Kuroko No Basket One Shots !
16 Murasakibara x Kuroko Part 2
Notas iniciais
–X-
Kuroko se dirigia ao colégio Seirin. Por sua sorte, conseguira dormir bem, mas estava com dores no corpo por ter dormido de mal jeito. Massageava um de seus ombros enquanto lia seu livro no caminho.
Kagami passava ao seu lado, sem olhá-lo.. Provavelmente não havia o visto. O menor apenas se aliviou, pois não queria que alguém o visse.. Não agora.
Chegando ao colégio, sentou-se em sua carteira na frente de Kagami na lateral onde ficavam as janelas com a visão do campo.
– Bom dia Kagami-kun...
– Ah, bom dia Kuroko – Kagami disse bocejando.
– Algum problema Kagami-kun ? – o azulado estranhava o ruivo como se estivesse algo de errado com este.
– Nada, só estou cansado..
– Entendo..
– E você ? Esta esquisito.. Aconteceu alguma coisa ?
Ao ouvir tal coisa, Kuroko relembrava coisas que não queria naquele momento. Todas as lembranças do dia anterior se passava claramente na cabeça do menor.
– Não.. Deve ser só impressão sua, Kagami-kun...
– Hmm.. Ah é~? – respondeu minimamente e voltou a dormir.
Passou a hora do almoço, mais as aulas integrais e finalmente o fim das aulas no final da tarde.
– Vamos para o treino Kuroko..
– Desculpe, poderia ir na frente ? Eu vou passar no clube de literatura primeiro..
– Hm ? Ok.. Eu vou avisar a treinadora..
– Obrigado.
O azulado pegou seus materiais e foi ao terceiro andar, onde ficava o clube de literatura, onde basicamente era ao lado da biblioteca.
– Boa tarde... – Kuroko pronunciava ao entrar na sala.
– Ah Kuroko-san ! Bem vindo~! Veio buscar que livro hoje ? – uma integrante do clube sorria para o menor.
– Na verdade.. Eu queria que a senpai me recomendasse um livro shoujo (romance)..
– Oh~? Shoujo ?
– Eu não li nenhum, então... Não sei qual escolher..
– Entendo.. O que foi do nada ? – os dois saiam da sala indo para a biblioteca a procura dos livros – Kuroko-san não é desse tipo de gênero né ? Por que agora ?
– Bem.. Eu quero experimentar... Já que nunca li..
– Hmm~~ Kuroko-san esta por acaso apaixonado~?
– Não.. Eu só quero ler.. –sorriu mesmo sendo um pouco verdade.
– Eh... – a menina procurava nas prateleiras preenchidos de livros – Ah achei ! Eu li esse outro dia e achei muito bom ! – entregava o livro ao azulado.
– Watashi no Hatsukoi ? (tradução: Meu primeiro amor)
– Sim! É ótimo ! Acho que irá gostar.. Esse é um dos melhores livros shoujo que eu li ! Há um desfecho bem incrível e inesperado !
– Obrigado senpai..
– Poderia me chamar pelo meu nome ? Eu não me conforto muito com “senpai”..
– Então, Suzuki-senpai..
– Bem, esta bom..
– Obrigado de novo.. – Kuroko fazia uma reverencia e saia.
O menor se apressava indo ao ginásio, onde o treino já começara.
Chegou no ginásio, ouvindo-se apenas algumas coisas que a treinadora, Aida Riko dizia. Após ouvir tudo o que tinha que ouvir, foi ao vestiário trocar de roupa, mas logo se lembrou de um fato que havia esquecido: As marcas.
Não podia deixar ninguém ver. O que será que pensariam quando vissem aquilo ? Sendo Murasakibata Atsushi o causador disso. Como poderia treinar desse jeito ? Não havia trago algo para cobrir as marcas. E se treinasse de uniforme ? A gola alta do uniforme cobria a maioria das marcas, por isso, ninguém vira na parte da manhã.
Kuroko saiu do vestiário, fazendo com que Riko estranhasse por não ter se trocado ainda.
– Ainda não se trocou Kuroko-kun ?
