Vitoriano aproximou-se dela com todo seu desejo contido e disse firme:

VITORIANO— Apenas venha comigo, Inês...

Inês obedeceu sentindo a mão dele puxar seu braço de forma incisiva, mas sem machucá-la. Caminharam rápido até o pátio onde seis peões observavam a pressa dos dois. Vitoriano trazia um lençol dobrado nas mãos, que ele jogou dentro do carro. Absolutamente todos estavam acostumados com os achaques de Vitoriano e todos também sabiam que somente Inês conseguia acalmá-lo.

Durante todo percurso dentro da caminhonete dele, Vitoriano ficou em silêncio. Sentia seu estômago doer de ansiedade, as pernas estavam presas nos comandos da caminhonete. Depois de alguns minutos dirigindo, ele desceu uma das mãos do volante e colocou sobre a perna dela. Inês não se assustou, ele costuma fazê-lo quando viajavam juntos. Algumas vezes, aquela mão buscava consolo onde ele não estava autorizado a tocar. Não mais!

Quando estavam juntos, ainda que em silêncio como naquele momento, Inês sentia seu coração acelerar, suas pernas tremiam e calma partia para algum reino distante. O seu corpo era um traidor, bastava um único olhar dele e ela sentia vontade de arrancar cada peça de sua roupa e entregar-se aquele amor por completo.

Inês desejava Vitoriano, desejava seu toque forte, intenso, desejava as mãos apaixonadas em carícias obscenas. Queria enlouquecidamente o corpo dele sobre o seu, sentir o peso, as estocadas fortes que faziam gemer por mais e mais, sempre que os dois estavam juntos! O corpo dela não lhe pertencia, pertencia a ele. Tinha sempre que se controlar para não transformar sua certeza de mulher decente em um concubinato oficial com ele.

Inês quebrou o gelo daquela situação. O que Vitoriano estava querendo saindo assim, correndo para algum lugar que nem dissera onde era?

INÊS – O que você tem? – a voz dela saiu tensa enquanto buscava o olhar dele.

VITORIANO — Precisamos conversar, Inês!– ele a olhou de forma direta e suspirou.

INÊS — É assim tão importante que não podia ser dito na sua casa?– ela ajeitou-se na poltrona sentindo que Vitoriano movia a mão mais acima de sua coxa, quase tocando em sua intimidade.

VITORIANO — É...– foi sincero olhando para a frente.

INÊS — Aconteceu algo com Diana Elisa?– perguntou preocupada sentindo a mãe dele massagear sua perna. Aquele homem tinha algum intensão.

VITORIANO — Não!

INÊS — Então foi com minhas consentidas? – estava mais tensa, porque afinal ele não dizia logo alguma coisa?

VITORIANO — Elas estão bem também!– foi frio.

INÊS — Emiliano? Meu Deus, Vitoriano, foi algo com Emiliano?– desesperou-se colocando as mãos na cabeça num gesto descontrolado de tensão e medo.

VITORIANO — Mulher, não foi nada disso!– ele a olhou com um sorriso, finalmente acalmando o coração dela.

INÊS — Me diga de uma vez o que está acontecendo e para onde estamos indo.– foi firme retirando a mão dele de sua perna.

VITORIANO — Para a cachoeira!

Inês tocou o braço dele no volante para que parasse o carro. Vitoriano parou e voltou seu olhar de reprovação para ela.

INÊS — Por que está me lavando para a cachoeira?– perguntou se ajeitando na poltrona para não estar tão perto e suscetível à ele.

VITORIANO — Inês, Morenita, eu preciso conversar com você, nós precisamos de um tempo sozinhos...

INÊS — Poderíamos ter conversado na fazenda. Por que precisava me levar até a cachoeira apenas para ter essa tal conversa.

VITORIANO — É um assunto delicado...– ele suspirou mais uma vez.

INÊS — Então, me diga logo do que se trata antes que eu tenha um troço, Vitoriano. Você está me assustando com todo esse mistério!

VITORIANO — Aqui não! Vamos a cachoeira!

O olhar de Vitoriano direcionou-se aos seios de Inês e depois aos lábios. Apenas uma fração de segundos foi suficiente para que ela entendesse o significado daquela ida à cachoeira. Aquele era o paraíso do amor para os dois.

INÊS — Não irei a cachoeira com você, Vitoriano, sabe que é errado! – ela afastou-se temerosa.

VITORIANO — Precisamos, Inês! – foi taxativo em sua necessidade, que ele desejava também ser a dela. A puxou pela cintura.

INÊS — Você está casado!– ela afastou-se dele com precaução, tinha medo de si mesma quando estava diante dele.

VITORIANO — Mas eu quero você, Inês! Quero muito você!

Antes que ela pudesse responder, Vitoriano a beijou de forma intensa. Os lábios se envolveram e ele insistiu com língua de modo a ser aceito por ela mais profundamente. O beijo foi correspondido, Inês o amava, era o homem da sua vida. Sentiu as mãos dele percorrerem seu corpo com desejo absoluto.

