E foi assim, aquele primeiro momento: mágico. Quando Inês deitou-se exausta ao lado dele, ainda se acariciando e se beijando sem cessar, ela moveu o corpo para ficar sobre o peito nu de Vitoriano e balbuciar ainda ofegante:

INÊS— Sim, eu aceito.– chorou e sorriu ao mesmo tempo.– É tudo que mais quero na vida, ser sua mulher...

Vitoriano beijou-a com amor e a apertou contra seu peito. Tudo que ele merecia ouvir estava sendo dito. Volveu o corpo dela de amor no momento em que beijou-lhe os cabelos pretos, soltos, perfumados.

VITORIANO – Minha morenita, meu amor... Você aqui comigo é como um sonho, o melhor...– ele olhou-a com amor e ela sorriu.

Quando Inês sorria, Vitoriano sentia que o amor estava encarnado, que a vida ao lado dela podia ser a coisa mais terna que já vivera. Sim, ela o amava loucamente, ela o queria em sua vida e queria o amor dele para sempre.

INÊS – Eu te amo!– ela proferiu feliz sentindo a alegria de ser a mulher dele.

VITORIANOIsso é para você, Inês!– ele pegou a caixa que estava em cima da cama quando eles chegaram e entregou a ela.

INÊS— Para mim?–surpresa e feliz com o presente.

VITORIANO— Sim, meu amor...– ele sorriu e esperou que ela abrisse.

A linda caixa foi aberta e dentro dela outra caixa, mas da cor vermelha. Inês sorriu, olhou para ele, depois abriu. Uma linda aliança em ouro estava presa a uma pequena almofada. Ele pegou e colocou no dedo dela, se fosse por ele apenas, já estariam casados a contar daquele minuto.

Beijou a mão dela e beijou a aliança. Depois a tocou no rosto com carinho. Esperava para perdi-la em casamento há anos.

INÊS— É linda.– falou emocionada deixando as lágrimas rolarem de seus olhos enquanto admirava a aliança.

VITORIANO Não mais que você!– ele a beijou nos lábios e secou suas lágrimas com a ponta dos dedos.

INÊS— Eu te amo tanto!– e sem mais palavras ela envolveu-o no pescoço abraçando-o e beijando-o com loucura.

Inês montou Vitoriano, queria-o dentro de seu corpo, queria morrer de amor com ele em seus braços. Queria todo amor que tinha direito com ele e todo tempo que haviam perdido, de volta.

VITORIANO Inês, minha mulher...– ele sussurrou sendo beijado vorazmente por ela.

INÊS— Sua, só sua, toda sua...– ela gemeu movendo o corpo sobre o dele e beijando-o.

VITORIANO— Minha insaciável!– sorriu enquanto sentia a movimentação dela mais acelerada.

INÊS— Você me deixa louca, meu garanhão!– ela sorriu tocando os lábios dele e buscando que ele lhe tocasse os seios.

Vitoriano sentou-se na cama e acoplou Inês a seu corpo. Beijaram-se com loucura e moveram seus corpos acariciando um ao outro com loucura. Depois Vitoriano segurou os cabelos dela e a puxou para beijos avassaladores.

INÊS— Entre em mim...– ela gemeu, antes de senti-lo obedecer com gosto ao seu pedido.

O mover dos corpos era mais louco e quem os visse assim, juntos, buscando o prazer dos corpos não entenderia a força do encontro de suas almas.

VITORIANO — Inês...– sussurrou.– Você vai me matar...

INÊS— Você aguenta!– e buscou o complemente de seu corpo no corpo dele.

Durante toda aquela noite, os corpos se encontraram, se quiseram, se possuíram. Vitoriano foi tomado de assalto ao receber todas as carícias maliciosas que Inês quis proporcionar. Ofertou seus lábios para realizar os desejos dele, depois os seios, as mãos, o que ele desejou, ele teve.

Não houve limites para o sexo e muito menos para as declarações de uma vida juntos.Só se podia ouvir os sussurros e gemidos de prazer em cada toque, em cada momento juntos. Eles estavam completos e seria assim para todo o sempre.

MANHÃ:

Inês pegou a bandeja com as frutas e o café e colocou na ponta da cama. Sentia-se feliz, completa, amada e queria acordá-lo com muitos beijos. Vitoriano estava deitado de bruços, nu, com apenas um fino lençol sobre seu traseiro.

INÊS— Bom dia, dorminhoco.– beijou-o em toda extensão das costas.

VITORIANO— Hummm...– ele gemeu e sorriu sentindo alegria em estar com ela.

INÊS— Acorda, anda.– pediu sorrindo e beijando-o mais, agora no rosto.

VITORIANO Você me deixou exausto, Inês, me deixe dormir.– pediu sorrindo sem abrir os olhos.

INÊS— Eu?– riu alto.

VITORIANO— Você!– ele abriu os olhos e virou-se para ela.

INÊS— Então, vou comer esses deliciosos ovos sozinha?– foi até a bandeja e começou a comer sem ele.

VITORIANO Ovos?– ergueu a cabeça e viu a bandeja.

INÊS— Sim, esses que eu pedi para você... – sorriu e tomou um gole do suco de laranja.– Eu já comi ovos demais esta noite...

Os dois gargalharam. Vitoriano acariciou o rosto dela e a beijou de forma apaixonada. A mão dele escorregou para até a alça da camisola e lentamente tentava despi-la.

VITORIANO— Tira isso, vem...– ele pediu afoito.

INÊS— Você não estava exausto?– ela sorriu sentindo que ele lhe beijava o ombro.

