Kuromeido ( 黒メイド )
4 Conflito ( Liselotte )
Notas iniciais
Espero que aprecie o capítulo.
Tive um sonho. Que eu estava em um extenso corredor, e tudo estava escuro. Tudo que ouvia eram gemidos de angústia e gritos de pânico. Quando mais andava, mais o chão parecia desnivelar.Estava pisando em algo gosmento. Parece... Sangue?! Algo puxa meus pés e eu caio com força no chão frio. Todos os meus membros começam a doer, e eu não tenho mais força para me levantar. De repente tudo fica escuro, e não consigo ver mais nada.
Acordo lentamente, meus olhos pesam para abrir, e não consigo me movimentar. Quando finalmente consigo abrir os olhos, olho á minha volta. Estou no meu quarto, deitada na cama. Não me lembro de ter deitado. Olho para o lado e vejo Undertaker ao meu lado, em um sono profundo. Levanto silenciosamente para não acordá-lo e vejo que estou com o mesmo vestido. Abro o armário ao lado da minha cama e encontro uma camisola roxa. Ainda está escuro, e estou com sono. Dormir é a melhor coisa a se fazer no momento. Ainda me sinto muito tonta e com dores no corpo.
Entro no banheiro e troco de roupa. Pego o vestido e a bota as guardo no armário. Deito novamente e pego rapidamente no sono.
Acordo com Undertaker me olhando fixamente.
- Ah! Você acordou! Como fiquei preocupado.
- Eu estou bem...-respondo esfregando os olhos.
Depois de almoçarmos, ele abre a loja e, enquanto atende os pedidos, tiro o pó da maioria dos cômodos extras. Enquanto limpo, lembro-me que ele não me disse as condições do nosso acordo, e isso me preocupa um pouco.
Quando a loja fecha, e eu termino de limpar tudo, preparamos o jantar juntos e comemos enquanto ele me conta de um novo assassino em série que apareceu na cidade. Ele diz que logo o cachorro da Rainha irá procurá-lo por respostas. Depois que o assunto termina eu decido perguntar:
- Você não disse as condições do nosso contrato.
- Ah, então quer saber?- diz ele com um olhar duvidoso
- Mas é claro! — respondo com raiva
- Então tudo bem. As minhas condições são claras e simples: Você terá que ficar aqui, comigo, para sempre. Vestirá as roupas que eu escolher, sairá quando eu deixar. E por último: será minha esposa.
- O que?! "Esposa"? Isso é sério? — digo arregalando os olhos — você pode ordenar isso?
- É claro, ordeno tudo que eu quiser. — diz ele com um olhar malicioso
- Por que não disse antes?!
- Você estava desesperada. E me aproveitei disso. Mas agora já é tarde para desistir não é? E se tentar o contrato, eu te levo para a cadeia novamente. Entendeu? — diz ele com as mãos sob a mesa. E esse colar que está no seu pescoço comprava isso. E se tentar tirá-lo, você morre. — diz ele com um sorriso no rosto
- Como pode dizer isso sorrindo? — pergunto irritada — Você escondeu essas coisas de mim por que? Ficou com medo que eu recusasse?
- Não vou discutir isso com você. O importante agora é que já conhece os termos. E você já é oficialmente minha noiva.
- Mas... — paro por um segundo, pois não sei o que responder. Sempre vi ele de maneira diferente, mas de repente dizer que estamos noivos é loucura. Mas agora sei os termos , já posso ficar um pouco aliviada. Mas nunca imaginaria algo assim.
Recolhemos os pratos e lavamos a louça em silêncio. Seu olhar está longe, acho que ele está planejando alguma coisa. E cada vez mais, isso me assusta.
O dia foi cansativo, e a única coisa que penso em fazer é descansar. Tomo um banho e me enterro entre as cobertas, mas não consigo dormir. A palavra "noivos" fica martelando na minha cabeça. Não consigo pensar me mais nada. Viro de lado e solto um suspiro longo, ás vezes isso me ajuda a pensar. Fecho os olhos e me ocupo em prestar atenção nos barulhos da noite. Ventos que batem nas folhas das árvores, o gato que passa ao lado da casa, os bêbados nojentos do outro lado da rua. Estou perdida em pensamentos quando ouço um barulho de passos vindos em direção ao meu quarto. Undertaker abre a porta e o quarto que estava totalmente escuro, é inundado pela luz externa. Nem tento fingir que estou dormindo, é inútil. Ele fecha a porta e senta ao meu lado na cama.
- Me desculpe. Falei coisas que te machucaram — diz ele acariciando meu rosto.
- E isso importa agora? — digo virando o corpo para o outro lado.
- Eu não quero te fazer mal. Só quero que você fique aqui, segura.
- Segura? É isso então? Quer me prender aqui pra sempre?
- Eu só.. Só me preocupo com você. Não quero que volte para a cadeia e não quero que sofra mais. E... Sempre quis te-la como esposa. Eu... Eu sempre te amei.
Ele hesita por um momento, e ficamos ali, quietos por um bom tempo.
- Você não me ama? — pergunta ele preocupado
- Eu... Eu não sei. Quero dizer, sim, te amo. Mas... Tudo está muito confuso! Eu não consigo pensar direito. Tudo está de cabeça pra baixo.
- Eu entendo. Te darei tempo para pensar sobre isso.
- Te darei tempo, tipo toda a eternidade?
- Boa noite, Liselotte. — ele me dá um beijo no rosto e vai embora.
Notas finais
Deixe seu comentário, seu elogio ou suas críticas. Isso me deixará muito feliz.
Até o próximo capítulo, vossa Alteza.
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