Kuromeido ( 黒メイド )

22 Primeira Vez ( Múltiplos Narradores )


Notas iniciais
Eu estou sendo inundada de pedidos de cenas quentes entre nosso amado casal Liselotte & Undertaker. E finalmente tomei coragem e escrevi um capítulo cheio de coisas feias u.u
Não reclamem, estou apenas atendendo pedidos. Se você não gosta de cenas quentes e coisas do gênero, não leia.
Obs: Esse capítulo não muda muita coisa na história, e ele é dividido em 4 partes, cada uma com um narrador diferente!
Espero que gostem! ♥

Primeira Parte ( Narrador: Ciel)

Batemos na porta da funerária mas ninguém responde. Batemos outra vez, mas novamente sem resposta. Sebastian abre a porta com um solavanco e entra calmamente na loja. Olhamos em volta e percebemos que está vazio. Ficamos parados por alguns segundos, quando ouvimos um barulho de caixão se abrindo. Olhamos em direção ao barulho e vemos Liselotte e Undertaker saindo de dentro de um dos caixões perto de nós. Suas roupas estão desarrumadas e seus cabelos estão emaranhados. Eles estão sem sapatos, e Undertaker está sem sua cartola. Eles parecem surpresos com nossa presença, e Liselotte fecha o caixão rapidamente, e se senta no balcão, enquanto escova os cabelos.

— Sua fascinação por caixões está ficando muito erótica – digo fitando os dois.

— N...Não é isso que você está pensando Conde – diz Undertaker.

— Acho que é exatamente o que estou pensando – digo revirando os olhos

— Como se você nunca tivesse feito "isso" com o seu mordomo – diz Liselotte com um olhar malicioso

— I...Isso não é verdade! – retruco

— Não dá mesmo pra fazer uma piada com você – diz ela descendo do balcão e indo em minha direção – Você é muito pequeno para Sebastian brincar – ela solta o laço de fita do meu casaco e me lança um sorriso malicioso – Mas me diga Sebastian, como é ter uma criança como amante? – diz ela circundando Sebastian

— Liselotte... – rosna Sebastian

— Eu paro. Não vou tocar mais no assunto – ela volta para o balcão e pega um biscoito de cachorro que Undertaker come.

— Ei! Meus biscoitos! – o funerário pula em cima dela e arranca o biscoito de suas mãos . Ele come o biscoito com uma mordida e sai orgulhoso

— Seus esquisitos.... – digo revirando os olhos

Liselotte desce do balcão e pega a carteira do bolso do funerário. Ele reluta mas não consegue evitar a pilhagem. Ela pega algumas notas e devolve a carteira.

— Vou comprar doces – diz ela saindo da loja

Ficamos calados por alguns segundos. O funerário parece impaciente com nossa presença e quebra o silêncio:

— Então Conde, o que te traz aqui?

— Houve outro assassinato, duas idosas Quero que fique atento. Pode ser mais um serial killer. Virei quando receber e examinar os corpos.

— Claro Conde.

Segunda Parte. ( Narrador: Liselotte )

Já é de noite, e acabamos de jantar. O Conde veio aqui mais cedo, e de acordo com Undertaker parece ser uma série de assassinatos de idosas. Primeiro crianças, depois idosas, o que será que virá depois? Assassinatos são frutos de humanos que se acham melhores que nós, Shinigamis. Que tentam fazer o nosso trabalho. Que acham que pode julgar a vida das pessoas e escolher seu destino.

Vamos para o quarto e me jogo na cama. Ele se deita ao meu lado e ficamos nos olhando por alguns segundos. Quando ele aproxima seu rosto ao meu, e me beija de leve. Coloco minhas mãos em seu pescoço e retribuo o beijo. Ele aproxima seu corpo ao meu e envolvo meus braços em seu corpo. Ele começa a acariciar meus cabelos e sua mão desce por meu corpo, tocando meus braços expostos, contornando minha cintura, e parando em minhas pernas, onde seus dedos apertam minha pele. Ele tenta puxar meu vestido, e coro rapidamente. Ele para por um momento, e solta uma risada fraca. Ele retoma os beijos, ainda lutando contra meu vestido. Quando sinto o tecido deixando totalmente meu corpo, e sinto o calor de seu corpo contra o meu, sinto necessidade de mais. Uso minhas duas mãos para retirar a túnica que cobre sua pele. Luto contra o tecido pesado, mas logo consigo retirá-lo quase totalmente. Ele me ajuda e sua túnica agora está jogada na cama. Estamos mais próximos agora. Nossos corpos transmitem calor para o outro. Poucos tecidos nos separam agora. Sinto uma sensação única invadindo meu corpo. Não sei o que é, e nunca senti nada antes. Envolvo-o com minhas pernas e os trago seu corpo mais perto, até que não reste uma única fresta entre nós dois. Sinto suas mãos em minhas costas. Acariciando minha pele, seus dedos se entrelaçam no feixe de meu sutiã, e ele tenta, de maneira falha abrir o feixe. Hesito por um momento e afasto o rosto, interrompendo o beijo.