– Eu não estou me sentindo muito bem.. – mentia.
– Eu disse para comer mais proteínas ! Eu faço o seu bento amanhã..
– N-Não precisa... Eu só preciso descansar um pouco..
Riko demorou para responder. Era raro ela deixar alguém escapar do treino mesmo doente, mas na mesma, era raro ver Kuroko pedir para faltar o treino. Pensou que deveria ser algo que realmente necessitava.
– Entendi.. Vou liberá-lo apenas dessa vez.. Para jogar, é preciso manter a saúde né..
– O-Obrigado, treinadora..
O azulado nunca pensou que mentiria para matar os treinos, mas não havia jeito. Deixava o ginásio indo para o portão do colégio ainda se lamentando e culpando um pouco o arroxeado por estar fazendo algo tão irresponsável. E se chateava um pouco por perder o treino, já que gostava tanto, apesar de serem árduos.
Para se distrair um pouco, tirou o livro da mochila e começou a ler. O verdadeiro motivo de ter pego esse livro, foi para descobrir tal atitudes do outro. Queria saber se Murasakibara estava apaixonado por si ou até mesmo o contrário.. Sim, o contrário ! Desde o dia anterior, algo martelava em sua cabeça e seu peito apertava a cada vez que se lembrava do outro. Qual era o significado disso tudo ?
Abria o livro deslizando seus olhos sobre cada frase, e havia uma que o tinha chamado a atenção.
“Eu sinto sua falta... Ou pelo menos, sinto falta daquilo que você já foi.”
Prosseguia pouco a pouco lendo atentamente cada trecho.
“Como amenizar essa dor que invade meu peito?”
“O meu único medo é de não ver mais sua luz.”
Kuroko sentiu algo molhado descer de seus olhos, descendo cada vez mais, deslizando por sua bochecha e pingando no nas páginas do livro. Lágrimas ? Essas pequenas e simples frases, fizeram sua mente se abrir lembrando cada momento difícil e doloroso que passara em seu antigo colégio.
A angustia era muita. Era doloroso. Era sufocante. Era deprimente...
Havia parado de caminhar, mesmo não sabendo onde estava.
– Kuro-chin~? O que foi ?
O azulado apertava seus punhos e mordendo seu lábio antes de responder. Olhava para cima observando quem o chamava.
– Murasakibara-kun..
– Kuro-chin esta chorando~? Por que ? Por que Kuro-chin esta chorando~? – se inclinava um pouco ficando perto do outro e quase a sua altura.
– Eh ? N-Nada..
– Na verdade, eu não gosto de ver o Kuro-chin triste... Igual da ultima vez que lhe vi assim... – segurou suavemente o rosto do menor e beijou levemente os olhos de Kuroko e se afastou olhando para o mesmo com uma expressão corada e confusa.
– Não fique triste, Kuro-chin~ — aproximava novamente, mas desta vez, selando de modo gentil seus lábios macios. O beijo não foi repentino.. O menor havia deixado que o beijasse talvez ? Mesmo que lentamente, Kuroko erguia seus braço envolvendo o corpo do maior. Precisava disso.. O que mais queria agora, era um simples abraço que o confortasse.. Mesmo se fosse por um segundo..
“E quando estiver triste, simplesmente me abrace..”
Murasakibara estranhou a atitude repentina do azulado, mas mesmo assim, não se importou. Suas mãos passaram do rosto do menor, depois para a cintura, assim abraçando-o forte.
Desfazendo o abraço depois de alguns minutos com o silencio, o arroxeado tirou um doce da sacola e entregando para Kuroko.
– Doces são gostosos~
O azulado apenas sorriu limpando um pouco das lágrimas que ainda escorriam.
– Obrigado, Murasakibara-kun..
– E o que esta lendo~?
– Eu peguei emprestado da biblioteca...
– Hmm~~ — Murasakibara não era muito de ler, mas olhou apenas a capa. Não se interessou. Livros era algo que não se encaixa em Murasakibara Atsushi.
– A propósito, o que você esta fazendo aqui também ? – Kuroko perguntava.
– Minha casa é por esse caminho..
