Notas iniciais
Acordei de manha cedo com algumas enfermeiras fazendo um barraco por causa do médico que estava na porta do meu quarto.
— Façam silencio, vai acordar a paciente. – O semblante do médico estava levemente irritado.
— Mas... Mas Ichinose-Sensei! Quem iria cuidar dela essa manha era o Masato-Sensei! – Uma das três enfermeiras disse.
— Quem se importa? Não é todo dia que tenho tempo sobrando, depois resolvemos sua memoria, agora, com licença. – Ele passa pela porta e a fecha rapidamente, sem fazer qualquer barulho, pelo fato da porta ter uma borracha em seu entorno que ameniza o barulho dela. – Ah, esta acordada? – Aquele que se chamava Ichinose olha para mim, com uma expressão neutra, e eu não conseguia ver brilho em seus olhos, mesmo assim, poderiam chama-lo de bonito. – Me perdoe pelo alvoroço. – Ele anda em direção á cadeira ao lado da cama.
— Ah, não tem problema. – Falo, depois de um tempo eu respiro fundo e tomo coragem. – O senhor vai examinar minhas pernas?
— Exato, mas primeiro preciso checar algumas coisas em voce. – Ele tira de sua bolsa um estetoscópio e começa a ouvir meus batimentos cardíacos de meus pulsos, coração, etc. – Hm, seu bombeamento sanguíneo esta em ordem, vejamos seus reflexos. – Ele pega um martelinho e me pede para sentar na cama, obviamente ele teve que me ajudar. Depois que me sento, ele começa a bater levemente em meus joelhos, que a cada batida era uma lagrima minha, mas pelo que ele disse, meus pés estavam reagindo levemente.
Depois de um tempo ele se abaixa e começa a tatear minhas pernas, que por puro reflexo, acabo dando um soco em sua cabeça.
— Ah, desculpa. – Não estou arrependida, se vai fazer alguma coisa, avise antes.
— Ai! Para alguém que esta com as pernas machucadas, seus braços estão bastante fortes. – Ele massageia sua cabeça, sentado no chão. – Voce pratica algum tipo de esporte? – O médico olha para mim.
Nesse momento me veio uma fraca memoria... Esporte... Escola...Basquete....
— Basquete... Eu jogava basquete! – Eu grito, animada com a memoria de mim jogando em um campeonato, e quando estava preste a me levantar, minhas pernas voltam a doer. – Ai!
— Oh, isso é ótimo, agora voltando ao que vim fazer aqui... – Ele se levanta e começa a olhar para minhas pernas. – Poderia se deitar por favor? – Ichinose olhava com certa duvida para Vitoria.
— Hm? Ok. – Me ajudando a virar, ele me deita lentamente, e depois começa a estalar os dedos e o pescoço.
— Isso vai ser meio deselegante, mas vamos lá. – Ele solta um suspiro, e segundos depois, começa a me fazer cocegas, me fazendo rir bastante.
— Espera, hahahahaha, para, hahahahaha. – Eu estava perdendo o folego de tanto rir.
Ate que um momento depois, a porta se abre, revelando 5 jovens, com olhos realmente surpresos.
— O que esta acontecendo aqui...? – Satsuki pergunta, desconfiada.
— Um caso de estrupo? – Aomine pergunta calmamente.
— Calma ai, quem deu permissao para voces entrarem? Estou fazendo um exame.
— Vi-Chin, esta tudo bem com voce? – O arroxeado pergunta enquanto mastigava um pirulito.
— Sim, ele só estava... me fazendo cocegas, nao sei para que. – Eu olho desconfiada para o medico, enquanto tentava acalmar meu folego.
— Eu lhe estava fazendo rir para testar uma teoria minha. – Ele se vira, suspirando.
— Eh? Que tipo de teoria seria essa? – Um rapaz de cabelo amarelo aparece, detras do Aomine.
— Que droga, por que ele teve que vim tambem? – Aomine perguntou irritado.
— Quando contamos esse caso para ele, ele veio imediatamente, falando coisas como "Kise Holmes" – Satsuki fala, sorrindo.
— Voltando a atençao para mim aqui, por favor. – O medico chama a atençao de todos que estavam presente naquela sala. – Como deixaram voces entrarem, quer dizer que voces sao as pessoas mais proximas que ela tem, por isso, vou contar o que realmente esta acontecendo aqui. Essas dores nas pernas dela, pode-se dizer que é apenas da mente dela.
— Como assim, sensei? – Um garoto com cabelo azul claro aparece do meu outro lado, me assustando.
— Tetsu, nao a assuste assim. – Aomine o repreende.
— Me perdoe. – Ele olha para mim, e eu acabo o perdoando pelos seus olhos e todo o resto serem fofos.
— Ca~ham, respondendo a sua pergunta, essa garota passou por algo traumatizante antes de perder a memoria, alguma coisa que fez seu cerebro pensar que quebraria ou machucaria suas pernas, portanto, a unica razao para ela ficar no hospital é sua perca de memoria. – Ichinose dá de ombros, pegando suas coisas e as colocando em uma maleta.
—Quer dizer entao que nao aconteceu nada com suas pernas? – O amarelado pergunta, suspirando.
— Acontecer aconteceu, só que suas pernas se salvaram, e seu cerebro se esqueceu ou nao presenciou que elas estao bem. – O medico começa a sair da sala.
— Mas como o senhor descobriu? – Eu pergunto.
— Senhor o caramba, e tambem, quando lhe fiz cocegas, suas pernas se mexeram normalmente, apenas isso, eu sou um genio nao sou? – Pela primeira vez o vejo sorrindo, só que logo depois, ele sai da sala.
— Minha mente... me enganou...? – Estava confusa, ate que olho para minhas pernas, e começo a mexe-las, sem sentir nenhum tipo de dor, as balançando sem remorse nem dó. – O que eu faço agora?
— Vi-chin...- Murasakibara estava começando a vi r em minha direçao ate que é vencido na corrida pelo Doutor Masato.
— Minha Donzela, fiquei sabendo das noticias, esta tudo bem com minha amada esposa? – Ele corre ate mim e escorrega ajoelhado como um verdadeiro rockerista, e segura minha mão, como se fosse me pedir em casamento.
— O que há de errado com os medicos desse lugar? – Aomine pergunta, sentado em uma cadeira.
— Talvez devessemos denunciar esse hospital... — Kise fala, olhando ao redor alegremente.
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