VITORIANO— Melhorei...– a beijou na boca de forma intensa.

Antes que Inês reagisse, Vitoriano a deitou na cama e lentamente lhe desceu alça da camisola. Depois, sobre ela, começou a beijá-la nos seios de forma intensa, queria comê-los, queria aquele sabor do corpo dela em seus lábios.

Vitoriano caprichou nas carícias dedicadas aquele seio que ele amava e que ela ofertava para ele com prazer. Ele mordia, sugava, tocava e vez ou outra olhava as marcas que ia deixando e isso o excitava mais.

Então voltava a sugar a pele branca, de mamilo rosado e perfumada que ela tinha. Ao mesmo tempo que a acariciava assim, com dedicação nos seios, ele colocava a mão entre das pernas dela, dentro da calcinha e a acariciava com tesão. Movendo os dedos com uma maestria que a fazia ter certeza que ele conhecia a anatomia feminina.

Inês gemeu e sentiu um prazer avassalador ao seu tocada. Estava tão sensível a ele naqueles momentos, tão entregue, tão apaixonada. Ele continuou beijando-a nos seios, depois a mordeu, chupou marcando propositadamente todo o corpo dela.

A camisola foi erguida e a lingerie rasgada. Inês sabia que teria que sair dali sem lingerie. Esperava que ele já tivesse rasgado aquela calcinha desde a noite anterior. Sorriu e sentiu os lábios dele beijarem e morderem suas pernas.

Depois sentiu que ele lhe abria as pernas em busca de uma intimidade mais intensa. Fechou a perna em reflexo, ele parou, acariciou os seios dela e novamente lhe abriu as pernas de forma carinhosa.

Foram minutos de intensidade, gemidos e suspiros. Os lábios dele trouxeram o gozo daquele encontro e logo depois os lábios dela encontraram o membro dele em retribuição e deram a ele, seu primeiro gozo daquele momento.

Suspirando e sentindo o corpo inteiro responder aquela onda de prazer e loucuras de amor que estavam vivendo, Vitoriano viu Inês chorar, deitada ao seu lado. Ele a abraçou com força... ele estava ali, ela não tinha motivos para chorar.

VITORIANO Meu amor, por que você sempre chora quando fazemos amor? – ele acariciava o cabelo dela quando perguntou.

Inês aumentou as lágrimas e suspirou. Vitoriano foi delicado, precisava entender porque ela ficava sempre tão sensível. Inês permaneceu deitada sobre o peito dele e com as mãos em amparo sobre ele.

VITORIANO Eu machuco você, meu amor? – perguntou preocupado.

INÊS— Não, Vitoriano, você é maravilhoso comigo.–respondeu chorosa.

VITORIANO— Mas você chora, Inês...– respondeu com carinho acariciando as costas dela junto a seu corpo.– Alguma coisa deve passar por sua cabeça...

INÊS— Me passa pela cabeça que você é um homem maravilhoso.– suspirou enquanto falava, sentia vergonha de olhar para ele.– Sinto que você é carinhoso, que você se preocupa comigo e em como estou me sentindo.

VITORIANO Claro, meu amor, eu te amo, eu quero que esteja feliz comigo.– suspirou cansado com toda aquela maratona de amor.

INÊS— Mas é sexo, Vitoriano, seria normal se você...– parou de falar.

VITORIANO Inês, me responda uma coisa.– ele se sentou e ela também. Os olhos se encontraram. – Loreto foi violento com você?

Inês chorou mais forte, sabia que essa hora chegaria e que teria que dizer a verdade para ele. O estômago doeu, ela teve medo de que ele não entendesse, de que mostrasse alguma rejeição a ela.

Vitoriano ficou olhando-a mais alguns segundos, a abraçou forte contra seu peito e depois esperou que ele a soltasse. Secou as lágrimas, respirou fundo e voltou a olhar para ele. Tinha que contar tudo.

VITORIANO Me diga, meu amor, o que aquele maldito do Loreto fez com você?– respirou controlando sua raiva.

INÊS— Eu não o amava... eu amava você.

VITORIANO— Sim, meu amor, mas então por que se casou com ele?

INÊS— Eu estava louca por você, estava feliz e queria me casar. Loreto já tentava me seduzir há muito tempo.– suspirou enquanto contava.– Ele dizia que me amava e que seria melhor para mim do que você. Eu te amava e disse a ele que nunca ia ter nada com ele.

VITORIANO Maldito!

INÊS— Eu sempre disse não, Vitoriano!

VITORIANO E aquele maldito continuou!

INÊS— Sim, ele me perseguia, dizia que me amava. Que queria uma chance comigo. – estava tensa ao narrar aquela história.–Numa noite eu estava voltando para casa sozinha e ele se encontrou comigo. Ele sempre me espreitava, me acossava...

VITORIANO Diga, Inês...– pediu nervoso.

INÊS— Vitoriano, eu... eu nunca quis te contar...– ela voltou a chorar.

VITORIANO— E você cedeu a ele? – Vitoriano tinha ódio de lembrar daquele momento em que tinha perdido Inês.– Foi isso, Inês, você não resistiu e por causa disso não voltou para mim?

INÊS— Não!– ela foi firme.– Eu nunca quis Loreto! Nunca!

VITORIANO— Mas, Inês!!! Você me abandonou e se casou com ele por que?

Ela deixou uma cristalina lágrima escorrer de seus olhos. A vida era cruel e ela tinha conhecido essa sentença nas mãos do homem mais terrível que conhecera.

INÊS— Ele me atacou, Vitoriano e me violentou.– proferiu por fim.