– Entendo.. – pausou- Então, eu preciso ir..
– Un~~ Tchau Kuro-chin~
– Tchau..
O menor retomou seu rumo e uma dúvida apareceu em seu cérebro: Como Murasakibara o enxergara ? Não que Kuroko fosse totalmente invisível, mas era dificilmente visto tanto pela falta de presença e o arroxeado na época da Teiko, quase não o via, devido ao seu tamanho também. Quer dizer que o maior estava prestando mais atenção no menor ? Isso poderia significar algo ?
–X-
Kuroko acordava com olheiras bem visíveis, por ter passado a madrugada inteira terminando de ler o livro que pegara noutro dia. E por várias dúvidas e o acontecimento de ontem, o que seria óbvio.
Por sua sorte, era sábado. Dia livre, céu claro e azul com poucas nuvens cobrindo o deslumbrante céu.
Ainda estava na cama, e assim ia ficar o resto do dia. Estava cansado e seus olhos pesavam, mas havia valido a pena. Ficou satisfeito com o final e pensou em reler o livro outro dia.
“ A pior miopia é daqueles que enxergam, mas não querem ver a verdade..”
Por algum motivo, essa frase incomodava Kuroko.. Por que será ? A verdade é que amava seu ex companheiro de time ? Desde quando começou a pensar assim ? Era homo ? Talvez.. Mas de algum modo, não queria aceitar.. Era um relacionamento estranho e não era muito aprovado pela sociedade...
Como não havia nada para fazer, e o sono não vinha, pensou em ir ao colégio devolver o livro, já que ficava aberto todos os dias.
Tomou um banho quente, fez sua higienização matinal, vestiu o uniforme, comeu algo leve e saiu.
Chegando a Seirin, subiu as escadas e foi a biblioteca silenciosa onde não havia ninguém. Fez a devolução e já que estava na biblioteca, decidiu ficar por ali lendo, que era um de seus hobbys.
Ficou bons minutos lendo alguns livros que achara interessante.
– Ah é... Eu preciso recompensar os doces que o Murasakibara-kun me deu.. – falava baixo para si e levantou-se, indo devolver o livro onde achou.
Saiu a caminho de uma loja, mais para uma loja de conveniências já que era perto dali e vendia doces também, mas no caminho, começou a garoar.
– Esta chovendo ? Até agora a pouco estava sol... – fazer o que.. o clima era bipolar. Apressou o passo para não poder pegar chuva e por azar, chegara ensopado mesmo com o curto caminho. A chuva havia aumentado bastante nesse meio tempo.
Após comprar alguns doces para o arroxeado, pensou em ir a casa deste. Mas a casa de Murasakibara era longe e estava chovendo forte agora, por isso, pegou emprestado um guarda chuva da loja e foi andando pensando se iria para casa ou para a casa do maior.. Queria entregar os doces ao outro o quanto antes, pois eram preciosos para o arroxeado. E provavelmente, os doces que restariam com ele nesse momento era zero e o mesmo não sairia na chuva.
Suspirou. Decidiu ir, mesmo que ficasse longe.
Depois de 15 minutos no máximo, estava em frente a casa do maior. Pensou em deixar as sacolas na porta e sair, mas seria rude da parte do azulado, portanto, tocou a campainha duas vezes pausadamente, torcendo para que não acordasse ninguém, até que a porta se abriu.
– Oh.. Quem é ? – uma senhora não tão velha atendia a porta. Deveria ser a mãe.
– Desculpe incomodá-la, mas vim deixar isso para o Murasakibara-kun...
– Voce é amigo do Atsushi-chan ?
– Bem.. Acho que sim...
– É da Yosen também ?
– Não, eu sou da Seirin.. Eu estudei com o Murasakibara-kun no ensino fundamental. Na Teiko..
– Ahh entendo..! E que rude da minha parte ! Entre~entre~ e meu nome é Murasakibara Suzuichi.. A mãe do Atsushi-chan ! – ela sorria gentilmente.
– Kuroko Tetsuya.. Prazer em conhece-la.. – fazia uma pequena reverencia.
– Entre Kuroko-kun..
