Mesmo que você diga isso.

Nunca parei pra pensar.

Você tem razão.

Só aqueles que passam por essa porta de cabeça erguida.

Conseguem ser verdadeiros ninjas.

(...)

– Que regras são essas? – perguntou Kiba, este estava no fundo, olhe escolheu ser melhor pra eventuais e bem boladas colas. Akamaru ficando em cima de sua cabeça, ao seu lado estava outros ninjas da folha, reconheceu como o time mais velho, composto pelo aprendiz da besta verde de Konoha, e ao seu lado estava Sasuke, nunca trocaram muitas palavras, mas quando chegou ele o deu o comprimento, então resolveu acreditar em uma pequena mudança da parte dele.

Ibiki, mais a frente ao ver a mão do garoto erguida, teve um leve riso, mas novamente não era um riso bom, indicando que essas regras não seriam nada boas.

– São cerca de 10 regras... Talvez onze.

Uma garota loira com um leque nas costas levantou a mão, reconhecendo-a como companheira do ruivo que protegeu Naruto, Kiba só pôde franzir a testa com o cheiro forte de sangue que ela exalava, muitos exalavam isso.

– Por que talvez onze? – perguntou a menina, erguendo a mão e olhando ele nos olhos, não se intimidando no início, mas quando ele afiou mais os olhos, deu uma leve recuada.

– Porque, como bem sabem. – apontou para o ruivo, que estava nesse exato momento dormindo, sem nem ouvir a explicação. – Se caso alguém cole, ele vai poder dar cabo, de uma maneira ‘’especial’’ mas ele parece estar dormindo...

Naruto que só estava de cabeça baixa, á ergueu dando de cara com um Ibiki surpreso, sua respiração estava fraca, ele só podia estar dormindo.

– Não se preocupe, estou disposto a cuidar da pessoa da melhor maneira que minha espada conseguir. – respondeu, dando um sorriso de leve, a menina da grama a seu lado teve um leve rubor em suas feições. – Ara, o que foi?

Ibiki gargalhou com isso, Anko estava certa, o garoto era interessante.

– Você falando assim vai piorar a situação deles. – disse o mais velho, novamente escrevendo no quadro. – Podem começar a prova,mas antes devo alertar vocês de que tipo são essas regras.

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– Estou quase sentido a falta deles... – comentou Kakashi, sentado em uma poltrona, seguido de uma mulher de olhos vermelhos, e suas roupas mais pareciam bandagens, e havia um outro, com uma barba fina porém um pouco comprida no meio, acompanhado de um bom cigarro, na opinião dele. – Vocês não? Asuma? Kurenai?

– O que foi? – perguntou Asuma, assoprando a fumaça do cigarro como se ninguém tivesse dito nada. – Ah, sim. Eu sinto alguma falta dos lanches de Chouji, são bons.

A mulher que parecia ser Kurenai balançou a cabeça em negação, olhando pra ele ao seu lado só pode fazer uma leve provocação.

– Você só é bom em comer lanches. – alfinetou, estava mais que óbvio o segundo sentido disso, Kakashi como um bom amante da pornografia ninja, habilmente puxou um bloco de notas com um lápis laranja, escrito em sua borda esfiral ‘’ Icha Icha Paradise’’ como uma homenagem ao conto do Sábio dos Sapos. Mas também anotou cada palavra dita, e fez uma menção em homenagem a grande sacada de Kurenai, por dizer seus sentimentos e não fazer cú doce.

‘’- Kurenai é uma mulher sabida das coisas, ao invés de virar a comida ela que come, grande guerreira’’ Nada podia ser mais estranho, até que a resposta de Asuma veio.

– Não só em lanches, também sou bom com comidas caseiras – disse Asuma, achando que tinha dado a resposta certa, mas pela cara que Kakashi, e ela estavam fazendo, algumas coisa não estava certa ali. – O que foi? Qual o problema?

Kurenai parecia estar emburrada com alguma coisa, e pra mudar de assunto resolveu responder logo a pergunta do grisalho.

– Eu sinto a falta deles, e o exame vai demorar mais do que eu pensava. – respondeu ela, Kakashi acenou em concordância, ia demorar muito.

