LAS AMAZONAS - Vivendo nosso amor
22 Capítulo 22 - " Aconchego"
Queridas, leitoras, em oito capítulos chegamos ao fim... que desfrutem!
VICTORIANO — Inês, ah, Inês, como você me acende e me enlouquece...– ele sorveu os lábios dela, ficou com sua boca colada a dela, sentindo o gosto gelado do sorvete atrelado ao sabor doce que os lábios dela já tinha.
Victoriano a beijou e foi beijado, tocou e foi tocado e sorrindo como dois adolescentes, saíram dali direto para o carro, precisavam chegar em casa e se amar mais uma vez...mais duas ou três vezes... eles precisariam sempre do amor um outro, de corpo e alma.
NA FAZENDA...
Victoriano e Inês estavam nus e abraçados na cama dos dois na fazenda. Inês sorria com aquele cuidado tão especial que Victoriano sempre lhe dava. Tocava o rosto dele acarinhando delicada. estava de lado, deitada no peito dele e uma das pernas sobre as pernas dele.
VICTORIANO — Meu Deus, amor, morenita, olha o que você fez comigo.– ele riu a beijando em selinhos molhados e cheios de amor.– Me fará pai de três, três bebês lindos e dois varões! Dois lindo meninos que vou mimar mais ainda que a nossa princesa.
INÊS — Duvido, Victoriano, duvido que você vai mimar mais eles dois do que ela...– sorriu, estava tão feliz, era como se o mundo estivesse girando só para eles dois.– Eu estou tão feliz, minhas vida.– beijou o peito dele.– Você me fez sua mulher de novo. Há muitos anos atrás você me tornou a sua mulher, sua e para sempre sua.– ela suspirou se lembrando.– Eu dormia todos os dias ansiando por ser sua novamente, por ter você em minha vida. Eu queria seus beijos, seus toques, seu cuidado comigo... Você sempre foi o meu amor, o homem de minha vida.
VICTORIANO — Ah, Inês, eu sonhava com você, eu sonha com estar assim com você.– apertou o corpo dela a beijando. O lençol cobrindo os dois, ali, abraçados, nus...– Eu queria mais que tudo que me deixasse chegar assim perto e fazer amor...
INÊS — Você só pensava nisso, não é, Victoriano.– ela falou com ele sorrindo e sentindo as mãos dele passando em seu corpo.
VICTORIANO — Que isso, morenita, o que pensa de mim?– ele riu e olhou para ela.– Eu não pensava só nisso, pensava no seu pelo traseiro também.– passou mão exatamente ai.
INÊS — Vamos fazer amor a semana toda para comemorar os nossos bebês. Você sabe que eu quero que me dê atenção, Victoriano, tenho três bebês aqui em minha barriga. Você precisa me dar toda atenção que tenho direito!
VICTORIANO — Eu te darei o que você quiser, minha morenita! Atenção, amor, cuidado e tudo mais que você precisar. Vamos ficar juntos, fazer tudo com cuidado porque esses nossos pequenos tem que ficar aí dentro da sua barriga muito tempo.– sorriu para ela e esperou aquele olhar penetrante que ela lhe dava sempre.
INÊS — Meu amor, você é tão especial, tão lindo.– riu olhando para ele.
Os dois se abraçaram e ficaram ali conversando por mais de uma hora e depois, juntos e felizes tomaram banho e reuniram os filhos para contar sobre a gravidez. Todos reagiram bem e amaram a ideia e quiserem mais que só dar parabéns, queriam dar uma festa para comemorar. Inês aceitou desde que tivessem tempo para combinar tudo.
Victoriano era de uma alegria tão esfuziante que não era possível esconder. Ele teria três filhos da mulher que amava, dois deles eram os homens que ele sempre quis. Três filhos, três bebês para alegrar a casa e deixar a vida dos dois mais cheia de amor.
DIAS DEPOIS...
Inês estava enjoando, tudo estava dando náuseas e dor de cabeça. Se sentava na mesa e comida como uma faminta de dez dias, depois colocava tudo para fora e voltava a comer uma hora depois. Estava ficando fraca e por isso o médico foi chamado e uma medicação para enjoo foi receitada com a prerrogativa de que não havia muito o que fazer.
Quando o médico saiu, Diana se sentou na cama dela e a olhou com atenção. Tinha criada aquelas meninas como suas. Amava mais que tudo. Olhou a filha de seu coração ali diante dela, preocupada.
DIANA— Nana, você não está bem, mas vai ficar, são três.– sorriu feliz tocando nas mãos dela.– Você e meu pai foram com tanta sede ao pote que foi isso que deu.– acariciava a mão dela.
INÊS — Não se preocupe, minha pequena, eu vou ficar bem e seus irmãos também.Eu quero que eles parem de me fazer enjoar, só isso, fora isso não há nada me incomodando.– Inês estava pálida e sentia que poderia desfalecer a qualquer hora.
