LAS AMAZONAS - Esperando por seu amor
15 Capítulo 15 - Depois
VITORIANO— Venha até aqui, animal e me enfrente como o homem que você nunca foi!– iria matá-lo ali se ele não descesse e o enfrentasse.
LORETO— Onde está minha mulher?– ele sorriu debochado.
VITORIANO— Você nunca mais vai tocar em Inês...– Vitoriano deu mais um tiro...
Loreto caiu no chão sem saber como reagir aquela situação. O tiro atingira sua perna de raspão. Ele arrastou-se, como o verme que era, sentindo o sangue sair da calça. Vitoriano pagaria aquele feito.
LORETO — Maldito Vitoriano!– gritou Loreto com ódio, estava mesmo achando que Vitoriano não teria coragem.
Vitoriano aproximou-se dele, os olhos flamejantes, o rosto transpirando como se tivesse corrido uma maratona. Ergueu a mão e mirou a arma na cabela de Loreto enquanto falava.
VITORIANO— A tua sorte, maldito, é que Inês, a minha Inês me pediu para não maar você! Eu não errei o tiro, eu apenas não quis te acertar. Eu prometi a ela que não te mataria, mas não disse que não te daria uma surra.
LORETO — Você vai me pagar, maldito!– gritou com raiva.
VITORIANO— Eu não tenho nem vontade de dirigir a palavra a você, Loreto, mas saiba que vou encontrar um jeito de te colocar novamente na cadeia por todo mal que você fez a Inês!– colocou a arma de volta na cintura.
LORETO — Eu não fiz nada contra Inês!– gritou enquanto tocava a perna sentindo dor. Era um frouxo.
VITORIANO— Você abusou dela, maldito!– ao dizer essas palavras Vitoriano desferiu três socos contra Loreto e o viu cair no chão de vez.
Queria matá-lo, fazê-lo pagar aquelas dores de anos com socos, mas sabia que Loreto usaria isso contra ele. Mesmo assim, Vitoriano desferiu mais alguns socos contra o rosto de Loreto que nem conseguiu reagir.
A cada soco, Vitoriano se lembrava das terríveis noites de solidão imaginando que Inês o havia trocado por outro. A cada golpe sentia a tristeza por sua amada ser tomada a força por um homem que não era capaz de amar.
Quando parou de tocá-lo, Loreto estava quase desacordado. Não se importava com o que ele faria no dia seguinte e se Loreto fosse a polícia, Vitoriano estava decidido a contar que Inês fora abusada por ele.
VITORIANO— Maldito! Pelo resto de seus dias eu quero que fique longe de minha mulher!
LORETO — Inês me ama...– falou cuspindo sangue.
VITORIANO— Você nunca mais vai tocar em um fio de cabelo dela! – gritou com ódio.
LORETO — Ela virá até mim por conta própria, Vitoriano e será a minha mulher de novo.
VITORIANO— Fique longe de Inês ou vou descumprir a promessa que fiz a ela de não matar você!
LORETO — Inesita me ama, por isso pediu para você não fazer mal.
VITORIANO — Vete ao Demônio, Loreto! (por )
Vitoriano desferiu um chute contra ele e sem mais palavras caminhou até se cavalo. Montou, respirou fundo e volteando com o cavalo olhou toda a extensão da fazenda no entorno da casa. Se tivesse que voltar ali, seria para matá-lo.
NA FAZENDA:
Inês estava desesperada aguardando por ele. Sabia que se Vitoriano tinha sumido com alguns peões isso não era um bom presságio. Andava de um lado para o outro com desespero, mas não podia fazer nada. O celular dele havia ficado em casa, ela já tentara ligar e achara o aparelho no escritório dele.
Pediu a virgem que protegesse seu amor e que o levasse de volta em segurança para casa. Não podia imaginar sua vida sem Vitoriano. Olhou o lindo anel de compromisso em seu dedo e sentiu o coração desesperar...
O amava mais que tudo. Não haviam contado aos filhos sobre o romance e nem mesmo que estavam juntos. Quando falassem seria uma absoluta surpresa para todos eles e seria também um dia de felicidade.
Ouviu o barulho e caminhou apressada até a janela. Era ele, acompanhado dos homens. Quando viu Vitoriano, Inês sentiu o coração perder um peso. Ele estava bem. Inês saiu correndo do quarto e foi até ele.
INÊS — Vitoriano, graças a Deus!– ela abraçou-o com desespero, ele estava bem e de volta a casa.
VITORIANO— Calma, minha Morenita!– ele sorriu e beijou os cabelos dela.– Eu estou bem.
INÊS — Eu tive tanto medo, tanto!– os olhos dela estava marejados quando o encarou.
VITORIANO— Está tudo bem, onde estão nossos filhos?– ele perguntou preocupado, agora Loreto tinha um motivo para buscar mais vingança contra ele.