– Exame Chunnin é? – disse Asuma, largando o cigarro no lixo e colocando as mãos na cabeça, parecendo pensativo. – Eu soube que o examinador desse ano será o Ibiki...

Aquilo pareceu ter chamado a atenção de Kakashi, que até guardou suas ferramentas em sua bolsa ninja, que parecia ter muita coisa, o humor já normalmente chateado e preguiçoso pareceu ter alcançado um novo nível, ele ficou tão pra baixo que Kurenai não teve como não perguntar.

– Quem é esse cara pro Kakashi ficar tão depressivo? – perguntou pra Asuna, este puxou um outro cigarro do bolso e puxou um esqueiro prateado do outro, fumando calmamente antes de respondê-la.

– Eu me esqueci que você é nova Kurenai, se fosse mais antiga não faria essa pergunta besta. – brinco com ela, uma veia conseguiu ser vista dos dela, transpassando a cara, ela se irritou. –Ei calma ai pessoinha, só estou brincando.

Kurenai virou pro lado, novamente em birra, mas voltou a olhar pra ele e para Kakashi, que novamente anotava alguma coisa em um bloquinho, tão rápido que fumaça saia.

– Não me respondeu quem ele é ainda!

Asuma olhou pra Kakashi, que deu de ombros, ele mesmo falaria.

– Ele é chefe do setor de tortura e interrogátorio de Konoha. – respondeu Kakashi, pegando seu famoso livro, mas era a nova versão que Jiraya havia lhe dado. – Conhecido em todas as 5 grandes nações e até em alguns pequenos vilarejos, como o Psicólogo Demoníaco.

– Por que alguém conhecido em todo o mundo teria um nome de cuzão desses? – perguntou Kurenai.

– Ele tem um motivo forte pra ser chamado assim. – respondeu Kakashi, deixando os pés fora do chão e se virando pra deitar na poltrona, com o livro rente a seu rosto, claramente lendo. – Ele nunca precisou usar a força, ele é como um psicólogo, ele usa a sua mente contra você mesmo, famoso por arrancar informações de ninjas fugitivos que são conhecidos por adorarem tortura, apenas com míseras palavras, uma hora, e tudo de você é posto pra fora.

Kurenai engoliu em seco, ele realmente devia ser bom pra até mesmo colocar pessoas que gostam de serem torturados a darem informações precisas.

– Então, nossos alunos...

Asuma acenou. – Sim, provavelmente, eles vão voltar muito mais cedo do que deviam, me arrisco a dizer que muitos já saíram em menos de 10 minutos desde que a prova começou.

– Que tipo de prova é essa primeira parte do exame? – perguntou Kurenai.

Kakashi riu bobo, mas um riso estranho, algo como obceno, dava pra ver um perfeito sorriso de tarado invadir a máscara, um sorriso realmente digno de ser um adorador das artimanhas de Jiraya.

– É apenas uma prova escrita. – respondeu Asuma, com gotas pelas reações de Kakashi. – Porém ele faz com que seja mais que apenas uma prova teórica. Ele usa todos os meios, suas ambições, seus sonhos, e coloca tudo em uma prova, se responder algo sem tomar uma decisão critíca. Você vai certamente falhar.

– Talvez eu tenha superestimado meus alunos. – comentou Kakashi, voltado a se sentar na poltrona e falando como gente de novo. – Naruto pode não sofrer demais problemas com a prova, Sasuke, me arrisco a dizer que consiga, mas a Sakura...

– Ah, o meu time é a mesma coisa. – disse Asuma dando uma leve risada. – Acho que Ino pode não ser a mais preparada pra isso, apesar dela ser boa em recolher informações com seu Jutsu, isso pode vir a ser um desafio e tanto pra ela.

– Isso soa meio machista, velhos. – disse Kurenai, ofendida. – Hinata a meu ver como sua professora, pode ser a única a conseguir, Shino também, Kiba apesar de ter crescido muito devido a Guerra, não sei se vai sacar o intuito da prova.

– Guerra... Falando nisso Kurenai, eu não ouvi os detalhes da luta do Naruto contra o Quarto Mizukage. – disse Kakashi, dando atenção total pra ela, interessado até demais.