— O...O que pensa que está fazendo? – digo irritada

— O que deveria ter feito á muito tempo – diz ele me puxando para perto novamente.

Consigo me soltar dele e puxo meu corpo para trás. Me afasto dele e o fito por um momento. Estou tremendo, mas não sei porque. Desço da cama e caio com tudo no chão. Ele tenta se aproximar de mim mais bato em sua mão e me tranco no banheiro. Sento no chão frio e pouso minha cabeça entre minhas pernas. Estou tremendo, e meu coração está tão acelerado que meu peito dói. Lágrimas correm em meu rosto e pingam no chão.

Ouço batidas na porta, mas as ignoro. Não vou conseguir encará-lo desta maneira. Me sinto tão mal com o que fiz com ele que começo a chorar mais alto. Meus soluços dificultam minha respiração e as lágrimas estão formando uma poça em volta de mim. Sinto minha cabeça pulsando, e meu coração palpita cada vez mais.

— Liselotte, desculpe. Eu não tive intenção de te magoar. Por favor.

Levanto-me com dificuldade, minhas pernas ainda estão trêmulas, e fico de pé lentamente. Solto um longo suspiro e abro a porta. Ele está ali, em pé, com um rastro de lágrima que percorre seu rosto. Corro até ele e o abraço com força. Minhas lágrimas retornam e começo a soluçar novamente. Ele me envolve com seus braços encosta a testa na parte de cima de minha cabeça.

— Me desculpe. Eu não estou pronta. – digo dentre os soluços. – Por favor, me perdoe.

— Está tudo bem. Não deveria ter me apressado. – diz ele acariciando meus cabelos.

Me afasto dele e o fito, me deliciando com cada centímetro de seu corpo. Não quero isso agora, não posso. Mas ele sabe que o amo, e eu sei que ele me ama.

Me sinto tão cansada, estou tonta e minhas mãos estão tremendo. Me deito novamente, e ele me cobre calmamente, e depois se deita ao meu lado. Trocamos algumas frases, quando ele suspira e diz seriamente:

— Deveríamos ter um filho.

— U...Um filho?! Você está louco?

— Eu acho uma boa idéia. Você seria uma boa mãe.

— E..Eu? N..Não! E além do mais, eu não posso ter filhos e... Ei! Você sabe que eu não engravidar! Isso é só uma desculpa! Seu pervertido! – me viro rapidamente e me escondo debaixo das cobertas. Ele fica em silêncio, e pego no sono rapidamente.

Terceira Parte ( Narrador: Grell )

Hoje o Conde chamou Will, Edward e eu para irmos até a funerária com ele, para recolher informações. Não sei bem porque ns chamaram, mas parece ser algo muito importante.

Chegamos na funerária logo depois do almoço, e Undertaker nos atendeu com seu humor ácido rotineiro. Lau e Ran-Mao também estavam presentes, e todos estávamos sentados em caixões que ficam no chão, quando percebo que Liselotte está sentada no balcão, brincando com um bonequinho vodu, ela está séria, e não olha em momento nenhum para nós, parece que está ignorando nossa presença.

Undertaker pega com dificuldade uma grande caixa preta que está em cima do armário, e a traz até o centro dos caixões, para que todos possam ver seu conteúdo.

— Seria muito mais fácil se você ajudasse. – murmura ele após pousar com cuidado a caixa no chão.

— Um simples pedido de desculpas resolveria tudo. – rosna Liselotte.

— Me desculpar?! Me desculpar pelo quê? De ser seu noivo? – retruca ele irritado.

— Talvez se desculpar por ser tão pervertido!

— Pervertido? Eu estava falando sério! – diz ele se aproximando dela.

— Você sabe, e sempre soube que eu não posso ter filhos! Você só quer fazer sexo comigo! – grita ela descendo do balcão.

Os dois param por um momento e se encaram. Consigo ver o ódio nos olhos de Liselotte, que sobe novamente no balcão.

