Kuromeido ( 黒メイド )

13 A Volta ( Liselotte )


Notas iniciais
Nyhao ♥ Capítulo quentinho!

Acordo e vejo Undertaker jogado na cama, como se não tivesse tido uma boa noite de sono. Meus lábios ainda estão doloridos e quentes por causa de ontem. Mas estou me sentindo muito bem emocionalmente. Viro para o lado, na tentativa de dormir um pouco mais, mas algo me segura onde estou.

— Bom dia. Onde acha que vai? – pergunta Undertaker

— Dormir mais, talvez. – digo virando para ele.

Antes que possa fazer qualquer movimento, ele aproxima seu rosto do meu e me beija.

— Isso se tornou um vício – diz ele acariciando meu rosto. – Nunca mais poderei deixar de ter essa sensação.

Ele volta a me beijar, de maneira dolorida, ele força seu rosto contra o meu, fazendo meus lábios pulsarem. Ele segura meu corpo e me traz para mais perto. Fico imóvel, pois não imaginava isso. Principalmente logo de manhã cedo. Mas retribuo os beijos, que ficam cada vez mais leves e suaves.

Quando ele afasta o rosto, fica me observando por alguns segundos. eu levanto e vou para o banheiro para fazer minha higiene matinal e trocar de roupa. Quando saio, Undertaker já está vestido, e está observando a paisagem pela janela.

Ele faz sua higiene matinal enquanto limpo minhas botas, e tiro o pó de minhas roupas. Dobro os pijamas que o Conde nos forneceu e os deixo em cima da mesa. Quando estamos prontos, saímos do quarto em direção ao Salão Principal, que ainda contêm rastros da festa de ontem.

Descemos as encontramos Soma e Agni sentados em um dos sofás. Sento-me ao lado do príncipe e Undertaker ao lado de Agni. ficamos esperando a carruagem em silêncio, enquanto os empregados da mansão limpam o Salão rapidamente. Finny e Meirin retiram os pratos das mesas enquanto Baldroy retiras as decorações presas nas paredes e nas escadas.

Sebastian e Ciel entram no Salão pela porta de entrada. Sebastian carrega um amontoado de rosas azuis. As mesmas que se podem ver no jardim da frente da mansão. Ciel carrega algumas fitas brancas em suas mãos.

— A carruagem dos senhores já deve chegar – diz Sebastian.

Eles seguem caminho e sobem a escada. Quando eles desaparecem nos corredores do segundo andar, eu vejo Julietta correndo e descendo as escadas rapidamente. Ela para na frente do sofá em que estamos sentados e recupera o fôlego. O garoto que chegou por último na festa está atrás dela.

— Por pouco... Achei que ia perder a – diz ela arfando.

— Sempre atrasada... – digo revirando os olhos.

— Enfim... Vou pegar a mesma carruagem que vocês! Podemos passar na casa de vocês, não é mesmo Enzo? – diz ela lançando um olhar para o garoto.

— N..Nossa casa? – digo lançando um olhar desesperado para Undertaker.

— Mas é claro! Deve ser magnífica! – diz ela sentando-se ao meu lado.

— P..Pode ser. Não é mesmo Undertaker? – digo olhando para ele.

— Visitas? Isso vai ser interessante – diz ele com seu tom de voz normal quando em público.

A carruagem chega, e o cocheiro abre a porta para todo entrarmos. Sento-me novamente na janela, Undertaker senta na minha frente. Ao meu lado,se senta Julietta, e Enzo se senta ao lado de Undertaker. Soma e Agni ficam nas pontas perto da porta.

Seguimos caminho. A carruagem para na frente da mansão do Príncipe e os dois saem rapidamente, se despedindo de maneira apressada. Continuamos o percurso, até pararmos na frente da loja. Eu e Undertaker nos entreolhamos e suspiramos fundo. O cocheiro abre a porta e somos os primeiros a sair. Esperamos os dois, quando eles saem, o cocheiro parte rapidamente. Olho fixamente a fachada da loja por uns segundos, quando Julietta pergunta:

— É aqui? – diz ela apontando para a funerária.

— Melhor entrarmos Liselotte, não vamos deixar nossos convidados do lado de fora! – diz ele abrindo a porta.

Todos entramos na loja, que está escura, como sempre. Julietta e Enzo ficam observando o interior por um momento. Até que ela começa a fitar o balcão de maneira curiosa. Ela chega mas perto e pega um pote que está pousado sobre ele:

— Vocês tem cachorros? – pergunta ela segurando o pote de biscoitos de cachorro que Undertaker deixa ali para comer enquanto trabalha.

— Não exatamente – digo revirando os olhos.

— Não toque nos meus biscoitos – diz Undertaker arrancando o pote da mão de Julietta.

— Não pergunte – digo para Julietta – É melhor não saber.

— Enfim, não fiquem só olhando a parte comercial! Nossa casa é mais bonita do que as pessoas acham...– diz ele abrindo a porta do compartimento.

Julietta e Enzo ficam boquiabertos, assim como eu fiquei quando vi isso pela primeira vez.

— Por essa eu não esperava – murmura Julietta.

— Você achou que dormimos onde? Nos caixões? – pergunta Undertaker.

— É... – diz Enzo

— Ás vezes cochilamos dentro deles, mas não dormimos a noite inteira dentro de um. – digo cruzando os braços.

Entramos na primeira porta á esquerda, que é uma grande sala de estar, com estantes livros, mesas de chá e até mesa de baralho.

— Essa é a sala de chá – diz ele fechando a porta logo em seguida.

Ele abre a segunda porta da esquerda. Ele usa aquele cômodo como escritório ás vezes.

— Esse é nosso escritório. – diz ele fechando-a rapidamente, como fez com a outra porta.

Ele pula a terceira sala e abre a quarta, que é um quarto de hóspedes.

— E aqui é onde vocês ficarão quando quiserem.

— E a terceira porta? – pergunta Julietta.

— Eu não abriria aquela porta se fosse você. Meus experimentos dormem lá. – responde ele com um sorriso sombrio. – Mas se quiser dar um Oi para eles, fique á vontade. Claro, sairá um pouco machucada, mas elas estão se sentindo solitárias. E com fome

Não consigo segurar uma risada, que irrita profundamente Julietta. Undertaker me olha com um ar cômico e começamos a rir juntos. Quando paramos de rir, percebemos que Enzo e Julietta se entreolham assustados.

— Não se preocupem com os experimentos. Só não abram a porta. – diz Undertaker ironicamente.

— Vocês me dão arrepios – diz Enzo.

— Essa é nossa intenção – digo. – Agora que conheceram nossa casa, e nos pagaram pela visita... Querem um chá?

— Nós adoraríamos, mas acho que vamos indo. Não é Julietta? – diz Enzo lançando um olhar desesperado para ela.

— Ele tem razão. Temos muitos afazeres. – diz ela. Me abraçando. – Até mais.

Eles cruzam o corredor, abrem a porta e vão embora.

— Essa foi a melhor risada que já tive nesse ano. – digo

— Concordo, mas... Somos mesmo assustadores? – pergunta ele

— Não... Bem, quando queremos somos. Mas normalmente, acho que não. Tirando a parte das Bonecas Bizarras, somos apenas um casal com um estabelecimento comercial que beneficia as pessoas. Estamos na média.

Notas finais
Eles finalmente saíram da mansão! õ/
Ah! Eu fiz o design da Julietta e da Liselotte, se quiserem, eu posto junto com o próximo capítulo. Mas só posto se vocês quiserem!
Até a próxima :3