Notas iniciais
Agradeço aos comentários lindos de vocês : Alonso, BeaSwenMills, DiFrabray. Obrigada lindas! espero comentários dos leitores fantasminhas ! Como sou maravilhosa, postei capítulo hoje mesmo, tava louca para escrever logo esse. Foi um capítulo trabalhoso e eu chorei ao escreve-lo. É pra lá de tenso então se preparem. Boa leitura!

Beijos não são contratos(2)
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de
você muito depressa – por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos
com palavras
amorosas, podem ser a última vez que a veremos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas
nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com melhor que
pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que
o tempo é curto.
Aprende que não importa onde chegou, mas onde está indo, mas se você não
sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser
flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa
quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as consequências.

Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você
cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que a maturidade tem mais a ver com o tipo de experiência que se
teve e o que você aprendeu com elas, do que quantos aniversários você
celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer que uma criança que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse
nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso
não te dá o direito de ser cruel.

William Shakespeare

...

Emma era como um sol, um dia de verão intenso. Um sol lindo que brilhava demasiadamente lá fora, onde os pássaros cantavam em harmonia e uma brisa leve batia.

Me perguntava se ela estaria pensando em mim, se já havia sonhado comigo como eu já havia sonhado com ela, se ela estaria bem, e se de alguma maneira sentia minha falta.

Eu só queria gritar bem alto, muito alto. Extravasar tudo que estava transbordando de dentro de mim.

Aquele lugar era tremendamente horrível e eu não pertencia ali. Era um ser invisível. Apenas uma louca a procura de sanidade.

O dia se passava arrastadamente, com lembranças ruins e boas. Permanecia naquela cama, naquele quarto branco. Sozinha.

Enquanto eu revirando em meus lençóis

E mais uma vez não consigo dormir

Saio porta fora e subo a rua

Olhar as estrelas sob os meus pés

Recordar os justos que eu tratei injustamente

E aqui vou eu

Olá, olá. Não há nenhum lugar para que eu possa ir

Minha mente está confusa e meu coração está pesado

Dá pra perceber?

Eu perco a trilha que me perde

E aqui vou eu

De supetão a porta rangeu alto e se abriu, dando a visão de um homem também vestido de branco, com um sorriso confortador nos lábios se aproximou da cama em que eu estava, literalmente amarrada as barras de ferro.

– Como se sente agora Regina? Mais calma?

Não sou uma louca, não sou.

– Não sou louca se é o que quer ouvir.

– Sei que não é. Teve um comportamento agressivo contra sua mãe, você tem um quadro grave de depressão certo? – perguntou a mim – Regina você desenvolveu problemas psíquicos, comportamento agressivo, pensamentos negativos... não quer me contar sobre isso? – Não o respondi – Sou o Dr. Whale e estou cuidando do seu caso. Se precisar grite e voltarei – e saiu da sala.

E assim eu mandei alguns homens à luta

e um deles voltou na calada da noite

Disse que ele tinha visto o meu inimigo

Disse que ele se parecia comigo

Então eu saí fora para me cortar e aqui vou eu

Não estou pedindo uma segunda chance

Eu estou gritando no topo da minha voz

Me dê razão, mas não me dê escolha

Porque eu cometerei o mesmo erro outra vez

E foi na calada da noite que os gritos começaram, gritos de dor, gritos de socorro. Eles estavam enchendo minha cabeça. Os gritos eram fortes e intensos. E eu simplesmente chorava e gritava junto. Não sabia se era real ou irreal, só sabia que estavam ali para me atormentar.

Doía tanto, tanto. E eu só queria gritar mais alto do que já gritava, porque doía.

Uma força enorme se apossou de mim e consegui soltar meus braços da fenda que me prendia a cama. E entre gritos e choro segui até o banheiro, com as mãos na cabeça tentando não ouvir os gritos, eles eram reais, eles existiam. Uma gilete estava em cima da pia do banheiro e com a intensão de aliviar a dor que me dominava, comecei cortes grandes, pequenos, médios, fundos, largos, pelos meus pulsos. Gritos, gritos, choro, choro. E tudo novamente voltou a ficar escuro, mais os gritos cessaram.

E talvez um dia nós nos encontremos

E iremos conversar e não apenas falar

Não acredite nas promessas

Porque eu não as cumpro

E minha reflexão me incomoda

E aqui vou eu

(...) Não estou pedindo uma segunda chance

Eu estou gritando no topo da minha voz

Me dê razão, mas não me dê escolha

Porque eu cometerei o mesmo erro outra vez

Não estou pedindo uma segunda chance

Eu estou gritando no topo da minha voz

Me dê razão, mas não me dê escolha

Porque eu cometerei o mesmo erro outra vez

Abri meus olhos lentamente, ainda sonolenta. Uma silhueta feminina foi a primeira coisa que vi, os cabelos ruivos e suas mãos seguravam a minha mão direita. E ela simplesmente chorava e soluçava como uma criança de colo.

– Não chore por mim Zel, ficará tudo bem.

– Porque você Regina? O que deu em você ontem a noite?- falava alto entre lágrimas, era terrível vê-la sofrer por mim – Olhe estes machucados. Você quase se matou!

Foi quando parei para olhar meus pulsos, completamente enfaixados e doloridos.

– Haviam gritos, e eles estavam fortes. E eu só queria que a dor passasse.

A está altura nós chorávamos juntas, eu e minha irmã..

– Não existiam gritos Regina, somente os seus. Olhe irmã eu estou aqui.

(...) Enquanto eu revirando em meus lençóis

E mais uma vez não consigo dormir

Saio porta fora e subo a rua

Olho as estrelas

Olho as estrelas cairem

Eu desejo saber

Onde foi que eu errei

...

A ficha caiu de uma forma tremendamente brutal. Definitivamente eu havia enlouquecido, mais as vozes, elas eram reais e elas estavam lá ontem a noite. Tinha certeza de que elas estavam lá.

Zelena ficou boa parte do dia me fazendo companhia, com medo de que eu novamente tentasse um possível suicídio. E eu me sentia intensamente culpada. Aquele lugar não ajudava, eu estava enlouquecendo ali dentro, precisava ir embora.

– Zel? – a chamei quando ela já estava prestes a ir embora, no fim de tarde.

– Sim?

– Traga Emma até aqui, preciso vê-la, por favor!

Minha irmã sorriu e disse:

– Farei o possível.

– E Zelena ... – ela voltou sua atenção a mim – Você quer que eu melhore, que não volte a fazer aquilo? – minha irmã assentiu com os olhos marejados – Então tire-me daqui, ou perderei o resto da sanidade que me resta.

...

A medicação era pesada, por isso, boa parte do tempo eu dormia. Naquela noite eu não tive qualquer surto, apenas dormi. E ao acordar na manhã seguinte, tive a maior das alegrias ao vê-la ali, ao meu lado, segurando minha mão, com seu sorriso, e seus olhos verdes.

– Você veio – sussurrei sorrindo.

Ela apertou minha mão levemente e as beijou.

– Não desistirei de você e nem você de mim, lembra? – sorriu mais uma vez.

~ Soneto 18 ~

Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.

Notas finais
Bom, ainda estão respirando? HAHA Avisei que seria forte. (Choremos) Só para esclarecer, Regina teve um surto psicótico, onde ouvia vozes distintas fazendo assim ela cortar os pulsos de forma absurda. A estadia dela no senatório não irá durar muito ok? Relaxem. Música do capítulo - Same mistake - James Blunt. Comentem para o capítulo sair tão rápido quanto este ! Beijos no coração e até logo!