Notas iniciais
Espero que gostem~~

—De mim voce não passa! –Vitoria era a ultima e unica barreira do adversário para ir até a cesta.

— Ah! Veremos! –O adversário se esquivou dela, sorrindo com escarnio, e quando deu o pulo para encestar, percebeu que a bola não estava mais em suas mãos. – O que?

Vitoria havia pego a bola, e corria em direção a outra cesta, mas quando percebeu, o rapaz já estava em sua cola.

— Voce realmente é insistente, hein? – Ela começou a correr mais rápido. – Só me deixe marcar uma cesta, depois eu te devolvo. – Ela deu um salto perfeito e marcou uma cesta de 2 pontos. – Viu?

— Sua... – Aparentemente o sujeito não estava gostando de ser humilhado no basquete, ainda mais por uma garota.

— Nem vem, foi voce que pediu para jogar a bola. –Vitoria se recordou do que havia acontecido segundos atrás.

*-*

Vitoria estava descendo a ladeira da rua até a sorveteria como todo domingo, e como habitual, passou pela quadra de basquete ao ar livre, mas um pouco diferente do normal, havia um rapaz ali, jogando basquete sozinho. Quando ele tentou uma cesta de 3 pontos, a bola passou por cima da parede de arame, típica de quadras de esportes, e parou próxima a ela.

— Ei, gata, joga a bola para mim! — Ele acenou, querendo a bola de volta.

— Ok... – Vitoria pega a bola com a mão esquerda, entra na quadra, e começa a rebater a bola no chão.

— Ah? O que foi? Quer jogar? – Ele sorriu com escarnio.

E foi ai que ele conheceu um pouco da ira da capitã do time de basquete da escola.

*-*

— Não acredito que perdi para uma garota... – ele cerrou os dentes e punhos.

— Mas olha, pelo menos voce jogou com tudo que pode, e perdeu para uma pessoa como eu...- Vitoria sorriu e jogou a bola para o Sujeito.

— Como voce...? – ele levantou uma sobrancelha.

— Líder do time de basquete.

— Líder de torcida?

— Aff. Eu sou muito melhor no basquete do que voce imagina, e eu estou indo nessa. Um sorvete de flocos esta me chamando. –Vitoria cantarola a ultima parte e se vira.

— Espere! Qual o seu nome?

—Vitoria, e o seu? –Vitoria vira o rosto para olhar o do Sujeito.

— César. – Ele sorriu dessa vez, sem escarnio.

Vitoria sorriu de volta e foi andando. No final, comprou de três sabores: Flocos, coco e leite condensado ( Super recomendado!)

*-*

Três meses depois, a amizade entre Vitoria e César havia aumentado bastante, ao ponto de se autoproclamarem melhores amigos. César era novo na cidade, e por sorte foi parar na mesma escola que Vitoria, só que um ano adiantado. Ele descobriu o quão assustadora a Vitoria poderia ficar quando jogava basquete.

A amizade entre eles ia ficando cada vez melhor, até que tudo mudou de uma hora para outra.

— Ei, Vitoria, como voce consegue acertar uma cesta de 3 pontos? – Eles estavam em frente à quadra onde se encontraram pela primeira vez. Vitoria rodava a bola sobre o dedo, sentada no meio-fio. César estava em pé escorado no arame com as mãos no bolso.

— Voce tem que ver o movimento do pulso, a forma como pula, a – ela foi interrompida por César.

— Obrigado pelas dicas, entendi tudo, depois dessa viro um expert em cesta de 3 pontos, valeu...- ele disse revirando os olhos.

— Meu filho, pratica então, se quiser ser "expert" em cesta de 3 pontos, pratique! – Vitoria levanta os braços para o alto, e a bola de basquete sai de seu domínio e começa a descer a ladeira. – Ai não... – Vitoria começa a descer a ladeira correndo atrás da bola, que ia cada vez mais rápido.

— Vitoria!

Seu nome saindo dos lábios de César era a ultima coisa que Vitoria ouviu antes de perceber que um enorme caminhão vinha em sua direção, e então CRASH! Sua visão se apagou e Vitoria se sentiu em um vácuo completo. Ah, droga, queria tê-los conhecidos, meus Seiyus... Favoritos...

