LAS AMAZONAS - Esperando por seu amor
21 Capítulo 21- Contratempos
LORETO — Não quero amor, Inês, quero seu corpo! Seu corpo bem embaixo do meu!– falou movendo os lábios com desejo, ele se excitava com as coisas que dizia a ela.
INÊS — Asqueroso, você está avisado!– ela foi firme.– Fique longe de nós!
LORETO — Ficarei em cima de você, Inês!– ele proferiu vendo Inês sair furiosa com aquela conversa.– Bem em cima!!!!
Inês saiu tensa de dentro do quarto somente de ouvir aquelas barbáries que Loreto dissera. Não tinha como ficar ao lado de um homem como aquele, não podia se quer imaginar-se perto dele.
INÊS — Vamos embora!— falou tensa e com o coração acelerado.
EMILIANO— Espere mãe, que vou com vocês! – Emiliano falou sorrindo e abraçando a mãe. – E com meu irmão!
Inês encheu os olhos d'água, o filho estava indo embora com ela e ainda sabia da gravidez.
INÊS— Minha vida, como você... – olhou para Vitoriano e o abraçou. – Obrigada! – beijou Vitoriano e depois abraçou o filho com amor. – Vamos para casa, meu filho, vá pegar suas coisas.
EMILIANO— Sim, mãe, eu só quero avisar meu pai.
INÊS— Tudo bem, meu filho! – falou emocionada.
VITORIANO— Esperamos você, Emiliano. – sorriu e abraçou Inês enquanto via Emiliano entrar em casa. – Você está bem? As mãos estão geladas. – afastou Inês para olhá-la.
INÊS— Ele é um louco, Vitoriano, ele me deixa nervosa. – ela falou tensa, não queria provocar nenhuma briga.
VITORIANO— Ele te fez algo, Inês?– Vitoriano arqueou o corpo, mataria aquele homem assim que pudesse.– Me diga de uma vez.
INÊS— Não, ele apenas me faz lembrar que não quero nunca mais viver nada daquilo...– os olhos ficaram tristes e ela o abraçou.– Nunca me deixe sozinha, me promete?
Vitoriano sentiu o corpo de Inês necessitado de proteção e teve certeza ali, abraçado a ela e seu filho que nunca mais permitiria que ela pisasse naquele lugar ou tivesse acesso a ele. Se uma simples conversa de minutos poderia causar toda aquela revolta, então, não queria imaginar o que poderia acontecer se ela tivesse que ficar perto do Maldito Loreto.
VITORIANO— Eu prometo, meu amor, eu prometo que ele nunca mais fará mal a você!– ele falou com convicção.– Você está protegida agora.
INÊS— Eu tenho tanto medo, meu amor... tanto medo de perder você.– ela o apertou contra seu peito com todo amor que sentiu.
VITORIANO— Você não vai me perder nunca! Já ficamos mais do que devíamos separados.– beijou os cabelos dela.– Não ficaremos nem um dia longe!
Os lábios se buscaram e ela sentiu o calor daquele beijo, a certeza do amor que ele queria lhe dar. Tudo o que era mais importante naquele momento era se sentir segura.
INÊS — Nunca mais!– a voz dela era frágil e ele não sabia por quê.
VITORIANO— Vamos embora desse lugar antes que eu vá lá e mate aquele desgraçado.– falou caminhando para o carro.– Vamos esperar Emiliano no carro.
INÊS — Sim. – ela deu a mão a ele e juntos foram em direção ao carro.– Como você o convenceu a ir para casa?– perguntou feliz.
VITORIANO— Coisas de homens! – ele sorriu e olhou atencioso para ela.– Não importa como foi, importa que ele está indo.
INÊS — Achei que não ficaria feliz com a notícia do bebê.– esperou que ele lhe abrisse a porta do carro e entrou.
VITORIANO— Mas ficou e isso é o que importa também.– ele sorriu se sentando e vendo Emiliano se aproximar.
Os dois três foram embora, Vitoriano não desejava passar nem mas um minuto ali naquelas malditas terras de Loreto. Loreto estava no quarto e agora que o filho justificara que tinha que ir embora ele sentia mais raiva ainda. Não perderia seu filho e sua mulher para o homem que mais odiava no mundo! Não o faria!
DUAS SEMANAS DEPOIS:
A casa nas Dianas tinha sido só festa com a notícia da chegada de um herdeiro. As meninas cercavam Inês de mimos e Emiliano de cuidados. Se Inês permitisse, não faria mais nada por conta das recomendações deles.
Foi assim que aqueles dias se passaram, com amor, carinho e atenção. Vitoriano trabalhava todos os dias com um sorriso estampado no rosto. A ideia de ser pai novamente o deixava com uma alegria sem fim.
