LAS AMAZONAS - Vivendo nosso amor
10 Capítulo 10 - Flores e sorrisos
VITORIANO — Agora, todas as vezes que você estiver diante de Inês, você vai se ajoelhar, como está ajoelhado agora e pedir perdão a ela por ter destruído a vida dela e a minha! – a voz firme, certa, fria.– Nunca mais você vai violentar uma mulher ou eu mesmo virei aqui e arrancarei essa miséria que você tem entre as pernas!– era só ódio enquanto falava.– Um homem de verdade nunca faria as coisas que você fez com ela... Um home de verdade não precisa tomar uma mulher a força... Vai conquistá-la, amá-la, tê-la para si. Por isso, você não é um homem, porque tudo que você tem, você tomou de alguém, a força.
Cuspiu no chão ouvindo os xingamentos de Loreto, virou as costas e saiu. O passado estava encerrado e Vitoriano não queria mais ser infeliz!
Enquanto cavalgava para casa, Vitoriano só conseguia pensar em como amava Inês e não queria mais perder nenhum um minuto sem ela. A cada galope do cavalo, ele sentia que a vida lhe reacendia o olhar. Sentia o coração apertado de amor e desejo.
Pensava nela e em como as coisas poderiam ser melhores a contar daquele momento. Ele queria e seria o mais feliz que podia em sua vida... Os dois já tinham pagado a conta daquele terrível passado.
O dia passou corrido e cheio de questões de todo tipo. Vitoriano entrou em seu quarto sentindo o coração partido quando se deu conta que Débora tinha ido para um hotel e levado com ela a seu filho em seu ventre. Ele queria ao bebê, mas o casamento tinha terminado e ela sabia que não adiantaria insistir.
INÍCIO DA LEMBRANÇA DE HORAS ANTES:
Ao telefone enquanto juntava suas coisas, Débora sentia-se frustrada pelo fracasso do golpe que daria em Vitoriano. Sua vingança teria que ser redesenhada. Ela ligou para Elias e com ele combinava o que seria o próximo plano.
ELIAS – Podemos usar o bebê?– falou de modo incisivo, queria um jeito de se vingar a todo custo.
DÉBORA— Você só pode mesmo ser um idiota! Acha que estou grávida desse velho mequetrefe? Não bastaram todas as noites que tive que fingir prazer na companhia dele? Por Deus, Elias, eu sempre tive novo dele e não existe bebê algum! Eu menti! Menti! Deus me livre ter um Santos dentro de mim. Tenho nojo dessa família infeliz!
ELIAS — Então, o que faremos?— ele estava nervoso do outro lado da linha.
DÉBORA — Vamos usar as contas e pegar todo dinheiro dele, é isso que faremos. Eestou saindo desta casa agora mesmo. Não passo nem um minuto mais aqui.— fez cara de novo.— Quando penso que tive que aturar essas chatas dessas meninas, eu mereço o céu e viagens a Miami !— riu coqueta, tudo que queria era se ver livre deles!
ELIAS — Nós vemos no hotel onde combinamos, sim!
Quando desligou o telefone ela sentiu que a vida estava lhe sorrindo de novo. Não havia bebê algum, mas deixaria que ele pensasse que sim, havia e ele teria que ser responsável por ela durante o tempo que ela quisesse.
Sorriu olhando- no espelho e sentindo que era a mulher mais bonita que existia no planeta. Vitoriano Santos não era só uma batalha, ele era uma guerra inteira. Estava se retirando do campo de batalha, mas voltaria na hora certa.
Suspirou, ergueu a cabeça e começou a tirar suas coisas do quarto, em breve, os ventos soprariam a seu favor.
FIM DA LEMBRANÇA DE HORAS ANTES:
Vitoriano limpou sua lágrima pelo filho que tinha ido e que algum dia ele teria com ele.
Os dias passaram e ele e Inês contiveram aquele desejo de estarem juntos por mais de uma semana. Naquela noite especial Vitoriano pensou em todas as coisas que queria para aquela noite. Um sorriso terno lhe passou pela mente e ele sentiu que a vida seria melhor para todos.
Na hora exata contariam a todos...
Se banhou, se vestiu e quando pronto foi até o quarto de Inês e bateu suavemente na porta. Inês o atendeu, estava linda, arrumada de modo simples como ele pedira, um vestido solto, branco e ele também estava de branco, uma bermuda e a blusa.
O rosto dela estava maquiado e os cabelos estavam soltos. Estava linda. Quando a viu, Vitoriano sentiu aquela chama em seu coração se acender. A sua morenita era a mais hermosa de todas as mulheres.
Inês estava deslumbrada com ele, com sua expressão de homem feliz, com aquele amor tão efetivo que sentia nele. Aproximaram-se sem dizer palavra alguma, não havia nada para dizer que suas línguas não fossem dizer com mais certeza.
Os dois beijaram-se, língua na língua, carne na carne, lábios suaves e quentes. Quando sentia Inês beijando-o, Vitoriano sentia todos os poros de seu coros responder a ela, ela era sua razão de viver e agora, sabia que ela não o havia deixado e que não era falta de amor o que os tinha separado.
Ela o mordiscou nos lábios e tocou o rosto dele com carinho, o queria, o amava e ele agora estava ali, todo seu, como em um sonho. Vitoriano a puxou para junto dele, corpos unidos e o sorriso dela perpassando sua alma.
INÊS – Vamos aonde?– ela sorriu esperando que ele lhe contasse o segredo.
VITORIANO — Inês...– ele sorriu e a beijou novamente.– Ah, Inês... Inês, minha Inês...– ele suspirou como se estivesse longe de ser real.
INÊS – Oi, estou aqui.– sorriu com ele e sentiu que as mãos dele lhe massageavam as costas com carinho.
