L No Hana
18 Cap. 17 - Geléias, Filmes e Sonhos
Notas iniciais
p.s. o cap tá curto, mas é pq eu tive que parar ai kkkk
No dia seguinte, eles já estavam ensaiando.
- Misa-san veio para Tokyo encontrar Kira. – falou Aiber
- Hãaaaaa? – Misa até caiu para trás no sofá.
- Misa-san, não exagere tanto! – ele falou por um papel dobrado em forma de cone, como se fosse um megafone.
- Pra que o “megafone”? – Hana perguntou rindo.
- Aaah Ryuzaki-san, isso nós chamamos de primeira lição de atuação. – Misa falou.
- Ótimo, vamos fazer novamente.
- Ok senhor-diretor-Ryuzaki – Misa falou fazendo bico, e Hana riu da cara dela.
- Misa-san, leve isso a sério ou senão terei que substituí-la. – ele falou sério.
- Substituir com quem? Não tem mais ninguém! – Hana falou rindo, e então o detetive olhou para ele. – Ah não...
- Sim, se ela não levar a sério, você será a substituta.
- Se quer tipo, que eu coloque uma peruca e finja que sou Misa? – ele assentiu. – Ah que horror! – gritava – Vai Misa! Dê o seu melhor! – torcia desesperadamente.
- Tenho que ligar para Mogi-san. – disse ao pegar o telefone. – Estou certo em presumir que Mogi-san ainda será o agente de Misa? – ele perguntou.
– Acho que não temos outra escolha... – Yagami respondeu.
- Nosso plano segue inesperadamente bem, e preciso que Mogi-san faça um papel importante agindo mais do que um agente, assim como Matsuda fazia. – eles concordaram e desligaram o interfone.
- Bem, vamos ensaiar de novo Misa! – ele falou.
- Tudo bem diretor Ryuzaki...
- Ryuzaki, posso ter uma cadeira que nem aquelas de diretor mesmo? – Hana perguntou.
- Mas você nem é a diretora! – Raito falou e ela mostrou a língua.
- Quietos! Assim Misa não consegue ensaiar! – ela falou.
- Todos calem a boca. – Ryuzaki enfim se pronunciou.
Não demorou para o ensaio terminar, afinal haviam poucas “falas” que Misa deveria dizer. Ensaiariam amanhã novamente apenas para se certificar, pois no dia seguinte seria a entrevista.
- Eu tenho que ir consertar o meu celular. – Hana disse – To saindo, tchau Ryuzaki!
- Hana-chan, tome cuidado! – ele alertou
- Sim, sim.
Ela saiu do prédio e foi andando até aonde consertaria seu celular, já que ainda não tinha dinheiro para comprar um carro. Lamentava-se durante o caminho por não ter um carro, mas depois parou de reclamar.
Chegando ao local, teve que ir retirar uma senha para ser atendida pela loja, e ficou esperando em umas cadeiras. Após muito tempo de espera, finalmente foi atendida, e rapidamente pode voltar para o prédio. Mas durante o trajeto, ela esbarrara com uma pessoa, que carregava compras que caíram no chão.
- Ah, me perdoe. Eu sou meio distraída mesmo. – ela levantou os seus olhos. Era alguém mais alto do que ela, que estava com um boné que não deixava visível seu cabelo, apesar de que pode-se reconhecer que é preto. Ele vestia uma calça jeans desbotada e uma camisa branca.
Hana se abaixou para pegar o pacote que caíra, e percebera que só tinha geléias de morango.
- Não se preocupe com isso. – disse com um sorriso um tanto peculiar. Ele levantou um pouco a cabeça, e ela apenas viu seus olhos vermelhos. Achou estranho uma pessoa com uma cor de olho assim.
- Bem, tome aqui suas geléias. – ela entregou o pacote e saiu andando pensando naqueles estranhos e assustadores olhos vermelhos.
–--
Dois dias depois, Misa já estava a caminho da entrevista para executar o plano. Eles não haviam instalado nenhuma câmera ou escutas, pois não sabiam em que sala seria realizada a entrevista, e também seria muito arriscado.
- Tomara que ela consiga executar o plano... – Hana falava de boca cheia de sorvete.
- Ainda acho que é muito arriscado para ela. – Raito contestou, e ela o encarou pensando algo como “Eu não estava falando com você”.
- Vai dar tudo certo. Devemos pensar assim. – L falou enquanto levava a colher para sua boca.
- Ok. E o que nós fazemos agora? Sentamos e esperamos? – ela perguntou.
- Basicamente... – L respondeu.
- Então venha jogar xadrez comigo! É mais produtivo! – ela riu. Eles começaram a jogar, e muitas rodadas ele ganhava, e outras ela.
- Não aguento mais jogar, você só ganha. – fez bico.
- Então quer fazer o que? – ele perguntou. Ela pensou por um momento, mas nada de brilhante lhe veio a mente.
- Ah sei lá... A gente podia... Hm... A gente pode alugar um filme?!
- Isso é melhor do que eu assistir vocês jogando. – Raito se manifestou.
- Acho que sim então... Mas Misa vai chegar daqui a pouco, eles devem ter muitas perguntas. – L comentou.
