Lágrimas de Amor
15 POV Rose
Eu acordei mal humorada. Ontem fiz questão de ir para meu quarto e fiquei ouvindo musica. Sabia que eles fariam o maior drama depois que aquela assassina acordasse. Eu estava muito revoltada com essa história toda. A garota passou um dia em nossa casa e foi tudo uma confusão. Ela quase quebrou a mão do filho de um dos melhores amigos do meu pai e, como se já não bastasse, trouxe aquele vampiro arrogante para nos atacar. Aquela batalha, o jeito que ela lutou, aquilo não era normal. Ela matou sem nenhuma piedade e ainda rindo da desgraça alheia. E ela ainda olhou para meu pai como se fosse matá-lo. Eu não conseguia entender por que meu pai se apegou tanto a ela. Cara, aquilo me irritava tanto! Eu amava Carlisle, mas às vezes ele era mais imprudente que todos juntos. Sempre arrumando essas confusões que poderiam chegar a níveis catastróficos. A gente tinha acabado de sair daquela encrenca com os Volturi. Por pouco eles não nos atacaram. Tudo porque meu irmãzinho era um idiota e meu pai caiu na lábia dele. Garoto mimado!
Achei melhor levantar e sair um pouco. Até porque depois que aquela garota acordasse, todos iam cercá-la de mimos como se ela fosse a salvadora da pátria. Eu que não ia ficar ali para ver. Dei um jeito de me arrumar rápido. Apenas vesti uma calça jeans clara, botas brancas e uma blusa nude. Apenas penteei meu cabelo e deixei solto. Peguei as chaves do meu carro e desci. Achei melhor deixar um bilhete pro meu pai, afinal ele já estava bem irritadinho comigo. Tudo por culpa daquela fedelha! Quanto mais eu pensava naquilo, mas irritada eu ficava. Aposto que ela estava se fazendo de coitada pro meu pai ter pena dela. E eu preferia nem pensar na Esme. Minha mãe se derretia por qualquer coisa. Nem era preciso fazer muito esforço para manipulá-la. Será que eu era a única que via problema na história daquela garota? Tinha alguma coisa errada. Não fazia o menor sentido uma pessoa ser tão frívola para matar e, ao mesmo tempo, ser toda vulnerável e sentimental. Eram dois extremos! Será que eu era a única que enxergava? Quando aquele vampiro falou com a gente, ele parecia bastante lúcido. Ele não estava blefando. Isso quer dizer que ela realmente não era a vítima. Era tão difícil assim de entender? Quantos vampiros precisariam nos atacar para que meus pais entendessem? Era absurdo!
Entrei no carro, abri a garagem e saí cantando pneus. Eu estava muito irritada! E quando eu estava assim só tinha um lugar que me acalmava. Ficava fora da cidade, mas não era muito longe. Não tinha nada demais, era apenas um penhasco que dava vista para uma lagoa e, ao fundo, montanhas. Era uma vista incrível, principalmente quando o sol se punha. Não sabia explicar por que, mas me acalmava. O vento balançava meus cabelos e eu sentia que não precisava fingir ser ninguém além de mim mesma. Não havia humanos por perto, por isso não precisava me preocupar com os raios de sol tocando minha pele. Era o meu cantinho, só meu. Ninguém poderia me incomodar ali.
Ouvi meu celular tocar. Provavelmente era meu pai. Saco! Eu estava dirigindo, mas não me importei de atender.
– Fala, pai. – disse seca.
– Rose, você está dirigindo?
– Estou.
– Encoste.
– Fala logo, pai. O que voc... – ele me interrompeu.
– Encoste! – ele falou mais firme. Revirei os olhos e encostei o carro.
– Pronto. Dá pra dizer agora o que você quer? – já estava perdendo a paciência.
– Posso saber quando foi que eu lhe dei liberdade para falar assim comigo?
– Ah pai! Eu... – ele me interrompeu novamente.
– Rose, Rose! Você já está me fazendo perder a paciência. Se eu fosse você tomaria cuidado com esse atrevimento. – ele estava falando sério. Achei melhor não arriscar.
