Notas iniciais
Olá! Aqui é a Misaki ^^ Sem imprevistos desta vez, glória ashauhsus. A inspiração para este capítulo foi uma tirinha que vi dos dois no Pinterest. Foi fofura demais pra deixar passar batido.

Férias de verão. Praia, sol e diversão. Mas não para o time de basquete do colégio Seirin. Essa seria apenas uma oportunidade para treinarem mais, logo começariam as preliminares do Torneio de Inverno. Riko estava em duvidas se deveriam ir para a praia ou para as montanhas, no fim decidiu por organizar as duas viagens.

— Vamos poder levar o numero dois, a pousada permiti animais – Kuroko contou enquanto ajudava Kagami a arrumar a quadra depois do treino.

— Não levem! Ele é irritante! – Kagami corria do mascote que latia atrás dele, parecia se divertir com seu desespero assim como Kuroko.

Alguns primeiranistas conversavam ao fundo com Teppei, notaram que nos últimos dias os dois estavam bem mais próximos, apesar de discutirem mais. Hyuuga apareceu para convocar uma nova reunião, estava seriamente preocupado com o perigo eminente.

— Para podermos fazer as duas viagens, escolhemos nos instalar em uma hospedaria barata, então teremos que fazer nossa própria comida. – A testa de Hyuuga enrugou-se e uma gota de suor escorreu pela lateral do rosto – ou seja, a técnica será nossa cozinheira.

A carranca de medo logo assolou a todos ao se lembrarem dos limões com mel horripilantes que Riko tinha preparado no jogo contra a Touou.

— Não podemos cozinhar nós mesmos? – perguntou Furihata.

— Bem que gostaríamos, mas o treino será tão brutal que ninguém conseguirá se mover a noite – Izuki explicou.

Riko já estava praticando, chamou os rapazes para a sala de culinária para experimentarem seu Curry antes do acampamento.

— Pronto! – serviu os veteranos. – Ignorem a aparência e comam logo.

Colocaram a primeira colherada na boca. Não havia como descrever o quão horrível estava aquilo. Os quatro enrolavam aquela gororoba na boca, rezando pra que algo os salvasse do derradeiro destino.

— Não está muito bom, não é... – Riko disse tristonha, tinha os dedos cobertos por curativos devido aos cortes com a faca.

Hyuuga percebeu o esforço da treinadora e decidiu terminar sua porção.

— O sabor estava bom, apenas um pouco apimentado – dirigiu se ao corredor – vou beber alguma coisa.

— Não faltou o ingrediente mais importante, que é o amor – Teppei tentava incentivá-la – um pouco de prática e você se sairá bem.

Izuki foi atrás do amigo e o encontrou desmaiado no chão. Mitobe não estavam em condições melhores.

— Por favor, alguém a ensine a cozinhar – Kiyoshi se apoiou na mesa, tremendo e soando frio.

Para a sorte daquelas pobres criaturas, Kagami era um excelente cozinheiro. Morava sozinho já fazia algum tempo, o que o obrigou a aprender muitas coisas.

Aida tentou outra vez, agora com o auxilio de Taiga. Serviu mais quatro pratos de Curry, com uma ótima aparência. Os garotos deram uma colherada e suas caras retorceram-se novamente. Mesmo assim Kuroko afirmou que para ele estava gostoso. Teppei pediu que Riko montasse outro prato, foi então que descobriram que o gosto ruim era do pó de vitamina que ela colocava no arroz.

Enfim os preparativos para o acampamentos estavam prontos, para a surpresa do time, Riko tinha providenciado duas tabelas de basquete para o treinamento na praia. Precisavam melhorar sua movimentação na quadra e nada melhor para fortalecer os músculos das pernas do que exercícios na areia.

Logo no primeiro dia já puderam notar a diferença, seus movimentos estavam mais confiantes, era mais fácil se mexer. Mas claro que no dia seguinte estavam acabados, mesmo com alongamentos a dor se fazia presente em seus corpos mal acostumados. Para a surpresa do time, o colégio Shutoku também se instalou na mesma hospedaria, Riko não perderia a oportunidade para uma partida treino contra um dos times mais fortes.

— Espere Kagami-kun, você vai comprar bebidas para todos – Aida o surpreendeu.

— O quê?! – Taiga se virou incrédulo.

— Corra na praia até a loja e traga uma lata de cada vez – a treinadora tinha um sorriso sacana nos lábios.

— Você está louca?! Quantas viagens acha que isso vai dar? – Kagami já se sentia exausto antes mesmo de começar.

Riko sabia que a habilidade especial do ruivo eram seus poderosos saltos, queria que ele treinasse as pernas mais do que os outros, queria fazê-lo atingir seu potencial máximo. No fim ele acabou trazendo bebidas para os dois times, fazendo o dobro de viagens. Aida estava impressionada com a força dele, demoraria alguns dias para colherem os resultados completos daquele treinamento rigoroso, mas certamente seriam muito produtivos.