—E...Estamos incomodando vocês dois? – pergunta Ciel

— C...claro que não Conde. É apenas uma pequena discussão de casal.. – diz o funerário envergonhado.

— Não parece ser uma simples discussão. – murmura Edward

Ele se foca novamente na caixa, e nos mostra tudo que encontrou. Depois de cerca de meia hora, todos vamos embora. Temos todas as informações para prender esse assassino, e o Conde parece bem convencido que tudo está praticamente resolvido.

Quarta Parte ( Narrador: Undertaker )

Depois que fecho a loja, e arrumo tudo, vejo que Liselotte ainda está sentada no balcão. Ela está com uma expressão triste, e seu boneco de vodu está jogado no chão. A fito por alguns segundos. Vou rapidamente para a cozinha e pego um pote de doces. Volto para a loja e silenciosamente me sento ao seu lado e estendo o pote. Ela o pega com timidez e me fita com uma expressão confusa. Pego um doce, desembalo e coloco em sua boca. Ela cora rapidamente, mas mastiga a bala lentamente. Pouso minha cabeça em seu ombro e sussurro:

— Me perdoe.

Ela se afasta de mim e coloca um alcaçuz em minha boca.

— São minhas favoritas. Agora deixe-me sentir o gosto delas mais um pouquinho. – diz ela me beijando. Retribuo o beijo com a mesma intensidade, e não nos soltamos até ficarmos ofegantes.

Recuamos um pouco, e ela lambe o lábio superior.

— Ah sim. Tem um gosto maravilhoso, porém não sei se este gosto que eu experimentei é você ou a bala. – diz ela

Pego ela no colo e vou para o quarto. Coloco-a calmamente na cama e me posiciono em cima dela. Rapidamente, ela cora e fica imóvel.

— Só farei com sua permissão – digo – Não irei machucá-la

Ela passa longos segundos encarando o teto, quando uma lágrima escorre de seu rosto.

— S..sim... Faça-o – diz ela gaguejando

Seco a lágrima que corre em seu rosto, estou tão nervoso quanto ela. Poderia chorar, soluçar de tão nervoso estou. Mas preciso ficar forte, por ela. Preciso acalmá-la. Mas não sei como fazê-lo, o medo corre por minhas veias, e a angústia me faz hesitar. Dou leves beijos em sua testa, para tentar acalmá-la.

Ela retira seu vestido lentamente, sem que peça nada. Tiro minha túnica também, e ficamos apenas com nossa roupa de baixo, assim como noite passada. E se eu fizer algo errado? E se for rápido demais?

Respiro fundo, tenho que seguir em frente. Temos que fazer isso. Ela está corada, como um rio de sangue. Sinto um aperto no peito. Não quero fazer mal á ela. Tento tirar seu sutiã, mas Liselotte recua, e não permite que o faça. Temos que continuar, não posso parar aqui. Retiro lentamente minha roupa de baixo, e vejo a expressão de pânico estampado em seu rosto. Ela recua um pouco, chego mais perto, e ela se agarra em mim, e o faço. Ela faz uma expressão de dor, que logo se transforma em uma expressão de prazer. Um grito escapa de sua garganta, e ela crava suas unhas em minhas costas. Beijo sua testa, e aos poucos, elas solta gemidos e pequenos gritos que são uma mistura de dor e prazer.

Tento acalmá-la, mas ela se contorce e reluta um pouco. Aos poucos vejo que ela se acostumou, e faço movimentos vagarosos, que criavam expressões de prazer em seu rosto, que gemia atordoada. Nossos corpos estão quentes, gotas de suor escorrem dentre nossos corpos nus. É uma sensação estranha, uma mistura de prazer e dor. Isso me faz me sentir mais próximo á ela, um laço mais forte nos une agora.

Assumo um ritmo frenético, que arranca gemidos e gritos dela. Finalmente separamos nossos corpos e nos deitamos lado a lado. Estamos ofegantes, quentes, e nossos corações palpitam. A abraço fortemente e sussurro em seu ouvido:

— Eu te amo, Liselotte.

— Eu nunca te deixarei – murmura ela – nunca.

Caímos em um sono profundo, antes que possa responder.

Notas finais
Se alguém aí teve Sangramentos Nasais, não é culpa minha U.U E nem doarei sangue para ninguém!
Deixando as brincadeiras de lado, espero que tenham gostado! Gastei uma tarde toda pra escrever esse capítulo, e eu sei que ele ficou meio grandinho, mas queria colocar tudo em um só.
Até o próximo capítulo õ/