– Não precisa.. Só vim entregar os doces para o Murasakibara-kun que me deu outro dia e apenas quis retribuir.. Já estou de saída..
– Eh.. Eu não posso deixar você sair nessa chuva ! E esta praticamente molhado ! Vai pegar um resfriado desse jeito... Entre..
Percebendo a insistência da senhora, seria grosseria não aceitar.
– Então, com licença.. – Kuroko entrava, retirando os sapatos molhados.
– Se quiser, pode tirar a roupa.. Esta molhada. Eu vou trazer uma toalha ! Espere um pouco Kuroko-kun ! – ela saiu em busca da toalha e o menor ficou pensando se tirava ou não a roupa.
– Achei ! Ué ? Ainda não tirou ? Bem..Acho que não se sente a vontade aqui né..? Ainda mais com uma pessoa que acabou de conhecer...
– N-Não é isso... – o azulado tirou o uniforme ficando apenas de boxer. Qual o problema ?
– Então, eu vou estender a sua roupa.. – Suzuichi dizia sorrindo entregando a toalha para o outro se secar.
Depois de seco, a mãe do arroxeado levou Kuroko ao quarto escuro do maior, onde ainda estava dormindo.
– Pode vestir essa camisa do Atsushi-chan.. Vai ficar grande, mas acho que é mais confortável..
– Não tem problema.. Obrigado.. – vestia a camisa de Murasakibara que chegava até os joelhos de Kuroko, como uma camisola.
– Por falar nisso, por que estava de uniforme ? Mesmo sendo sábado..
– Eu fui devolver um livro na biblioteca..
– Entendo~! Então, fique a vontade ! Se quiser, acorde esse dorminhoco, porque se deixar, ele dorme até o outro dia.. – ria.
– Não quero ser um incomodo para o Murasakibara-kun.. Então, pode deixar ele dormindo.. – sorria discretamente.
Depois que Suzuichi saiu, ficou apenas os dois no quarto. Kuroko se sentou na beira da cama sem atrapalhar no espaço do outro que dormia tranquilamente.
Pegou seu celular, avisando sua mãe que estava na casa de um amigo e que iria ficar lá até que a chuva passasse. A resposta da mãe foi apenas um “ok”.
Kuroko se arrependia de não ter pego nenhum livro, pois não tinha nada para fazer no momento, a não ser fazer..... nada.... Olhou para a face do ser que dormia ao seu lado e sorriu perante a expressão inocente que o mesmo fazia, até que os olhos de íris roxas começassem a aparecer.
– Kuro-chin~? – dizia com uma voz sonolenta.
– Bom dia Murasakibara-kun.. Eu lhe acordei ?
– Sonho~? Kuro-chin esta aqui no meu quarto...
– Não é um sonho Murasakibara-ku---
– Se é um sonho, posso fazer coisas eróticas com o Kuro-chin certo~?
– Eh..? O-O que esta dizendo Murasakibara-kun ? – corou violentamente com a sentença que o outro acabara de falar.
O arroxeado puxou o menor para a cama, fazendo-o deitar com os braços de Murasakibara envolvendo sua cintura e prendendo-o ali.
– M-Me solte, Murasakibara-kun..! I-Isso não é um sonho.. – várias tentativas falhas de se soltar.
– Eu amo o Kuro-chin... Mais que qualquer um... – o arroxeado pronunciava tais palavras suavemente e rouco ao ouvido do menor e cheirava os cabelos azuis de Kuroko ainda úmidos pela chuva.
– Eh ? – o que o maior queria dizer com isso ? Realmente o amava ? Mas para ele era apenas um sonho.. Um simples sonho... O que falara era verdade ou apenas imaginação ?
Murasakibara percebendo o quanto isso deixou Kuroko confuso, aproveitou essa chance para ficar por cima do menor prendendo-o debaixo de seu grande corpo.
– M-Murasakibara-kun...
– Nee~~ Kuro-chin me ama também~? – enterrava seu rosto no pescoço do azulado mais uma vez, apenas sentindo o cheiro do outro. Um cheiro tão bom, que trazia conforto ao maior.