– Desculpa, pai.
– Boa menina. Posso saber onde você está?
– Saí para passear, pai.
– Perguntei onde está, Rose. Responda!
– Estou na estrada. Estou apenas dirigindo para espairecer.
– E posso saber onde pretende ir? Não acho seguro que saia por aí, sozinha. Ainda mais agora que sabemos que as chances de ter vampiros estranhos rondando a cidade aumentaram.
– Não se preocupe. Vou ficar alerta. – ouvi meu pai suspirando.
– Rose, eu preciso conversar com você. Devo voltar mais cedo para casa hoje. Quando eu chegar, vou resolver um assunto com sua irmã e, depois, quero você no meu escritório. Fui claro?
– Sim senhor.
– Ótimo. Não demore muito, princesinha.
– Tá bom, pai. Até mais tarde.
Ele desligou o telefone e eu abaixei a cabeça no volante. Por culpa daquela garota agora nem curtir o meu cantinho eu podia mais. Eu sabia muito bem o que meu pai queria conversar comigo. Provavelmente ia me explicar porque eu tinha que aceitar aquela pirralha na família. Já até imaginava o que ele diria. Seria algo como “ela sofreu muito, você precisa entender o lado dela, não pode ser tão insensível assim e blá blá blá”. Só de pensar já me dava desânimo. Bom, se ele se mantivesse apenas com aqueles argumentos, até que daria pra suportar. Mas se ele começasse com o papo de que eu estava agindo por ciúmes, sinceramente, eu não responderia por mim. Eu não sei de onde meu pai tira essa ideia de que eu sou ciumenta. Tá, eu não gosto quando meus pais ficam de “mimimi” com meus irmãos, mas não era ciúmes. Pelo menos eu achava que não.
Voltei a dirigir. Já que eu não poderia demorar, tinha que ir rápido. Pisei no acelerador. Com certeza meu pai ia me xingar se soubesse que eu estava correndo, mas como ele não estava por perto eu não me importava. Não demorei muito para chegar ao local. Deixei meu carro escondido, próximo à estrada. Não dava para chegar lá em cima com o carro. Desci do carro e olhei ao redor, para certificar-me que não tinha ninguém por perto. Ainda era cedo, por isso não havia grande movimento de carros. Esperei até que não passasse ninguém e assim que tive oportunidade, subi correndo em velocidade vampírica. Cheguei ao penhasco e sorri. A paisagem estava deslumbrante. As águas da lagoa brilhavam com os raios de sol que acariciavam sua superfície. Eu via as montanhas se revelando no verde que lhe cobria quase que por completo. Até ao meu redor a paisagem estava bonita. As flores desabrochavam em sua exuberante beleza. Ah! Aquele lugar realmente era o melhor que eu poderia querer. Sentei-me na beirada do penhasco e fiquei abracei a luz que vinha sobre mim. Ninguém poderia ver aquela cena. Sabia que minha pele estava brilhando como um diamante. Por mais linda que ficasse, ninguém poderia ver. Por um lado eu gostava de aproveitar aquilo sozinha. Por outro me sentia triste por não poder mostrar minha beleza ao mundo. Quando eu era uma humana, todos me elogiavam. Eu era uma das mais bonitas, senão a mais, da cidade. Muitas me invejavam! Por mais que eu fosse paparicada por Esme e por Carlisle, eu sentia falta daquilo.
Abri meus olhos e olhei para o céu. Estava limpo, sem nenhuma nuvem sequer. Eu queria que aquela paz pudesse permanecer. Eu queria que minha família pudesse experimentar daquela sensação. Era tudo que eu queria. Será que era pedir demais? Será mesmo que eu estava sendo egoísta? Saco! Por que aquela garota tinha que aparecer justo agora? As coisas pareciam que iam melhorar. Depois de tanto tempo, tudo parecia voltar ao seu devido lugar. Parecia até piada! Com tantos vampiros pra essa garota encontrar, tinha que topar justamente com meu pai. Justo ele que era aquele poço de compaixão. Será que era mesmo o destino? Não! Não queria aceitar aquilo! Por que o destino sempre queria colocar nossa família em perigo? Era injusto!
