Kuromeido ( 黒メイド )
5 Velhos Inimigos Ciel
Notas iniciais
– Jovem Mestre , chegou uma carta para você — diz Sebastian entregando-me uma carta selada. — É da Rainha.
Abro a carta rapidamente e a leio calmamente. Está havendo uma série de assassinatos em Londres. Todas as vítimas são crianças, e isso deixa a Rainha muito triste. Como cão da rainha, devo acompanhar o caso.
– Sebastian! Amanhã iremos á Londres, faça todos os preparativos. — digo dobrando a carta e colocando-a novamente no envelope.
– Posso saber o assunto? — pergunta ele servindo meu chá.
– Assassinatos, crianças — digo cobrindo o rosto com as mãos.
– A carruagem deve estar pronta á que horas?
– Depois do almoço, não gosto de trabalhar de estômago vazio. Agora saia.
– Claro.
Ele sai e fecha a porta lentamente, sem um ruído. Essa mansão está muito silenciosa, á tanto tempo que nem me lembro mais. Mas ela ganha um brilho diferente quando Lizzy vêm me visitar. E todos ficam muito felizes quando ela vêm. Até eu.
Tomo o chá enquanto leio o jornal. E como esperado, a matéria da primeira página é sobre os assassinatos. Brutal, sangue frio, sem sentimentos. Assim que as pessoas se referem ao assassino.
Depois do jantar, vou para o meu quarto para descansar. Sebastian me veste e arruma a cama. Coloca um bule de chá no criado mudo e vai embora. Adormeço rapidamente, algo pouco comum para mim.
Estou preso numa caixa de vidro, amordaçado e amarrado. Eu sei que é um sonho, mas mesmo sim me apavoro. Há um homem vestindo uma capa negra. Ele carrega uma faca coberta de sangue. Tento gritar, mas é em vão. Eu assisto ele matar pessoas e mais pessoas. Velhos, crianças, adultos, mulheres e até animais de rua. Uma das pessoas que ele mata é familiar. Olho para seu rosto por um segundo e me lembro.
– MÃE! — consigo gritar, mas de nada adianta, ninguém pode me ouvir. Assisto o homem enfiar o objeto no estômago dela. Quando ele retira a faca, ela gospe sangue e cai morta no chão, pálida, com uma mancha vermelha em seu vestido. Um homem corre para sustentá-la: meu pai. O assassino chega perto dele e corta seu pescoço. Consigo ver o sangue manchando as paredes e a expressão de desespero dele. Lágrimas começam a correr pelo meu rosto, e estou gritando, com toda a minha força.
Acordo num susto, e vejo que Sebastian está ao meu lado, com uma expressão assustada.
– Pare de me olhar com essa cara Sebastian! — grito enquanto me levanto. — Apenas me vista.
Ele se dirige ao armário e pega minhas roupas formais. Volta á cabeceira da minha cama. Já estou sentado, esperando. Ele retira minha roupa de dormir e coloca a camisa, abotoa-a com rapidez e delicadeza. Veste minhas calças, minhas botas e por último meu casaco. Enquanto ele serve meu chá, posiciono meu tapa olho no lugar certo e esfrego meus olhos. A luz da manhã invade o quarto espaçoso, e a madeira dos móveis está brilhando.
No almoço, Sebastian serve uma massa com queijo.
– Talharim com queijo gorgonzola, Jovem Mestre. Espero que aprecie
Como silenciosamente. Posso não suportar o Sebastian ás vezes, mas devo admitir que seu conhecimento quanto á comida estrangeira é fantástico.
A carruagem parte logo depois do almoço. Enquanto deixamos a mansão para trás, olho pela janela. A paisagem passa rapidamente, tudo que vejo são borrões. Nossas vidas são borrões, borrões de felicidade, do amor. Solto um longo suspiro. Me sinto mais deprimido do que o normal. Muito pior. Algum tempo se passa, quando vejo os primeiros sinais de Londres.
