Kuromeido ( 黒メイド )
15 Mais Informações ( Ciel )
Notas iniciais
Estamos novamente em Londres. Terei que ficar aqui até conseguir prender aquele assassino de crianças. Não consegui absolutamente nada até agora, e terei que fazer mais uma visita ao Funerário. Eu espero que Liselotte não ataque Sebastian novamente.
Quando chegamos na frente da funerária, paramos por um momento e ouvimos gritos e barulho de móveis quebrando. Sebastian abre a porta rapidamente e nos deparamos com uma das cenas mais bizarras que já vi. Liselotte segurando uma boneca bizarra, imobilizando seus braços e pernas com seu pequeno corpo, enquanto Undertaker enfia um tubo na garganta daquele ser, com algum líquido cor roxa. Eles nem parecem perceber nossa presença. A boneca logo cai dura no chão e os dois suspiram aliviados.
— Pode levá-la Liselotte. E troque de roupa, essa está coberta de sangue. – diz ele limpando as mãos com um pano.
— Certo – diz ela colocando a boneca sob os ombros e entrando no compartimento interno.
O Funerário olha rapidamente para a porta e percebe que estamos parados frente á porta, boquiabertos. Ele larga o pano sob o balcão e vem a nossa direção.
— Olá Conde, desculpe pela cena que presenciou, já deve ter conhecido meus experimentos.
— Achei que eles tinham sido exterminados – retruco.
— Equívoco seu, preservei alguns para mais testes. Liselotte estava me ajudando com aquela. Eles são muito brutos.
— Eu percebi. Como consegue controlar aquilo?
— Tenho cerca de cinco daqueles presos. São fáceis de lidar quando estão saciados. Mas, o que veio fazer aqui?
— Mais informações, sobre o assassino das crianças.
— Oh! Recebi algumas coisas bem interessantes essa manhã. Enquanto inspecionava os corpos, Liselotte encontrou algo muito incomum no passado dessas vítimas.
— Diga logo, não tenho o dia todo!
— Todos eles, como disse antes, eram crianças ricas de famílias nobres. Mas isso não era a única coisa em comum entre eles. Todos tinham firmado contratos com demônios. Assim como você e Sebastian.
— O que?!
— Em cada vítima, uma parte do corpo tinha sido retirada: onde a marca do contrato estava. E os seus devidos demônios, provavelmente também foram mortos.
— Então o assassino não é humano?
— Não, um shinigami. Um desertor, para ser exata – diz Liselotte que está parada atrás de Undertaker.
— Desde quando você está aí? – pergunto boquiaberto.
— Isso não importa. O assassino, provavelmente é um shinigami desertor, ou um rebelde. – diz ela acariciando uma mecha de cabelo do funerário.
— Mas por que ele mataria crianças e demônios?
— Para nós shinigamis, as crianças são as piores vítimas para lidarmos. Talvez ele tenha um arrependimento passado. E está descontando sua raiva emocional em pestinhas que se entregaram para demônios. Diferente dele – diz ela apontando para o funerário – alguns shinigamis não conseguem convencer crianças a entregar suas almas. –
— Mas por que crianças ricas?
— Ele segue um padrão. Não é alguém desorganizado. As cenas dos crimes eram totalmente limpas, e o corpo estava impecável. E as amputação pós mortis eram feitas com precisão. E limpar o corpo transmite uma idéia de remorso após matar. Mas não o suficiente para desistir de fazer novas vítimas.
— Acho que sei quem é o cérebro da relação – digo revirando os olhos.
Os dois me encaram por alguns segundos, e desvio o olhar para um dos caixões no chão.
— Um perfil criminal feito com perfeição – digo – Mas eu não posso prender um Shinigami.
— Se ele está fazendo vítimas aqui, pode. Nosso assassino vive provavelmente em Londres ou arredores, e está dentro da jurisdição do mundo dos humanos. – diz ela esfregando as mãos. – O maior problema que irá encontrar será capturá-lo. Talvez precise de ajuda de outros Shinigamis.
— Quantos você está em mente?
— Alguns, cinco mediamente fortes deve ser o suficiente. Mas primeiro você deve encontrar o suspeito.
— Sebastian! É uma ordem! Ache esse canalha e traga todas as informações para mim.
— Yes, my lord. – ele sai da loja rapidamente me deixando sozinho com eles.
— Aceita um chá Conde? – pergunta Liselotte.
— Sim, por favor.
Ela rapidamente arruma uma mesa de chá que estava encostada em uma das paredes. Traz chá e bolos de dentro do compartimento interno. Quando está tudo pronto, nos sentamos. Fico encarando a mesa por alguns segundos.
— Ele era um Shinigami Lendário certo? E você? – pergunto para Liselotte enquanto provo o chá.
— Somos o casal Lendário. – responde o funerário.
— Éramos os melhores. Bem.... Ainda somos os melhores, ninguém conseguiu nos superar. Decidi o destino de William Shakespeare, Miguel de Cervantes e mandei Moliére para o inferno.– completa Liselotte orgulhosa.
— E como acabaram assim? Nesse lugar deplorável – pergunto
— Quem disse que acabamos por aqui? Somos mais influentes e fortes do que imagina – diz ele com um sorriso estampado no rosto.
— A loja é só uma fachada. – diz ela colocando um pedaço de bolo na boca.
— Ela era muito cobiçada no Submundo. Por sua beleza e poder.
— Éramos namorados desde aquela época. E ele recebia ameaças de morte diariamente por minha causa. Mas uma em especial...
— Um dos que eram apaixonados por ela, era seu mordomo.
— Sebastian?! – fico boquiaberto. Como ele partiu de apaixonado para inimigo mortal? Minha cabeça está girando neste momento.
— Seu mordomo tem sentimentos, mesmo que não pareça. – diz o funerário. – Mas ele não irá roubá-la de mim.
Liselotte parece cansada do assunto, e revira os olhos. Seus dedos batem freneticamente na mesa de madeira. Enquanto come um pedaço de bolo. Ela pega um morango com as pontas do dedo e leva em direção á boca do funerário, que quase morde os dedos dela quando pega a fruta com os dentes. Comemos em silêncio, quando alguém entra bruscamente na loja. Viro-me rapidamente e vejo Grell entrando e pulando em Liselotte.
— Grell! – ela se debate mas ele está totalmente em cima dela, e seu corpo está imobilizado.
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