O menor demorou para responder... O que responder ?
– E-Eu.... t-também amo.. o Murasakibara..kun... – se o arroxado achava que era um sonho, aproveitaria essa chance para dizer tais coisas que não teria coragem. Para dizer e fazer o que realmente sentia.. Mas queria ter certeza do que sentia era mesmo amor pelo seu ex companheiro.
Murasakibara se surpreendeu com a resposta e sorriu mordendo o pescoço branco do menor. Deixaria mais marcas, para todos saberem que ele o possuía. Apenas ele e ninguém mais.
Kuroko gemeu baixo e se arrepiava ao sentir os lábios e os dentes do maior cravarem em sua pele sensível e adocicada. Sinceramente, do que o azulado era feito para ter tal sabor tão delicioso ?
– Eu estou feliz Kuro-chin~ Por você me amar também~! – o arroxeado sorria. Não como de costume, mas de um jeito sincero e mais... feliz ?
O menor corou ao ouvir aquilo do outro. Realmente o amava... Acreditava nisso, pois não teria sentido fazer tudo aquilo, dizer tudo aquilo em vão.. Mesmo sendo um simples sonho erótico entre os dois... Murasakibara estava se confessando para Kuroko ?
– Murasakibara-kun... – o menor já dizia entre ofegos. Era a primeira vez que fazia algo assim, por isso não sabia direito o que fazer.
O arroxeado deixou o pescoço do seu ex companheiro de time e olhou para este, que foi surpreendido ao ser beijado de forma tão repentina.. Quem diria que o primeiro beijo seria iniciado pelo azulado.. Isso fez Murasakibara rir um pouco.
Finalmente.. Finalmente beijara o menor sem interrupções. A maciez de seus lábios, o sabor tão doce quanto seus próprios doces que comprara... Era um sabor de diversas misturas, mas havia um sabor que se destacava mais.. O de baunilha.
Gostava de baunilha, de chocolate, de cereja, morango, framboesa.. Praticamente todos os sabores. O gosto dos lábios do outro eram a mistura de todos, o que fez com que o arroxeado ficasse hipnotizado. Sugava cada vez mais, pretendendo pegar mais esse sabor..
A língua de Murasakibara pedia passagem a boca do menor, que o mesmo cedeu, sentindo a língua do maior invadir sua boca, explorando cada local de um jeito calmo e suave.
Entre o beijo, o azulado trazia consigo vários gemidos abafados de prazer. Os beijos eram excitantes e viciantes que mal sobrara ar depois. Não desperdiçavam cada parte do folego. Se pudesse, ambos ficariam trocando beijos o resto do dia..
Murasakibara pensou em parar de comprar doces, para ficar apenas provando o gosto de Kuroko, o que não era lá uma má ideia.
Um filete de saliva começara a sair da boca do menor. A intensidade aumentava rapidamente a cada segundo que passava, aproveitando assim, ainda mais o belos e carinhosos beijos entre os dois amantes.
– M-Murasakibara-kun.. E-Está calor... – tentava normalizar a sua respiração descompassada. O maior tinha tomado todo o ar do azulado.
– Então.. – o arroxeado passou a mão por debaixo da “camisola” que Kuroko usava, assim retirando-a, fazendo o mesmo corar forte. Sabia que não poderiam fazer aquilo com vestimentas, mas não sabia que já tirariam as roupas. Estava completamente envergonhado por estar apenas de boxer, e principalmente por Murasakibara não desviar a atenção do corpo do outro ainda abaixo de si.
– N-Não.. o-olhe tanto... assim, por favor.... É constrangedor.. – falava desviando o olhar. Não queria que o maior o encarasse naquela situação.
–Não consigo.. Kuro-chin parece ser tão gostoso~ — os olhos do maior pareciam brilhar perante ao corpo exposto, totalmente pálido, magro e pequeno. Era realmente uma graça.
– O-O qu--?
