Kyu Ryu no Tsui Sen - Hakusi Tetai
17 Shozi
Dizem que pular sua memória é ruim.
Eu discordo, pois ao pula-lá e deixá-la de lado.
Conseguir avançar, coisa que não teria conseguido
Caso eu me deixa-se levar pela tentação de antigas memórias.
Tão antigas quanto os Deuses das Criações.
(...)
Nem mesmo a própria raposa, poderia imaginar a magnificência daquilo tudo que ocorreu, em rápidos e curtos três meses, em pequeno tempo para ela, ela mesma nunca deixou de ficar surpresa com o ocorrido. Mas mesmo que de maneira incrível e surpreendentemente, foi algo lhe deixou um sorriso rasgado em seu próprio rosto, ela se lembraria por toda sua longa vida do que presenciou.
A atual suposta aliança após a guerra, continuava em segredo para Danzou, ou terceiros da vila, nem mesmo seus conselheiros tinham tal conhecimento de tal documento, mesmo que Sarutobi tivesse ciência que Danzou mandou a raíz ficar em seu encalço, não pareceu dar tanta importância assim, ele estava mais ocupado com o último Uchiha, que demonstrou uma mudança, mais radical que a de Naruto, se for levada em questão de personalidade, um garoto sério, frio, e que em sua opinião não era muito fã de mulher, mudou para um garoto, ainda sério, mas não com tanta frieza, se socializando com pessoas mais velhas, treinando ao extremo, Anko lhe contou que quando ela andava por ai, comendo seus queridos e preciosos dangos, ele viu pela primeira vez dar um abraço, em despedida de Sakura, e como o time 7 estava atualmente desativado, Kakashi tinha mais coisas a fazer, como treinar Sasuke, que descobriu onde ele mesmo morava, e o pediu para treinar ele, separadamente.
Quando Kakashi lhe perguntou o motivo, a resposta o deixou até mesmo feliz, Naruto mudava as pessoas, ele seria louco se nega-se isso. ''- Não posso deixar minha obsessão por cima de minha razão pessoal, deve ser por isso que ele é tão forte-'' Aquilo fez um sentido enorme para o Copy Ninja, e serviu de respostas para suas várias outras perguntas, dedicou todo o tempo dele, esquecendo seu livro para treinar aquele garoto, ele entendia que Sasuke não queria ficar apenas na sombra do albino, mal sabendo que agora era ruivo, ele queria trilhar seu caminho, lado a lado. Então ajudou ele com isso, levou os treinos mais insanos em sua cabeça, as condições mais absurdas, não tanto como as de Gai, mas perto. Levou a evolução de seu Sharingan, lhe ofereceu pergaminhos de elemento fogo, e lhe ensinou o Raikiri, coisa que Sasuke não conseguiu dominar completamente, mas ambos sabiam que do jeito que estava, logo iria dominar isso. Kakashi ria quando ele fracassava, mas ficava em silêncio quando ele se levantava, e encarava tudo com cautela, em uma análise intensa, muito parecida com a de um certo Espadachim.
Já na guerra, a guerra... As coisas mudaram radicalmente após a vinda de Naruto e de seus companheiros.
Kiba, após ver a luta de Naruto contra Chõjurõ, pediu ajuda para Kurenai, e para Yugao, que lhe ensinaram tudo o que estava ao seu alcance, não fraquejou nenhuma vez, quando ambas diziam que ele não conseguiria dominar a transformação de demônio canil duplo, que sua irmã havia criado, Hana era um parâmetro, para ele tentar se igualar a Naruto, devia primeiro passar por sua irmã. Ele treinou duro durante um mês inteiro, caindo de exaustão, parecendo nunca ter nenhum avanço. Até que um dia para completar um mês inteiro, Naruto estava ali, vendo a floresta destruída, que ele e Akamaru usaram de treinamento, a conversa não durou minutos, mas foi o suficiente para ele entender seu erro, o ruivo podia ter 13 anos, mas era vasto e velho em conhecimento, também... com aquela mãe lhe ensinando as coisas, não se esperaria menos.
Shino, pela primeira vez mostrou alegria, todos, até os ninja de névoa, incluso com Mei, Chõjurõ e com Ao, acharam aquele garoto estranhamente...estranho, mas quando ele achou uma nova espécie de inseto, ele pareceu ter ido a loucura, todos os shinobis não podiam se espelhar nos outros, alguns lutavam de maneiras diferentes, outras uniformes, instrutores não tinham capacidade de entender isso, aquelas crianças iriam o superar facilmente, Yugao vendo aquilo, não deixou de sorrir em alegria plena, aquelas crianças a deixariam para trás em poucos anos. Mas a Hyuuga, a deixava em transe.