Meu veneno começou a ferver. Só de pensar naquilo eu já perdia o controle.
– SACOOO!! POR QUE VOCÊ TINHA QUE APARECER, SOPHIE?! – gritei para extravasar. Ninguém ia me ouvir mesmo.
– Hum... Interessante o que acabou de dizer.
Assustei-me. Quando me virei dei de cara com outro vampiro. Ele era alto, com o porte físico próximo do de Edward. Seus cabelos eram compridos, lisos e ruivos. Seus olhos eram vermelhos, o que provava que não era um vampiro tão bonzinho quanto eu gostaria. Ele vestia um jaleco branco, que estava aberto. Por baixo parecia vestir uma camisa social preta, de mangas curtas, uma calça jeans e sapatos sociais pretos. Ele tinha uma barbicha, igualmente ruiva, nem muito grande nem muito curta. Sua aparência era suspeita. Droga! Eu estava sozinha. Ele sorria para mim, mas não parecia ser nada amigável.
– Pode repetir esse nome que acabou de gritar? – ele me disse.
– E por que eu deveria? – respondi, tentando mostrar confiança.
– Porque eu não quero te machucar, Rosalie Hale Cullen. – ele respondeu sorrindo.
Aquele cara estava me ameaçando? E ainda estava sorrindo! Quem era ele? Como sabia meu nome?
– C-come sabe meu nome? – perguntei já demonstrando um pouco de medo.
– Não importa, não é? Eu sei e pronto. Agora, será que pode me responder? Por acaso eu ouvi você dizendo Sophie?
– E se eu disse? O que pretende fazer?
– Bem, você tem duas opções. Ou você me ajuda a capturá-la ou eu terei que capturar você até que ela apareça. Sabe como é né? A Sophie é assassina, mas não suporta que os outros sofram por ela. É uma tola! – ele riu de leve. – E então? Vai ajudar ou terá que ser do jeito mais difícil?
Fiquei calada. Mesmo que eu não gostasse da Sophie, não sei se teria coragem de fazer algo do tipo. Mas era uma forma de me livrar daquela praga que estava atormentando nossa paz.
– Como pode ter certeza que se me capturar ela virá atrás?
– Não seja idiota! Você está morando com ela, não é? Já deveria saber a resposta para isso.
– C-como sabe que ela está morando comigo?
– Bem, ela é famosa, sabe? Ela é perseguida por muitos vampiros. Qualquer passo que ela dê já é motivo de fofoca. E ainda mais agora que ela se envolveu com vocês, Cullens. Se vocês já estavam falados, agora mais ainda.
O veneno em meu corpo borbulhava de raiva. Olha a situação que aquela pirralha nos meteu! Estávamos chamando mais atenção do que deveríamos! E eu só estava naquela situação por culpa dela também! Apertei meus olhos de raiva.
– Pelo visto você não gosta dela, não é? – ele me perguntou se aproximando. Eu estava de costas para um penhasco, não tinha para onde fugir.
– E daí? Acha que isso te dá o direito de me chantagear dessa forma?
– Veja pelo lado bom, querida. – ele segurou em meu queixo. – Se você me ajudar, nunca mais verá aquela assassina. Pense! Não estou te propondo algo ruim.
Realmente, não era uma proposta ruim. Se ela sumisse da nossa família, não teríamos mais problemas. Mas, aquilo era cruel! E se Carlisle descobrisse que eu estava envolvida, ele me daria a surra do século. Mas era uma oportunidade única. Será que eu teria coragem? O que eu tinha a perder?
– E então? O que acha? – ele insistia.
– S-se eu te ajudar, você promete que nunca mais a verei? – eu ainda estava indecisa.
– Tem a minha palavra.
Fiquei pensativa. Sentia que meu coração estava batendo, embora soubesse que era impossível. Não estava acreditando que eu ia fazer aquilo.
– Então eu topo.
– Excelente! O que pretende fazer?
– Me espere aqui amanhã, nesse mesmo horário. Eu a trarei até aqui.
