto de todas essas coisas horríveis.

INÊS— Vamos embora, meu amor, vamos seguir com nossa vida...

E eles foram embora, deixando para trás o corpo queimado de dois seres não humanos e que tinham recebido a justiça que mereciam...As vezes, a vida é justa, outras não...