Antes que pudesse falar algo, sentiu um arrepio da cabeça aos pés ao sentir a língua do arroxeado deslizar pelo seu abdômen, deixando um rastro de chupões, que logo ficaram em um tom escuro. Kuroko gemia a cada marca deixada e cobria a boca com a mão, fazendo os gemidos se abafarem um pouco, pois ainda estavam na casa do outro com seus familiares todos presentes ali ! Seria tão vergonhoso se alguém os visse... Não poderia nem imaginar..
Mas foi tirado de seus pensamentos que eram desnecessários naquele momento, ao maior rodear e morder um de seus mamilos, que logo ficaram enrijecidos. Começara a ficar excitado, sentindo um incomodo dentro do boxer. Uma sensação que não havia sentido antes.. O que fazer com aquilo ?
O azulado não conseguia conter mais os gemidos de saírem altos. Era quase impossível conter os gemidos todos os momentos, deixando escapar apenas alguns altos e outros em um volume razoável.
Murasakibara passara para o outro mamilo. A língua apenas brincava com eles, excitando-o cada vez mais e fazendo quase chegar ao seu orgasmo. Já sentira muito prazer até ali que já poderia gozar. Era sensível a toques como aqueles em seu corpo.
O arroxeado, depois de encharcar os dois mamilo do menor de saliva, foi beijando seu tórax, o pescoço, o queixo, o nariz, a testa e por fim, selando mais uma vez os lábios. Murasakibara tentava ser o mais delicado e carinhoso possível com o pequeno, mas não sabia se estava realmente fazendo isso certo, mas se Kuroko não reclamava ou gemia de dor, quer dizer que estava tudo bem..
– Ah~~ Isso é ruim Kuro-chin.. Eu estou excitado~ — O maior dizia despindo-se completamente e retirando também a única peça restante do menor, ficando ambos nus.
Kuroko queria enfiar a cabeça em algum buraco de tanta vergonha. Começava a tremer e tampar seu rosto com as duas mãos constrangido.
– Kuro-chin também esta excitado~? – deixou um sorriso malicioso esboçar em sua face ao olhar o membro ereto do menor – Não se preocupe~ Vamos resolver isso~
Murasakibara deitou-se na cama, puxando o azulado para cima de si, mas em posições opostas. O menor ficara de quatro em frente ao grande falo que praticamente já saia o pré gozo.
– M-Murasakibara-kun.. O que pretende fazer--A-Ahh~~!!.. Hng~! – gemeu de prazer mais alto do que deveria ao sentir seu membro em um lugar tão quente e úmido. O maior abocanhara completamente o membro do azulado. Só não começou a se movimentar, porque queria que o menor também abocanhasse seu membro.
O pequeno, acima de Murasakibara agarrava fracamente o falo do arroxeado, lambendo inicialmente o glande, rodeando sua língua, tirando um gemido prazeroso do outro. Prosseguiu descendo a língua, molhando todo o membro, respirou fundo e logo depois abocanhou o órgão. Como não cabia tudo em sua pequena boca, as mãos complementavam na parte que não adentrava.
O arroxeado começara a se mover primeiro, pois se esperasse de Kuroko, não iria se mover tão cedo. O azulado, ao sentir o seu membro sair e entrar de forma já rápida dentro da boca do maior, fez com que gemesse cada vez mais. Grunhiu ao sentir seu órgão genital seu mordido com sucções fortes.. Até demais, mas não eram doloridas, muito pelo contrário, eram um tanto prazerosas. Isso o fez perder a consciência por um instante pelo prazer.
Depois de se recompor, começou mesmo que devagar, mover a boca para cima e para baixo com sucções fortes também. Se o maior estava lhe proporcionando tanto prazer, seria justo de fizesse o mesmo.
Ambos gostavam de ouvir os gemidos um dos outros. Eram como músicas para seus ouvidos. Poderiam ouvir os incontáveis gemidos de prazer a vida inteira e se masturbar com isso.. Talvez.............
Mas o arroxeado queria mais... Mais rápido, por isso, estocava para cima na boca do menor, que se surpreendia com o quão fundo que o membro do outro ia até sua garganta. A medida que Murasakibara estocava na boca de Kuroko, os corpos se chocavam fazendo um som obsceno ecoar pelo quarto.