– Se estiver blefando, pode ter certeza que me pagará caro. Entendeu?
– Não se preocupe. Eu sou uma Cullen, sempre cumpro minha palavra. – eu falei orgulhosa, mas ele gargalhou.
– Pelo menos para isso aquele imprestável do Carlisle serviu. – ele falou debochado, o que me irritou profundamente.
– O que disse, seu verme?
Eu não devia ter falado isso. Logo em seguida ele se aproximou rapidamente e agarrou meu cabelo, puxando. Senti o medo invadir meu corpo, ela parecia perigoso o suficiente para me matar.
– Escuta aqui, sua molequinha: eu não sou o seu papai! Eu não vou te colocar de castigo por me insultar dessa maneira! Não! Sabe o que eu faço com meninas malcriadas? Pode ter certeza que você não vai gostar de saber. Então acho bom ter o mínimo de respeito comigo, entendeu? – ele sussurrava em meu ouvido.
Ele me soltou logo em seguida e colocou as mãos nos bolsos.
– Muito bem, até que eu gostei de você. Espero que não me decepcione. Estarei aqui nesse mesmo horário amanhã e quero minha presa! Mas já preciso partir, afinal, tenho muito que preparar. – ele se virou para ir embora. – Ah! Só mais uma coisa. Acho melhor você não ficar andando por aí, sozinha. Você pode ser surpreendida por um vampiro mal e sabe-se lá o que ele pode fazer com você.
Ele saiu correndo gargalhando alto. Eu estava tremendo. Não sabia se de ódio ou se de medo. Talvez os dois. Caí sentada no chão tentando me acalmar. No que foi que eu fui me meter? Por que justo comigo? Era só porque eu não gostava daquela garota? Era só por isso? E depois parecia que era implicação da minha parte! Eu sabia que uma hora ou outra algo do tipo aconteceria. E tinha que ser comigo? Eu fui a única que percebeu o perigo e era isso que eu ganhava? Soquei o chão! Era revoltante! Eu não merecia aquilo! Definitivamente eu não merecia. E era tudo culpa daquela magricela transparente! Se ela não tivesse aparecido! Se ela sumisse! Eu não queria fazer aquilo, mas a culpa era dela. A culpa era toda dela! Eu não tinha outra escolha! Ou tinha? Eu poderia contar para Carlisle. Mas... Mas mesmo que resolvesse agora, outros apareceriam. Aquela tormenta nunca teria fim! Não! Eu estava disposta a ser taxada de cruel se fosse pelo bem da família. Se fosse para retornarmos aos tempos de paz, eu faria qualquer coisa. Não éramos nós que merecíamos aquilo, era aquela assassina. Ela é que merecia passar por aquilo! Ela quem resolveu arrumar confusão, então ela que aguentasse.
Ainda fiquei um tempo em estado de choque. Sentia-me estranha. Eu estava fazendo algo bom, não é? Eu salvaria a todos de viver em um inferno! Eu estava pensando no que era melhor para todos. Então por que estava tão insegura? Por que sentia como se meu coração estivesse se apertando? Será mesmo que era o melhor a se fazer? Será que não tinha outra maneira de resolver as coisas? Não! Se eu não fizesse, aquele lunático viria atrás de mim. Não era a mim que ele queria! Eu não me envolveria em perigo por aquela pirralha. Ela não fez nada por mim! Muito pelo contrário, ela só atrapalhou minha vida. Mas... O que ele faria com ela? Ele tinha cara de cientista maluco. Provavelmente a machucaria. E se ele a matasse? Mesmo que não gostasse dela, eu conseguiria conviver com minha decisão? Não era como se eu estivesse me vingando ou coisa do tipo. Eu já havia matado antes, mas aqueles malditos mereciam! Mas me perguntava se Sophie realmente merecia aquilo. Ela que arrumara aquela confusão toda, mas... A morte? Eu a estava rebaixando ao mesmo nível daqueles desgraçados! Não era demais? Quer dizer, ela não fez nada para aquele maluco. Ele que a estava perseguindo. Não! Eu já tinha tomado minha decisão! Não podia voltar atrás. Até amanhã teria tempo suficiente para trabalhar em minha cabeça de que eu estava fazendo o certo. Eu não me arrependeria!