INÊS — Estão dormindo, eu disse que você tinha me avisado onde ia, mas menti porque não queria deixá-los preocupados. – falou se afastando para conversar com ele.
VITORIANO— Tudo bem ,Inês, melhor que fiquem fora de toda essa sordidez.– ele segurou a mão dela e a puxou com ele.– Vem, vamos dormir e esquecer isso tudo.
INÊS — Vitoriano...– ela recuou.– Não podemos..
VITORIANO— O que?– ele sorriu e a puxou para perto.– Dormir juntos?
INÊS — Ainda não contamos a ninguém...– ela sentiu as mãos dele envolverem seu corpo de modo carinhoso.
VITORIANO— Você está certa numa coisa...– ele a beijou com carinho.– Não podemos mesmo dormir, devemos ficar acordados...
INÊS — Sim, minha vida, eu amo dividir minhas noites com um homem carinhoso como você.– os olhos apaixonados foram ofertados a ele juntamente com um sorriso e logo depois um beijo.
VITORIANO— Eu também, Inês... você é a mulher mais linda do mundo!
Num movimento ele a pegou no colo e a suspendeu. Era a primeira noite juntos depois dele ter pedido
INÊS — Vitoriano...– ela sussurrou no colo dele, amada, acolhida, protegida.
VITORIANO— Minha morenita!– ele sorriu conduzindo Inês até o quarto.
Aos beijos os dois foram para a cama. Peça por peça sendo tiradas por ela com sorriso e suspiros. Vitoriano a agarrava, beijava e acariciava todo tempo quase impedindo que ela conseguisse despir-se ou despi-lo.
As mãos buscavam o carinho um do outro. E eles ficavam ali, se encontrando, se querendo, se amando em cada gesto. Ela sorria porque estava muito feliz em tê-lo ali, bem, perto, cheio de amor para dar.
Quando ela conseguiu retirar todas as peças de roupas que impediam aquele amor de se consumar, ela o tocou no peito e depois no rosto.
INÊS — Você é o amor da minha vida, Vitoriano!– ela sorriu sentindo o corpo próximo ao dele.
VITORIANO— Inês, meu amor, eu nunca pude amar outra pessoa, eu sempre amei você.– ele deu um beijo curto nos lábios delas.
INÊS — Eu não posso viver longe de você e se você me ama de verdade, precisamos ficar juntos, como uma família.
VITORIANO— É tudo que eu mais quero.– ele sorriu segurando firme o traseiro dela.
INÊS — Eu sou toda sua, minha vida, toda sua para sempre.– o abraçou com carinho e o beijou.
Aquele beijo puxou outro e outro e outro. Vitoriano deitou-se na cama e puxou o corpo dela para ficar sobre o seu, como sua amazona, Inês o beijava enquanto se assentava para cavalga-lo.
VITORIANO— Minha amazona...
INÊS — Meu cavaleiro...
VITORIANO— Me ame...
INÊS — Para sempre, meu amor, para sempre.
E naquele amor tão leve, tão puro, tão sensível e cheio de verdade, os dois se entregaram a paixão e provaram mais uma vez da união de seus corpos.
MANHÃ:
Diana tinha por hábito sempre encontrar-se com o pai para irem juntos ao trabalho. Naquela manhã esperou que ele tomasse café com ela, mas Vitoriano não apareceu. Preocupada, achando que o pai estava deprimido, que talvez sentisse falta de Débora e de filho de mentira, ela caminhou até o quarto.
Diana bateu na porta algumas vezes, mas ele não atendeu, então ela abriu e entrou. Cainhou em silêncio até a cama.
A imagem que se projetou era tão surpreendente que ela ficou parada diante da cama. Inês e Vitoriano estavam deitados, abraçados, juntos, nus, sob o fino lençol, adormecidos como um casal apaixonado.
Diana sentiu uma coisa que não sabia explicar. Amava Inês, ela era como uma mãe para ela, mas vê-la ali, assim, mulher de seu pai a assustara. Nunca passara pela cabeça dela ou das irmãs ou até de Emiliano, que os pais tivessem um romance.
DIANA— Nana...– balbuciou sorrindo e saindo de fininho para não ser vista por eles.
VITORIANO— Diana, filha...– Vitoriano chamou carinhoso despertando.
DIANA – Papai desculpe, eu não queria entrar assim.
VITORIANO— Está tudo bem, filha.– ele sorriu e cobriu o corpo de Inês ainda adormecida.– Venha até aqui, meu amor.
DIANA — Papai, você não precisa me explicar...– ela sentou-se na cama.
VITORIANO— Meu amor, Inês é o amor da minha vida. Lembra quando te disse que só havia amado a uma mulher na minha vida?
INÊS — Era eu, Diana...– Inês falou baixo, erguendo-se calmamente a ajeitando o lençol para cobrir-se.
VITORIANO— Inês será a minha esposa e oficialmente a mãe de todos vocês...
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