VITORIANO — Eu te quero, Morenita, eu sou louco por você!– enlaçou o corpo dela com loucura e apertou contra o seu.

INÊS — Não podemos, Vitoriano, você é casado...– sentiu os lábios dele alcançarem seu pescoço numa carícia alucinante.

VITORIANO — Mas você também me quer, você também me ama!!– sussurrou.

INÊS — Eu te amo, mas não serei sua amante!– ela o afastou novamente, já ofegando com o toque dele.

Vitoriano a puxou com doçura pela cintura e olhou dentro dos olhos dela enquanto declarava seu amor e seu desejo incondicional.

VITORIANO — Por hoje, eu quero que seja apenas a minha mulher e que me deixe ser o seu homem...

INÊS — Não podemos! Não somos mais dois adolescentes, sabemos que isso vai acabar mal.– beijou-o levemente no lábios perdendo sua racionalidade.

VITORIANO — Mas eu quero você, Morenita, eu quero muito estar dentro de você! – a voz dele era embargada e já consumida pelo desejo sussurrando no ouvido dela.

INÊS — Vitoriano...– Inês gemeu intensa, sentindo que ele lhe abria a blusa verde com furor em busca dos seios.

VITORIANO — Eu quero tanto você. – abocanhou um dos seios com loucura tentando arrancar o sutiã.

INÊS – Eu te amo!– ela o puxou para um beijo nos lábios, delicioso, cheio de querer.

Inês apertou o corpo dele contra o seu de forma prazerosa. Queria-o, desejava-o dentro de seu corpo. Desejava que ele lhe mostrasse novamente aquele membro enorme que pulsava por ela. O corpo grande e volumoso dele era um complemento ao desejo dela, que se mantinha esguia, com a mesma pele leitosa e perfumada que detinha na juventude, a mesma cabeleira negra, sedosa e de fios longos.

VITORIANO — Me deixe fazer...– ele implorou tocando-a entre as pernas.

INÊS – Sim, Vitoriano, sim... – gemeu louca de desejo por ele. – Mas aqui não, alguém pode nos ver!

Vitoriano afastou-se dela e arrancou com o carro até a cachoeira. Não durou nem 4 minutos para chegar, pois a velocidade na direção era do tamanho do de seu desejo por ela e do medo que tinha de que ela desistisse. Avançou aos beijos sobre ela assim que o carro parou. Estava deserto, naquela gruta, ninguém passaria ou veria os dois. As árvores seriam as únicas cúmplices de todos os movimentos apaixonados.

VITORIANO —Inês, diga que também me quer...– ele a beijou antes que ela respondesse.

INÊS — Eu te quero, Vitoriano.

VITORIANO — Eu te desejo tanto...

INÊS — Mostre-me, então o tamanho do seu desejo.

Vitoriano arrancou sua roupa de modo a ficar completamente nu diante dela. Sem mais tempo ou razão ele a ajudou a tirar as roupas também, permanecendo apenas com a calcinha preta, rendada e fina que usava naquela manhã.

VITORIANO — Você é linda, Inês! Perfeita!

INÊS— Não diga bobagens, eu sou apenas uma mulher...

VITORIANO — Minha mulher!

Os corpos se atraíram e os dois se abraçaram com sofreguidão, mais que o desejo que os consumia, era aquela paixão avassaladora, aquele amor incondicional. Inês sentiu a mão dele roçar entre suas pernas e massagear seu clítoris enquanto sugava seu seio com força.

Ela sentiu a mão dele intensificar a massagem e os lábios deixaram de sugar seus seios para beijá-los e intercalar a carícia com mordiscadas nos bicos róseos e volumosos. Quando aproximou a boca do seio esquerdo dela, Vitoriano sentiu o coração acelerar ao lembra-se como desejava ter um filho com Inês.

Inês ainda era jovem, tinha condição de engravidar, mas se recusava a estar com ele. Ela o amava e ele sabia, mas não dividiria a cama com ele para ter um filho, não dividiria a cama com ele por nada enquanto estivesse casado.

Sentiu o coração acelerar ao ver o rosto dela inflamado de desejo. Com medo que desistisse, Vitoriano, então, saiu de dentro da caminhonete com o lençol nas mãos, volteou até o lado em que ela estava, arfante e desejosa dele e a pegou no colo.

INÊS— O que está fazendo?– sorriu sentindo que ele lhe carregava até a beira da cachoeira.

Vitoriano beijou Inês enquanto a carregava. Depois a deixou de pé. Estendeu o lençol na relva, diante das águas límpidas que se alongavam em toda extensão daquelas terras ali. Era o paraíso quando ele a deitou sobre o lençol e percebeu os lábios dela buscando os seus em desespero, numa ânsia de ser tomada, domada e consumida. Ela o queria e estava demonstrando com ardor.