Todas as noites se amavam, como se não houvesse um dia seguinte, Vitoriano se entregava nos braços de Inês ou Inês se entregava aos dele e assim completavam aquela fome de amor. Nunca cessariam aquele querer, não estavam apenas dividindo a cama, era mais, muito mais que isso.
Naquela tarde, Inês caminhava sorridente nos arredores da casa, displicentemente aproveitando o espaço da natureza. Queria sentir aquele ar puro da fazenda para amenizar o enjoo que só sentia no horário da tarde.
Sentiu mãos fortes segurarem seu corpo, conhecia aquelas mãos, mas não conseguiu dizer nada. Angustiada e sem saber como reagir, sentiu seu corpo amolecer quando o cheiro de um produto tomou conta de sua mente.
As mãos fortes agarraram seu corpo e o pano que cobria sua boca e nariz a impediam de gritar para ser solta. Amoleceu sentindo um medo que não conseguia descrever e teve a sensação de que seria morta.
Depois desta sensação ela não sentiu mais nada, tudo ficou preto e ela apagou.
TRÊS HORAS DEPOIS:
Inês sentiu um cheiro forte mas não conseguia identificar o que era. O que estava acontecendo? Tentou mover-se, tentou mover as mãos mas se sentia fraca e não conseguia saber o que estava acontecendo.
Abriu os olhos com dificuldade e tentou focar em algum ponto, mas não conseguiu. Estava apavorada, também não conseguiu falar. Uma angústia inexplicável se abateu sobre ela naqueles segundos de inércia.
Tudo girou em volta dela e percebeu que estava num quarto. Sentiu mais medo e percebeu a situação delicada em que se encontrava. Deitada em uma cama, estava nua e tinha sobre seu corpo apenas um fino lençol que lhe cobria nua nudez.
Assustou-se com aquela cena e teve medo do que poderia ter acontecido. Tocou com cuidado sua barriga, estava grávida e não poderia fazer nenhum esforço que comprometesse a vida de seu bebê.
LORETO— Inesita, enfim, você acordou.– Loreto sorriu.– Depois de todo esse tempo a minha rainha acordou.
Inês tocou sua cabeça que doía muito e movendo-se na cama, sentou-se. Tudo girou novamente e ela fez força para focar na imagem dele. Quando conseguiu, apavorou-se. Loreto usava apenas um robe preto e pela forma como ele estava, parecia nu por baixo dele.
Loreto bebia uma taça de vinho. Vinho tinto, turvo, como suas intenções e ações. Ele sorriu, um sorriso vitorioso e cheio de terror para ela. Inês tentou erguer-se com rapidez e correr daquele espaço, mas não conseguia se mover.
INÊS — Loreto, onde eu estou?– perguntou assustada.– O que você fez comigo?
LORETO – Nós somos marido e mulher, Inês.– ele sorriu debochado e cheio de alegria em vê-la frágil.– O que acha que fizemos?
Inês sentiu o coração desesperar. Ela o conhecia, sabia que ele era um homem asqueroso e que dele se podia esperar qualquer coisa. Será que havia abusado dela? Inês olhou-se por baixo do lençol a fim de encontrar em seu corpo algum vestígio de que haviam estado juntos.
INÊS — Loreto, vete ao Demônio! @Mylla80 Infeliz! Como você teve coragem?– a voz dela embargou-se no desespero de imaginar que tinha sido abusada desacordada.
LORETO – Inês, meu amor, eu lhe disse que ficaríamos juntos.– foi frio e bebeu todo conteúdo de sua taça.– Eu avisei a você que nós seríamos uma família de novo.
INÊS — Meu Deus, não! Por favor, meu Deus, não! De novo, não!– Inês chorava desesperada com tudo aquilo. Não podia ser verdade aquela atrocidade mais uma vez em sua vida.
LORETO – Calma, Inesita, não tem motivos para ficar assim!– ele se levantou e foi até a cama onde ela estava sentada, coberta apenas pelo lençol.– Você não pôde ver o que aconteceu, mas eu fui bem carinhoso com você.– sorriu como o psicopata que ele era.
INÊS — Sai de perto de mim!– ela gritou com ódio, já recobrando suas forças depois daquela notícia terrível.– Demônio!
LORETO – Pode gritar o quanto quiser!– foi frio enquanto observava o desespero dela e caminhava pelo quarto.
INÊS — Onde estou? Para onde você me trouxe seu miserável?– ela gritou assustada, estava com medo.– Me deixe sair daqui!!!
LORETO – Quanto mais tensa você ficar, pior vai ser, Inesita!– Loreto abriu o roupão e estava completamente nu.
INÊS — Me deixe ir embora, Loreto, por Deus! Me deixe ir...– gritou desesperada com medo dele e com desespero por toda aquela loucura que parecia ser um pesadelo.
LORETO – Vamos ficar aqui, Inês e você vai ser para sempre minha prisioneira...
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