Levantei do chão com um pouco de dificuldade, minhas pernas ainda estavam meio bambas. Meu objetivo era ficar ali até o pôr do sol, mas não tinha mais cabeça para ficar ali, sozinha. E era melhor que eu estivesse em casa, assim estaria segura. Saco! Nem sair mais eu podia. Só esperava que tudo aquilo parasse quando aquela garota desaparecesse. Saí correndo para o meu carro. Sentei no banco do motorista e suspirei. Estava me sentindo culpada e nem tinha feito nada ainda. Desse jeito não daria certo. Eu tinha que colocar na minha cabeça de que aquilo era o justo. Ou pelo menos esquecer aquela história, para que não sentisse aquele sentimento desagradável. Liguei o carro e saí em disparada. Achei melhor procurar algo para fazer, para me distrair. Shopping! Era sempre ótimo! Dirigi-me para lá. No dia anterior eu nem tive como escolher nada para mim, já que todas as atenções estavam voltadas para Sophie. Poderia me concentrar somente em minha beleza.
Cheguei rápido e estacionei. Estava com sorte, o shopping não estava tão cheio. E eu ainda tinha grande parte da minha mesada. Comecei a olhar as lojas e estava difícil achar algo a minha altura. Aquelas roupas de pobre não combinavam nem um pouco comigo. Eu precisava de algo elegante e sofisticado. E só tinha um lugar naquele shopping que poderia me oferecer aquilo. Fui até o segundo andar e entrei na loja do meu agrado. Assim que entrei a vendedora, que estava acostumada a me atender, sorriu. Eu sabia que ela apenas queria vender, mas ela me paparicava tanto que eu não conseguia evitar gostar dela. Fiquei um tempo olhando as roupas, enquanto ela ficava no meu pé dizendo o quanto eu ficaria linda em cada uma delas. Decidi-me e fui experimentar. Realmente, eu estava deslumbrante naquelas roupas. Não que eu precisasse de roupas chiques para ser bonita, mas aquilo me realçava de tal forma que eu nem conseguia descrever com palavras. Decidi levar tudo, para a alegria da vendedora. Paguei e saí da loja. Ainda estava cedo. Eu precisava de mais distração. Talvez um cinema não fosse má ideia. Fui ver os filmes que estavam em cartaz e um deles me chamou a atenção. Parecia ser bem violento. Passar tanto tempo com Emmett me fez tomar gosto por aquele gênero. A próxima seção era daqui a pouco. Comprei o ingresso e decidi já entrar.
Duas horas de filme. E foi muito bom. Chamaria Emmett da próxima vez. Tinha certeza que ele ia amar. Olhei no relógio, até que já estava mais tarde, mas não o suficiente. Resolvi passar na livraria para procurar algum livro ou música que me agradasse. Eu sempre gastava muito tempo, afinal, era exigente. Entrei na loja e comecei minha procura. Os livros pareciam todos iguais. Malditos romances adolescentes! Eu precisava de algo mais intrigante, mais empolgante. Continuei procurando. Achei uma trilogia com bastante potencial. Resolvi levar. Agora só falta algum CD bacana. Perguntei ao vendedor o que ele poderia me indicar. Gastei um bom tempo ouvindo vários e vários cantores e bandas diferentes. Achei dois que me interessavam. Paguei tudo e saí da loja. Assim que saí ouvi meu celular tocando.
– Alô? – atendi sem ver quem era.
– Princesinha? Onde você está? – era minha mãe. Senti que minhas pernas voltaram a bambear.
– Estou no shopping. P-por quê? – tentava esconder o nervosismo, mas estava difícil.
– Venha logo para casa. Seu pai quer conversar com você o quanto antes.
– Ok, mãe. Já estou indo.
Desliguei o celular e segui para casa. Eu precisaria inventar alguma coisa para evitar aquela conversa ou acabaria dando com a língua nos dentes. Aquele dia ainda seria longo.
Continua...
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