Os dois abraçaram-se fortemente quando Vitoriano depositou o corpo dele sobre ela, relaxando o peso e dando a sensação de esmagamento tão excitante em um momento de amor. Depois foi descendo seu corpo, roçando ao dela em beijos que se iniciaram no pescoço e terminaram dentro da intimidade dela. Ali, entre as pernas de sua mulher, ele se sentia o homem mais feliz do mundo. Aquela forma de amar, ela não dividia com ninguém mais além dele.

Quando sentiu os lábios de vitoriano tocarem sua intimidade, Inês se incendiou e qualquer dúvida que tivesse sobre aquele encontro ser um erro, ela se esqueceu naquele instante. Ele a sugou e massageou sua fina pele íntima até que ela gozasse, quase fechando as pernas em redor de seu rosto. Ele sorriu quando retirou o rosto de dentro das pernas dela e a viu gemer intensamente por aquele sexo que tanto desejavam.

INÊS— Por favor, entre de vagar em mim. – ela implorou.

VITORIANO — Você não gosta de vagar, Inês, você sempre gostou bem forte, dentro de você fazendo você gritar.

Com essas palavras ele se introduziu no corpo dela arremessando o membro volumoso e completamente entumescido com a intensidade. Ela era deliciosa, foi o que ele pensou ao sentir o toque de suas peles, o atrito indescritível que o fazia tremer inteiro ao tocar nela. Só ela o fazia sentir-se alagado de desejo e consumido de prazer.

Vitoriano sentiu o corpo de Inês vibrando em seus braços com gemidos fortes de gozo. Mais uma vez ele podia demonstrar porque era o homem da vida dela.

Vitoriano suspirou enquanto esperava Inês retomar o fôlego, para distensionar as pernas que estavam ladeando às costas dele, apertando-o forte.

Vitoriano— Abra as pernas, amor, eu ainda não acabei! – ele sussurrou esperando que ela lhe desse a chance de gozar inteiramente sua companhia.

INÊS— Por favor, não goze dentro de mim, meu amor, eu não estou tomando os remédios.– ela implorou esperando que ele a atendesse.

Vitoriano sentiu-se ainda mais excitado com aquela revelação e estocando forte muitas outras vezes, explodiu em gozo, eliminando cada gota de seu sêmen dentro dela. Esperançoso de que aquelas terras sexuais ainda fossem férteis, sorriu sentindo o corpo flutuar. Inês tentou empurrá-lo, mas uma onda de prazer tomou conta de seu corpo e ela também foi vencida pelo espasmo intenso que sentiu. Era a quarta vez naquele encontro que ele a fazia gozar.

Alguns minutos depois, quando as respirações voltavam ao normal e os dois podiam voltar à realidade, Inês o observou fixamente, deitado ao seu lado no lençol a beira da cachoeira.

INÊS — Porque fez isso, eu lhe pedi para não fazer...— a voz tensa indicava que ela estava chateada.

VITORIANO — Eu quero um filho homem e quero com você, Inês!– ele foi duro. Estava decidido.

INÊS— Por Deus, homem, você está louco! É casado! Eu...– ela entrou em pânico, será que estava tudo planejado?

VITORIANO — Esqueça, Loreto, nunca vou deixar que você volte para ele.– olhou firme para ela comprovando o quanto dizia a verdade. – Você é minha mulher!

INÊS — Vitoriano, eu pedi para você não fazer isso!– ergueu-se e sentou-se observando o rosto dele.

VITORIANO — Você não quer um filho meu, é isso, Inês?– a voz dele denotava aborrecimento.

INÊS — Eu não tenho mais idade para ser mãe! – falou impaciente.– Você não está casado comigo! Isso tudo aqui foi uma loucura.

VITORIANO — Você não disse que era uma loucura quando eu estava dentro de você, Morenita! Não ouvi uma única reclamação sua!

Ele buscou o seio dela e o beijou. Inês cobriu o corpo com parte do lençol, mas ele puxou e a deixou nua. Ela o observou de forma recriminatória enquanto cobria os seios e movia as pernas para esconder-se dos olhos dele, inutilmente depois de toda aquela entrega.

VITORIANO — Não há o que temer, Inês, eu posso dar tudo ao nosso filho! – ele respondeu se erguendo e sentando-se também diante dela.

INÊS – Então, foi só por isso que você me quis novamente? Para ter seu filho!– ela tentou erguer-se, mas ele a segurou com força e fez sentar-se em seu colo. Inês debateu-se alguns segundos depois observou a fala dele.

VITORIANO – Eu sou louco por você, mulher! Agora me beije e me deixe entrar em você novamente!

INÊS — Não, Vitoriano, não vai mais tocar em mim...

JULIANA MARCIA RAMOS AZEVEDO (AUTORA DO ENREDO DESTA FIC)

SENHORA RIVERO TEKILA