Aquela garota, conhecendo o clã dela como conhecia, sabia que ela era constantemente subestimada, sabia disso apenas de julgar sua personalidade, reclusa e tímida. Como se tivesse medo das mãos de outros, mostrando claro dano psicológico. Yugao se encarregou pessoalmente de treiná-la na arte do Taijuutsu, já que as outras áreas ela sabia o que fazia, e fazia bem.
Mei continuava a treinar dia após dia, tinha que ficar mais forte para quando ela e Yagura, se encontrassem no campo de batalha, em um de seus treinos, Naruto a ensinou coisas que ela nem imaginava que existiam, ela possuía Kekkei Genkai, e aquele Uzumaki Naruto, lhe ensinou novas coisas, com sua própria técnica, sendo que ele nem a possuía, mesmo com um novo caminho apontado e bem observado, ela que tinha que trilhá-lo. Sozinha, pelo menos ele estaria com ela, para levar até a entrada, e todos estariam lá, lhe esperando no final do túnel.
Chõjurõ, após a luta contra Naruto, mudou muito em sua força, se equiparando a um Junnin, Mei lhe ordenou que comandasse sua resistência, e partissem em busca dos fortes que eles haviam perdido, cada vez mais a resistência aumentava, Naruto e Hyuuni, ficaram horas e horas, no campo de batalha, ambos apenas passando majestosamente por Junnins, como se fossem miseras crianças, Hyuuni notou que muitos ninjas estavam sendo controlados, em golpe baixo. Yagura ameaçou a família de muitos, ameaçou retirar a mulher de muitos, de matar as crianças de muitos, e como se não bastasse, ele usava um celo de controle, bem como Zabuza havia dito, o que levou os dois a criarem um selo de quebra de contrato, apenas para retirar o controle.
Yagura, afastado de tudo e a todos, em um lugar que não se podia imaginar, ficou furioso com isso, suas forças caíram consideravelmente, e seus espiões falaram que os responsáveis eram garotos com espadas estranhas, um ruivo de cicatriz em forma de cruz, sua força era incomparável, e ele andava acompanhado de de uma garota, que mais parecia uma raposa, que fazia sua espada arder em um fogo intenso e vermelho, qualquer um que fosse cortado por ela, morreria em seguida, não pelo corte, mas pelo fogo que se alastrava por todo o seu corpo, e ambos começaram serem acompanhados por Zabuza, junto de Chõjurõ, quando Mei não o ordenava para partir com um pelotão, cada vez maior, para interceptar os mantimentos dos ninja de Yagura, os aldeões da vila da névoa, pouco a pouco, começaram a voltar a ter esperança, e eles começaram a ganhar esperança, com os nomes que chegaram aos ouvidos de muitos na guerra.
Os quatro gumes das estações, todo batalhão de guerra comandando por Yagura, ao se deparar com aqueles quatro espadachim, tentavam até recuar, mas logo eram facilmente derrotados, Zabuza sempre dizia para Chõjurõ nunca desviar o olhar, quando matava alguém. Se ele não matasse ele morreria, e eles ainda o torturariam, então dizia para ele deixar a compaixão e a humanidade um pouco de lado. Coisa que Chõjurõ não se esqueceu em nenhum momento.
Kurenai e Yugao eram as madames da guerra, acabando com vários ninjas, alguns até passando para o lado delas, pois tinham perdido o selo de Yagura, Hyuuni ensinou a todos como quebrar, para ensinar a todos levou boas semanas. Mei se sentia mais humorada, mas mesmo assim, se sentia triste, ela viu alguns de seus amigos morrerem, e com pesar ouvia os gritos em alguns lugares da vila,mesmo que a esperança tivesse voltado, e que a possibilidade de vitória, agora era algo possível, a guerra levava muitas coisas, a felicidade era uma delas, era como se a guerra fosse um pecado, pelo menos era o que Naruto dizia.
A guerra era o pecado da inveja, não satisfeita com as lágrimas em desespero, com o sangue vermelho que manchava e maculava ainda mais a terra, com as almas levadas para o ceifador, ela não satisfeita com tanto, levava suas alegrias e suas vidas junto, a guerra era uma criança que gostava de roubar as coisas, de quem ela tivesse a oportunidade, ela roubaria sua alegria, no menor descuidado.