Não demorou minutos para que os dois chegassem ao orgasmo juntos, mas a do maior saiu em maior quantidade, preenchendo toda a boca do azulado que não sabia o que fazer com aquele líquido viscoso em sua boca. Murasakibara apenas engoliu com gosto o sêmen do pequeno que corou ao máximo.
Kuroko não gostaria de engolir aquela quantidade toda, por isso, deixou que derramasse na cama, sujando o lençol.
– Não pode fazer isso Kuro-chin~~ Você não deve desperdiçar~~ — sorriu.
– D-Desculpe... – o menor parecia estar esgotado. Estava muito ofegante, com seu corpo trêmulo e uma visão meio cansada, mas mal tinham começado.
– Nee Kuro-chin~~ Que posição você quer ficar~?
– P-Posição ? Q-Qualquer uma...
– Então, poderia ficar de quatro~? – Murasakibara sorria maliciosamente.
– H-Hai..... – colocou-se de quatro esperando o que viria a seguir.
O arroxeado iria penetrá-lo, mas esqueceu-se de lubrifica-lo.. Não tinha lubrificante e pensou em alguns recursos que poderia usar para fazer esse trabalho.
Depois de segundos, lubrificou com os dedos molhados de sua própria saliva, introduzindo um dígito, junto com um gemido de dor e desconforto do outro.. Após esperar mais um pouco, colocou o segundo dígito, junto com mais gemidos de dores. Com apenas dois dedos, o interior do menor já se esmagavam. Era apertado e pequeno.. Seria difícil então, colocar o grande volume que tinha dentro do outro.. A dor era inevitável.
Apesar do desconforto , Kuroko não reclamou, muito menos Murasakibara. O mesmo rodeava seus dedos no interior do azulado, fazia movimentos de tesoura para alargar e estocava com os dedos ao menos para ir se acostumando.
Depois de observar que Kuroko aceitava e se acostumava com os dois dedos, retirou-os e posicionou o glande de seu membro ao orifício do menor. Respirou fundo e começou a entrar com certas dificuldades, enquanto o azulado só conseguia gemer, quase em um grito de dor. Rasgava-o ao meio. Estava-o despedaçando.. Parecia que iria morrer pela dor quase que insuportável.
– Aguente Kuroc-hin~
– M-Murasakibara-kun.. E-Esta doendo..! E-Eu.. n-não consigo respirar... – dizia com uma expressão sofrida. Lágrimas começaram a rolar em seu rosto e saliva começou a sair pela lateral de sua boca macia.
Ao perceber o sofrimento do seu parceiro, tentou estimulá-lo para se distrair da dor, mas não parar de entrar. Teria que se acostumar de um jeito ou de outro. Não havia jeito. Masturbava-o, estimulava um os mamilos do outro com certeza gentileza, beijava sua nuca, chupava o lóbulo da orelha do menor e dentre outras coisas que fizeram Kuroko se distrair da imensa dor, até que o arroxeado entrasse por completo.
Mas nesse momento, alguém abrira a porta...
– Kuroko-kun ! Não quer tomar um café da manh-------!? – a mãe de Murasakibara entrava e ficou estética com a cena em sua frente – Desculpe.. Estou interrompendo algo ? – Suzuichi cora ao ver seu filho e seu amigo fazerem sexo. COMO !?
– Un~ Poderia sair okaa-san~? Estamos meio ocupados... – Murasakibara pronunciara.
– E-Entendo.... E-Então, eu volto em outra hora........ – saiu do quarto e fechou a porta.
Certo... Kuroko queria morrer agora que a mãe de seu ex companheiro tinha visto tal cena comprometedora e bem constrangedora. O que falaria depois !?
– S-Sua mãe..... viu.....
– E o que tem~?
– N-Não tem problema ?
– Não~~ Ela deixa eu ter a preferencia que eu quiser sabe~
– E-Entendo... – O maior limpava as lágrimas dos olhos azulados do outro, que parecia bastante incomodado por sua mãe ter visto e interrompido, mas um dia ela esquece.. ou não..