– Você não disse onde deveríamos ir primeiro — diz Sebastian
– Vamos visitar aquele funerário maluco. Ele deve saber de alguma coisa.
– Claro.
Paramos na frente da funerária mal cuidada. A fachada permanece sombria, com rachaduras e com o mesmo caixão na frente.
Sebastian a abre a pesada porta e hesita por um momento. Olho para dentro da loja e vejo, sentada em cima do balcão uma mulher baixinha com longos cabelos loiros usando um vestido preto com medalhões e decorações macabras e botas também pretas. Ela estava ocupada com um livro, mas quando entramos na loja, fecha o livro e fixa o olhar em Sebastian.
– Onde está o Funeraário? — pergunto
Ela não responde, mas faz uma expressão de desprezo.
– Eu te fiz uma pergunta! — insisto
Ouço um barulho de algo abrindo, viro a cabeça rapidamente e vejo o funerário saindo de dentro de um caixão próximo á nós.
– Desculpe-me por ela Conde, ela não é de falar muito. — diz ele se aproximando de mim.
– Achei que todos os seus clientes eram mortos — retruco
– Ela não é bem uma cliente.
A garota que agora está de pé, saca uma espada maior que seu braço. E dá um sorriso macabro. Sinto uma mão em minhas costas e me viro.
– Jovem Mestre, abaixe-se — ordena Sebastian
Antes que possa questionar, ela ataca Sebastian, que foge da lâmina por pouco. Ela não hesita em nenhum momento.
– Sebastian, é uma ordem ma... — antes que possa completar minha frase, o funerário cobre minha boca com a mão e diz:
– Eu não faria isso se fosse você. Ela te mataria antes que pudesse pensar. — diz ele com brilho nos olhos.
A garota é tão baixa que Sebastian mal consegue ataca-la, apenas consegue escapar de seus golpes. Ela consegue pressioná-lo contra a parede, e deixa a lâmina a poucos centímetros de seu pescoço.
– Já está bom Liselotte, ele já entendeu a mensagem. — diz o funerário calmamente
– Não até matar esse desgraçado! — grita a garota. Ela faz um pequeno corte no pescoço de Sebastian, que mancha a ponta da espada com sangue.
– Pare agora! — grita o funerário. — Quer voltar para a cadeia?! É isso que você quer?
A garota solta Sebastian, e guarda a espada. Ela sai de perto dele e se senta novamente no balcão.
– Desculpe, Jovem Mestre — diz Sebastian tirando o pó da minha roupa.
– Desculpem pela violência dela. — diz o funerário calmamente — Ela não se dá bem com demônios.
– Se deixasse eu matar esse desgraçado o mundo seria um lugar melhor — resmunga a garota. — Você é amigo dele agora Undertaker?! É amigo de um assassino?
– Não deveria estar presa Liselotte? — pergunta Sebastian — Tenho certeza que não ainda não refletiu bem no que fez.
– Você que deveria refletir seu Filho da...
– Liselotte, chega. — diz Undertaker.
– Keh! — A garota resmunga alguma coisa e continua a fitar Sebastian com ódio nos olhos.
– Conde, essa é Liselotte Knight. — começa o funerário — Ela e Sebastian não se dão bem á algum tempo.
– 16 anos, para ser exato — diz Sebastian
– Ela é uma Shinigami, e demônios e ceifadores não se dão muito bem.
– Ela é uma condenada, você quer dizer — diz Sebastian com raiva.
– Ela é uma ex condenada caro amigo demônio. Eu fiz um contrato com ela. — diz o funerário com um sorriso sinistro no rosto.
– Até que ele é bem bonitinho — diz Liselotte. Viro rapidamente e vejo que ela está atrás de mim
– Saia de perto de mim! — digo friamente
– É bonitinho, mas tem uma alma podre. Não achei que o Lendário Assassino Sebastian ia se rebaixar á esse ponto.
– Assassino?! — olho para Sebastian surpreso.
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