DIANA— Eu estou aqui para o que você precisar, Nana, eu vou ficar aqui com você e fazer companhia para que não fique tão entediada.– falou rindo.– Você que é sempre tão agitada, vai ser complicado ter que repousar algumas vezes.
INÊS — Eu farei por eles, por meus anjinhos. Eu quero que eles fiquem bem e que tudo dê certo para eles. Eu não tive uma gravidez muito boa quando engravidei de Emiliano, por isso quero que agora seja bom.– ela sorriu e olhou a filha querida.
DIANA— Nana, vai dar tudo certo, você vai ver e nossos irmãos vão nascer bonitos como você e fortes como o meu pai.– deitou na cama ao lado dela com carinho.
As duas passaram a tarde conversando e algumas horas depois, Victoriano entrava no quarto com Inês adormecida. Trazia nas mãos um pote com as jujubas que ela pedira em desejo e flores. Sentou na cama e olhou o rosto dela, era tão linda e delicada, mesmo quando aqueles encantadores olhos verdes estavam fechados, ainda assim, ela era perfeita.
Ele não iria acordá-la. Não iria fazer nenhum movimento, apenas queria deitar-se um pouco ali com ela, juntos, como ele queria agora que estavam casados. Sentia vontade de estar com ela todo tempo deitado e feliz. Viu Inês se mover e abriu os olhos.
INÊS — Minha vida...– ela tocou o rosto dele o olhando com amor e sorrindo de modo leve.
VICTORIANO — Você está melhor ou nossos filhos ainda estão enjoando você?– deu um selinho nela, depois outro e outro.– Eles te deixaram pelo menos dormir um pouco?
INÊS — Estou com fome, eles me fizeram enjoar, mas agora estão quietos aqui pedindo apenas comida.– ela tocou a barriga e sorriu com ele.– Victoriano como vamos chamar nossos filhos? Você já pensou?
VICTORIANO — Eu não pensei, morenita, não pensei em nada ainda. Mas podemos pensar agora.– ele se levantou, tirou sua roupa e deitou na cama com ela apenas de cueca. A abraçou e sorriu com ela ali.
INÊS — Você vai ficar aqui assim?– ela sorriu deitando no peito dele com carinho e alisando o peito dele, gostava de acarinhar ele, gostava mesmo de ser assim, um grude com ele.– Com esse corpo de fora? Todo exibido?
VICTORIANO — O que tem, Inês? Estou com calor e você está de camisola.– ele sorriu e a beijou com carinho.
INÊS — Nem pensa, meu amor, nem pensa que não posso...– ela sorriu sentindo os lábios dele em seu braço e sorrindo porque Victoriano sempre queria fazer amor e ela também.
VICTORIANO — Vamos ficar sem nos amar por muito tempo, Inês.– ele sorriu e olhou os seios dela.– Eu nunca tive três filhos de uma vez. Acho que ninguém está preparado para isso, eu tenho medo, Inês.
INÊS — Medo de que, meu amor? O que te assusta tanto?– ela mudou a posição e olhou nos olhos dele. Ela também tinha medo, mas queria que as coisas dessem certo e não podia passar para seus filhos aquela insegurança.
VICTORIANO — Eu estou apavorado, morenita, apavorado...– ele a olhou nos olhos e se apaixonou de novo por ela, ela era seu amor, o maior dos amores.– Eu não sei como reagir a nada.
INÊS — Mas você é um pai perfeito, Victoriano, será desses aqui também. Será de todos os filhos que você tiver.– tocou o rosto dele com amor e ficou admirando seu marido.– Vai ser difícil, vai ser complicado no começo e vamos ser marinheiros de primeira viagem do que é ser pais de três. Mas vamos dar conta, vamos dar conta de tudo porque amamos esses nossos filhos.
Ele a beijou ternamente. Estava feliz, estava com amor e alegria.
VICTORIANO — Eu confio em você, meu amor, minha vida, você vai me ensinar a ser um bom pai para nossos filhos.– puxou Inês para junto dele. – A ser o melhor pai que eu poderia ser, o melhor sempre. O melhor para você!
INÊS — Sim, meu amor, o melhor...– Inês sorriu e em segundos se levantou correndo para o banheiro.
Victoriano foi com ela até o banheiro e sorriu, ela estava passando mal, mas mesmo diante da cena dela precisando dele, ajoelhada naquele banheiro, sabia que o motivo daquele mal estar era o melhor do mundo.
Os filhos quando vem, vem com a missão de colocar o coração dos pais em um lugar de amor e de alegria que nada mais no mundo poderá. Tudo que uma criança faz é luz, elas têm o poder de clarear as incertezas do cotidiano.
Eles não tinham uma, eles tinham três bençãos e eles nem podiam escolher não serem felizes. Victoriano a ajudou, aquele peso, ele não podiam carregar, mas ele estaria ali, sempre junto, parceiro, amigo, pai...
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