Dentro do azulado era tão pequeno, apertado e quente.. Já poderia gozar pelo prazer que sentira... Era como estar em um Paraíso.. Gemeu de satisfação e olhou para o menor que parecia distraído e ver Kuroko assim por causa de sua mãe era uma ótima oportunidade para começar a se mover e assim fez.
Segurou firmemente o quadril do outro começando com estocadas fortes dentro do menor que o mesmo já gritara alto de dor e prazer ao mesmo tempo. Seria melhor que se acostumasse já com as estocadas fortes do que as lentas e menos precisas.
– V-Vá com calma.. p-por favor...
Murasakibara atendeu o pedido por 5 segundos e depois voltou com as investidas fortes e precisas. O som de pele contra pele, os gemidos tantos de Kuroko quanto as do arroxeado, os rangidos que a cama fazia pelos movimentos brutos e os nomes pronunciados em gemidos preenchiam todo o ambiente em bom som.
O maior sentiu algo líquido escorrer pelo seu membro. Olhou com certa curiosidade e notou uma cor vermelha. Sangue. O sangue virgem do sexto jogador fantasma. Pensou se estava sendo severo demais, mas já era tarde para mudar de ritmo.
Apalpava as nádegas do outro com força, deixando as vermelhas, dando impulso cada vez mais fortes nas investidas. Para sua surpresa, Kuroko parecia empinar mais, pedindo cada vez por mais.. Quem não atenderia esse pedido tentador ? Aumentou a velocidade, junto com a intensidade acertando um certo ponto que fez o azulado gemer longo e alto de prazer. Um prazer imenso que quase gozou se não tivesse segurado.
– Bom~~ Mais~ — Murasakibara achou ótimo esses gemidos mais longos de prazer, exatamente por isso, passou sempre a acertar com certa força aquele local que ficava escondido, mas achara diversas vezes proporcionando prazer a ambos.
Quando os dois estavam prestes a chegar em seu ápice, o arroxeado mudou rapidamente de posição, puxando o azulado para seu colo, fazendo-o sentar, aprofundando todo o membro em seu interior que o fez gritar prazerosamente. Sentir todo aquele volume dentro de si era de certa forma, incrivelmente prazeroso. A dor já sumira faz tempos, sendo substituída pelos diversos prazeres, enquanto o arroxeado ainda o masturbava.
Murasakibara após pouco tempo, acabou gozando em grande quantidade dentro de Kuroko, que estremeceu e se contorceu ao sentir todo aquele líquido preenchendo-o, e isso fez com que o menor chegasse a seu ápice também, liberando nas mãos do maior.
O azulado estava realmente esgotado. O que havia feito ? Sua mente se apagava pouco a pouco. Murasakibara deitava o azulado na cama, igualmente a si. Exaustos. Tudo o que queriam agora era dormir..
–-
Kuroko acordava já de tardezinha com uma forte dor no quadril se lembrando do que havia feito. Suspirou pesadamente, pensando se fez certo..
– Kuro-chin~~?
– Murasakibara-kun.... – e se lembrou de que tudo o que fizeram de manhã fora apenas um sonho para o maior.
– Vamos fazer mais vezes~
– O que exatamente ?
– Coisas eróticas~~ — sorriu.
– O-O que esta dizendo ?
– Eu não estava sonhando~~ — o arroxeado fazia beicinho.
– Eh ?
– Mas, Kuro-chin realmente me ama~~? – dizia com os olhos esperançosos.
– Para ser sincero... Eu fiz aquilo com o Murasakibara-kun para ver meus sentimentos sobre você... E eu descobri..
– Hmm~? O que é ?
– Eu... amo o Murasakibara-kun.. Mais que um amigo... – Kuroko falava corado, sem uma expressão.
– Eu também amo o Kuro-chin~! – sorriu alegremente de um jeito infantil.
– Ei vocês dois~~! Podem me explicar o que estavam fazendo de manhã~~!? – Sazuichi entrava mais uma vez no quarto ainda meio corada querendo boas explicações para o ocorrido.
Mas ambos se olharam, selando gentilmente os lábios respondendo a pergunta de sua mãe, que apenas suspirou.
– Eu te amo..
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