– Ah... – pensou ela – foi algo incrível, foi exatamente como disseram, uma raposa de trovões pareceu andar no céu, e abocanhou o corpo dele, eu soube por algumas pessoas que antes de Naruto acertar o golpe ele acabou por virar a espada pra não matá-lo.

– Uma raposa de trovões é... Quantas caldas ela tinha? – perguntou Kakashi.

– Hm... Nove? – respondeu, não entendendo o propósito da pergunta, mas logo o pegou quando os olhares dos outros dois se afiaram ainda mais. – Não acham que a Kyuubi o esteja controlando, não é? Isso é impossível, nós conhecemos ela.

– Não estou dizendo isso. – se defendeu – Só estou dizendo que é uma enorme coincidência.

Kurenai pareceu ter se acalmado, quando ia iniciar um novo assunto, a porta daquela sala onde vários Junnins pareciam chegar com seus alunos com feições tristes começou a lotar.

– Nem precisa ser um gênio pra saber que todos eles reprovaram. – falou Kakashi, suspirando e pensando em seus alunos. – Seus professores já estavam esperando que eles falhassem por estar com eles a essa hora.

– Isso soa meio frio, talvez só estivessem esperando eles. – repreendeu o mais velho, mas um olhar dele de canto a fez repensar e ver melhor a situação – Bom talvez... Possa ser isso mesmo, então nós acreditamos em nossos alunos por estarmos aqui?

Uma sombra de esperança surgiu nela, seus companheiros pareciam ser rudes, mas tinham um coração nobre, não é? Não.

– Só estou aqui porque quero ler em paz, e aqueles moleques ramelentos iam me atrapalhar. – respondeu Kakashi, estraçalhando qualquer esperança que Kurenai tinha em seu coração.

– Só estou aqui pra fumar, aqueles três pirralhos sempre reclamam de minha fumaça. – disse ele, fumando mais um pouco e soltando a fumaça – Irritantes.

Kurenai só pode pensar no quão bons eram seus companheiros Junnins, pensarem essas coisas de seus alunos, francamente. A sala estava cheia, todas as poltronas preenchidas com um choro dos alunos.

– Que triste. – disse Kurenai, vendo uma garota da grama correr dali aos berros e lágrimas.

– É uma alegria na realidade. – disse Asuma, olhando pra porta o tempo todo enquanto falava.

– Por que a reprovação pode ser algo bom? – perguntou Kurenai curiosa com isso, sentindo um pouco de aversão com a resposta dele. Mas quem a respondeu fora Kakashi.

– Se ela falhou é por quê não estava pronta. – direcionou os olhos pra porta juntamente com o outro. – Ibiki fez bem em mandá-la embora com seus companheiros, seria pior se ela tivesse sido aprovada.

– Eu até entendo que ela poderia passar por muitas dificuldades, mas por que não a passar mesmo assim? As pessoas crescem com o tempo. – argumentou ela.

Kakashi não desviou o olhar da porta durante um único segundo. – Kurenai, acha justo entregar uma garota pra morte?

– Não, mas o que isso tem em comum com nosso assunto de agora?

– Tem em comum que se ela fosse aprovada, seria morta, usada, estuprada por apenas divertimento e muito que provavelmente não seria nessa ordem, acho justo ela crescer primeiro em um lugar que possa se desenvolver sozinha, não precisa de sofrimento vindo pelos outros pra crescer.

Kurenai ficou em um profundo silêncio, não tinha levado em conta isso, ele estava certo.

– Não pensei nesse ponto. Minhas desculpas. – disse ela, olhando pra porta também. – O que vocês estão olhando?

– Ao contrário dos outros Kurenai. – começou Asuma olhando pra porta dupla e vermelha. – Eu nunca vou esperar do lado da porta que meus alunos aparecam com a notícia de que falharam, pelo contrário.

– Preferimos esperar aqui. – complementou Kakashi, dando um riso orgulhoso. – Aqueles que passarem por essa porta serão o futuro da aldeia da folha.

E como se algo o respondesse, a porta foi aberta, e uma cabeleira ruiva com mais outros garotos, todos alunos dos mais velhos brotou ali, era como o copiador havia dito, aqueles que passasem por essa porta seriam verdadeiros shinobis,