Kusanagi
1 Demônio de olhos azuis
Notas iniciais
Olá meu nome é Kurama Kusanagi tenho 17 anos e estou no ultimo ano do ensino médio do Japão.
Tenho aproximadamente um metro e oitenta de altura, cabelos negros, um corpo atlético, e o que todos acham estranho e também um pouco atraente: olhos azuis como o céu sem nuvens.
Você deve estar se perguntando o que tem de estranho nisso? Bom, eu esqueci de mencionar que sou um japonês puro.(não, minha mãe não pulou a cerca!).
Ah e outra coisa estranha em mim é que eu sou muito rápido em tudo!( Você provavelmente não entendeu muito mais muito rápido mesmo!) O que me da uma grande vantagem, pois sou o capitão da equipe de kendo(estilo de esgrima japonesa) da minha escola.
Fui criado desde pequeno pelo meu pai, ele diz que a minha mãe simplesmente nos deixou e eu não gosto de falar muito nisso... Bom, apesar de alguns apertos que nós passamos ele me criou muito bem.
Enfim sou muito querido e respeitado em minha escola e levo uma vida relativamente normal até aquele dia....
Eu estava voltando da escola um pouco mais tarde do que de costume, pois fiquei bastante tempo treinando depois das aulas no ginásio por causa do campeonato nacional de kendo que estava se aproximando.
Meu pai sempre me dizia que era pra eu sempre chegar antes das sete da noite em casa, e faltavam poucos minutos para o horário estipulado por ele. Por isso resolvi pegar um atalho para chegar mais rápido em casa e foi passando na frente de um beco estreito que eu a vi....
Era a garota mais linda que eu já tinha visto em toda a minha vida, ela possuía longos cabelos negros que chegavam perto de sua cintura, devia ter, mais ou menos, a minha idade, apesar de não ser alta, mas o que mais me impressionou foram seus lindos olhos vermelhos.
Reparei que ela não estava sozinha, junto com ela haviam, no mínimo uns vinte garotos mal-encarados portando tacos de beisebol e espadas de madeira. Pareciam estar enchendo o saco dela, então eu parei atrás de uma caixa para escutar melhor.
—Ei garota! Você não quer dar um passeio com agente?
Perguntou um cara careca com uma espada de madeira na cintura.
—Prefiro morrer!
Respondeu a garota. Notei um tom de arrogância em sua voz, mas admirei sua coragem.
—Olha aqui garota se não for por bem...
O careca puxou a espada de sua cintura e o ergueu acima de sua cabeça e se preparou para descer com tudo na cabeça da garota quando eu instintivamente saí do meu esconderijo e aparei o seu golpe com meu braço. (doeu, mas eu sou um bom ator).
—Ai cara não te ensinaram que é feio bater em mulheres?
Perguntei ao careca.
—Ta querendo bancar o herói moleque? Ou você só ta com pressa de morrer?Hein??Eu te fiz uma pergun... owf!
Silenciei o idiota com um soco bem aplicado no meio do peito
—E agora quem quer ser o próximo?
Não esperei a resposta e fui pra cima do resto do bando.
Foi como se eu estivesse jogando um daqueles jogos em primeira pessoa, eu me assistia dando golpes insanos em todos aqueles desgraçados, mas não sentia nada, nem quando algum deles me acertava golpes com os tacos de beisebol.
E tinha uma voz sussurrando em minha cabeça matar destruir. Legal agora eu tinha um instinto assassino dentro de mim....
Foi quando eu me lembrei de uma coisa que meu pai sempre dizia, que nunca era pra eu me meter em uma briga que eu ainda não estava pronto pra lidar com ele. Será que era isso que meu pai queria dizer?
Quando eu recobrei os sentidos eu estava em de pé em cima de dezenove moleques e o ultimo que sobrou saiu correndo gritando alguma coisa sobre demônio de olhos azuis.
Nunca tinha me sentido tão bem na minha vida, mas foi então que começaram as dores...
Era sempre assim toda vez que eu extrapolava um pouco minhas pernas começavam a doer muito, mas desta vez foi mil vezes pior. Imagine que duas mil agulhas estão perfurando a sua perna e multiplique isso por mil acho que nem assim você iria chegar perto da dor que eu estava sentindo.
No meio de toda essa dor eu estava prestes a desmaiar, mas eu me virei para ver a garota, que para a minha surpresa estava sorrindo. Ela veio andando tranquilamente na minha direção e disse:
—Até que enfim eu te achei.
Então eu desabei no chão perdendo minha consciência.
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