LAS AMAZONAS - Esperando por seu amor

25 Capítulo 25 - O que há com você?


Segurou a mão de Inês e saiu com ela em direção ao carro. Sem dizer nada, apenas aquela expressão de quem quer sumir de um determinando local...

INÊS — O que houve, minha vida?– ela perguntou preocupada assim que entrou no carro e observou o rosto dele atordoado...

VITORIANO— Quando ia me dizer que estou machucando você?– a voz carregada de tristeza e a expressão de cobrança com a capacidade dela em ser honesta com ele naquele casamento.

Inês sentiu-se congelar com aquela declaração tão surpreendente. Do que ele estava falando? Com a expressão de quem não sabe a que o outro se refere, ela seguiu observando-o. Estava completamente transtornado e ela não entendia o por quê.

Vitoriano estava com o rosto vermelho, a expressão cheia de dúvida e olhar afogueado. Tivera que se controlar para não mostrar aquele médico tudo que estava pensando. Como assim ele opinava sobre algo tão íntimo? O que Inês tinha dito a ele?

INÊS— Do que você está falando? – perguntou vendida naquele assunto e se ajeitando no acento do carro.

VITORIANO — Você é minha mulher! – falou engasgado, o coração acelerado. – Precisa confiar em mim!

INÊS— Vitoriano, mas eu não sei do que você está falando! – respondeu ficando assustada.– Me diga o que houve...

VITORIANO— Eu prefiro conversar em casa!– foi duro, não podia discutir ali no carro e ela com certeza estaria cansada da viagem até ali e precisava descansar.

Arrancando o carro, Vitoriano seguiu para casa...Durante todo percurso os dois ficaram em silêncio. Quando chegaram na fazenda, mesmo zangado, Vitoriano abriu a porta, segurou a bolsa dela e caminhou com ela até o quarto.

Não perdia a gentileza nem mesmo quando estava furioso como naquele momento. Inês já estava bem grande e a barriga fazia diferença. Tudo nela era lindo e perfeito mesmo com todo aquele peso.

Entraram no quarto, ela sentou-se na cama e ajeitou o travesseiro, estava se sentindo cansada. Quando ele terminou de ajuda-la, ela segurou a mão dele, olhou em seus olhos de modo inquisidor.

Vitoriano ofertou uma expressão de aborrecimento e cansaço, não queria encará-la.

INÊS— O que aconteceu? – ela sorriu de modo doce e gentil para ele. – O que o médico falou para você daquele jeito do consultório?

VITORIANO— Ele me disse coisas sobre nós dois. – ele se levantou ofendido. – E sobre nossa intimidade...

INÊS— Ele falou o que exatamente? – ela sorriu vendo Vitoriano se comportar como uma criança mimada.

VITORIANO— Ele disse que estou macucando você quando fazemos amor...

Inês observou o rosto dele e ficou tensa. Como assim? Que notícia era aquela? Ajeitou-se na cama, estava mesmo ficando difícil escolher uma posição.

INÊS— Com assim me machucando? – ela suspirou cansada.

VITORIANO— Ele disse que estou exigindo demais de você e que você reclamou. – ele sentiu-se explodir por dentro, estava tão magoado. Como ela reclamara com alguém sobre ele?

INÊS— E você está assim por que acha que reclamei de você? – ela o olhou de soslaio entendendo a posição dele.

VITORIANO— Inês, eu te amo, não quero machucar você ou o meu filho.– falou com convicção, tinha que explicara como se sentia.

INÊS— Meu amor, eu não reclamei de você. Eu não disse nada! – ela foi firme em sua declaração enquanto olhava para ele. – Acredito que Heriberto tenha falado isso com você como uma medida cuidadosa dele comigo.

VITORIANO— Medida cuidadosa, dele com você? Então, a medida cuidadosa do seu Médico é dizer que não posso fazer sexo com a minha mulher? – foi categórico, ciumento, arisco enquanto dizia aquelas coisas.

INÊS— O que você está insinuando? – ela estranhou o tom dele nas perguntas anteriores. – Não estou gostando desse tom!

VITORIANO— Que tom? – perguntou grosseiro.

INÊS— Esse tom! – falou baixo e concentrada nele, os olhos fixos.

VITORIANO— Eu nunca fui a sua consulta por que não achei importante, mas agora vejo que minha presença é fundamental para pôr um limite neste homem. – ele chegou perto da porta, bufava como um animal.

INÊS— Do que que você está falando, Vitoriano? – ela estava cada vez mais surpresa.

VITORIANO— Esse homem quer você, Inês!– falou de uma vez se aproximando novamente da cama.

INÊS— Ele é meu médico!– falou com calma, mas de modo bem intenso.

VITORIANO— Ele é um homem! – foi mais furioso.–Não quero ele perto de você mais!

INÊS— Que machismo é esse?– estranhando o comportamento dele.–Não vou deixar meu médico só porque você não gosta dele.

VITORIANO— Vai deixar seu médico porque o que ele quer comer você!– exigiu bem próximo dela.

Inês observou o descontrole dele e pensou que deveria ter paciência. O marido estava nervoso e se ficasse também, as coisas iriam ficar feias.

INÊS— O que? Você está louco?– fez uma expressão de descontentamento, ele precisava entender que estava dizendo besteiras.

VITORIANO— Louco?– falou alto.–Ele está de olho em você! Ele deveria ser profissional! Ele examina você, te vê nua e sabe mais sei lá o que!!!– sentiu o coração acelerar e bufou novamente olhando para ela.