*-*

— AH! – Vitoria se levanta rapidamente em uma superfície fria e dura, e quando olhou ao seu redor, atras de si havia uma parede, e em sua frente, uma saida que dava em direçao a uma rua desconhecida, percebeu que havia varias pessoas passando, e todas a ignoravam. Vitoria não conseguia se localizar, estava em um lugar desconhecido, sem nenhum eletrônico para se comunicar, estava sozinha, mas pelo menos estava com a mesma roupa desde o...desde o que?

Vitoria tentou se levantar, em vão, estava muito fraca, e suas panturrilhas doíam, como fui parar aqui? Enquanto pensava, um grupo de 3 jovens se aproximou dela.

— Ei ei, o que temos aqui? –O rapaz do meio se aproximou dela primeiro e se agaixou. – o que uma garotinha esta fazendo aqui sozinha no meio da noite? Não sabe que é perigoso? – ele deu uma risada, as pessoas que passavam na rua olhavam de relance, e continuavam andando.

— Sei muito bem, obrigada por me avisar mesmo assim . – Vitoria tenta se afastar, mas suas pernas sentiam uma dor insuportavel.

— Ora, acho que poderemos nos divertir um pouco com voce. – Antes que Vitoria se desse conta, seus braços foram agarrados por trás, quase a fazendo cair. – Eu falei que era perigoso. – Quando o rapaz se aproximou mais ainda, levou um soco por trás, fazendo-o gritar de dor e de susto.

— O que voce pensa que esta fazendo, hein?! – Um jovem com pele morena e cabelos azuis escuro fala, e após derrubar o rapaz 1, ele corre para o rapaz 2.

Ele é muito rápido! Enquanto se impressionava com a velocidade daquele rapaz, percebeu que estava sendo levantada.

— EI! – Quando estava preste a dar um soco em quem a havia levantado, parou no meio do movimento, esse rapaz não estava entre os 3.

— Calma, não vou te machucar. – Aquele rapaz era alto, cabelos roxos, e tinha um belo, um grande e belo palito de chocolate entre os lábios. Vitoria não havia percebido que estava com tanta fome, mas quando o cheiro doce chegou ao seu nariz, rapidamente o colocou entre os dentes e começou a morde-lo.

— Meu...Pocky... – O rapaz fala com o palito ainda entre os lábios, claramente zangado.

— Murasakibara, dê um desconto a ela, deve estar com fome. – O azulado fala depois de colocar os 3 caras no fundo do beco.

— Hm...- Murasakibara solta o Pocky e Vitoria termina de come-lo em 5 segundos.

— Obrigada. – Ela tenta descer dos braços de Murasakibara, mas seus joelhos começaram a latejar novamente. Ela segura um choramingo. – Muito obrigada mesmo.

— O que uma garota faz sozinha em um lugar como esse em plena noite? – Ele cerra as sobrancelhas.

— Não me lembro... Não consigo me lembrar de antes de acordar aqui. Éeee, com licença, poderia, por favor, me colocar no chão? – Vitoria não gostava de ser carregada como uma princesa.

— Ok. – Murasakibara a coloca de pé no chão, mas no exato momento que seu pés encostam no chão, ela sente suas pernas latejarem de dor novamente, só que mais forte. Quando estava preste a cair, Murasakibara a levanta novamente. – O que houve com seus pés? Parece estar doendo.

— Não sei, desde que eu acordei eles estavam latejando. – Ela se aconchega nos braços do Murasakibara, já desistindo de descer deles.

— Ahhh, estamos com um grande problema, o que fazemos? – o azulado se dirigiu ao Murasakibara.

— Passamos na loja de conveniência e compramos mais Pocky.

— Pare de pensar em comida numa situação dessas. Vamos na casa da Satsuki por enquanto, ela saberá o que fazer. – Ele se dirigiu á saída do beco e Murasakibara o segue, com a Vitoria ainda em seus braços.

Notas finais
Até o próximo~~