Mei ouviu aquilo das palavras do ruivo, que parecia estar perto, mas mesmo assim distante, como se não estivesse disposto a contar nada, mas não o cobrou, ele explicou o motivo, explicou para todos, não podia o culpar, mas todos ajudavam ele como podiam, sejam com palavras, com gestos afetuosos, com abraços...com beijos.. Todos tentavam o levantar para cima, mesmo triste, Naruto era algo vital na guerra.
Haku e Zabuza viraram comandantes da resistência, o seu exercito que parecia crescer e a crescer cada vez mais, graças aquela raposa, e o ruivo, que trabalharam juntos, demonstrando a todos que eram bons nisso.
Hyuuni, para Mei ela era uma garota ou raposa peculiar. Era uma garota fria, que não lutava com qualquer batalhão, ou com qualquer ninja, ela tinha seus favoritos, Naruto, que ela disse abertamente, várias vezes, enquanto todos resolviam dormir em barracas ao relento, para descontrair, que ela preferia lutar com quem fazia seu coração palpitar, ela admirou a sinceridade daquela pirralha, mas ela mudou radicalmente sua opinião, quando ela lhe contou sua história, ela própria não podia acreditar, mas vendo aquela espada, a história dela, e as caudas, e a comprovação de Naruto, e da própria Kyuubi, que agora era normal , assumir o controle do corpo do ruivo, para contar algumas coisas para se mantarem focados. Kyuubi era como uma mãezona para todos, e novamente ficaram abestalhados ao descobrir que... ela era realmente uma mãe de todos.
Mas como toda guerra, Kyuubi sempre lhes contava que como todas mesmo por motivos diferentes, acabaram de maneiras iguais, com um grande conflito, onde todos iam para a guerra, onde todos iam com cheiro de sangue, não era um caminho bonito de se seguir, mas era um caminho que eles tinham que trilhar, para depois descobrirem sua própria estrada.
– ... Que se passa em sua cabeça, minha mãe? ... — Perguntou o ruivo , os cabelos um pouco maiores, com a espada em sua mão, sua antiga espada, na mão de seu filho que estava em frente a seu focinho.
Kyuubi apenas deu um enorme e barulhento bocejo, mesmo que fosse a mente de Naruto, não seria bom ter uma raposa milenar se espreguiçando.
– Nada se passa por ela, meu filho. - Ela respondeu, mas vendo que a mentira estava explícita demais se corrigiu rápida. — ... Só estou me relembrando das coisas que me contou.
Naruto pareceu pensar também, se colocando em um profundo silêncio, a jaula antigamente fechada, se encontrava aberta. Mas logo Kurama o quebrou.
–... Como estão as coisas com minha irmã?.. — Perguntou a enorme raposa branca, com malícia. Mas ela tinha lá seus motivos.
Depois daquela explicação que Naruto deu, e após terminar, com uma verdadeira melancolia e tristeza, ele mesmo se levantou e foi em direção a vila, indo dormir em uma das casas vagas, pois infelizmente pessoas morriam.. Mei se tencionou a ir atrás dele, mas Hyuuni se levantou mais rápido. Naruto sumiu em meio a floresta em um sopro de folhas no ar, Hyuuni fez o mesmo, Ao até havia ativado seu Byakugan. Mas eles já estavam aos arredores da vila da névoa.
Kurama viu com alegria, e com tristeza aquilo tudo, Naruto estava tão imerso em suas próprias palavras que nem notou que Hyuuni, o acompanhava com o coração em frangalhos, mas não por algo ruim, mas sim por ele estar ruim. Viu com alegria quando Naruto abriu a porta daquela casa de madeira, nunca se livrou das fotos da família que tinha, Naruto dizia que aquela casa teria sempre as almas daquela foto com ela. Ele não tinha o direito de retirar nada dali.
Quando Naruto adentrou naquele recinto comum, porém com uma estranha presença e conforto, ele apenas subiu as escadas, e abriu a primeira porta. Se atirando na cama pequena, deixando Kirihakuto ao lado de sua cama, descansando, repousando.