INÊS— Pára com isso, Vitoriano, pára agora antes que a gente brigue de verdade!!!– foi finalmente dura com ele, se enraivando.

VITORIANO— Brigar comigo, Inês?– chegou bem perto dela.–Por que eu tenho razão? Ele quer você e se está dizendo que você não pode fazer sexo comigo é porque alguma reclamação de mim você fez!– falou alto, com raiva, sentido, magoado com aquela traição.

INÊS— Eu não reclamei nada!– falou alto assustando ele.

VITORIANO— E como ele sabe que fazemos sexo três vezes ao dia?– a voz mais baixa.

INÊS— Meu Deus, eu respondo essas perguntas no questionário de gestação!– suspirou sem paciência para aquele ciúme infundado–É por isso que ele sabe. Eu não reclamei de você em momento nenhum!– tocou a barriga com cuidado.–Eu gosto de pau, Vitoriano! Eu gosto do seu pau em mim ou não estaríamos casados, homem de Deus!!!– foi grosseira para provar que dizia a verdade.

VITORIANO— Você não reclamou de mim?– ele amoleceu baixando a guarda.

INÊS— Não! – aborrecida com ele e com aquelas declarações idiotas. – Não sou uma virgem! Sou uma mulher experiente! Acha que eu não quisesse você ou se estivesse me machucando eu já não teria dito isso a você?

VITORIANO— Não sei, Inês, você está...– foi interrompido.

INÊS— Estou grávida, não idiota!– respondeu com raiva e de forma direta.

Vitoriano suspirou para se acalmar, sentindo o coração cheio de um alívio quase imediato.

VITORIANO— Me desculpe, Morenita!– ele falou terno, a voz calma.

INÊS— Me desculpe? – ele ao olhou com deboche.–Assim? A seco? Fala esse monte de besteiras e me pede desculpas olhando assim para mim?– começou a abrir a blusa e olhava para ele.–Venha até aqui agora e me coma direito, mesmo com essa barriga enorme que eu estou.– o sutiã já estava exibido.–Nem sei como você ainda pode sentir desejo por mim.

VITORIANO— Eu sou louco por você! – ele se aproximou da cama e se sentou do lado dela.–Eu quero você o tempo todo.– um beijo doce foi trocado.

INÊS— Aproveite porque vamos ficar um bom tempo separados...– enlaçou o pescoço dele com carinho.– E você vai ficar todo nervoso reclamando de tudo.– riu dele de modo doce.

VITORIANO— Eu já estou com saudades dos seus seios...– acariciou o rosto dela.

INÊS— Eles continuam aqui, meu amor, mas estão cheios de leite, acho que você não vai querer...– riu alto e ele também.

Os dois se beijaram com um carinho especial. Inês precisava de ajuda para cada etapa do processo, mas quando ela deitou-se de lado e permitiu que ele invadisse seu corpo enquanto segurava a linda barriga que ela exibia, nada mais foi lembrado.

Inês, nua, grávida, linda, cheia de desejo por ele, ansiosa por cada momento com aquele homem que ela amava tanto, foi mais que um afrodisíaco para ele. Vitoriano estava cada dia querendo mais a companhia dela, como um viciado, como alguém que não pode viver sem amor.

VITORIANO— Se eu te machucar, me avisa.– ele sussurrou sentindo o membro latejar de prazer enquanto entrava nela de modo bem intenso.

INÊS— Deixe de besteiras e faça seu serviço direito!!!– falou antes de gemer e sentir a barriga mover com o movimento dele.

Toda ela era desejo e amor por ele. Todo ele era prazer e instinto por ela. E assim se completavam.

SEMANAS DEPOIS:

Os dias se passaram de modo especial e algumas semanas depois, Inês entrava no consultório de Heriberto. Lembrou-se do trabalho que tivera para convencer o marido a não ir, sabia que ele só queria confusão. Depois de saldar o médico, ela sentou-se, encarou os olhos dele e perguntou:

INÊS — Por que disse a meu marido que deveria se afastar de mim?– perguntou diretamente.

HERIBERTO— Você está grávida!– ele foi calmo naquela resposta, não conseguiria mais esconder.– Você não pode se esforçar demais em sua idade ou vai perder esse bebê.

INÊS — Não foi por isso que disse aquelas coisas a meu marido, Heriberto.– ela observou a reação dele.– Se eu o o bebê corrêssemos perigo, você já teria tomado providências. Me diga a verdade... Por que fez aquilo.

HERIBERTO— Você não deve fazer sexo com ele tantas vezes.– ele falou suspirando e sentindo que as coisas se complicariam pela expressão dela.

INÊS— Mas eu quero.– ela aproximou-se da mesa.– Eu sinto desejo por meu marido. Ele me completa, me faz feliz e sinto vontade de estar com ele todas essas vezes. Vitoriano é um homem maravilhoso comigo. Ele nunca faria algo que eu não quisesse ou que pudesse me machucar.

HERIBERTO— Eu não posso continuar como seu médico!– ele falou com calma, perdido nos olhos dela, naqueles olhos lindos que ela tinha.

INÊS— Só porque eu sou uma paciente fogosa que está contrariando sua ordem de abstinência? É por isso?– pressionou a resposta dele.

HERIBERTO – Estou apaixonado por você, Inês! Não posso mais ser seu médico porque eu desejo o lugar do seu marido...