LAS AMAZONAS - Esperando por seu amor

20 Capítulo 20 - Mudanças e acertos


INÊS — Eu te amo, papai Vitoriano...– ela o enlaçou no pescoço.

VITORIANO — Eu te amo mais, mamãe Inês... Minha Morenita...– ele sorriu sentindo o corpo dela junto ao seu...

INÊS — Então, me mostra quanto... me ame como se não houvesse amanhã, porque eu sou sua, só sua, meu amor, meu Vitoriano.

Vitoriano a amou, como não amá-la? Queriam viver cada um dos momentos que podiam juntos. Ele a beijou com delicadeza, depois foi retirando as alças da camisola e beijando cada parte do corpo dela... Aquele prazer seria demorado.

Inês sentiu as mãos dele em seu corpo, massageando, buscando cada ponto de tensão para promover o alívio.

VITORIANO Minha mamãezinha...

INÊS – Sua, só sua...

Fizeram amor, estavam juntos, sentindo a pele um do outro. Entre carícias e sensações, gemidos e grunhidos de prazer, os dois se pertenceram mais uma vez. O corpo de um estava viciado no corpo do outro. Não havia nada mais intenso que pertencer...

MANHÃ:

INÊS Bom dia, meu amor...– Inês falou sorrindo e sentindo a atenção dele para ela.

VITORIANO— Bom dia, meu amor...– ele falou cheio de sorrisos beijando Inês.

INÊS — Dormiu bem?– ela sorriu sendo gentil e vendo os olhos dele em encantamento.

VITORIANO— A melhor noite, minha Morenita.

Um selinho foi trocado, mas Inês o puxou novamente e lhe deu um beijo que o faz perder o fôlego. Era muito amor, muito tempo longe e agora a melhor notícia de todas. Por mais que desejasse estar tranquila, sentia uma vontade louca de estar com ele.

INÊS — Eu preciso te dizer uma coisa e preciso que você entenda que é necessário.– ela sentou-se na cama. Ele sentou-se também.

VITORIANO— Sim...– observou a expressão dela se mudar.

INÊS — Eu preciso ir até a fazenda hoje...– falou sem rodeios, não adiantava ser delicada com aquelas questões.

Vitoriano sentiu um pontada, o que Inês queria fazer naquele lugar?

VITORIANO— Você não vai lá, Inês!– respondeu perdendo a calma.

INÊS — Eu preciso resolver isso de uma vez e conversar com meu filho.– suspirou.– Eu preciso que Emiliano entenda porque não posso morar com o pai dele.

VITORIANO— Inês não posso deixar você ir naquele lugar!– falou criando tensão em seu olhar.

INÊS — Por que você não vem comigo?– falou observando a reação dele.– Preciso apenas que me prometa que não vai fazer nada com aquele canalha.– ergueu o senho.– Mais nada, eu quero dizer.

VITORIANO— Inês, acho que não deveríamos ir lá.– foi direto, estava impaciente.

INÊS Eu preciso ir e me sentirei mais segura se você for comigo.– fez uma expressão de necessidade que ele não poderia contestar.

VITORIANO— Tudo bem.– ele sorriu.– Mas não vou participar da conversa com ele e nem vou entrar. Ficarei na varanda ou vou terminar o que comecei.– ele estava sendo sincero.

INÊS Deixe de besteiras, que você tem um filho para criar.– ela sorriu ficando de pé.

Vitoriano a abraçou e beijou com carinho. Inês o enlaçou com seus braços, como ele era bonito.

VITORIANO— Quando vamos contar a todos?– ele sorriu.

INÊS Quando você quiser...– sorriu de volta.– Eu sei que você quer dar logo a notícia.

VITORIANO— Quero sim... Mas só se você quiser.

INÊS Eu quero.–fez charme, se roçando nele.

VITORIANO— Você quer?– ele sussurrou no ouvido dela.

INÊS Quero sim, papai e na banheira.– ela sorriu alto.

Inês sentiu os braços de seu amor segurarem seu corpo com carinho. Os dois sempre queriam um pouco mais de intimidade.

NA FAZENDA DE LORETO:

A viagem até a fazenda de Loreto foi rápida, Vitoriano não falou muito, estava apreensivo e armado, embora Inês não tivesse visto. Quando chegaram foi Emiliano que os recebeu. Saldou a mãe com carinho e deixou a mágoa para trás.

Inês pediu que ele a deixasse sozinha com Loreto, enquanto Vitoriano decidiu conversar com o filho dela. Algumas questões estavam com muitas arestas e precisavam ser aparadas. Vitoriano sentou-se com Emiliano na varanda, queria conversar com ele mas ao mesmo tempo estar atento a Inês dentro da casa.

VITORIANO— Você ama minha filha?– falou desarmado, como um pai.

EMILIANO— Mais que tudo, eu amo a Cony demais...– falou tranquilo.

VITORIANO— Se você já conhece o amor assim tão novo, como pode não aceitar o amor que eu e sua mãe sentimos?– ele observou o rosto do jovem mudar.

EMILIANO— Eu não quero que a minha mãe sofra.– foi direto.

VITORIANO— Me diz uma coisa, Emiliano, quando você olha para sua mãe, você a vê infeliz?– foi direto também.

EMILIANO— Não!

VITORIANO— Então, me diga o que falta para que você aceite que estamos juntos?– segurou no ombro do jovem.– Você é como um filho para mim, Emiliano.

EMILIANO — O senhor ama a minha mãe?– a pergunta direta e cheia de intenção.