Ele só notou Hyuuni, quando ela se deitou ao seu lado, com as caudas roçando em seu corpo, como se fosse um carinho, ela conseguiu arrancar um sorriso fino e carinhoso dele, mas ela sentia que nunca veria seu sorriso de coração. Mas ela tentou naquela noite. Ela se aproximou cada vez mais do rosto de Naruto, ficando a centímetros de encostar a boca com a de Naruto, mas ninguém tomou partida, Naruto apesar de descobrir com sua mãe, que ele sentia sim, algo por ela, não estava com vontade, e sua atual situação não o permitia ter prazer com isso, Hyuuni não fez isso e muito mais, porque se sentiria suja, por conseguir algo bom em um momento ruim, quando Naruto estivesse melhor, ela faria isso.
Sem trocar uma única palavra, Naruto adormeceu bem antes dela, em realidade ela nem fechou seus olhos, deixou eles abertos, atentos, mesmo que não fosse preciso, ela cuidaria daquele frágil, ou nem tão frágil filhote, ninguém encostaria e os atrapalharia, Naruto parecia estar tendo um pesadelo naquela noite, ela se levantou da cama e pegou as cobertas, no armário de madeira, que ficava na frente da cama, cobriu ambo, as caudas por de baixo da coberta, se enlaçaram no corpo de Naruto, uma repousando carinhosamente na cicatriz em forma de cruz, que ela não gostou de saber quando Naruto lhe contou os detalhes de como a havia conseguido.
Dormiu ao lado dele, sem nenhuma palavra, mas nenhuma palavra precisou ser dita, quando o rosto do garoto começou a se amenizar, se sentiu muito bem com isso.
–... Você não vai esquecer isso tão cedo, não é? — Perguntou o ruivo, só depois de se lembrar da mesma coisa que Kurama se lembrou, rindo com sigo mesmo, não fazia muito tempo, apenas três meses. — ... Foi só uma companhia para dormir..
A raposa não pareceu satisfeita com aquilo. Mostrando os dentes, incomodada com isso, se permitiu fazer suas brincadeiras, agora normais para ambos.
–... Aposto que se ela te desse um beijo naquela hora, você se sentiria melhor, meu filho...- Ela riu com gosto, ao ver o rosto do ruivo corar, ficando pelo menos com a parte de cima de seu corpo, completamente vermelho. — .. Pela sua cara, está pensando coisas indecentes, que feio!
Naruto agitou as mãos em vergonha, Kurama parecia mais liberal, era bom ter isso como base de relação, mas as vezes ela brincava demais.
– ... Não é bem assim, Hahauê, Hyuuni é...hm...
– Não sabes o que ela é, mas sabe o que sente por ela? - Perguntou Kurama, levantando suas caudas. Apenas para brincar com elas enquanto esperava a resposta.
–.. Você me disse que quando alguém reage assim perto de alguém é amor.. — Ele disse, dando um sorriso um pouco bobo, como se tivesse gostado da ideia de amar a albina. — ... Eu a amo?
A raposa não lhe respondeu, estava dormindo. Um pouco inconformado com a preguiça de sua mãe, voltou para a realidade.
Não deixando de ficar surpreso quando viu Yugao, amparada em seu peito, agarrada como um carrapato, e vendo Mei e Hyuuni segurando uma perna da ANBU, puxando ela com expressões furiosas, sendo que estavam na sala de Mei.
–.. Puta que me pariu Yu-Chan, não pode abraçar ele assim. — Disse a Mizukage, com claro ciúmes, sendo acompanhada por Hyuuni. — ... Você é uma mulher, deveria saber disso.
Yugao ao se jogada ao chão de rosto, com a bunda empinada para Hyuuni, que conteve a vontade de apertar, falou com a voz abafada mesmo.
–...Sua mãe é uma puta, Mizukage-Sama? — Ela perguntou, rindo debochada da carranca furiosa da outra. — ... Pela sua cara amigável, devo dizer que você também é.
Mei pegou o pescoço de Yugao e ficou apertando, mesmo ela sem ar ainda conseguia zombar de sua cara, Hyuuni encarava aquilo com gotas na cabeça, Naruto não estava diferente.
–.. Porquê estamos aqui mesmo? — Perguntou.
Nesse momento Mei soltou o corpo de Yugao no chão, tossindo.
–... Bom, tenho meus motivos...- Mei disse, os olhos se tornando sérios.
– Que são? -
A mais velha foi em direção a sua cadeira, se sentando calmamente, virando-se para a vila, e para o sol escaldante que se chocava com sua vila. Com a voz perigosamente fria.
– Yagura foi visto no campo de batalha..
Fale com o autor