VITORIANO —Eu estou sonhando?– ele sorriu.– Estou?– as cabeças foram unidas e eles sorriram, o coração acelerado.– Vamos, Inês!
Ela sorriu e com a mão dada a ele o seguiu. Vitoriano sorria com ela no carro, cada gesto, cada coisa que dizia era uma alegria ímpar, uma verdade de amor. Os dois sorriam felizes quando ele parou diante da cachoeira, perto de uma cabana onde se viam quando eram jovens.
Inês desceu do carro sorrindo e o olhou, havia flores, havia uma linda mesa e uma pequena tenda que levava até o jantar que ele tinha preparado. Tudo iluminado decorado para que ela se sentisse em passarela. Os olhos dela encheram-se de lágrimas e ela o olhou.
Vitoriano a segurou pela mão, beijou e a olhou nos olhos. Tocou o rosto dela, a beijou com amor e sorriu. Pegou do bolso as alianças e sorrindo a ergueu diante dos perplexos olhos de Inês.
INÊS – Vitoriano...– ela suspirou sentindo seu coração encher-se de frescor e amor por aquele homem, cada vez mais, cada momento mais.
VITORIANO — Eu já te perdi uma vez, meu amor, minha Morenita, não vou te perder novamente.– se ajoelhou diante dela que chorava.– Meu amor, eu quero passar o resto dos meus dias com a única mulher que eu amei, com a dona de meu coração, com a única que me aquece o corpo e alma.– ele tinha os olhos marejados, tocando os dedos dela enquanto colocava a aliança e via chorar emocionada.– Eu quero se case comigo, Inês, porque você já é minha e eu já sou seu.
Inês sentiu as pernas bambearem, o coração acelerar, a vida se esvaiu e ela achou que ia desmaiar, borboletas em seu estômago flutuavam informando que era a mulher mais feliz do mundo.
INÊS – Eu te amo, Vitoriano... Eu te amo...– ela se ajoelhou e o olhou com aqueles lindos e verdes olhos de oceano e amor.– Eu já sou sua...– ela colocou a aliança no dedo dele e o beijou com amor e loucura, juntos e cheios de amor.
O beijo, ali, ajoelhados, cheios de uma alegria sem par, os dois consagraram aquele amor, só os dois e a lua. O dois ergueram-se e seguiram de mãos dadas e ela sorriu alto.
VITORIANO — O que foi, Inês?– ele acompanhou o olhar dela e onde lhe causava riso.
INÊS – Você trouxe uma cama...– ela sorriu e se lembrou como ele era um homem estremante físico e como o corpo dele sabia receber o amor de uma mulher, assim como sabia dar prazer.
VITORIANO — Sim.– ele sorriu e piscou para ela a levando primeiro a este espaço.
Inês ria como uma adolescente e sentou-se na cama com ele, sorriu vendo a forma sensual como Vitoriano a olhava.
INÊS – Você planejou tudo pensando que eu vou para cama contigo...– ela riu sentindo que esse era um comentário muito indecente.
VITORIANO — E você irá.– ele riu e a olhou.– Você já está nela comigo.– riu e a beijou nas mãos.– Senhora Santos.
Os dois deitaram-se na cama aos beijos e em meio ao frenesi de estarem juntos ele sorriu e propôs.
INÊS – Vamos começar ao contrário?– ela o tocou no rosto e sentiu que ele voltava a posicionar-se sobre seu corpo.– Nós deveríamos jantar primeiro.
VITORIANO — Eu quero que você jante comigo sem roupa.– ele sorriu e levou a mão até um dos seios dela.
INÊS – Vitoriano!– ela riu dele.– Como você pode querer que eu fique exposta assim, eu tenho vergonha...– ele abaixou o olhar.
VITORIANO — Inês, você é linda, a mulher mais lindo que já vi.– ele aproximou-se e com sua voz roupa foi sussurrando palavras de amor ate retirar o vestido de Inês por completo e descobrir que ela tinha uma surpresa para ele.
INÊS – Gostou?– sorriu envergonhada, mas deixando que ele lhe visse o corpo absolutamente nu.
VITORIANO — Inês!– ele sufocou o gemido.– Você não tinha nada por baixo.– ele sorriu alto.– Viemos, os dois, até aqui, naquele carro com você sem nada além desse vestido?– ele a beijou com amor...– Você é má, Inesita, muito má com seu Vitinho...
INÊS – Hazme el amor, mi vida...– ela sussurrou quando ele novamente se aproximou, Inês tinha os olhos embargados de desejo por ele.
As estrelas brilharam mais, a lua ficou mais brilhante e até o perfume do vento estava mais suave e delicioso quando os corpos ficaram nus e entre carícias eles se amaram. Eram tantas as carícias que ele queriam dividir, tantas as formas de amar e ser amado...
Inês sentiu os lábios de Vitoriano em todo seu corpo, em cada parte de seu ser. Vitoriano sentia os beijos de Inês, que assim, quando ficava nua virava oura mulher e o fascinava que ela fosse assim, apaixonada, exigente de carícias e que gemia para que ele fosse mais forte e mais fundo em seu corpo.
A cada momento que ele reentrava e ouvia os gemidos de Inês, mais eles gozavam aquele momento, mais tinham a certeza de que o amor os estava brindando com a felicidade. Em meio aos gritos de prazer e as carícias de amor que dividiam, Vitoriano gemeu para ela:
VITORIANO — Quero ter um filho contigo, Inês...– ele pediu com os olhos marejados de lágrimas, sentindo o calor do corpo dela.
Inês apenas abriu os olhos cheios de desejo e luxuria, sentindo que seu corpo sedia a mais um gozo que a faria gritar de prazer com ele e gemeu entregue.
INÊS – Quantos você quiser, meu amor, quantos filhos quiser...
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