Kyu Ryu no Tsui Sen - Hakusi Tetai
22 Himura PT 2
Me permita tocar sua cruz mais uma vez
Me deixe acariciar a marca que eu fiz em você.
Sim...me deixe toca na marca.
Que eu fiz em você...
(...)
– O que está querendo dizer Hyuuni? — perguntou Mei, ainda sentada ao lado da outra, que já parara de derramar lágrimas, se recompondo, ao menos um pouco mais, as caudas um pouco afastadas de seu corpo, as orelhas um pouco mais levantadas, mas seus olhos brancos ainda vermelhos pelo choro de antes. Hyuuni colocou sua mão no rosto dormente de Naruto, dando um carinho demorado.
– Shintu vive dentro dele, é isso que quero dizer. — respondeu a raposa, dessa vez soltando a mão do rosto do ruivo deitado, colocando ela encostada em seu joelho. Deixando-a imóvel por enquanto, a cadeira balançando para trás e para frente, como um balanço.
Mei sentiu uma raiva pequena surgir em seu interior com isso, ela não amava Naruto por ele próprio, amava um homem que já estava morto.
– Você não ama o Naruto então...você ama esse homem, Shintu, como pôde dizer isso simplesmente? Desaprendeu o valor do amor por acaso? — questionou Mei, sua voz subindo um pouco mais do que devia, não que a outra tivesse ficado um pouco ofendida ou muito, na realidade a cara tranquila indicava que já esperava essa reação dela, afinal... ela própria muito que provavelmente teria a mesma.
Olhando nos olhos dela, que viu sem demora a total convicção em suas palavras, estampados naqueles olhos , nada mais do que a verdade saia daquela boca.
– Não o amo apenas por isso, acredite quando eu digo, não é apenas por isso, mas também estaria mentido se eu disser que não o amo por isso também... — disse, afegando uma de suas caudas, era um costume que Mei viu que ela fazia quando se sentia nervosa ou animada..
Mei mordendo os lábios ainda não estava totalmente satisfeita com aquela resposta.
– E quais são os outros motivos? — perguntou — Imagino que devem ter vários, não é?
Hyuuni sentiu a acidez nas palavras dela, não podia a culpar por isso, ela também era assim, humanos e raposas em parecidos nesses questões de posse e ciúmes...
– Não muitos, apenas os que eu julgo serem coerentes... — respondeu tranquila, rindo da cara irritada da outra, agora a pouco chorava, agora ria.
– Pode me dizer quais são esses motivos? — perguntou Mei, as mãos apertadas uma na outra, a vontade de socar o rosto daquela raposa eram visíveis, e ela apenas ria disso...
– Porquê eu deveria? — rebateu a pergunta da outra.
– Porquê eu estou te perguntando, não é um bom motivo para responder? — indagou a ruiva, se controlando para não queimar a garota ali...
– Vejamos... — pensou a raposa, mas não demorando muito para reagir conforme seus pensamentos, mostrando o dedo para a outra, disse: — Não estou muito interessada em te contar as verdades de meu coração, sinto muito...
– Não sente nada...- afirmou a ruiva, tinha certeza de que não era verdade o que Hyuuni dizia.
– Ainda bem que você sabe... — provocou, colocando a mão na espada quando a outra fez um sinal de mão. — Quer mesmo lutar comigo? Sabe que não pode me vencer em uma luta garotinha...
Mei nem pareceu se abalar com a clara afirmação, por mais que fosse verdade isso, não iria entregar o ruivo de bandeja para alguém que não amava ele de verdade...
Se olhando por vários segundos, a pressão do ar começou a baixar, era visível que uma queria afogar a outra num oceano de negatividade, uma querendo se mostrar perante a outra... Até que Yagura abriu a porta, com algumas faixas envolta do corpo, cortesia do ruivo que agora estava no meio daquele fogo cruzado, vendo que algumas partes do chão estavam se quebrando em volta, resolveu sair dali, não era sábio se envolver em coisas de mulheres. Ainda mais mulheres daquele nível.
Mas para sua desgraça Mei falou em um sussurro que mais parecia um berro agudo que deixa qualquer um surdo.
– O que está fazendo aqui Yagura-chan? — perguntou calma, apesar da voz dela indicar algo totalmente o contrário, Yagura que estava prestes a fechar a porta tremeu dos pés até a cabeça, aquela mulher dava medo até no próprio demônio com certeza..
– Eu...vim...avisar..v- vocês duas que. — tentou dizer o que devia, mas a intensidade negativa daquela sala lhe rompia as cordas vocais, estava difícil se manter, principalmente porquê a da raposa parecia um mar sem fim.
– Avisar o quê garoto? — lhe perguntou Hyuuni, louca para voar em seu pescoço e fazer ele soltar todas suas palavras para fora de uma vez.
– Estamos indo para Konoha, recebemos um aviso do Hokage da filha , ele está nos esperando. — disse finalmente, feliz ao ver toda aquela intenção assassina, antes Mei demonstrava uma carranca irritada, agora sorria de canto, os olhos verdes brilhando em alegria, Hyuuni que estava louca para cortar algo, voltou a acariciar a cabeça do ruivo que o derrotara.
– Vocês duas são estranhas. — comentou mais para si, mas ambas ouviram isso e se sentiram ofendidas, o cara de cabelo verde falando..
– Você é o único de cabelo verde no mundo. — ambas comentar juntas, parecia até que tinham combinado.
– Naruto tem cabelos ruivos, são estranhos de certa forma. — tentou se defender, mas Mei estava em sua frente lhe dando um cascudo forte.
– Não ouse falar assim do Naru-chan, ele é uma criança tão linda, tão forte e tam... — não pode completar sua sentença, pois Hyuuni estava dando um beijo na testa de Naruto, deixando a Mizukage de queixo ao chão..
Yagura vendo que era o melhor momento para fugir, tentou correr para a porta, mas uma mão em seu ombro lhe apertando com força o fez tremer pela vida, e pelas bagas.
– Yagura-chan... Poderia me fazer um favor? — o pedido veio com um voz carregada de malicia, estava literalmente fodido.
– O-o que Mizukage-sama? — temeu pela vida quando Mei fez um selo de mão, e um resquício de lava começou a sair de sua boca, aquilo significava problemas.
– Diga que teremos uma raposa a menos no mundo, e que logo estarei descendo. — terminou sua fala, soltando o ombro do mais novo, que tratou de correr para longe daquele quarto.
Todos os debilitados daquele prédio podiam ouvir os gritos de duas mulheres literalmente pregando maldições uma a outra..
E um certo ruivo que acordara em silêncio, apenas observava tudo divertido, já era hora de acordar..
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