- Ai, Misa aquilo, Misa isso... Só pensa nela? – perguntou um pouco irritada.
- Você sabe que não... – ele segurou a mão dela. – Então vamos alugar um filme.
- Ok, mas vocês não podem sair... Ou seja, sobrou para mim de novo. To indo então, mas eu vou escolher um filme aleatoriamente, até de olho fechado! – disse rindo e foi para o elevador, indo embora.
Não demorou muito para que ela voltasse com um filme em mãos, que por sinal, era de terror.
- Eu não gosto muito de terror, mas o vendedor ficou insistindo tanto que resolvi levar. Eu li a sinopse, não parece ser tão ruim... E nem tão aterrorizante. – riu.
- Você ficou conversando com o vendedor? – Ryuzaki perguntou desconfiado.
- É... Qual é o problema? Você... Está com ciúmes, Ryuzaki? – ela perguntou com um sorriso.
- C-claro que não. – o orgulho dele falou.
- Sei... – ela riu.
- Vamos colocar logo esse filme. – Raito reclamou devido ao seu tédio extremo.
Hana foi fazer pipoca para assistirem, e pipoca doce para L, obviamente. O começo do final estava tranquilo, ela estava aceitando normalmente. Mas depois, com o passar do filme, cada vez foi ficando mais assustador, e ela lutava contra seu medo ingênuo. Apesar de que essa missão foi ficando mais difícil.
- Hana-chan... Você tá tremendo? – o detetive sussurrou.
- Claro que não. Você acha que eu faria alg...- e então um monstro no filme a assustou, fazendo-a gritar. – I-isso não foi nada. – falava orgulhosa.
- Está com medo Hana? – ele sorriu para ela.
- Eu já disse que não. – continuava a negar. Mas ele passou um braço pela cintura dela.
- Eu estou com você, Hana. Não tenha medo. – ele beijou delicadamente a testa dela. Isso a deixou mais confortável.
- O — obrigada. – dizia envergonhada.
Eles estavam assistindo na sala principal, e logo depois Matsuda e Yagami chegaram, e Matsuda estava preocupado com Misa. Mesmo durante o filme, ficavam discutindo sobre a segurança da modelo, entretanto Yagami confirmou a seu filho que ela estaria segura. E também, Yagami aceitou a voltar a trabalhar com L.
Então após algum tempo, a tela dera um sinal falando a chegada de Misa. L pausou o filme e então trocou para a câmera de segurança.
- Oh! Misa-Misa chegou! – falou Matsuda.
- Nós terminamos de ver o filme depois, tudo bem Hana? – ele perguntou.
- Claro, nem precisa terminar na verdade. – ela mentia por causa de seu medo, e o detetive sabia disso.
Matsuda perguntou a loira como fora, mas ela falou que só responderia para seu grupo. E então L fala que eles voltaram a ser do mesmo time e anuncia que o plano foi cancelado, deixando Misa furiosa.
Raito lhe explicou que era para sua segurança, que ela se arriscaria muito para isso. Mas inesperadamente, ela aceitou isso tranquilamente e foi para o elevador, e Matsuda e Yagami saíram do local. L e Hana suspeitaram um pouco desse incomum comportamento dela.
- Raito, não quer dormir comigo hoje? – Misa perguntou do elevador, o deixando chocado. – Brincadeira, eu sei, só depois que capturarmos Kira. Não fique tímido! – e então ela foi embora.
- Raito-kun, não seja tímido. – L falou para ele.
- É Raito! Não fique tímido! – Hana reforçou rindo.
- Não sou tímido. – ele contestou.
- Eu sei, só estava brincando. – L se explicou e ela riu.
- Que tal terminarmos o filme? Parecia que você estava adorando, não é Hana? – ele falou irônico.
- Você realmente tá a fim de brigar, não é? – ela falou cerrando o punho e semicerrando os dentes.
- Raito, pare de provocar Hana. Eu não duvido de que ela realmente dê um soco na sua cara. – L falou normalmente, e ela mostrou a língua a Raito.
- Por que você me odeia tanto, Hana? Pelo que me lembro, quando tentei ser gentil com você e te chamei para sair você recusou. E ficou me xingando.
- Não era isso que eu me lembrava. – falou fria. – Você tinha armado tudo aquilo, seu imbecil. – ela sussurrou para ele. Mas por incrível que pareça, ele não se lembrava de nenhum plano.
- Hana, acalme-se. Coma um pouco do bolo. – ele ofereceu o bolo a ela. – Não quero que depois Raito fique reclamando de dor por causa de seu soco a noite inteira. Isso me irritaria. – ela riu no final.
- Tudo bem, Ryuzaki. Boa noite! – ela bagunçou os cabelos dele e foi andando.
- Espere, Hana-chan. – ele segurou seu braço. – Vai conseguir dormir?- ele sussurrou.
- Claro que vou, não sou tão medrosa também! – ele se sentiu melhor, e então beijou a testa dela novamente.
- Boa noite, Hana-chan.
Mesmo que estas palavras foram ditas com a melhor das intenções, apenas isso não iria evitar o que ela veria essa noite.
Fale com o autor