VITORIANO— Meu amor, Inês é o amor da minha vida. Lembra quando te disse que só havia amado a uma mulher na minha vida?

INÊS — Era eu, Diana...– Inês falou baixo, erguendo-se calmamente a ajeitando o lençol para cobrir-se.

VITORIANO— Inês será a minha esposa e oficialmente a mãe de todos vocês...

Os olhos de Diana encheram-se de alegria e ela só conseguiu abraçar os dois de felicidade por aquela notícia tão linda e tão importante para ela e para toda a família. Queria que o pai fosse feliz e que Inês estivesse do lado da pessoa que amava.

Em todo aquele tempo convivendo, vendo o jeito que os dois se tratavam, a forma como somente Inês conseguia acalmá-lo e a forma como Inês era sempre tão presente na vida deles e na vida delas. Estava tudo tão claro, mas ninguém percebera porque os dois eram discretos.

INÊS — Meu amor...– Inês beijou o rosto dela com carinho maternal.– Que bom que você ficou feliz, minha vida.

VITORIANO— Vocês quatro são as mais preciosas coisas da minha vida e da vida de Inês.– ele tocou o rosto da filha com amor. – Nosso amor precisa de você para estar completo.

Novamente Diana o abraçou com todo amor que tinha no seu coração. A felicidade de ver o pai feliz e a alegria de não ter a cascavel da Débora naquela casa, eram a mais completa alegria para Diana. Estava sendo brindada com um presente.

DIANA — Nana, eu amo você como se fosse a minha mãe. – segurou as mãos de Inês, que iniciou um choro ao ouvir aquelas palavras.– Eu nunca pude imaginar que a pessoa que você amava era meu pai, mas estou tão feliz que sinto vontade de gritar alto.

VITORIANO — Minha vida!– sorriu.

INÊS— Obrigada, meu amor, eu também amo você como minha filha!– beijou Diana.

DIANA— Eu vou sair e deixar vocês acordarem...– sorriu maliciosa.– Eu não quis atrapalhar papai, mas achei que estivesse sozinho.

VITORIANO — Tudo bem, meu amor. Nos vemos na empresa.

INÊS— Bom trabalho, minha linda!

DIANA — Los quiero! – Diana jogou um beijo e saiu do quarto com os olhos sorrindo, se alguém a mirasse, perceberia na hora.

Ao fechar a porta, Cony e Cassandra esperavam por ela. As duas falavam sem parar e entraram no quarto antes que Diana pudesse impedir. Foi tudo tão rápido que as duas se depararam com Vitoriano beijando Inês, os dois haviam se abraçado assim que Diana saiu e pretendiam comemorar a alegria da filha em saber.

CONY E CASS – Nana??– as duas gritaram consternadas.

Foram alguns segundos de pavor e dúvida sobre o que realmente aquilo significava enquanto Inês cobria seu corpo assustada. Vitoriano ficou em silêncio e Diana voltou correndo.

DIANA— Papai, desculpa, eu tentei impedi-las !– a expressão de constrangimento dela dava vontade de rir.

Para a mais absoluta surpresa de todos, Cony e Cassandra correram e se jogaram na cama aos beijos com o pai e com Inês. Gargalhavam e gritavam sua felicidade. Foram gritos em inglês, sorrisos soltos e uma bagunça completa na cama.

Depois de toda essa loucura de comemoração os dois seguiam rindo.

CONY— Dad, uauuuuu!!! Nana, eu sabia!!! Meu pai é gato!!!!

Foram muitas frases e muitos sorrisos. Depois, tal como Diana, elas saldaram os dois e felicitaram saindo do quarto e percebendo a situação íntima que os dois se encontravam.Inês ergue-se e andou em direção a porta e trancou.

Depois sorrindo voltou a sentar-se na cama. Estava tão feliz que transparecia isso em seu olhar. Vê-lo ali, sorridente, nu em sua frente, todo seu, como desejara toda uma vida parecia um sonho especial.

INÊS — Viu, culpa sua eu ser vista assim, sem roupa a manhã inteira.– sorriu olhando-o.

VITORIANO— Ah, Morenita, você não sabe o desejo que eu tinha de ver você assim, sem roupa.– ele a buscou para abraçar descendo o lençol e beijando delicadamente nos seios dela.

INÊS— Vitoriano...– gemeu sentindo que suas pernas se abririam para ele novamente.