VITORIANO— Como nunca amei nenhuma mulher na minha vida, Emiliano! – ele olhou para ele com paciência, o rapaz estava numa idade onde nada parece ser de fato o que é.

EMILIANO Ela quer ficar com o senhor e eu quero que minha mãe seja feliz. – falou sorrindo e tentando ser gentil.

VITORIANO— Ela já te disse que você terá um irmão?

Os olhos de Emiliano se encheram de felicidade. Aquela era uma notícia linda. Ele sempre quisera ter um irmão, aquela era sua chance.

EMILIANO Não, ainda não conversamos com calma!– sorriu.– Parabéns! O senhor deve estar feliz!

VITORIANO— Estou sim, muito!– ele abraçou Emiliano.– Mas vou ficar mais se você for agora conosco para casa.

EMILIANO — Eu quero ficar com meu pai...

VITORIANO— Mas sua mãe, precisa de você, do filho e do amigo que você sempre foi para ela.–ele sorriu confiante.– Vamos para casa, Emiliano...

Sem dizer mais nada, ele assentiu, não podia deixar a mãe sozinha em um momento como aquele. Se era para ter um irmão, que fosse bem perto.

NO QUARTO DE LORETO:

Loreto estava deitado, a perna com uma faixa, mas ele podia se mover. Estava fingindo, não estava tão mal quando queria fazer parecer, mas tinha muitas marcas no rosto e o nariz estava bem roxo como se estivesse quebrado.

Quando Inês entrou no quarto dele sentiu uma impressão de sufocação que a fez controlar a respiração. Estar ali, com Loreto, entre quatro paredes ainda a fazia sentir medo, um medo tão evidente que ele podia perceber.

Loreto sabia bem o que era aquele olhar que ela lhe deu quando entrou no quarto. Mas ele não se importava. Ele queria Inês e ele teria Inês. Se ela quisesse seria ótimo, mas se não quisesse, ele não se importava em tomá-la a força. Era na verdade, uma maneira muito conhecida de abordagem para ele.

Inês nunca se dera por amor ou por vontade durante o tempo que estiveram casados.

LORETO — Olá, Inesita.– falou sorrindo de forma maldosa e apreciando o corpo dela.– Enfim, sós...– tudo que ele mais desejava desde que fora solto era estar com Inês.

INÊS — Você devia se envergonhar de fazer seu filho acreditar em mentiras.– ela falou sem a menor vontade de perguntar como ele estava.– Você é baixo, Loreto.

LORETO — Você contou a ele...– falou tenso e baixo.– Contou a Vitoriano...

INÊS — Que você me violentou? Sim eu contei tudo...– ela falou tentando ser firme, sempre ficava tensa perto dele.

LORETO — Eu quero que Emiliano saiba que você me trocou para ficar com Vitoriano.– o cinismo no rosto dele impressionava.– Você é a minha mulher!!! Meu filho sabe disso.

INÊS — Nojento! Como você pode ser tão mentiroso e tão asqueroso?– sentiu vontade de estapeá-lo.–Eu vou me casar com Vitoriano! Vamos ficar juntos para sempre e você não pode mudar isso!!!

LORETO — Não importa, Inês, anote o que vou te dizer.– os olhos dele faiscavam de inveja enquanto olhava para ela.–Você vai vir para esta casa e vai se deitar aqui nesta cama comigo e vai ser minha mulher!

INÊS — Nunca mais vai tocar em mim, seu maldito!– falou alto, com raiva, com rancor de anos.

LORETO — Você é tudo que eu quero...– falou rindo.– Você voltará a ser minha, contra sua vontade ou não, você pode escolher... Mas eu vou ter seu corpo, seu gosto... E quando eu te pegar, Inês, vou te comer por todo tempo que estivemos separados!

Os olhos dele recendiam verdade enquanto ele dizia aquelas coisas horríveis. Para ele, o importante era satisfazer seu desejo, fosse qual fosse a escolha dela.

INÊS — Você está louco!– falou assustada com ele.–Vitoriano bateu tanto em você que você perdeu o juízo? – foi mais perto dele.– Vim até aqui te dizer que meu filho não ficara longe de mim e que quando eu terminar de conversar com ele hoje, você nunca mais será amado por ele.

LORETO — Emiliano ficará comigo, eu amo meu filho!– ele sorriu maldoso.– O filho que eu fiz em você, Inesita!!!

INÊS — Eu vou dizer a ele cada uma das coisas que eu guardei todos esses anos...– continuou falando, ignorando o que ele dissera.

LORETO — Eu vou entregar o papéis, Inês e Vitoriano irá para a cadeia!– falou alto.

INÊS — Não temos medo de você, pode fazer o que quiser!– ergueu o dedo na direção dele, como um aviso.–Não vamos mais ceder as suas loucuras. Saiba que quero você longe de meu filho e mais longe ainda de mim. Você é digno de pena. Um homem tão infeliz que nem consegue conquistar uma mulher, precisa tomá-la a força.– a voz embargou-se.– Você é um maldito violador, Loreto e nunca será diferente porque nenhum mulher vai amá-lo...Nenhuma!!!!!

LORETO — Não quero amor, Inês, quero seu corpo! Seu corpo bem embaixo do meu!– falou movendo os lábios com desejo, ele se excitava com as coisas que dizia a ela.

INÊS — Asqueroso, você está avisado!– ela foi firme.– Fique longe de nós!

LORETO — Ficarei em cima de você, Inês!– ele proferiu vendo Inês sair furiosa com aquela conversa.– Bem em cima!!!!