Kuroko estava na sacana do quarto quando viu Kagami voltar à pousada sem camisa e coberto de suor, mas eram os músculos mais torneados do que nunca que chamavam sua atenção. Também pode ouvir seus resmungos de reclamação quando teve que tomar banho no chuveiro de fora, pois a sala de banho já tinha sido fechada.

Riko deu o último dia na praia de folga para os rapazes. Descansado, Kagami resolveu fazer o jantar, pois não aguentavam mais a comida estranha da treinadora que insistia em estragar o sabor com as malditas vitaminas.

Kuroko parou na porta da cozinha e encostou-se ao batente para observar o ruivo que tirava os ingredientes das sacolas e os separava sobre a pia, os utensílios já organizados e uma enorme panela sobre o fogão. Estava concentrado, parecia gostar bastante de cozinhar, pois na primeira vez que fez uma fritada para o time, estava realmente deliciosa.

A expressão calma e o avental preto lhe deixavam ainda mais sexy, Kuroko sentiu um calor subir-lhe pela nuca, a atração se tornava mais forte a cada vez que observava o belo tigre.

— Boa noite, Kagami-kun – decidiu se manifestar antes que o desejo o fizesse soar.

— Oi. Já arrumou suas coisas? – Kagami lavava os vegetais.

— Sim. Os outros ainda estão lá dentro, parece que resolveram fazer uma briga de travesseiro. Mas não vai durar muito...

— Por quê?

— Passei pela treinadora no corredor.

Segundos depois se ouviu os berros de Aida Riko e uma porta batendo com força. Os dois agradeceram por não estarem envolvidos. Kagami terminou de temperar as tiras de carne e colocou na frigideira para fritar.

— Posso te ajudar com alguma coisa? – Kuroko se ofereceu, arregaçando as mangas.

— Hm... Você pode cortar os legumes – Kagami pegou uma faca e começou a picar as cebolas – desse jeito.

Kuroko afirmou com a cabeça e continuou o serviço, não sabia cozinhar, mas a atividade se tornava muito interessante na presença do outro. Kagami pensava o mesmo, apesar de sempre estar sozinho, era muito agradável ter a companhia do azulado.

Tetsuya reclamou da ardência nos olhos, então Taiga lhe incumbiu de cortar as hortaliças enquanto cuidava do restante. Em meia hora conseguiram terminar tudo, a louça lavada, o lixo retirado, a mesa organizada, só faltava esperar o ensopado ferver um pouco.

Kagami pegou uma colher e experimentou o caldo para saber se estava bom de sal.

— Eu também quero – Kuroko pediu.

— Só quando todos estiverem sentados – Kagami negou.

— Mas eu ajudei a fazer... – sem pensar Kuroko abraçou o ruivo pelas costas, fazendo aquele olhar de cachorrinho manhoso que só ele e o numero dois conseguiam fazer.

— Tá... – Kagami estremeceu com o repentino gesto, fraquejando sobre aquela expressão melancólica. Mas o pequeno merecia, tinha se esforçado bastante. Pegou um pedaço de carne com os hashis e o serviu – aqui, diga "ah".

Kuroko obedeceu abrindo a boca, envolvendo os pauzinhos de forma sensual, bem mais do que desejava. Sentiu a explosão de sabor na língua e deliciou-se com aquela divindade. Kagami observa aquele rosto angelical com o coração a dar cambalhotas em seu peito, o sorriso de satisfação estampado nos finos e rosados lábios do pequeno era tentador demais.

Kuroko percebeu que ainda estavam abraçados, então se afastou constrangido, mas Kagami o puxou para perto de si novamente, segurando-o pela cintura.

— Kagami-kun – Kuroko arregalou os olhos surpreso com a atitude do outro. Podia sentir a tensão através de seus corpos colados

— Tetsuya... – Taiga sussurrou, aproximando seu rosto.

Kuroko sentiu um arrepio ao ouvir seu nome ser pronunciado daquela forma, a voz grave e sedutora, soava como um pedido urgente por atenção carnal. Podiam sentir a respiração e o perfume um do outro, Kuroko encarou os magnéticos olhos vermelhos e deixou escapar um suspiro. Milímetros de distância haviam entre suas bocas entreabertas, o hálito fresco a acariciar sua pele, subiu as mãos pelo abdômen musculoso do ruivo, sentindo uma nova onda de calor a cada gomo trincado que tocava.

— O jantar está pronto? – Riko invadiu a cozinha de supetão, pegando os dois em um embaraço total. Eles se separaram num pulo, a cara da garota ruboresceu em questão de segundos. — C-chamem quando e-estiver pronto – gaguejou e foi embora em passos duros.

— Eu vou lá chamá-los – Kagami desligou o fogo e pendurou o avental.

— Certo, vou colocar o ensopado na mesa – Kuroko tinha as maças do rosto levemente coradas.

Kagami subiu as escadas com um sorriso de orelha a orelha, apesar da interrupção, parecia que finalmente tinha conseguido dar um passo a mais.

Notas finais
Sei que esse foi curtinho, mas prefiro assim do que forçar a barra :3.