O homem era insaciável, queria-a com tanto desejo, com tanta loucura... bastava tocar nele com as mãos ou apenas tocar seu corpo e ele se incendiava.

VITORIANO— É verdade, Inês...– ele sugou um dos seios com força. Tinha loucura pelos seios de Inês.

Vitoriano sentiu o membro latejar, era impossível ficar perto dela e não sentir vontade de amá-la.

INÊS — Então, quer dizer que eu ficava trabalhando e você imaginando coisas?– os olhos verdes e cheios de admiração foram ofertados a ele e depois um beijo nos lábios.

VITORIANO— Muitas coisas, Inês!– ele buscou o ombro dela e começou a beijar aí.

INÊS— Não, chega por hoje, meu amor, temos muitas coisas para fazer.– se enrolou no lençol e já ia saindo quando ele puxou o lençol com força deixando-a nua. – Vitoriano!– sorriu se cobrindo, mas para que?

Vitoriano gargalhou com a reação ela e se erguendo da cama a pegou no colo. Claro que eles fariam amor naquela momento, claro que ela queria e ele também. Queria muito estar dentro dela, estar com ela, estar nela.

VITORIANO— Eu esperei tanto tempo por isso, não vai se livrar de mim assim tão fácil!– sorriu caminhando com ela no colo.

INÊS— E quem disse que eu quero?– enlaçou o pescoço dele com amor.

VITORIANO— Vamos tomar um banho...

INÊS — Quantos você quiser, meu amor...

A banheira foi preparada enquanto eles se beijavam e se acariciavam no intervalo. Pareciam dois adolescentes, mas a verdade é que queriam recuperar o tempo perdido, aquele tempo que Loreto havia roubado dos dois.

VITORIANO— Você está feliz?– ele perguntou aproximando o corpo dela ao seu todo cheio e espuma dentro da banheira.

INÊS— Muito feliz.– sussurrou.

VITORIANO— Você é a minha mulher...– ele a beijou sentindo que Inês já sentava em seu colo.

INÊS — A sua mulher...– beijou-o com paixão pressionando os corpos e movendo os quadris sobre ele.

VITORIANO— Inês, você me deixa louco, Morenita!– ele gemeu se entregando as carícias dela.

INÊS— Eu ainda nem comecei...

Inês o dominou, o saciou, o enlouqueceu movendo-se no colo dele sem que ele a tivesse penetrado ainda. Foram muitas as vezes que ele, enlouquecido de desejo tentou segurar os quadris dela para penetrá-la de uma vez, mas ela não deixava.

VITORIANO— Por Deus, Inês, você vai me matar...

Ela rebolava mais e friccionava seus seios no peito dele em provocação suprema. Queria Vitoriano doido por ela, implorando mais e mais por ela.

INÊS— Calma, amor, por que a pressa?

VITORIANO— Morenita, me deixe cobri-la...

INÊS— Ainda não... Hoje quem está cobrindo, sou eu... Quem está por cima?

Vitoriano gargalhou das palavras dela. E colocando as mãos sob a água, Inês acariciou o membro dele, já completamente ereto e latejante de desejo por ela.

Ao senti-la assim, nessa carícia tão prazerosa, com o corpo sentado sobre o seu e tão próximo, Vitoriano não viu outra opção a não ser abocanhar-lhe um seio com força, com loucura, para aplacar seu desejo.

Sugou-o com tanta força que ela gritou, mas não parou a carícia que fazia nele.

INÊS— Aguente um pouco mais...– afastou-se retirando o seio da boca dele, numa briga de gato e rato, mas ele estava alucinado e tocou o outro seio, mordendo-o enquanto puxava o quadril de Inês para mais perto.

Ela não fugiria mais. Vitoriano sentia o corpo como o de um animal e sem mais palavras, vendo o rosto de sua mulher explodir em desejo, ele segurou seu quadril e arremeteu-se para dentro dela com força.

Inês gemeu, de dor e desejo, como ele podia se esquecer de que tamanho era? Ela estava tão excitada, que sua entrada de amor o recebeu com a maestria de sempre e ficou movendo-se para dar prazer a ele e a si mesma.

Vitoriano a tomou como um búfalo enfurecido, gemendo e querendo que cada parte do prazer dela fosse seu também. Os corpos moviam-se com mais facilidade por toda espuma que os cobria e a vida pareceu perfeita.

E ela o amou, com sua alma e com seu corpo. Eles não faziam sexo, eles só sabiam fazer amor...